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Audiências de sábado - 20-06-2015


Pedro
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Eu não vos vou julgar por gostarem de novelas, até porque vocês são como uns 90% dos portugueses que gostam de qualquer coisa leve e desprovido de interesse para passar o tempo. Por alguma razão os programas de qualidade da 2 têm a audiência que têm, e os chouriços, os rabos de saias e tudo o mais batem 1000 a 0 qualquer coisa de jeito que dê. 

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/emoticons/default_huh.png"> e ver uma série já não é? 

Que eu saiba uma novela é um formato que apresenta um enredo, é uma história. Não apresenta nada mais do que veríamos escrito num livro ou numa série , se devidamente adaptado para o género de cada formato. 

Mas adoraria que me explicasses.

Edited by Mundo
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Que eu saiba uma novela é um formato que apresenta um enredo, é uma história. Não apresenta nada mais do que veríamos escrito num livro ou numa série , se devidamente adaptado para o género de cada formato. 

Mas adoraria que me explicasses.

Enquanto que uma novela é como um Big Brother, mas ficcional, ou seja, é como se levantasses o telhado duma casa e ficasses a ver o que as pessoas comem, o que fazem, com quem vão para a cama, quem é que querem matar, e não passa disto, na série há uma história de onde se pode tirar algo. Em Borgen vi o sistema político dinamarquês, em Um Crime, Um Castigo, vi o sistema judicial francês. E aprendi. Cresci enquanto pessoa, contactei com novas realidades. Claro que há séries da treta, como as séries de vampiros, que para mim são simplesmente doentias. 

Eu não te sei explicar melhor o que sinto. Adoraria expressar melhor por palavras aquilo que acho acerca das telenovelas, mas talvez não consiga encontrar propriamente adjetivos. Mas são coisas como ver pessoas a comprarem revistas para saber o que acontece numa dada novela, a coscuvilhar isto e aquilo (que ainda por cima não é verdade, é tudo ficção escrita pela imaginação de alguém). O cúmulo da banalidade que caracteriza as novelas é a novela Os Nossos Dias, que já tive oportunidade de ver algumas vezes, e que não passa de algo absolutamente entediante, sem qualquer ação. O pai vai para o trabalho, fura o pneu, a mulher tem que faltar ao trabalho, depois ninguém pode ir buscar a filha, então ligam à irma mas ela não atende porque está a discutir com o namorado que tinha sido apanhado a trair a irmã com outra. Entretanto andam à estalada, e depois quando chega a casa o pai discute com a filha por não ter andado a fazer nada e não ter atendido o telemóvel. E pronto, assim se faz um episódio de uma novela. Uau que excitante. 

Gostava de ver se as pessoas que seguem todas as novelas, se arranjassem uma vida, um trabalho, uma ocupação mental, se iriam continuar a querer interessar-se pelos outros. 

Um exercício muito interessante é o de ver certas situações e pensar em como elas se repercutem numa cidade e num local mais rural. Na cidade, como anda cada um com a cabeça no lugar, não é um acidente, um assalto, uma ambulância, uma câmara de TV que vai fazer a maioria das pessoas parar. Cada um tem a sua vida. Num local rural, com o típico português campestre, se houver qualquer coisa, vai logo tudo ver, fica logo toda a gente a comentar. Toda a gente sabe tudo. Há uns dias foi um miúdo que andava a fumar às escondidas dos pais na cave. Entrevistaram duas vizinhas e, vejam só, ambas já sabiam que ele fumava às escondidas na cave. E até já sabiam que isto durava há muito!! Desculpem, mas há poucas coisas piores do que este aspecto da natureza humana tão mesquinho e intrometedor 

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Gostava apenas de partilhar convosco alguém que partilha da minha opinião. Lucy Pepper, colunista do Observador (obviamente que não é portuguesa - eu também só nasci aqui). Há dias ela escreveu uma crónica que expressa o que uma pequena mas exigente minoria pensa acerca da TV portuguesa. Não deixo de notar no texto dela um certo desprezo pela RTP, uma vez que ignora o facto de o Telejornal não ter a duração dos noticiários da SIC e TVI, ou o facto de a RTP não emitir assim tantas novelas. O link é o seguinte: http://observador.pt/opiniao/a-televisao-portuguesa-trabalha-para-a-sua-propria-extincao/

Releva, por agora, o seguinte excerto:

A pior praga são as telenovelas, um disparate emitido durante horas, horas e horas em todos os canais terrestres durante a semana toda. Aos guiões falta quase tudo, de timing a interesse. Tudo consiste em histórias de homicídio, vingança e discussões de dinheiro e/ou amantes e, sem qualquer explicação, toda a gente parece ter criados que usam fardas. A representação é escandalosamente horrível, dando à nação (e a todas as nações onde se vendem as telenovelas portuguesas) a ideia de que a ficção televisiva é isto. Mas isto não é ficção televisiva. Nem é representação. Os solilóquios são especialmente hilariantes: os actores entram num quarto e falam com eles próprios. É que na telenovelalândia portuguesa não há diálogos internos expressos através da representação, porque ninguém sabe representar.

Esta infantilização do país que se chama televisão é pontuada por pausas para publicidade que são mais longas do que os programas, e durante as quais perdemos a vontade de viver, depois de vermos o mesmo anúncio três ou quatro vezes. Ou desligamos a televisão ou enfiamos um tijolo pelo écran.

Há, obviamente, uma audiência para estas tretas do dia e da noite… por enquanto. As pessoas que veem e gostam disto não conhecem outras coisas, e continuam a ver e a gostar, e a acreditar que isto é que é televisão. As velhotas sem curiosidade  devem gerar rendimentos suficientes para que os canais continuem. Para já. Mas no futuro, o que poderá acontecer?

 

 

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Enquanto que uma novela é como um Big Brother, mas ficcional, ou seja, é como se levantasses o telhado duma casa e ficasses a ver o que as pessoas comem, o que fazem, com quem vão para a cama, quem é que querem matar, e não passa disto, na série há uma história de onde se pode tirar algo. Em Borgen vi o sistema político dinamarquês, em Um Crime, Um Castigo, vi o sistema judicial francês. E aprendi. Cresci enquanto pessoa, contactei com novas realidades. Claro que há séries da treta, como as séries de vampiros, que para mim são simplesmente doentias. 

Eu não te sei explicar melhor o que sinto. Adoraria expressar melhor por palavras aquilo que acho acerca das telenovelas, mas talvez não consiga encontrar propriamente adjetivos. Mas são coisas como ver pessoas a comprarem revistas para saber o que acontece numa dada novela, a coscuvilhar isto e aquilo (que ainda por cima não é verdade, é tudo ficção escrita pela imaginação de alguém). O cúmulo da banalidade que caracteriza as novelas é a novela Os Nossos Dias, que já tive oportunidade de ver algumas vezes, e que não passa de algo absolutamente entediante, sem qualquer ação. O pai vai para o trabalho, fura o pneu, a mulher tem que faltar ao trabalho, depois ninguém pode ir buscar a filha, então ligam à irma mas ela não atende porque está a discutir com o namorado que tinha sido apanhado a trair a irmã com outra. Entretanto andam à estalada, e depois quando chega a casa o pai discute com a filha por não ter andado a fazer nada e não ter atendido o telemóvel. E pronto, assim se faz um episódio de uma novela. Uau que excitante. 

Gostava de ver se as pessoas que seguem todas as novelas, se arranjassem uma vida, um trabalho, uma ocupação mental, se iriam continuar a querer interessar-se pelos outros. 

Um exercício muito interessante é o de ver certas situações e pensar em como elas se repercutem numa cidade e num local mais rural. Na cidade, como anda cada um com a cabeça no lugar, não é um acidente, um assalto, uma ambulância, uma câmara de TV que vai fazer a maioria das pessoas parar. Cada um tem a sua vida. Num local rural, com o típico português campestre, se houver qualquer coisa, vai logo tudo ver, fica logo toda a gente a comentar. Toda a gente sabe tudo. Há uns dias foi um miúdo que andava a fumar às escondidas dos pais na cave. Entrevistaram duas vizinhas e, vejam só, ambas já sabiam que ele fumava às escondidas na cave. E até já sabiam que isto durava há muito!! Desculpem, mas há poucas coisas piores do que este aspecto da natureza humana tão mesquinho e intrometedor 

Na minha opinião, este teu post para além de perturbador é ligeiramente ofensivo para quem gosta da ficção noveleira.

- Em 1º lugar, uma novela não é um Big Brother. É um produto com uma história e um enredo a seguir, um princípio, um meio e um fim. E não, não se fica a ver o que as pessoas comem e bebem ou vestem. Sinceramente, perdes um bocado a credibilidade ao citares Os Nossos Dias como exemplo de "novela", que é só o produto de ficção mais cansativo e desinteressante da televisão portuguesa. Talvez se visses novelas a sério pudesses mudar um bocado essa tua opinião que demonstra falta de conhecimento acerca do assunto.

- Em 2º lugar, citaste duas séries que são obviamente excelentes, mas tal como existem séries boas e séries más, o mesmo acontece com as novelas. Talvez tenhas tropeçado em maus exemplos deste tipo de ficção, tal como Os Nossos Dias, que é uma novela low-cost.

Quanto ao facto de as séries de vampiros serem doentias, não percebi.

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Gostava apenas de partilhar convosco alguém que partilha da minha opinião. Lucy Pepper, colunista do Observador (obviamente que não é portuguesa - eu também só nasci aqui). Há dias ela escreveu uma crónica que expressa o que uma pequena mas exigente minoria pensa acerca da TV portuguesa. Não deixo de notar no texto dela um certo desprezo pela RTP, uma vez que ignora o facto de o Telejornal não ter a duração dos noticiários da SIC e TVI, ou o facto de a RTP não emitir assim tantas novelas. O link é o seguinte: http://observador.pt/opiniao/a-televisao-portuguesa-trabalha-para-a-sua-propria-extincao/

Releva, por agora, o seguinte excerto:

A pior praga são as telenovelas, um disparate emitido durante horas, horas e horas em todos os canais terrestres durante a semana toda. Aos guiões falta quase tudo, de timing a interesse. Tudo consiste em histórias de homicídio, vingança e discussões de dinheiro e/ou amantes e, sem qualquer explicação, toda a gente parece ter criados que usam fardas. A representação é escandalosamente horrível, dando à nação (e a todas as nações onde se vendem as telenovelas portuguesas) a ideia de que a ficção televisiva é isto. Mas isto não é ficção televisiva. Nem é representação. Os solilóquios são especialmente hilariantes: os actores entram num quarto e falam com eles próprios. É que na telenovelalândia portuguesa não há diálogos internos expressos através da representação, porque ninguém sabe representar.

Esta infantilização do país que se chama televisão é pontuada por pausas para publicidade que são mais longas do que os programas, e durante as quais perdemos a vontade de viver, depois de vermos o mesmo anúncio três ou quatro vezes. Ou desligamos a televisão ou enfiamos um tijolo pelo écran.

Há, obviamente, uma audiência para estas tretas do dia e da noite… por enquanto. As pessoas que veem e gostam disto não conhecem outras coisas, e continuam a ver e a gostar, e a acreditar que isto é que é televisão. As velhotas sem curiosidade  devem gerar rendimentos suficientes para que os canais continuem. Para já. Mas no futuro, o que poderá acontecer?

 

 

que treta, tão tão grande. que generalização tão bacoca. sim é tudo mau, são todos mau atores, todos os textos são maus.
e tanta gente que gosta de novelas e séries, mas para essa senhora pelos vistos é impossível. somos todos velhotas burras.

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Eu não gosto de novelas, mas essa conversa de pseudo intelectual das novelas não terem conteúdo e serem para burros já enjoa...aprende-se tanto nas novelas como nas séries.

Tem é que ser uma boa novela e uma boa série.

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E Belmonte tinha referencias a Shakespere e suas obras, representaram o Hamlet, enfim coisas para burros.

E no GoT (para mim e muitos melhor serie da atualidade) o que se aprende?

Aprende-se como matar meio elenco de uma série num só episódio.

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