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Fatal


elrey
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Bem, estou aqui para dizer que pretendo iniciar a escrever uma série aqui para o TVU.

Chama-se "Fatal", e aqui vai a sinopse:

"Afonso é um rapaz da rua que, apesar de conhecido pelas pessoas, desaparece sem ninguém dar por ele.Mas o seu desaparecimento começa a ser notado quando uma série de acontecimentos estranhos se seguem, e nas casas do bairro começa a aparecer algo que irá fazer as pessoas lembrarem-se dele... pelas piores razões."

Em Breve...

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"Por cima dele passou uma abelha, que após visualizar todo o seu corpo, foi o último ser a ver Afonso naquela noite. Nunca mais voltaria a aparecer."

É esta uma das frases que marcam esta série. A não perder a estreia Quinta-feira, por volta das 20 horas.

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Episódio 1 – Desaparecido

Leves passos de uns pés nus pisavam o molhado chão da rua do Bairro da Lagoa. Era de madrugada e mais ninguém se apresentava à vista. Afonso não tinha casa e costumava dormir num pedaço de cartão, num beco escuro. Tinha dez anos, não tinha pais e vivia há dois anos naquela situação.

Naquele bairro, todos conheciam aquele menino que quando precisava de ajuda não hesitava em recorrer aos habitantes, assim como estes não hesitavam em ajudá-lo, fosse comida, abrigo ou até mesmo só para falar. Só Carlos, um idoso que passava o dia no jardim da zona, é que não gostava de Afonso. Para ele, o rapaz não passava de um marginal que se fazia de santo para roubar as casas das pessoas.

O beco onde o menino dormia estava vazio, apenas ocupado por baldes do lixo e pelo cartão que lhe servia de colchão. Deitou-se e tapou-se com uma manta oferecida por Josefina, uma senhora simpática sem filhos que morava numa casa ali ao lado. Por cima dele passou uma abelha, que após visualizar todo o seu corpo, foi o último ser a ver Afonso naquela noite. Nunca mais voltaria a aparecer.

Dois meses passaram do seu desaparecimento e ainda ninguém tinha dado pela sua falta. As pessoas como que sentiam algo diferente, mas ninguém se lembrou que Afonso havia desaparecido.

Josefina acordou sobressaltada. O marido já se levantara e devia ter ido trabalhar. Ela, como estava desempregada, ainda se manteve na cama a pensar no que tinha sonhado. Incrivelmente, nos seus sonhos apareceu o rapaz desaparecido, que pedia ajuda pois tinha sido picado por uma abelha no dedo. Nesse sonho, após Afonso entrar em casa de Josefina, entrava na cozinha e sentava-se em cima da mesa, ao lado da fruteira.

Já farta de pensar no sonho, a mulher levantou-se e foi comer. Mas ao entrar na cozinha, desmaiou, deparando-se com a imagem de um dedo de criança ao lado das frutas, em cima da mesa.

Espero que gostem deste primeiro episódio! Para a semana há mais! :yahoo_mini:

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Episódio 2 - Entre os Dedos

Josefina ficou deitada no chão toda a manhã, até Paulo, o marido, chegar a casa pela hora de almoço e encontrá-la morta, sem nenhum dos dedos da mão e com todos eles guardados dentro de um saco de plástico, em cima da mesa. Dentro desse saco estavam dez dedos, mas um deles não era de Josefina, mas sim o dedo de Afonso que estava junto às frutas. A Paulo apenas sobrou a reacção de fugir dali e procurar ajuda.

Após o funeral e passar o luto, nunca mais ninguém viu o marido da falecida. A casa ficou vazia para todo o sempre, apenas composta pelos móveis já cheios de pó, e o saco dos dedos que se mantinha intacto ao desgaste, na mesma posição em que fora encontrado.

No bairro tudo se mantinha igual. Carlos estava sentado no banco do jardim, as senhoras passavam com os sacos das compras e os rapazes jogavam à bola. Os charcos pisados por Afonso à dois meses atrás mantinham-se com uma réstia de água já renovada por algumas vezes e o pedaço de cartão ainda parecia que era usado todos os dias.

Uma das senhoras dos sacos, Lurdes, dirigia-se a casa onde o marido Teodoro a esperava. Deu duas voltas na chave da porta e entrou. Sentia-a gelada e ouviu o som da televisão que Teodoro ouvia. Pousou o saco na mesa da cozinha e foi à sala dar um beijo ao marido. Ao entrar viu a televisão desligada e um saco de plástico sobre a mesa. Algo de coloração vermelha apresentava-se no seu interior. Mas mais ninguém lá estava. Por trás de si apareceu alguém que lhe jogou as mãos à cara.

"Surpresa!" Gritou o marido. "Hoje fazemos quarenta anos de casados". E faziam, de facto. Lurdes nem se lembrava desse facto e pedia perdão a Teodoro. Este abriu o saco que estava sobre a mesa e de lá tirou uma embalagem de bombons, em forma de coração.

E festejaram a data durante todo o dia. Mais para a noite, quando o homem foi ao frigorífico buscar leite, deparou-se com um pé. Um pé mutilado que fez Teodoro largar o pacote que tinha na mão e sair dali imediatamente.

___________________

Titinha, o teu comentário fez-me pensar num desenvolvimento da história... Obrigado.

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Episódio 3 – Água

A noite já ia longa e Carlos ainda permanecia sentado no banco. Vanessa voltava do seu trabalho nocturno e viu aquela estranha figura, olhando em frente. Já a tinha visto quando saíra, ao pôr-do-sol. Por incrível que parecesse, apesar de todos conhecerem Carlos por este se apresentar todos os dias naquele banco, ninguém sabia o seu nome.

A Carlos nunca tinha sido atribuída uma casa pelos moradores da zona. Apenas era conhecido por se sentar naquele banco e por odiar Afonso, o tal rapaz da rua. Foi nessa altura, ao olhar fixamente para o velho, que Vanessa se lembrou do rapaz. Mas o pensamento dissolveu-se quando voltou à realidade e entrou em casa. Antes de fechar a porta ainda ouviu uma mulher gritando “Chamem a polícia! O meu marido está morto!”. Deduziu que fosse Dorabela, a maluca.

Ao entrar pela casa sentiu um frio desmedido. Procurou por uma janela aberta, mas toda a casa se encontrava fechada. Ao dirigir-se à cozinha, encontrou a torneira do lava-loiças a pingar. Fechou-o, mas ao consumar este facto a água começou a correr ininterruptamente. Não conseguia fechá-la, e quanto mais mexia mais água corria. Neste momento todas as torneiras da casa vertiam abundantemente e todo o chão já se encontrava inundado. Vanessa procurou sair dali imediatamente, mas a porta não abria, e as janelas estavam cerradas e trancadas como que por fora. Não havia maneira de sair dali.

Vanessa não sabia nadar e já tinha a água pelo peito. Esbracejou e debateu-se o que pôde, mas a água subia com uma velocidade vertiginosa. Cansada e sem forças, deixou-se afundar, ficando perfeitamente sentada no cadeirão da sala, onde permaneceu até toda a água sair para o vazio, altura em que também ela desapareceu.

Nesse momento, também Lurdes soltava o seu último suspiro de ajuda, acabando por nunca mais ser vista. Carlos continuava sentado no seu banco de jardim, já ia a madrugada bem longa. Levantou-se e foi para a sua casa. A casa que ninguém sabe onde fica.

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QUOTE(elrey @ 4-Dec-2008, 23:32) <{POST_SNAPBACK}>
Titinha, o teu comentário fez-me pensar num desenvolvimento da história... Obrigado.

:puppyeyes: :puppyeyes: :puppyeyes: :puppyeyes:

Qual comentário???

:puppyeyes: :puppyeyes: :puppyeyes: :puppyeyes:

Ah!!! LOOOOOOOOOOOOOOL

Depois vi que não era meu :011:

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