ATVTQsV Postado 9 de junho Autor Postado 9 de junho Troquei a ordem, primeiro era para ser a Argélia e depois o Gana, mas o mal já está feito. A Argélia tem a televisão mais antiga de África em actividade e fará 70 anos no dia 24 de Dezembro. Até 1962, era parte integrante da RTF, que era responsável pelas emissões na era colonial. Em 1962, obteve a independência e uma empresa estatal de rádio e televisão foi criada, para depois ser separada em duas. Existe televisão privada, mas só está disponível por satélite. Há questão de vinte anos dizia-se que, graças às parabólicas, bem como serviços pagos a sério, na Argélia fazia-se muito zapping, e preferiam mais os canais franceses aos árabes, até aos locais. Naqueles tempos, havia apenas três canais da Empresa Nacional de Televisão (hoje Empresa Pública de Televisão): o principal canal terrestre, criado em 1956, o Canal Algérie, canal internacional, e o Canal 3, canal juvenil e desportivo. A TDT veio em 2008 para lançar mais dois canais, o Canal 4 em berber (Marrocos teria algo parecido em 2010, o Canal 8, à imagem da experiência argelina) e o Canal 5, canal muçulmano. Depois começaram a unificar os nomes e a partir de 2020 aumentaram o número de canais de cinco para mais, hoje estão nos nove: TV1: generalista TV2: internacional, sendo que tem cobertura na TDT também TV3: notícias TV4: berber TV5: religião (só muçulmana) TV6: conteúdo variado, principalmente juvenil TV7: educação TV8: história argelina TV9: parlamento, criado com base na congénere francesa Falava-se desde o ano passado num décimo canal, inteiramente desportivo. Infelizmente, não sabemos se o canal irá entrar no ar em 2026. A televisão estatal argelina tem apenas treze jogos do Mundial (contra 20 repartidos entre as três generalistas daqui). É isso mesmo, a roubalheira é universal, embora acho que as emissões pagas da beIN Sports falam muito mais alto. Citar
ATVTQsV Postado 9 de junho Autor Postado 9 de junho Depois de termos Angola há vinte anos, já temos mais um PALOP no Mundial! E é a estreia de Cabo Verde, sendo que, com isto, passa a ser o país que mais tarde teve televisão (pelo menos oficialmente), em 1984. Antes disso, em 1975 (logo no ano da independência) começaram as primeiras tentativas de televisão "ilegal", misturando programas emitidos ilegalmente, bem como produções próprias. Só em 1984 (na sequência de um acordo de cooperação com a RTP) veio a TEVEC, mais tarde TNCV, RTC e TCV. Durante mais de vinte anos, a TCV foi o único canal de Cabo Verde, descontando canais estrangeiros das quais a RTC é a titular. Em 1994, graças a um acordo bilateral entre Portugal e Cabo Verde, o país começou a receber os sinais da RTP Internacional como segundo canal "em pé de igualdade" com a TNCV. Em 1998, foi substituído por um retransmissor da RTP África. Os apoios internacionais não se limitam a Portugal, porque nesta altura, o soft power francês, que é recorrente nos PALOPs, trouxe à rede terrestre o canal da CFI, com programas franceses e africanos, cuja cobertura visava África, principalmente a África francófona. Quando este canal fechou a 31 de Dezembro de 2003, a TV5 Afrique ocupou o lugar. A TV privada veio em 2007 com a Record Cabo Verde e, no ano seguinte, veio o primeiro canal privado 100% local, a TIVER (Televisão Independente de Cabo Verde). Em 2006 surgiu a Zap (hoje Alou) pertencente à CV Telecom. Inicialmente tinha apenas 21 canais e grande parte deles vinham da TV Cabo. Muita gente queria os canais portugueses a sério (RTP 1, RTP 2, SIC, TVI, SPORT.TV) mas a questão dos direitos estraga tudo. Há a DSTV, mas infelizmente está tudo em inglês e não recebem o pacote lusófono, que só se recebe em Angola e Moçambique. Havia também a CVXTV (mais tarde Boom TV), fechada em 2023, e a Unitel T+, que começou a prestar serviços de televisão em 2021. A TDT veio oficialmente em 2016 e o sinal analógico foi desligado em 2021. A TCV não abriu mais canais, mas o país teve direito a uma TDT que aos poucos cresceu e é até melhor do que a que temos em Portugal. Só havia cinco canais analógicos: a TCV, a Record, a RTP África, a TV5MONDE e a TIVER, estes canais passaram todos para a TDT e depois vieram a France 24 (em francês) e a RTP 3/RTP Notícias como expansão da cooperação francesa e portuguesa no país. É mais ou menos como nas Seicheles, a SBC é autorizada a retransmitir nove canais estrangeiros, todos eles em francês ou em inglês, com base em várias agendas de cooperação, somados aos três canais locais que opera. Com a TDT também vieram novos canais privados nacionais, a Televisão África (generalista) e a TV Cidade (musical), bem como canais regionais (TCSM e Sal One). Há alguma pirataria nos canais privados. Eu cheguei a ver muitos filmes no canal TIVER, tudo dobrado em PT-BR e passavam até filmes mais obscuros, como The Legend of Sarila. E eu descobri o filme anos antes noutro vídeo, porque apareceu num DVD mão de vaca e deram um nome alternativo baseado no filme Frozen para tentar vender mais :P Já a TVA, não vi por ter NOS, e contaram-me que passavam filmes em torrent à noite, e depois os técnicos da MEO deram conta e bloquearam o sinal :P A TDT caboverdiana é mais tolerável do que a portuguesa. Até parece uma mistura bizarra daquilo que tens nas Seicheles com a pirataria das Ilhas Cook (nas Ilhas Cook passam muitos filmes e séries sacados de torrents). E sabem usar mais do que um multiplex, tem até canais em HD. E Portugal está preso numa "ditadura" audiovisual, se é que me entendem Citar
ATVTQsV Postado 10 de junho Autor Postado 10 de junho A beIN Sports, cuja sede situa-se precisamente no Qatar, detém a totalidade dos direitos do Mundial na televisão paga do mundo árabe. Quanto à televisão local, o tal Canal 37 que eles tentaram relançar com o Mundial, parece estar em águas de bacalhau para depois nunca ser lançado. Antigamente, o nome Canal 37 aplicava-se ao segundo canal deles, canal esse que foi criado em 1982 e foi suspenso entre 2014 e 2020. Quando regressou passou a emitir principalmente programas antigos da Qatar Television, mas mais recentemente passou a ser um espelho quase perfeito do primeiro canal. Recentemente abriram um terceiro canal, um canal dedicado a leituras do Corão. Faz parte de um plano de melhorar os seus serviços e esperam lançar outras novidades. A programação da TV estatal limita-se principalmente a documentários e noticiários, pelo que estou a ver no site deles. Só o facto do segundo canal passar a repetir o conteúdo do primeiro em simultâneo lembra-me o que a Bolivia TV fez. Lançaram um segundo canal só na TDT no multiplex deles que nos primeiros anos tinha uma programação desportiva. Hoje, é sensivelmente a mesma programação do canal principal, sem tirar nem por. Citar
ATVTQsV Postado 10 de junho Autor Postado 10 de junho Na Arábia Saudita há TDT sim, mas em 2012, só 1% da população tinha acesso. Como já disse noutros países árabes, nesta região há muita dependência das parabólicas. Os canais locais não são tão populares, e sim os canais pan-regionais. Os da MBC ainda são financiados por sauditas, mas a sede até 2022 encontrava-se no Dubai. Dizem que lá há menos censura do que na Arábia Saudita, cujo código moral é rígido (acredita que há países ainda mais rígidos como o Irão, o Afeganistão dos Talibãs e o Brunei?). No entanto, em 2022, a sede do grupo mudou-se para Riade. Estava tudo orquestrado nos planos do Fundo de Investimentos Públicos para tornar a Arábia Saudita não só numa potência internacional desportiva, como também no sector do entretenimento. A SBC, televisão do estado, tem projecção unicamente local (salvo os milhões de muçulmanos em muitos países que seguem os canais de Medina e Meca). A Arábia Saudita é também a sede da MBC (desde 2022) e do conglomerado multimédia (música, cinema, televisão) Rotana (que achava que era do Egipto). A Shahid também tem canais desportivos lineares (pagos). O país é também uma das potências do entretenimento árabe, concorre contra os Emirados Árabes Unidos e com o Egipto neste campo, e em menor escala, com países como o Líbano e o Kuwait. Citar
ATVTQsV Postado 10 de junho Autor Postado 10 de junho A RTS foi esperta com a digitalização: tinha criado um segundo canal ainda na era analógica (o tempo em que geria a 2S não conta) e, com a chegada da TDT há cerca de dez anos, anunciaram a criação de três novos canais, todos fora de Dakar. Planearam quatro canais (do 3 ao 6), dos quais só o 6 nunca começou a emitir. Quando a 2S surgiu em 2003 - ainda sob a égide da RTS (embora não era detentora a 100%) - o canal era uma lufada de ar fresco face à oficialista RTS 1, que tinha uma linha de programação estagnada. A partir de 2010, abriu-se uma caixa de Pandora para o sector audiovisual, o cenário cresceu bastante, bem como o potencial de produzir no país. Se em 2005 faziam frente às novelas latinas com a criação de uma série de capítulos de cinco minutos onde um pobre do norte vai a Dakar e acaba nas mãos de um aldrabão, em 2026, com uma vasta quantidade de canais e plataformas, a produção televisiva cresceu bastante. Citar
ATVTQsV Postado 11 de junho Autor Postado 11 de junho A África do Sul é o país mais "avançado" que introduziu a televisão tarde demais, em 1976. A chegada do regime do apartheid em 1948 ditou, ao fim de alguns anos, a rejeição da televisão, que achava que iria corromper os afrikaans, a minoria que dominava o país. Só em 1971 surgiu a aprovação da SABC para lançar a televisão, com um canal branco (em inglês e afrikaans) e um canal preto. Porém, quando a televisão chegou em 1976, só foi lançado o canal branco. E para alguns foi um "apartheid do apartheid": alguns brancos, principalmente os que não entendiam afrikaans, não viam os programas da noite. Às 20 horas era feita a troca de língua no único canal. Os primeiros anos eram marcados por padrões morais altamente estritos, bem como custos elevados da taxa de televisão. Um episódio da série Dallas (mais tarde a produtora Lorimar iria boicotar as vendas ao país) com um homossexual foi vetado. Até a primeira negra a trabalhar num programa da SABC (ainda em 1977) teve que sair por causa de regras de segregação impostas na cantina! Só no último dia de 1981 é que foi introduzido o canal negro. Era a TV2 de Joanesburgo e a TV3 da Cidade do Cabo (a sede dos meios de comunicação costuma ser em Joanesburgo, durante anos achava que era tudo da Cidade do Cabo). A TV2 e a TV3 podiam ser vistas em Joanesburgo; os dois canais tinham programas nas línguas locais, mas partilhavam alguns programas. O canal fechava às 21 sob pretensões do público-alvo ir à cama mais cedo. Em 1985, a SABC aproveitou a lacuna para abrir um novo canal branco, a TV4 (que mais tarde teria uma faixa de uma hora a partir das 18, principalmente para emitir conteúdo desportivo). Em 1986, surgia a M-Net, primeiro canal privado, mas emitia uma grelha codificada (salvo uma faixa em aberto ao fim da tarde). Com o início da quebra do apartheid, a SABC começou a "liberalizar" os seus serviços e fez algumas mudanças. Começou a emitir via satélite em 1995, afim de chegar a zonas rurais onde o sinal televisivo era praticamente inexistente. Naquele ano, a M-Net lançou um pacote digital, a DSTV, e a SABC retaliou com um serviço próprio, mas a utilizar a estrutura analógica já existente. Foi alvo de chacota, porque optaram por tecnologia que iria ser obsoleta. A ETV começou em 1998 como o primeiro canal privado de livre acesso. A TDT tem sido caótica, o apagão analógico foi adiado várias vezes e nem todo o processo foi feito. A África do Sul produziu bastante antes e depois do apartheid, e todos sabemos de uma série que foi exportada, a minissérie Shaka Zulu. Porém não veio sem polémica, já que Frank Agrama pediu à SABC pelos direitos de distribuição e quis que a versão internacional omitisse toda e qualquer referência à empresa. Depois do apartheid, tentou abrir mão a coproduções internacionais com os grandes mercados anglófonos, mas não durou muito. A corrupção é universal e depois do Mundial de 2010 o país começou a entrar em queda livre. As grandes produções sul-africanas de hoje são mais voltadas para o mercado local. Nos países vizinhos, os canais da SABC tinham uma forte audiência na sombra, mas tem sido bloqueados por causa dos direitos de emissão. Tinham uma audiência na Suazilândia e no Botswana, onde os canais tinham a ilusão de serem melhores do que os canais dos seus países. Em contrapartida, a TV do Botswana era muito popular até na Zâmbia e no Zimbábue. Spoiler Havia umas zonas reservadas para negros no apartheid e que não obedeciam às regras do regime da África do Sul. O caso mais bombástico foi o da Bop TV, do Bophuthatswana, que começou a emitir a 31 de Dezembro de 1983. Como a população era baixa, comprava séries a preços elevadíssimos e até dava títulos antes mesmo de chegar à África do Sul. Para dar um exemplo, foram os primeiros a emitir Os Simpsons, antes mesmo da M-Net. Depois o canal tinha cobertura num satélite e o alcance era ENORME, chegava até a Israel. Como um utilizador nos fóruns da Ynet (Yedioth Ahronoth) disse em 2008: "Outro canal esquecido dos primórdios do cabo foi a Bop TV, canal do Bophuthatswana. O país africano transmitia as melhores séries americanas da época (Murphy Brown, etc.), mas as empresas de TV a cabo emitiam sem pagar direitos de autor ao canal. O representante do canal foi a Israel numa tentativa de convencer as tais empresas a pagarem legalmente pelos direitos do canal, mas os israelitas, é claro, ignoraram. Em resposta, o canal foi censurado, e assim outro canal de qualidade desapareceu dos ecrãs." Outras zonas que tiveram os seus próprios canais foram Ciskei, que tinha uma filial da TBN, canal cristão, e depois do fim da existência do bantustan, passou a ser um canal sul-africano. No entanto, devido a uma treta envolvendo o telhado do prédio do canal, rompeu a parceria, mudou o nome e a TBN criou um novo. Transkei tinha uma filial da M-Net mas não tinha grande produção própria. Com o fim do apartheid, a Bop TV foi absorvida pela SABC e gradualmente começou com os planos de encerramento; em 2000 passou a emitir os noticiários em tswana da SABC 2, para depois fechar em 2003. A Namíbia era da África do Sul no apartheid, e tinha a SWABC que era quase inteiramente dependente da SABC. A Namíbia era consideravelmente mais pobre - de IDH baixo - comparado com a África do Sul de IDH alto. A Namíbia passou a ser independente em 1990 e desligou-se do ecossistema da SABC. Citar
ATVTQsV Postado 11 de junho Autor Postado 11 de junho A televisão chegou à Costa do Marfim em 1963. No fim de 1983, nasceu o segundo canal, mas só podia ser visto em Abidjan durante cerca de trinta anos. No entanto, a Costa do Marfim, apesar de ter uma boa economia e população, permaneceu sob um monopólio de estado até 2019. A não ser que vivias em Bouaké, onde havia uma televisão ilegal controlada pelos rebeldes nos anos 2000, e que interferia no sinal do primeiro canal, o único que cobria todo o país na altura, com os seus equipamentos datados e filmes da candonga. A guerra acabou definitivamente em 2011, mas a TV privada, como disse, só chegou em 2019, com a TDT e a atribuição a uma concessão à NCI (Notre Côte d'Ivoire, ou seja, A Nossa Costa do Marfim). Este canal rapidamente passou a ser um sucesso e chegou até a comprar os direitos dos pacotes FTA de grandes provas desportivas, entre os quais o deste Mundial, onde a Costa do Marfim está presente na fase de grupos. À data do dia 23 de Maio, a Costa do Marfim contava com nove canais terrestres: três públicos (RTI 1, RTI 2, RTI 3) e seis privados (NCI, A+ Ivoire, Life TV, 7info, Ivoire TV Music, Sud 1ère). Mesmo no tempo do monopólio, o país tinha uma boa infraestrutura de produção, seja para o mercado interno, seja para a África Ocidental Francófona. Citar
ATVTQsV Postado 11 de junho Autor Postado 11 de junho No Mundial passado falei sobre a história da televisão britânica recorrendo exclusivamente aos confins da Inglaterra. As novidades não são nada animadoras, porque a BBC tem enfrentado uma série de demissões em massa por várias razões, polémica atrás de polémica. Para o Mundial só conseguiram um estúdio pífio na sede regional de Manchester, mas ao menos tiveram o uso de realidade virtual, mas não conseguiram enviar repórteres para os Estados Unidos, algo que a ITV fez. A ITV fez história em Abril ao encerrar definitivamente a programação infantil que tinha, que fora reduzido a 90 minutos na ITV 2 depois do fecho do canal linear. Desta forma, a ITV já não receberá dinheiro vindo a anúncios de brinquedos. Já tinham fechado o canal CITV e o culpado foi a migração ao streaming. Agora a marca está definitivamente enterrada. A ITV decidiu fechar o canal ITV Be e lançou um tal ITV Quiz que é um canal FAST só de concursos. Recentemente também deram uma renovação ao estúdio de notícias. A Channel 4 encerrou os seus canais de música em 2024 (o canal 4Music tinha dado um giro mais generalista). O canal E4 nos últimos anos passou a emitir mais Casados e derivados, tanto que decidiram lançar o E4 Extra para absorver a programação antiga. No entanto, acho que até o E4 Extra é um canal a mais que devia ter sido encerrado. Ao menos gostava que o grupo no futuro tivesse uma oferta mais racionada só com quatro canais (para combinar com tudo): Channel 4, More4, Film4 e E4. Eles já perceberam que a bolha linear rebentou já há bastante tempo. No ano passado a Hasbro decidiu pagar a uma empresa externa para anunciar o nascimento da nova irmãzinha da Porquinha Peppa por meios menos convencionais, sendo um dos principais o Good Morning Britain (fizeram até uma ligação com a série, com as dobradoras e tudo), sendo este um caso de promoção externa (a série passa em canais da Paramount, 5 em sinal aberto e Nick Jr. na televisão paga, bem como nos seus streamings), pago pela detentora da propriedade intelectual (a Hasbro), num programa claramente de entretenimento. Toda a comoção do nascimento da Evie (que a nossa dobragem nem aportuguesou para Eva ou Evinha) até confundiu alguns telespectadores que não tinham ideia do que se estava a passar, mesmo quando eram seis da manhã :P Citar
ATVTQsV Postado 12 de junho Autor Postado 12 de junho Tivemos a mudança da France TV para unificar os DOGs dos canais. Tivemos alarmes de fogo na France Info. E mais importante, tivemos o fim de dois canais terrestres desde o fim da La Cinq. A NRJ 12 foi encerrada por causa da falta de variedade segundo a ARCOM e a C8 teve a sua concessão rejeitada, sendo que o próprio canal esteve ligado à extrema-direita, depois de invadir a CNews. Os novos canais são a T18, canal que emite bastantes documentários, até true crime, e a Novo 19, canal de informação descentralizado (fora de Paris). A BFM fechou o seu canal local de Paris por falta de dinheiro. No geral, a TDT sofreu uma grave mudança na sua ordem de canais. Com o fim das emissões codificadas na TDT francesa, a France 4, canal zombie, passou para o canal 4. Citar
logofan2011 Postado 12 de junho Postado 12 de junho (editado) há 14 minutos, ATVTQsV disse: Na France TV, houve a mudança para unificar os grupos de programação dos canais. Na France Info, tivemos problemas sérios. E, o mais importante, tivemos o fim de dois canais abertos desde o fim do La Cinq. A NRJ 12 foi fechada devido à falta de variedade, segundo a ARCOM, e a licença da C8 foi rejeitada, apesar de o próprio canal ser associado à extrema-direita após ter assumido o controle da CNews. Os novos canais são a T18, que transmite muitos documentários, incluindo sobre crimes reais, e a Novo 19, um canal de notícias descentralizado (fora de Paris). A BFM fechou seu canal local em Paris por falta de financiamento. De forma geral, a TDT (Televisão Digital Terrestre) sofreu uma grande mudança na sua ordem de canais. Com o fim das transmissões encriptadas na TDT francesa, o canal France 4, o canal zumbi, passou para o canal 4. Pobrezinho do M6, o @ATVTQsV não mencionou nada sobre do M6. Eu vi três vezes no M6, um anúncio de um supermercado suíço chamado "Landi", que vende produtos agrícolas. Eis um anúncio deles (não foi este que eu vi): Este é o anúncio que eu vi na televisão (no M6): Editado 12 de junho por logofan2011 Citar
ATVTQsV Postado 12 de junho Autor Postado 12 de junho É bizarro pensar que a Croácia, nos tempos da Jugoslávia, teve televisão antes mesmo de Belgrado, em 1956, sendo que Belgrado começou com as emissões televisivas em 1958. Ainda mais bizarro pensar que Zagreb foi a sede da Eurovisão de 1990, ganha por Toto Cutugno, ainda antes da dissolução da Jugoslávia. Hoje a Croácia tem como dez canais terrestres e a HRT voltou a ter o terceiro canal, que existia no passado até 2004, quando foi vendido à RTL. O novo terceiro canal era mais dedicado a temas culturais - a RTS da Sérvia tinha um canal chamado RTS Digital e que mais tarde passou a ser a RTS 3. Há uns anos (salvo erro 2021) houve a venda da RTL Croácia à CME, alinhando-a com o portefólio de canais que tem na República Checa, Roménia, Eslovénia e Bulgária, bem como no streaming. No entanto continuam a usar a marca da RTL. Não sei que licenciamento eles tem, ao contrário da Bélgica onde a RTL local foi vendida ao grupo DPG e continuam a usar o nome, sendo que continuam a usar a marca clássica, e não a RTL United (que continua em uso na Holanda depois da venda também à DPG em 2025). A Nova, outro canal privado, pertence à United Group. Foi esta última que comprou algumas televisões da Pink fora da Sérvia e pôs os canais no ecossistema Nova. 1 Citar
ATVTQsV Postado 13 de junho Autor Postado 13 de junho E nós com isso? A RTP unificou a sua marca e os nomes. A SIC continua presa em tácticas de venda de banha da cobra ao tentar fazer do canal o mais idoso possível. A TVI está a tentar arranjar equilíbrio. E entretanto, estamos a viver a fase passageira do elefante branco Conta Lá, onde eles queriam fazer dois canais e fizeram nada. O mercado português não soube adaptar devidamente a certos desafios ao contrário de outros países. Uma das principais mudanças foi a chegada de uma tal LiveMode com base na Cazé TV do Brasil. Seja como for, Portugal deve seguir o mesmo caminho das televisões de países menos desenvolvidos. Os orçamentos das generalistas, principalmente das privadas, mesmo com os streamings, escasseiam, e é difícil montar uma televisão digna de primeiro mundo, como já foi no auge da dinheiromania. 2 Citar
ATVTQsV Postado 14 de junho Autor Postado 14 de junho A Noruega voltou ao Mundial. As primeiras experiências datam de 1954, quando a NRK montou o emissor de Oslo; em 1960 as emissões passaram a ser nacionais e regulares. Esta deteve o monopólio da televisão terrestre até 1992. No entanto, a televisão privada começou com a chegada das operadoras de cabo e satélite. Havia um canal privado chamado TV1 e outro com mais sucesso chamado TVNorge. A TV1, ao contrário da TVNorge e da TV3 (esta última ainda não tinha uma emissão 100% independente), tinha uma forte componente de produção nacional, mas quando se aperceberam de que não tinham uma concessão terrestre de jeito, e como a TVNorge encontrou o seu sucesso ao emitir enlatados estrangeiros, fechou as portas e integrou o seu catálogo à TVN. A TV2 recebeu a concessão terrestre e começou a emitir em Setembro de 1992. E era uma verdadeira recarga, recarga essa que já se sentiria com a TVNorge, mas isso é outra história. Não sei quando é que a TVNorge passou a emitir na rede terrestre, mas até 2009 era um canal de livre acesso. Esta e a TV2, em 2009, passaram a ser canais pagos dentro da própria TDT. Ninguém sabe se eventualmente a RiksTV - a Boxer da Suécia - saia da rede terrestre, deixando a NRK sozinha, porque o que aconteceu na Suécia também é digno de nota e a própria RiksTV já tem um serviço de fibra. A NRK lançou o segundo canal em 1996, inicialmente com um pendor juvenil. Depois passou o formato para a NRK 3, criada em 2007 com a TDT e que partilha tempo de emissão com a NRK Super. A NRK 2 passou a ter mais programas de informação como consequência. Últimas notas sobre a TV privada: a TVNorge, canal que teve aquele famoso vídeo do The Fox (Ylvis), pertence ao ecossistema Warner Bros. Discovery, um dos canais do grupo, o MAX, teve de mudar o seu nome para REX afim de evitar alusões à própria HBO Max. Citar
ATVTQsV Postado 14 de junho Autor Postado 14 de junho A Alemanha está a dizer adeus aos canais duplicados! No dia 31 de Dezembro, a ARD e a ZDF vão fundir canais de temática idêntica afim de cortar custos para um ambiente mais vincado ao digital. Já existem canais assim (vide Phoenix e KIKA), mas o plano é fundir para criar três novos canais 100% unidos para cortar gastos. E pronto, não sei que mais direi, até porque a soma dos oito canais generalistas continua a perder ao somatório dos serviços de streaming disponíveis no país Citar
logofan2011 Postado 15 de junho Postado 15 de junho (editado) há 7 horas, ATVTQsV disse: A Alemanha está a dizer adeus aos canais duplicados! No dia 31 de Dezembro, a ARD e a ZDF vão fundir canais de temática idêntica afim de cortar custos para um ambiente mais vincado ao digital. Já existem canais assim (vide Phoenix e KIKA), mas o plano é fundir para criar três novos canais 100% unidos para cortar gastos. E pronto, não sei que mais direi, até porque a soma dos oito canais generalistas continua a perder ao somatório dos serviços de streaming disponíveis no país Pobrezinho do RTL, o @ATVTQsV não mencionou nada sobre do RTL, e o canal está também no seu feed Suíço, eu não vi ainda um anúncio do supermercado suíço Landi em alemão, só no RTL dá em alemão, e só no M6 dá em francês. Por falar do supermercado Landi, eis os dois anúncios em alemão, que nunca vi um até agora: Editado 15 de junho por logofan2011 Citar
ATVTQsV Postado 15 de junho Autor Postado 15 de junho A NPO tem fechado ainda mais canais e a partir de 2027 será composta por três canais. A BVN, cujo fecho estava planeado desde Setembro de 2025, será substituída pela NPO Start numa versão internacional. O que será do boletim meteorológico para as Américas das quais os canais do Suriname ainda dependem? O outro grande evento desde o Mundial passado foi a venda da RTL Holanda para a DPG Media, importante grupo de imprensa da região do Benelux. No entanto, continua a usar o pacote gráfico RTL United. E da SBS não sei, porque só sei que no ano passado tiraram a Disney XD da posição da Veronica para passar a emitir o Disney Jr., só isso. Esqueci-me! A SBS 9 voltou depois de menos de um ano como Viaplay TV. Citar
logofan2011 Postado 15 de junho Postado 15 de junho (editado) há 1 hora, ATVTQsV disse: A NPO tem fechado ainda mais canais e a partir de 2027 será composta por três canais. A BVN, cujo fecho estava planeado desde Setembro de 2025, será substituída pela NPO Start numa versão internacional. O que será do boletim meteorológico para as Américas das quais os canais do Suriname ainda dependem? O outro grande evento desde o Mundial passado foi a venda da RTL Holanda para a DPG Media, importante grupo de imprensa da região do Benelux. No entanto, continua a usar o pacote gráfico RTL United. E da SBS não sei, porque só sei que no ano passado tiraram a Disney XD da posição da Veronica para passar a emitir o Disney Jr., só isso. Esqueci-me! A SBS 9 voltou depois de menos de um ano como Viaplay TV. @ATVTQsV, Sabias que existe nos Países Baixos, um canal só com desenhos animados clássicos dos anos 60, 70 e 80 chamado "Pebble TV", eles transmite títulos como O Professor Baltazar, Vickie, o Viking, Sinbad, o Marinheiro, A Senhora Pimentinha, O Bocas, Ovídeo e Companhia (um desenho animado obscuro dos anos 80 que eu gosto), Lucky Luke, e entre muitos outros. Similar aos alemães do RiC e Fix&Foxi TV (da Your Family Entertainment) e ao americano Qubo (que fechou em fevereiro de 2021, da ION Media), é raro ter um canal só com desenhos animados clássicos, e como já temos o VinTV em Portugal, eles podem comprar desenhos animados (ou animes) que dava no Panda nos anos 2000, como a Sailor Moon (As Navegantes da Lua) ou a Doremi. Mas o VinTV na Espanha está dar a série Futebol em Acção com a mascote do Mundial de 1982, que deu aqui em Portugal pela RTP com o locutor em português e os personagens em espanhol, desde do primeiro dia do Mundial, que foi no dia 11 de junho. Editado 15 de junho por logofan2011 Citar
ATVTQsV Postado 15 de junho Autor Postado 15 de junho Não tenho muito a dizer. Só sei que a SRF 1 passou a emitir em 1080p em 2021 e a RTS também teve um novo grafismo nos últimos anos, com novas cores até. 2 Citar
logofan2011 Postado 15 de junho Postado 15 de junho há 1 hora, ATVTQsV disse: Não tenho muito a dizer. Só sei que a SRF 1 passou a emitir em 1080p em 2021 e a RTS também teve um novo grafismo nos últimos anos, com novas cores até. O PAÍS DO SUPERMERCADO LANDI!!!! Citar
ATVTQsV Postado 15 de junho Autor Postado 15 de junho Por incrível que pareça, a TVE do PSOE (chamada pelos opositores quer do PP quer do VOX de "Telepedro" pelo seu vínculo ao partido da vez, o PSOE de Pedro Sánchez) tem assumido uma linha mais comercial. A TVE 1 tem, naturalmente, mais potenciais comerciais (para uma televisão onde a publicidade comercial foi retirada de vez em 2010) e, no caso, tentativas de imitar os formatos das privadas, nomeadamente durante a manhã e tarde. Os de extrema-direita vão achar que o que a TVE faz é uma versão "de esquerda" de uma das privadas (não sei como andam as orientações políticas delas), não só na informação, como também nos programas de largas horas. Nem tudo se limita a "uma televisão partidária de esquerda que apoia as causas" (vide o que aconteceu a 1 de Setembro, deram uma de Público por causa dos jornalistas assassinados na última guerra do Médio Oriente ao juntarem-se à causa) dado que até aconteceram coisas boas: a TVE 2 voltou a tomar pílulas de "comercialização" e chegou a ter um concurso bem mais comercial do que o icónico Saber y ganar: uma versão espanhola do formato do Trivial Pursuit para TV, algo que não está ao alcance da RTP (quanto mais o Agarra-me se Puderes que é barato de fazer). Ou criar um canal específico para a Catalunha, a La 2Cat, utilizando o espectro que era de um canal privado que fechou (8TV). E ainda querem conquistar as grandes autonomias naquilo que, em tese, seria um jogo de xadrez entre o governo nacional e os governos autonómicos que sustentam as FORTAs, onde jogam à política e pagam a factura. E por falar em jogar à política e pagar a factura: a TVG, única autonómica da qual muitos de nós portugueses temos acesso, através do seu canal internacional que há questão de dez anos é calco do canal original, tem enfrentado uma crise de audiências e conteúdo, algo que tem se verificado nos últimos quinze anos. Até a programação infantil da TVG 2 caiu a mínimos históricos e de orçamento. Tudo isto numa altura em que as línguas regionais começam a ter mais visibilidade nas plataformas de streaming (vieram tarde mas já cá estão, embora ainda há muito por fazer) e onde a principal beneficiária é a Catalunha. Os vascos perderam o único canal infantil, a ETB 3, sendo que a ETB 4, o canal mais inútil, também fechou, e nós com isso? Agora operam numa estrutura 2+2: dois canais convencionais e duas versões internacionais vinculadas à plataforma ETBon. O fecho da ETB 3 apanhou algumas famílias com péssima internet desprevenidas, sem saberem do facto da ETB 1 voltar a emitir programação infantil (e animes). E o grupo Siete vai lançar um canal afim ao PSOE, pertencente à PRISA e com capitais da argentina Telefe. 2 Citar
logofan2011 Postado 16 de junho Postado 16 de junho há 8 horas, ATVTQsV disse: Por incrível que pareça, a TVE do PSOE (chamada pelos opositores quer do PP quer do VOX de "Telepedro" pelo seu vínculo ao partido da vez, o PSOE de Pedro Sánchez) tem assumido uma linha mais comercial. A TVE 1 tem, naturalmente, mais potenciais comerciais (para uma televisão onde a publicidade comercial foi retirada de vez em 2010) e, no caso, tentativas de imitar os formatos das privadas, nomeadamente durante a manhã e tarde. Os de extrema-direita vão achar que o que a TVE faz é uma versão "de esquerda" de uma das privadas (não sei como andam as orientações políticas delas), não só na informação, como também nos programas de largas horas. Nem tudo se limita a "uma televisão partidária de esquerda que apoia as causas" (vide o que aconteceu a 1 de Setembro, deram uma de Público por causa dos jornalistas assassinados na última guerra do Médio Oriente ao juntarem-se à causa) dado que até aconteceram coisas boas: a TVE 2 voltou a tomar pílulas de "comercialização" e chegou a ter um concurso bem mais comercial do que o icónico Saber y ganar: uma versão espanhola do formato do Trivial Pursuit para TV, algo que não está ao alcance da RTP (quanto mais o Agarra-me se Puderes que é barato de fazer). Ou criar um canal específico para a Catalunha, a La 2Cat, utilizando o espectro que era de um canal privado que fechou (8TV). E ainda querem conquistar as grandes autonomias naquilo que, em tese, seria um jogo de xadrez entre o governo nacional e os governos autonómicos que sustentam as FORTAs, onde jogam à política e pagam a factura. E por falar em jogar à política e pagar a factura: a TVG, única autonómica da qual muitos de nós portugueses temos acesso, através do seu canal internacional que há questão de dez anos é calco do canal original, tem enfrentado uma crise de audiências e conteúdo, algo que tem se verificado nos últimos quinze anos. Até a programação infantil da TVG 2 caiu a mínimos históricos e de orçamento. Tudo isto numa altura em que as línguas regionais começam a ter mais visibilidade nas plataformas de streaming (vieram tarde mas já cá estão, embora ainda há muito por fazer) e onde a principal beneficiária é a Catalunha. Os vascos perderam o único canal infantil, a ETB 3, sendo que a ETB 4, o canal mais inútil, também fechou, e nós com isso? Agora operam numa estrutura 2+2: dois canais convencionais e duas versões internacionais vinculadas à plataforma ETBon. O fecho da ETB 3 apanhou algumas famílias com péssima internet desprevenidas, sem saberem do facto da ETB 1 voltar a emitir programação infantil (e animes). E o grupo Siete vai lançar um canal afim ao PSOE, pertencente à PRISA e com capitais da argentina Telefe. Nem a Antena 3, nem o Telecinco, que o @ATVTQsV não mencionou nada sobre os dois generalistas espanholas (incluidos também o Cuatro e a LaSexta), já são seis canais não mencionados: M6 (França) RTL (Alemanha) Antena 3 (Espanha) Telecinco (Espanha) Cuatro (Espanha) LaSexta (Espanha) Citar
D91 Postado 16 de junho Postado 16 de junho há 11 horas, ATVTQsV disse: E o grupo Siete vai lançar um canal afim ao PSOE, pertencente à PRISA e com capitais da argentina Telefe. Que canal será esse? Citar
User3468 Postado 16 de junho Postado 16 de junho (editado) há 4 horas, logofan2011 disse: Nem a Antena 3, nem o Telecinco, que o @ATVTQsV não mencionou nada sobre os dois generalistas espanholas (incluidos também o Cuatro e a LaSexta), já são seis canais não mencionados: M6 (França) RTL (Alemanha) Antena 3 (Espanha) Telecinco (Espanha) Cuatro (Espanha) LaSexta (Espanha) - Houve uma tentativa de fusão entre a TF1 e a M6 que acabou bloqueada. Mas as duas empresas ainda não desistiram. - A RTL faz agora parte do grupo Sky Deustchland. - Em Espanha, destaca-se apenas a aproximação da La 1 nas audiências, estando a combater com a Antena 3 que tem vindo a perder aos poucos quota de mercado, para além da queda histórica da Telecinco. Editado 16 de junho por User3468 Citar
ATVTQsV Postado 16 de junho Autor Postado 16 de junho Como é que é a televisão no país que foi a sede da Eurovisão em 2026? Começou em 1955 e teve (precocemente) um segundo canal já em 1961 (a dois meses da ORF). Desde os anos 90-2000 houve um ponto de virada: supostamente a ORF 1, que seria um canal generalista, passou a aproximar-se mais das camadas jovens, e a ORF 2 passou a ser o das camadas velhas, como são a ARD e a ZDF. A principal edição do noticiário Zeit im Bild (Tempo em Imagem) passa na ORF 2, sendo que a ORF 1 emite resumos. Antigamente tinha um canal dedicado ao turismo e à meteorologia, a TW1, fechado em 2011 e substituído pela ORF 3, canal cultural. A ORF Sport+ começou a emitir em 2006. Com isto, a ORF tem quatro canais. A televisão privada chegou tarde demais, caso único na União Europeia. Lembro-me de ter lido na Wikipédia alemã que a televisão austríaca era alvo de chacota porque o Cazaquistão e a Albânia tinham já televisão privada mas tinham uma liberdade de imprensa restritiva. O primeiro grande canal generalista privado foi a ATV, e foi daqui que vieram as alcunhas. Nasceu em 2000 como a evolução de um canal local que havia em Viena nas operadores de cabo em 1997. A Lei da Televisão Privada foi aprovada em 2001. A emissão terrestre só começou em 2003. Em 2007, o grupo ProSiebenSat.1 comprou a Puls TV e mudou o nome para Puls 4 em 2008. A ATV pertencia à TMG até 2017 quando foi vendida e entrou no ecossistema da PSS.1. E esta é a TDT: https://www.simpli.at/senderliste 2 Citar
logofan2011 Postado 16 de junho Postado 16 de junho (editado) há 55 minutos, User3468 disse: - Houve uma tentativa de fusão entre a TF1 e a M6 que acabou bloqueada. Mas as duas empresas ainda não desistiram. - A RTL faz agora parte do grupo Sky Deustchland. - Em Espanha, destaca-se apenas a aproximação da La 1 nas audiências, estando a combater com a Antena 3 que tem vindo a perder aos poucos quota de mercado, para além da queda histórica da Telecinco. A RTL não é parte da Sky Alemanha, eles comparam a Sky Alemanha, porque os canais principais da RTL Alemanha (exemplos: RTL Up, Super RTL (saudades dele na NOS), TOGGO Plus (Super RTL em versão desenhos animados por 24 horas), VOX, RTL Zwei, VOX Up, NTV (o canal de notícias da RTL), Nitro, RTL Living, RTL Crime, RTL Passion e GEO Television) faz parte do grupo "RTL Deutschland". A Sky Alemanha (ou "Sky Deutschland") só operara os canais com a marca Sky (exemplos: Sky Showcase, Sky One, Sky Krimi, Sky Atlantic, Sky Sci-Fi, Sky Crime, Sky Documentaries, Sky Cinema e Sky Sport). Já agora, na Logopédia inglês no FANDOM, está uma "montage" de logotipos da RTP feito por o nosso querido @DonaldoC1997, e não tem os logotipos de 1959, de 1976 e de 2004: https://logos.fandom.com/wiki/Logopedia Editado 16 de junho por logofan2011 1 Citar
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