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há 15 minutos, Vitória disse:

Ótima entrevista. Bom, através dela também ficámos a saber que A Herança fechou com 260 episódios de produção. 

De produção mesmo tem mais, pois já disponibilizaram os resumos até ao episódio 264 e a novela vai no episódio 260. :mosking:

Deve fechar com 268-270.

Editado por Francisco D.
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Deviam fazer mais entrevistas destas. :clap:

Mas acho interessante não saberem a quantidade de episódios que terá uma novela, dado que isto é uma das coisas primordiais na indústria audiovisual brasileira, sabe-se quantos terão e quando terminará. Interessante. 

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Ótima entrevista de facto. Seria bom os que estão a sofrer com as alterações de roteiro lerem. Em relação à personagem da Eugénia e do atropelamento da Nanda, gostei do que li. 👏

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há 1 hora, Afonso disse:

Deviam fazer mais entrevistas destas. :clap:

Mas acho interessante não saberem a quantidade de episódios que terá uma novela, dado que isto é uma das coisas primordiais na indústria audiovisual brasileira, sabe-se quantos terão e quando terminará. Interessante. 

Por isso que cada vez menos atores que são realmente ATORES, com a expansão dos formatos na indústria, cada vez mais deixam de fazer novela e só vêm quando há estas pataquadas novas como uns remakes de grandes clássicos, de resto não interessa a nenhum profissional que trabalha por projeto não saber quando um projeto termina.

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há 7 horas, Vitória disse:

Os fãs do Maneco são mesmo elitistas, credo. Vocês realmente gostam de novelas ou de documentários? 

Independentemente do autor original, é preciso é nexo no que se desenvolve.

há 3 horas, Vitória disse:

Muito longe mesmo de ser uma obra prima. 

Não é das melhores dele claramente. 

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há 17 minutos, Rodassss disse:

Por isso que cada vez menos atores que são realmente ATORES, com a expansão dos formatos na indústria, cada vez mais deixam de fazer novela e só vêm quando há estas pataquadas novas como uns remakes de grandes clássicos, de resto não interessa a nenhum profissional que trabalha por projeto não saber quando um projeto termina.

Ou então para projetos de curta duração, estilo os que a TVI e a RTP têm apostado.

Por acaso, até estranho a SIC ainda conseguir entregar elencos de luxo, face ao tempo de gravações que está envolvido nas suas novelas e à forma como elas acabam por se arrastar/prolongar.

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Eu percebo que tenham que fazer algumas mudanças. Até porque as novelas do Manoel Carlos nunca tinham muita ação ou grandes vilões. E tinham muitas cenas só de conversa. E convenhamos eram muitas arrastadas e secantes. Com episódios a fio sem acontecer nada de relevante.

Aqui na nossa adaptação tiveram que acelerar vários acontecimentos. Não sou fã de todas as mudanças, mas percebo porque as fizeram.

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há 4 minutos, D91 disse:

Eu percebo que tenham que fazer algumas mudanças. Até porque as novelas do Manoel Carlos nunca tinham muita ação ou grandes vilões. E tinham muitas cenas só de conversa. E convenhamos eram muitas arrastadas e secantes. Com episódios a fio sem acontecer nada de relevante.

Aqui na nossa adaptação tiveram que acelerar vários acontecimentos. Não sou fã de todas as mudanças, mas percebo porque as fizeram.

Exato. As novelas portugueses têm que ter vilões/vilãs para funcionar.

  • Gosto 3
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há 3 horas, D91 disse:

Os autores deram uma entrevista ao "Dioguinho" e contam algumas coisas interessantes, inclusive sobre a personagem da mãe do Léo.

https://dioguinho.com/entrevista-exclusiva-autores-de-paginas-da-vida-desvendam-misterio-quem-matou-a-nanda/

Com esta entrevista, já sabemos de quem foi a ideia peregrina de humanizar o Léo e de colocar uma mãe megera que não existia no original. E vamos ter um quem atropelou. 

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há 7 horas, Vitória disse:

Os fãs do Maneco são mesmo elitistas, credo. Vocês realmente gostam de novelas ou de documentários? 

Não generalizem, ninguém tem culpa de que essa gente é anapaula.gif  :vip: 

Sou fã do Maneco e das suas obras, mas há que saber apreciar novas reinterpretações e leituras. A Sandra e o Alexandre estão a fazer um bom trabalho. :clap:

Bora aproveitar a obra adaptada e deixar o saudosismo arrumado na gavetinha. 

Editado por Afonso
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há 2 horas, Francisco D. disse:

De produção mesmo tem mais, pois já disponibilizaram os resumos até ao episódio 264 e a novela vai no episódio 260. :mosking:

Deve fechar com 268-270.

Que horror! Gabo a paciência de todos aqueles que ainda conseguem ver novelas tão longas. 

No link com a entrevista que tiveram a amabilidade de publicar aqui os autores disseram que vão no capítulo 119 de 'Páginas da Vida'. Se esta tiver o mesmo destino da (creio) antecessora nem quero pensar nas "N ideias mirabolantes" que não estarão a planear inserir aqui. Ambos dizem querer respeitar ao máximo a essência das obras do Maneco, mas plots como o do atropelamento da Nanda (com a quase introdução de um "Quem matou?" que não é de todo registo do autor) ou do assassinato do marido da Verónica às mãos desta, ainda por cima tendo como base uma traição, seriam impensáveis numa novela de Manoel Carlos.  

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há 18 minutos, Maya disse:

Que horror! Gabo a paciência de todos aqueles que ainda conseguem ver novelas tão longas. 

No link com a entrevista que tiveram a amabilidade de publicar aqui os autores disseram que vão no capítulo 119 de 'Páginas da Vida'. Se esta tiver o mesmo destino da (creio) antecessora nem quero pensar nas "N ideias mirabolantes" que não estarão a planear inserir aqui. Ambos dizem querer respeitar ao máximo a essência das obras do Maneco, mas plots como o do atropelamento da Nanda (com a quase introdução de um "Quem matou?" que não é de todo registo do autor) ou do assassinato do marido da Verónica às mãos desta, ainda por cima tendo como base uma traição, seriam impensáveis numa novela de Manoel Carlos.  

Acho curioso como qualquer adaptação acaba sempre por ser refém de um certo saudosismo. A obra original do Manoel Carlos continuará sempre lá, intacta, para quem quiser revê-la tal como foi concebida. Um remake não é, nem deve ser, uma cópia quadro-a-quadro da versão original. É uma releitura para outro tempo, outro público e outro contexto televisivo.

Manter a essência não significa repetir tudo exatamente da mesma forma, mas sim preservar o espírito das personagens e das histórias, ao mesmo tempo que se introduzem novos conflitos e dinâmicas que dialoguem com a narrativa atual. Caso contrário, não seria um remake, mas sim uma "reposição".

Comparar é inevitável, mas também é importante permitir que estas novas versões respirem e encontrem o seu próprio caminho, sem estarem constantemente presas à nostalgia da obra original.

Às vezes dá a sensação de que, para alguns, qualquer pequena diferença já é quase um atentado à memória do autor. Talvez valha a pena ver estas versões pelo que elas são: releituras, não relicários intocáveis da nostalgia.

Editado por Afonso
erro gramatical
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O "Quem Matou?" não me parece mau se servir para desenvolver outro núcleo. 

Pela conversa, acredito que possa ter sido a personagem do Renato Godinho que estava a conduzir bêbada, por exemplo.

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há 20 minutos, Free Live disse:

O "Quem Matou?" não me parece mau se servir para desenvolver outro núcleo. 

Pela conversa, acredito que possa ter sido a personagem do Renato Godinho que estava a conduzir bêbada, por exemplo.

Olhaaa, muito bem dito.

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há 3 minutos, Afonso disse:

Acho curioso como qualquer adaptação acaba sempre por ser refém de um certo saudosismo. A obra original do Manoel Carlos continuará sempre lá, intacta, para quem quiser revê-la tal como foi concebida. Um remake não é, nem deve ser, uma cópia quadro-a-quadro da versão original. É uma releitura para outro tempo, outro público e outro contexto televisivo.

Manter a essência não significa repetir tudo exatamente da mesma forma, mas sim preservar o espírito das personagens e das histórias, ao mesmo tempo que se introduzem novos conflitos e dinâmicas que dialoguem com a narrativa atual. Caso contrário, não seria um remake, mas sim uma "reposição".

Comparar é inevitável, mas também é importante permitir que estas novas versões respirem e encontrem o seu próprio caminho, sem estarem constantemente presas à nostalgia da obra original.

Acho que nunca ninguém disse aqui que esta releitura tinha de ser uma "cópia chapada" do original Afonso. 

Mas por outro lado diz-me como é que é possível preservar o espírito das personagens, das suas respetivas histórias e a humanidade das mesmas quando algumas estão literalmente a ser transformadas em assassinas?! Não concordo, desculpa. Há outras formas de dialogar com este tempo e com o público inserido no mesmo sem que tenham de recorrer a assassinatos e outros malefícios "só porque sim". É suposto 'Páginas da Vida' ser uma novela realista, que escancare as múltiplas feridas que persistem na nossa sociedade, proponha reflexões profundas ao espetador e nos faça repensar algumas das nossas percepções referentes a uma panóplia de temas, precisamente por contar histórias que são o retrato mais fidedigno da vida, tal e qual como ela é.  

Não se sintam tão afetados (nem tão pouco atacados) por haverem pontos de vista diferentes do vosso. Vocês têm todo o direito de gostar e continuar a acompanhar esta novela, e eu fico genuinamente feliz por vocês, de coração. Agora quem não gosta, ou gosta mas acha que há alguns pontos a melhorar ou que alguns dos novos plots inseridos nesta versão não fazem sentido algum também têm toda a legitimidade para o poder dizer. Não temos que nos "começar a dar mal" ou censurar uns aos outros apenas por termos opiniões dissonantes, como é evidente. <3

há 32 minutos, Free Live disse:

O "Quem Matou?" não me parece mau se servir para desenvolver outro núcleo. 

Pela conversa, acredito que possa ter sido a personagem do Renato Godinho que estava a conduzir bêbada, por exemplo.

Nesse contexto ai sim faria mais sentido. Não seria um plot maniqueísta, e sim uma proposta de reflexão sobre (por exemplo) os malefícios do álcool e como o ser humano pode bater no fundo por conta desta doença terrível.  

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há 5 minutos, Maya disse:

Acho que nunca ninguém disse aqui que esta releitura tinha de ser uma "cópia chapada" do original Afonso. 

Mas por outro lado diz-me como é que é possível preservar o espírito das personagens, das suas respetivas histórias e a humanidade das mesmas quando algumas estão literalmente a ser transformadas em assassinas?! Não concordo, desculpa. Há outras formas de dialogar com este tempo e com o público inserido no mesmo sem que tenham de recorrer a assassinatos e outros malefícios "só porque sim". É suposto 'Páginas da Vida' ser uma novela realista, que escancare as múltiplas feridas que persistem na nossa sociedade, proponha reflexões profundas ao espetador e nos faça repensar algumas das nossas percepções referentes a uma panóplia de temas, precisamente por contar histórias que são o retrato mais fidedigno da vida, tal e qual como ela é.  

Não se sintam tão afetados (nem tão pouco atacados) por haverem pontos de vista diferentes do vosso. Vocês têm todo o direito de gostar e continuar a acompanhar esta novela, e eu fico genuinamente feliz por vocês, de coração. Agora quem não gosta, ou gosta mas acha que há alguns pontos a melhorar ou que alguns dos novos plots inseridos nesta versão não fazem sentido algum também têm toda a legitimidade para o poder dizer. Não temos que nos "começar a dar mal" ou censurar uns aos outros apenas por termos opiniões dissonantes, como é evidente. <3

Maya, ninguém está a dizer que não podes ter uma opinião. Isso seria um bocado dramático para uma discussão sobre, pasmem-se, uma novela. Claro que toda a gente pode gostar mais, menos ou nada. Isso faz parte.

O que acho curioso é a ideia de que a simples introdução de um crime numa narrativa automaticamente destrói o realismo ou a humanidade das personagens. Infelizmente (ou felizmente para os argumentistas), assassinatos, traições e tragédias também fazem parte do quotidiano. Só estão a dar uma nova dinâmica à novela, dado que a original, e uma vez que acompanhaste e bem sabes que é verdade, tem um desenvolvimento lentíssimo e grande parte da narrativa fica em banho-maria. 

E digo isto também porque tenho reparado que estás a repetir essencialmente o mesmo argumento ao longo de várias páginas deste tópico, quase como se a novela estivesse a ser julgada por um único elemento narrativo. É um ponto válido de discussão, claro, mas às tantas dá a sensação de que toda a leitura da adaptação acaba reduzida a isso, quando a história tem muitas outras camadas.

O Manoel Carlos sempre trabalhou muito o quotidiano, é verdade, mas também nunca escreveu personagens absolutamente imaculadas ou incapazes de cometer erros graves. O drama existe precisamente porque as pessoas são contraditórias, imperfeitas e às vezes tomam decisões terríveis.

E repara que ninguém aqui disse que tens de gostar destas escolhas narrativas. Só que transformar qualquer mudança numa espécie de “traição ao espírito da obra” acaba por colocar o original num pedestal tão rígido que qualquer introdução desta adaptação da SIC fica automaticamente condenada à partida.

No fundo, a questão talvez não seja tanto o que a novela faz ou deixa de fazer, mas sim o facto de preferirem que ela continuasse exatamente como estava em 2006. O que também é legítimo… mas talvez seja mais nostalgia do que propriamente crítica narrativa.

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Com esta entrevista só fiquei ainda mais intrigado para perceber como foi o passado da Eugénia e que motivos terá para agir desta forma.

Outra personagem que tenho curiosidade em perceber é a da Carolina Amaral, praticamente não se sabe nada sobre ela.

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há 1 hora, Afonso disse:

Não generalizem, ninguém tem culpa de que essa gente é anapaula.gif  :vip: 

Sou fã do Maneco e das suas obras, mas há que saber apreciar novas reinterpretações e leituras. A Sandra e o Alexandre estão a fazer um bom trabalho. :clap:

Bora aproveitar a obra adaptada e deixar o saudosismo arrumado na gavetinha. 

Óbvio que não estava a falar de ti, mig. Há fãs e fãs. :cryhappy:

Editado por Vitória
  • Adoro 2
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há 1 hora, Maya disse:

Que horror! Gabo a paciência de todos aqueles que ainda conseguem ver novelas tão longas. 

Percebo que nem todo o mundo consiga seguir uma novela por tanto tempo. (eu também tenho dificuldades quando a novela arrasta-se demasiado :mosking:) Mas, em comparação, as novelas turcas têm tido muito sucesso a nivel internacional e têm regularmente um número de episódios similar. 

Editado por Francisco D.
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O problema nem é tanto as novelas terem 200 e tal episódios. Mas sim depois diminuírem a duração dos episódios para durarem mais tempo que o previsto.

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há 47 minutos, Afonso disse:

Maya, ninguém está a dizer que não podes ter uma opinião. Isso seria um bocado dramático para uma discussão sobre, pasmem-se, uma novela. Claro que toda a gente pode gostar mais, menos ou nada. Isso faz parte.

O que acho curioso é a ideia de que a simples introdução de um crime numa narrativa automaticamente destrói o realismo ou a humanidade das personagens. Infelizmente (ou felizmente para os argumentistas), assassinatos, traições e tragédias também fazem parte do quotidiano. Só estão a dar uma nova dinâmica à novela, dado que a original, e uma vez que acompanhaste e bem sabes que é verdade, tem um desenvolvimento lentíssimo e grande parte da narrativa fica em banho-maria. 

E digo isto também porque tenho reparado que estás a repetir essencialmente o mesmo argumento ao longo de várias páginas deste tópico, quase como se a novela estivesse a ser julgada por um único elemento narrativo. É um ponto válido de discussão, claro, mas às tantas dá a sensação de que toda a leitura da adaptação acaba reduzida a isso, quando a história tem muitas outras camadas.

O Manoel Carlos sempre trabalhou muito o quotidiano, é verdade, mas também nunca escreveu personagens absolutamente imaculadas ou incapazes de cometer erros graves. O drama existe precisamente porque as pessoas são contraditórias, imperfeitas e às vezes tomam decisões terríveis.

E repara que ninguém aqui disse que tens de gostar destas escolhas narrativas. Só que transformar qualquer mudança numa espécie de “traição ao espírito da obra” acaba por colocar o original num pedestal tão rígido que qualquer introdução desta adaptação da SIC fica automaticamente condenada à partida.

No fundo, a questão talvez não seja tanto o que a novela faz ou deixa de fazer, mas sim o facto de preferirem que ela continuasse exatamente como estava em 2006. O que também é legítimo… mas talvez seja mais nostalgia do que propriamente crítica narrativa.

Por acaso até disseram Afonso. Por outras palavras, mas disseram. Mas deixa para lá. Já passou.

O que estava a tentar dizer é que o Manoel Carlos nunca teve que recorrer a "faroestes mexicanos" para tornar as suas novelas mais ritmadas. As histórias e os personagens, com todos os seus dramas e as suas questões, alicerçadas pelo texto inigualável do autor eram autossuficientes e por si só movimentavam as suas respetivas tramas. O facto destas personagens serem tão imperfeitas e perfeitamente capazes de cometer erros, sendo ao mesmo tempo compostos com outras camadas que por outro lado despertavam a compaixão ou até mesmo a simpatia do público, é que tornavam estas "pessoas" tão ricas do ponto de vista da dramaturgia, o que por sua vez tornava as novelas dele tão únicas e emocionalmente impactantes. E quem acha que uma pessoa para ser má tem "obrigatoriamente de ser assassina" tem uma visão um tanto unidimensional, para não lhe chamar redutora, da vida e do que é o ser humano na sua infinita complexidade. 

Já abordei esta questão noutras ocasiões, mas de facto é-me praticamente impossível resistir a fazer um novo paralelismo não com as duas obras em si, mas essencialmente com os comentários que se escrevem sobre esta novela e os inúmeros posts que foram partilhados no tópico do remake de 'Vale Tudo'. Acho que se devem contar nos dedos de uma mão (talvez nem chegue) as páginas daquele tópico onde não houveram críticas dirigidas à novela não só antes desta estrear como já depois de estreada, desta feita ironicamente muito fundamentadas no facto da autora não ter seguido o original! 
Sim. É verdade que a Manuela Dias definitivamente não fez um bom trabalho com o remake da novela, e que aquela recta final simplesmente dispensa quaisquer comentários de tão terrível que foi.  E também tenho a perfeita noção que 'Páginas da Vida' está muito longe de ser uma 'Vale Tudo', mas não deixa à mesma de ser uma das novelas mais marcantes e acarinhadas pelo público (até mais que a própria 'Vale Tudo', isto visto da perspectiva do povo português evidentemente) por isso é normal que muitos fãs da versão original não gostem de algumas alterações demasiado "bruscas" introduzidas na novela. Não é porque uma foi uma obra prima e a outra teve incontáveis percalços na segunda fase que têm que haver dois pesos e duas medidas. Isto, de resto, sempre aconteceu não só com remakes mas com qualquer outro produto de ficção nacional ou internacional. Nenhum está imune à crítica, contanto que esta seja feita com educação evidentemente. 

Volto a reiterar: quem está a gostar da novela obviamente tem todo o direito de continuar a seguir, e ainda bem que o fazem.

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Quando o fórum descobrir que a Globo deu carta branca à SIC para adaptar a história original conforme quisesse, desde que mantivesse o mesmo rumo das personagens do núcleo principal: :abismado2: :abismado3:

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Querida @Maya vou só te dizer uma coisa, na vida real tbm existem psicopatas que fazem coisas do género que a personagem da Lobo Antunes está a fazer, falemos da assassina portuguesa Maria Dolores, e a não ao nível de, mas tbm de pessoas tipo a mãe do Leo, que pensam que podem conduzir o rumo da vida de outras pessoas que não a delas. O mundo  tá cada vez mais perigoso, nas mãos das pessoas que nos rodeiam, por isso, dito isto, achas que se o Manoel Carlos hoje em dia fosse vivo, com a idade que escreveu por exemplo Páginas da Vida ou quiçá Por Amor, dado que as novelas dele são tão humanas não achas que ele iria se aproximar da realidade atual? Aliás, eu olho para a Eugénia e sinceramente vejo nuances da Branca de Por Amor por exemplo, e agora que sabemos que a personagem Eugénia "herdou " a malvadez da madre superior da versão original, mais lógica tem esta nossa personagem.

Posto isto para mim no momento não consigo gostar da miúda que faz de filha da Carmen, muito ar de enjoadinha. A Filipa Pinto apesar de não ter a sensualidade da Winits, já começou a mostrar que é capaz de se safar, e as que fazem de Gisele e de filha da Lobo Antunes parecem me competentes.

  • Gosto 5
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O Diogo Bordin fez um post de agradecimento pela breve participação que fez na novela e gostou muito de trabalhar e conhecer a Paula Lobo Antunes e o Samuel Alves.

O Samuel foi querido, comentou e desejou-lhe força para continuar :mosking:

  • Haha 4

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