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R18: Telestar, 8 a 14 de Novembro de 1985


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Lembram-se da TVTop, que esteve em circulação entre 1981 e 1985, em pleno monopólio?

Hoje temos uma revista que não acredito que tenha sido a sua sucessora, e sim uma das revistas mais efémeras da história das revistas em Portugal. Junto da TV A Dois e da ressurreição da Telesemana pela Meribérica (e espero que exemplares desta e da Guia TV Cabo apareçam um dia destes). Esta revista durou cerca de um ano e faliu antes mesmo da TV 7 Dias ser criada pela nascente Impala.

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Por agora, quando comecei a escrever esta crónica, não sei quem é que a publicava. Tal como a primeira TV Mais (que voltará - o D91 já tem um telemóvel que inveja o anterior que tinha uma câmara digna de Tekpix das telepromoções brasileiras) e da TV 7 Dias, esta é a primeira Telestar, cuja capa refere a relação entre o ainda vivo Jô Soares e o já falecido Nicolau Breyner. Promove ainda dois posters e um aviso de que as "telenovelas portuguesas vão reaparecer".

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Segundo a ficha técnica, a revista era da Lusomedia, e segundo o livro dos 50 anos da RTP, teve a ínfame ideia de ir buscar alguns jornalistas à TV Guia. Talvez explicasse a sua duração efémera de um ano e um mês. Ainda tinham a grelha dos canais espanhóis, às quais se juntava mais um canal, a nascente TV Galiza, que tinha entrado no ar (toscamente) em Julho deste ano e nos proporcionará um retrato fiel dos caóticos primeiros meses de uma autonómica espanhola.

Tudo isto antecedido por um anúncio à Reproscan que é esteticamente 1985.

Já agora, repararam que, ao contrário da TV 7 Dias e da TV Mais, nem sequer houve uma nota do director da revista a introduzi-la?

TV 7 Dias:

"A questão televisiva está, mais do que nunca, na ordem do dia. Com a discussão e posterior votação na Assembleia da República de projectos-lei sobre a concessão de canais de TV à iniciativa privada, abre-se uma nova fase na história do nosso País daquele que é, sem dúvida, o mais importante meio de Comunicação Social e, por outro lado, o espectáculo mais consumido em todo o Mundo.

É neste contexto que surgimos, preparando-nos e procurando preparar o público para a nova dimensão do fenómeno televisivo e dar-lhe os meios necessários para poder optar com segurança entre as diversas programações que, estamos certos, em breve irão mudar por completo o panorama da TV em Portugal.

Surgimos, também, com o objectivo declarado de tornar mais acessível (tanto gráfica como economicamente), a informação sistemática e concisa sobre os programas da estação oficial.

Cresceremos acompanhando o crescimento da Televisão, e esperamos poder dizer, no futuro, que ajudámos a Televisão a crescer.

Queremos ser - e ajudar a criar - uma nova imagem da Televisão. O tempo será juiz da forma como iremos realizar estes objectivos.

O director"

TV Mais:

"Dantes era simples. Com dois únicos canais no universo português, qualquer guia-tv dava boa conta do recado! Depois, subitamente, surgiu a TV privada. Multiplicaram-se os canais, os filmes, as novelas, os telejornais, os concursos e os "talk-shows".
E perante tão grande ideia, milhões de telespectadores sentiram-se perdidos, sem orientação e sem rumo, na complicada floresta da programação televisiva.
Era preciso um novo guia. Seguro, prático, insuspeito, independente de todos os canais, alegre, tolerante, popular, inteligente, criativo.
Aqui está. Feito por uma boa equipa de profissionais, especialmente para si. JOSÉ ROCHA VIEIRA"

Telestar:

Pura e simplesmente nada, apesar de ser o primeiro número. Acho que eles acreditavam que a revista não tinha anos para durar.

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Entrevista entre Jô Soares e Nicolau Breyner, numa época em que até algumas celebridades brasileiras eram GIGANTES em Portugal. Acho que até o Programa do Jô na extinta GNT tinha uma audiência decente também.

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Tal como toda a revista do mesmo naipe, faltava só uma secção para as celebridades, aqui denominada de Jetstar. Infelizmente o Vasco caiu no erro (de muitas pessoas) de tentar tirar na horizontal e sair na vertical. Já aconteceu muitas vezes comigo e fiquei incomodado com estas partidas.

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O desvio de um avião em Julho deste ano terá uma adaptação para filme (Delta Force). Por outro lado, o adeus de Amélia Rey Colaço à representação, onde também se despediu de José Régio.

Por falar em José Régio, em Março de 2013 fui à casa-museu numa visita de estudo.

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Por outro lado temos dados sobre uma nova temporada (a segunda?) do 1, 2, 3, com data de regresso marcada para 18 de Novembro. Brinca Brincando, faça uma página sobre o programa um quanto antes.

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Ficção portuguesa na RTP: pouca mas boa? É o tema que está na calha quando está a ser gravada Xailes Negros com a RTP Açores e a novela Palavras Cruzadas para consumo nacional. No fundo um artigo que referencia as próximas produções sem responder à pergunta: será que a produção nacional é boa? Hoje em dia é todo o contrário, a meu ver: ficção portuguesa em qualquer canal: muita mas má?

E temos já o nosso primeiro anunciante de beleza, o Esthetic Center, que já nos visitou numa TV Guia publicada anteriormente. Era uma multinacional, deduzo que tenha sido espanhola dado o número de centros que tinha lá, e tinha chegado ao Rio.

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Anunciando a série Em Lisboa, Uma Vez e a revista Bazar, que apesar de ser "o guia da mulher" tinha um homem a ocupar metade do anúncio, acompanhadas por fitas que pareciam ser vindas de uma novela da Globo da altura. A Bazar era da mesma editora? Fica no ar a questão.

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Finalmente na TVE (e com uma correspondente espanhola) uma obra que tinha sido proibida por cinquenta anos! No caso era a TVE a financiar o filme Corte do Faraó, e que co-produzir filmes era a chave de salvação para a indústria em Espanha. Já viram a quantidade de filmes que foram financiados por uma Antena 3 ou uma série de autonómicas?

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Novos documentários britânicos comprados pela RTP: medicina alternativa, um retrato da China na altura e como as novas ciências mudam a nossa forma de viver. Por outro lado algumas peças de Raúl Solnado vão passar na RTP.

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Resumos de Louco Amor.

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Resumos de Origens (em reposição) e as escolhas de Nicolau Breyner e Simone de Oliveira.

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E vamos à grelha detalhada dos cinco canais:

  • Como vimos numa TVTop de Janeiro do mesmo ano, sexta é dia de Vasco Granja, e escolheu um filme que retrata a história do Quebeque (é óbvio, muita gente se lembra dos filmes animados com apoios do National Film Board of Canada). A televisão era bem mais culta e entre noticiários dava-nos dois documentários, e em horário nobre a série (daquele ano) da Granada, Television.
  • A emissão da RTP 2 começava com Ferdy, série alemã popular no Sri Lanka (e pelos vistos em Espanha também), seguido pelo primeiro episódio daquilo das medicinas alternativas e ginástica.
  • A programação dos canais espanhóis infelizmente não fora convertida para o fuso horário de Lisboa. Como já disse a Galega entrou no ar em Julho e na altura nem sequer tinha o edifício pronto. Por outro lado já tinha avançado nalguns aspectos, ao contrário da TV3 que ainda no verão daquele ano só emitia à noite. A emissão tinha dois períodos, dando a versão da Globo da Escrava Isaura no fim do primeiro período (esta também deu antes na TV3) e à noite a telenovela australiana de época A Lei de Carson, que também foi sucesso em Portugal.
  • Na TVE 1, primeiro episódio de uma série sobre Santiago Ramón y Cajal, a Rus Sésamo espanhola, os resumos dos campeonatos de "gimnasia" antes de dar na RTP 2 e no 1, 2, 3 espanhol, o tema desta semana é o autor William Shakespeare.
  • Não sei se a grelha da TVE 2 era assim, mas não havia mais espaço na grelha. Talvez um dia tente encontrar o que falta da grelha numa hemeroteca española.

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Sábado:

  • Tempo dos Mais Novos alargado a começar a RTP 1, mais ginástica, aqui descobri que o nome português de Fawlty Towers era A Grande Barraca (adorei esta!), era a primeira revista a dar quadrados para anotar os números dos totojogos, filme A Vingança de Frankenstein a fechar.
  • Nesta altura o Troféu durava duas horas (menos do que a sua congénere espanhola). Deduzo que o canal tenha sido encerrado por volta das 23:00.
  • Depois do Telexornal, a Galega passa um programa relativo às então vindouras eleições regionais.
  • A TVE 1 nem sequer tinha Telediario à tarde na altura. Às 17:55 (hora corrigida para respeitar o fuso), uma emissão em directo do Nou Camp (não era Camp Nou?) onde se joga o clássico entre Barcelona e Real Madrid. À noite, um filme onde Gary Cooper era o tema principal.
  • Comparativamente falando com a RTP 2, a TVE 2 abria aos sábados às 15 (hora portuguesa). Como já referi noutras revistas, a Catalunha apoderava-se das faixas livres da tarde para emitir uma emissão regional.

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Domingo:

  • Tal como outrora, a emissão tinha mais horas ao domingo do que ao sábado, a começar pela seca (para quem estava à espera da programação infantil) do 70x7 e da Eucaristia Dominical. O Tempo dos Mais Novos era cortado pelo TV Rural, depois do Top Disco (ou Topdisco, sei lá, cansei) tínhamos o programa da GNR, e perto da emissão fechar, o Domingo Desportivo.
  • Ginástica e automobilismo a começar a RTP 2, música clássica, vida em Chaves e filme italiano para o horário nobre.
  • A fechar o primeiro período da Galega, a série Dallas, que tinha na sua dobragem galega esta pérola (recomendo que vejam esta versão de cinco minutos para tentar entender melhor o que estavam a falar). Entendo que a versão catalã fez algo parecido. À noite um programa que acho que ainda é produzido, o En Xogo.
  • A TVE 1 passa o desenho animado que os brasileiros chamavam de Caverna do Dragão.
  • Não sei a que ponto é que a TVE 2 estava avançada com os Fraggles em contraste à RTP, além é claro de terem comido um alagarismo nos horários.

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Segunda:

  • Willy Fog em fase terminal na RTP 1. A crise que levou ao início do Estado Novo dava antes do Telejornal. Não sei quanto durava o Último Jornal, se durasse um quarto de hora já fechava por volta das 23.
  • Por outro lado a 2 fechava depois da 1.
  • Mesmo a TVE 1 tinha um horário nobre demarcadamente mais culto, promovendo depois das notícias, um documentário sobre os parques nacionais de Gomera e La Palma.
  • Se a RTP 2 tinha uma grelha quase exclusivamente estrangeira, a sua congénere espanhola trazia um filme espanhol a ocupar três horas de emissão e depois um debate de meia hora sobre um tema tipo: Qual é a realidade que a Igreja Católica enfrenta com os emigrantes?
  • E na Galega, já sabíamos a fórmula.

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Poster de Tina Turner.

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Para alavancar as esperanças do futebol numa altura em que as pessoas só se interessam nas peixeiradas dos clubes lisboeta, um póster do Fernando Gomes quando jogava pelo FCP. Espero que não haja algo com o Porto idêntico ao que se passou com o Benfica - ainda para mais com o Pinto da Costa há 39 anos no poder - e que tal crise se arraste ao Braga.

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  • Montanhas. Lindas montanhas. Tiki tiki tiki e sei lá que mais. Antes do Telejornal como a China teve o seu progresso no século XX, algo que hoje em dia seria considerado de propaganda (se fosse produzido pela China, claro) já que hoje o país não é visto com bons olhos. O DN organizou um seminário subordinado ao tema "Jornalinho no ano 2000" - cheira-me que nada tinha a ver com o programa do mesmo nome.
  • A nascente TDM trouxe-nos um documentário sobre arquitectura de Macau.
  • A entrada de Espanha na CEE precisa de fazer alterações para se adaptar à nova realidade. O que é que o sector do leite deverá fazer para concorrer com as grandes potências?
  • Uma série sobre Einstein acaba na TVE 2.
  • A Galega, já sabemos. Ainda era bem precária.

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  • E mais um dia, nada de especial para dizer.

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Agora é que me apercebi que nas páginas das grelhas eles cometiam algumas gralhas, em português e em espanhol.

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Programação infantil resumida e regresso do Jornalinho.

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Como apanhar a TVE 1 e 2 em Portugal, sendo que tinha também um retransmissor clandestino no Porto, que no ano passado era usado por um canal clandestino. Em Braga havia também um destes retransmissores. A Renascença, por outro lado, tinha nova grelha. A concorrência tinha de esperar por Janeiro.

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Páginas de cinema.

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Até se falou da Europa TV, aquele projecto demasiado ambicioso que já sabemos no que deu.

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Página de música (A Par e Passo) e de jogos de vídeo (Microstar).

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Passatempos e horóscopo (Astrostar).

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Novidades em vídeo (Videostar) e secção infantil (Ministar).

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Páginas de música.

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Página de moda. O cabelo curto está na moda (e na estética)!

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Cartas de figuras da RTP e anúncio ao Passport Scotch.

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Para fechar um anúncio a um gravador da extinta Akai, representado pela Galsom, onde duas mãos tocam no objecto como se fosse um objecto de fetiche.

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Quando vi a foto da capa achei muito curioso darem chamada de capa a um programa da TVE quando (pensava eu) só a população raiana tinha acesso a ela. Segundo uma reportagem nessa altura a cobertura da TVE chegava a Lisboa. E quando vejo as páginas de programação ver que a grelha da TVE-1 ocupa mais espaço que a grelha da RTP1 é no mínimo estranho! Mais estranho ainda é a revista ser editada pela Lusomedia (não se devia chamar Hispanomedia)?

On 15/07/2021 at 12:21, ATVTQsV disse:

Por agora, quando comecei a escrever esta crónica, não sei quem é que a publicava. Tal como a primeira TV Mais (que voltará - o D91 já tem um telemóvel que inveja o anterior que tinha uma câmara digna de Tekpix das telepromoções brasileiras) e da TV 7 Dias, esta é a primeira Telestar, cuja capa refere a relação entre o ainda vivo Jô Soares e o já falecido Nicolau Breyner. Promove ainda dois posters e um aviso de que as "telenovelas portuguesas vão reaparecer".

Curiosamente no início de 1988 a TV Guia dedicou uma capa a estes dois (cheguei a ver publicidade a essa tv guia no YouTube):

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On 15/07/2021 at 12:21, ATVTQsV disse:

TV 7 Dias:

"A questão televisiva está, mais do que nunca, na ordem do dia. Com a discussão e posterior votação na Assembleia da República de projectos-lei sobre a concessão de canais de TV à iniciativa privada, abre-se uma nova fase na história do nosso País daquele que é, sem dúvida, o mais importante meio de Comunicação Social e, por outro lado, o espectáculo mais consumido em todo o Mundo.

É neste contexto que surgimos, preparando-nos e procurando preparar o público para a nova dimensão do fenómeno televisivo e dar-lhe os meios necessários para poder optar com segurança entre as diversas programações que, estamos certos, em breve irão mudar por completo o panorama da TV em Portugal.

Surgimos, também, com o objectivo declarado de tornar mais acessível (tanto gráfica como economicamente), a informação sistemática e concisa sobre os programas da estação oficial.

Cresceremos acompanhando o crescimento da Televisão, e esperamos poder dizer, no futuro, que ajudámos a Televisão a crescer.

Queremos ser - e ajudar a criar - uma nova imagem da Televisão. O tempo será juiz da forma como iremos realizar estes objectivos.

 

Isso ñ é dito por acaso. Na altura em que saiu o 1º número da TV7 Dias, a única concorrente (TV Guia) custava 90$, ou seja mais 50% que a debutante. Tal justificava-se também com o número de páginas e o formato. O da TV7 Dias era pouco maior que a da Maria, enquanto que o da TV Guia era A4.

O formato mais pequeno (tanto em tamanho de folhas como em número de folhas) foi mantido pela TV7 Dias até início de 1992, quando mudou de logotipo (deixou de ser uma cópia da sua congénere francesa Tele 7 jours). No final desse ano, com o aparecimento da SIC teve a inovação de introduzir um destacável de telenovelas (algo copiado pela TVMais logo no início).

On 15/07/2021 at 12:21, ATVTQsV disse:

Por outro lado temos dados sobre uma nova temporada (a segunda?) do 1, 2, 3, com data de regresso marcada para 18 de Novembro. Brinca Brincando, faça uma página sobre o programa um quanto antes.

Já muitas cunhas foram metidas para tal. A crónica está a fazer o seu caminho!

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há 3 horas, thass_hot disse:

Quando vi a foto da capa achei muito curioso darem chamada de capa a um programa da TVE

Mais do que isso, era um filme da qual a TVE estava a financiar. Assim é que se acreditava que co-produções com canais de televisão iriam salvar a indústria dos filmes nacionais

há 3 horas, thass_hot disse:

quando (pensava eu) só a população raiana tinha acesso a ela. Segundo uma reportagem nessa altura a cobertura da TVE chegava a Lisboa.

Um dos emissores (se não me engano) da Estremadura espanhola tinha cobertura potente para o primeiro canal e a direcção do sinal era na vertical, o que faz com que a mancha chegasse bem próxima de Lisboa. Não está mencionado na reportagem da revista, mas nesta altura ainda havia um retransmissor em Braga - o meu pai lembra-se, mesmo com cobertura precária (tal como uma televisão clandestina que existiu na mesma altura e que não era captada nalgumas zonas). O do Porto foi usado para uma TV clandestina em 1984, que não durou meia hora e só tinha mira técnica a anunciar emissões regulares que nunca se concretizaram.

há 3 horas, thass_hot disse:

E quando vejo as páginas de programação ver que a grelha da TVE-1 ocupa mais espaço que a grelha da RTP1 é no mínimo estranho!

Igualmente estranho foi não terem "traduzido" o fuso horário, tirando a fase entre 1992 e 1995 onde tínhamos o mesmo fuso que Espanha, algumas revistas que analisei tinham a programação na hora portuguesa (antes e depois do período referido) e outras a espanhola. Se calhar tinham preguiça em adaptar.

há 3 horas, thass_hot disse:

Mais estranho ainda é a revista ser editada pela Lusomedia (não se devia chamar Hispanomedia)?

Sabe-se muito pouco da Lusomedia, quando pesquisarmos pelo nome dela, damos de caras com uma LUSOmedia nada a ver, que é uma empresa do ramo audiovisual para emigrantes portugueses na Califórnia. Pelo que entendo tinha ligações com a Cinevoz.

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