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há 1 hora, thass_hot disse:

Quando ele chegou à RTP a Rosalinda devia estar a acabar. Aliás Carita de Angel seria para a substituir. E depois em HN tinha a Senhora das Águas que estreou no mesmo dia do Anjo Selvagem e Filha do Mar. Por falar nisso...

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Não devia ser Rosalinha, devia ser o Privilégio de Amar. Nesse ano a RTP1 também transmitiu a Ramona.

  • 4 weeks later...
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Fogo, que nostalgia! Por estes anos era leitor da TV Guia do princípio ao fim, e algumas vezes cheguei a usar aqueles papeis para identificar cassetes. Espantoso o kitsch e o ar muito certinho e arrumadinho da coisa, com Portugal a lançar-se a todo o vapor na sociedade do consumo... 

Será que daqui a 20 anos também lembraremos o fenómeno do streaming como efémero e muito típico da sociedade de consumo? 

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  • 2 years later...
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há 3 horas, bacalhaucomnatas disse:

saudades de quando no país havia dinheiro (ou capacidade de endividamento...) para extraxagâncias destas :drink:

haver não havia... tinhamos era a vaca gorda da CEE a endividar-nos até ao tutano... um dia rebentou.

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há 5 horas, bacalhaucomnatas disse:

saudades de quando no país havia dinheiro (ou capacidade de endividamento...) para extraxagâncias destas :drink:

Tudo, até na televisão. Se é que alguns programas eram um lixo, um programa como o Big Show SIC certamente tinha mais dinheiro do que um programa pimba como o actual Domingão, até porque não vivia do 760, era em estúdio, raramente tinha passatempos, era muito mais variado, iam ao estúdio artistas não pimba e até estrangeiros actuar.

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há 1 hora, ATVTQsV disse:

Tudo, até na televisão. Se é que alguns programas eram um lixo, um programa como o Big Show SIC certamente tinha mais dinheiro do que um programa pimba como o actual Domingão, até porque não vivia do 760, era em estúdio, raramente tinha passatempos, era muito mais variado, iam ao estúdio artistas não pimba e até estrangeiros actuar.

Sim certamente tinha mais orçamento que os Domingão e Somos Portugal, por essas razões. A tv portuguesa tinha muito dinheiro nessa altura, havie muito espaço para arriscar e experimentar vários formatos. 

  • 1 year later...
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On 23/10/2020 at 01:07, ATVTQsV disse:

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(primeira parte)

Nasci em 1998. No primeiro trimestre do ano (nasci a 21 de Fevereiro) a televisão não trazia nada decente de novo, salvo estar nos Jogos Olímpicos de Inverno e, dias a seguir ao meu nascimento, termos a estreia de um programa "para anormais" com temática paranormal com Teresa Guilherme a apresentar. No entanto, é justificável dado que nós, portugueses, estávamos a preparar para o acontecimento do ano, a famigerada Expo 98, que arrancou na segunda quinzena de Abril e acabou precisamente na altura da revista que analisamos hoje.

A segunda metade do ano, contudo, tem alguns dos eventos mais mediáticos da indústria televisiva portuguesa. No verão, a TVI, que por dois anos era do grupo sueco SBS, foi vendida em triplo: à Lusomundo (também em tempos dona da TSF), ao Grupo Cisneros (dona da Venevisión) e ao empresário macaense Stanley Ho da STDM. Isto durou semanas e o canal fora vendido à Média Capital, onde ainda está.

Setembro, o mês da revista em si (se bem que a grelha acaba a 2 de Outubro :s) foi o palco dos eventos mais bombásticos. Ainda neste ano (no fim de Abril) tivemos o lançamento dos canais da Portusat, uma extinta subsidiária da Globosat destinada a explorar canais na TV Cabo. No fim de Abril e início de Maio, o GNT começou as suas emissões regulares seguido do Canal Brasil, para alegria de muitos e tristeza de outros. Por alegria, entenda-se o facto da Globo oferecer-nos o seu espectro colorido de know-how em todas as suas facetas, quase vinte e um anos depois de começar a vender para Portugal. Por tristeza, alguns assinantes que tiveram a TV Cabo só por canais com "elevado teor cultural" queixaram-se do facto destes novos canais roubarem os seus canais culturais. (até a gentalhada se queixava do Galavisión)

No entanto, a novidade era na frente premium. A Globo trouxe-nos dois canais Telecine (Portugal era pequeno demais para ter cinco como no Brasil) e o canal SexyHot, mais tarde, quase duas semanas antes da semana visada desta revista, nascia a SportTV (hoje escreve-se SPORT.TV, conforme rodapés que vi no canal desde a renovação de 2008). Ao mesmo tempo, ainda na primeira semana do canal, ocorreu o primeiro grande escândalo, a codificação da RAI Uno do jogo Sporting-Bolonha. Umas cinco pessoas sabiam qual era a verdadeira razão (o jogo era da Taça UEFA e os direitos eram negociados em cada país) e o resto queixava-se da codificação, mesmo sendo num canal numa língua semi-compreensível.

Cá por casa (e se tirarmos o início do igualmente famigerado Vivir Viver), João Baião ainda estava em alta com uma sitcom dele na SIC (Bom Baião) e, na RTP, supostamente devido a uma mudança que viria em Outubro, Terra Mãe estava a terminar.

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Na última vez que debruçámos as "revistas da gente", vimos uma Teleguia de 1994. Nos próximos dias, vamos à publicação mãe: a TV Guia, a promover ainda:

  • uma entrevista com Herman José (qualquer dia reformo-me), imagine a volta por cima com o HermanSIC que até teve grande sucesso nos anos 2000;
  • um mistério da série Médico de Família, que estava em alta;
  • os 140 filmes que os canais tinham para Outubro! Hoje num mês banal e sem feriados nem sequer chega aos 50! (contando com a RTP Memória, claro, que passa uns incríveis dois filmes por semana)

A TV Guia ainda era de pertença da TV Guia Editora (cujo logo aparece em ponto pequenino e com um visual pavorosamente anos 80). Já o logo da revista em si viria a ser aposentado com a venda à Cofina. Hoje diz ser a líder quando na verdade vejo que às vezes a TV 7 Dias é líder: será porque uma vende mais exemplares por ser do grupo do CM, que por si só tem o jornal com mais exemplares e o canal por cabo com mais audiência em Portugal? Ou será que a TV 7 Dias tem melhores exclusivos dos famosos? A questão da liderança é relativa ou não?

Para além de apostar, também gosto de jogar na riorise. Um simulador giro que pode passar horas a jogar.

Que relato interessante e detalhado sobre o panorama televisivo de 1998! É fascinante revisitar esse período, especialmente por ter sido um ano tão marcante, com eventos como a Expo 98 e a estreia de canais que moldaram o consumo televisivo em Portugal. A tua análise do impacto da chegada de novos canais como os da Portusat, com os Telecine e o SexyHot, além do surgimento da SportTV, mostra bem como essa época foi um ponto de viragem.

O contexto das críticas à "invasão" de canais menos culturais é um reflexo do constante conflito entre inovação e tradição no setor. Ainda hoje há quem discuta o equilíbrio entre entretenimento e conteúdo cultural na programação. A questão da codificação da RAI Uno durante o jogo Sporting-Bolonha também é uma memória curiosa, mostrando como as audiências já estavam atentas e exigentes em relação à transmissão de eventos desportivos.

Sobre a liderança entre revistas como a TV Guia e a TV 7 Dias, é verdade que medir o que torna uma publicação "líder" é bastante subjetivo. Pode ser o número de vendas, os conteúdos exclusivos ou mesmo a percepção do público. No entanto, o dinamismo da época e a busca por inovação no meio televisivo e editorial fazem deste período um marco nostálgico e cheio de aprendizados.

Parabéns por trazer à tona um relato tão completo e rico em detalhes sobre um ano inesquecível!

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  • 3 months later...
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On 23/10/2020 at 15:39, thass_hot disse:

A capa dessa TV Guia com o final da Terra Mãe espelha um pouco o que foi o Portugal de 98 com a Expo-98, uma novela onde entravam bastantes personagens de países de língua oficial portuguesa.

Quando dizes a revista líder, a verdade é que a TV Guia foi a líder incontestável de vendas até 2000-2001. Antes disso a TV7 Dias e a TVMais lutavam pelo segundo posto, com uma vantagem da TVMais.

Um factor que a meu ver contribuiu para a passagem para a liderança da TV7Dias foi desde o 1º minuto ter apostado em conteúdos do BB (seja o resumo do que se passava na casa, como também histórias paralelas, depoimentos de familiares e amigos dos concorrentes,...), mas sobretudo por causa do suplemento de receitas que vinha todas as semanas na TV7 Dias (aproveitando o espólio da sua colega de grupo 'Segredos de Cozinha') que fazia com que muita gente comprasse a revista pelo suplemento - hoje uma revista de TV sem este suplemento ñ existe simplesmente.

Ah, e aproveitando a onda de nostalgia: além de acompanhar TV e revistas da época, também sou fã de jogos, principalmente os que têm um toque de vida social e criatividade. Ultimamente tenho passado bastante tempo no GTA RP, e pra quem quiser experimentar ou entrar nessa comunidade, recomendo dar uma olhada no gtarpdownload.com — dá pra baixar tudo o que precisa pra começar e se integrar nesse universo imersivo.

Quanto ao logo, só uma correcção: no final de 2001, ainda a TVGuia era da TV Guia editora e o logo já tinha sido reformulado (as páginas de programação e novelas já tinham sido reformuladas no início de maio desse ano!). Mas se me permitem a minha opinião, foi o logo que mais gostei e o que durou mais tempo - 15 anos entre 1986 e 2001.

Excelente contextualização! Concordo contigo — a TV Guia marcou mesmo uma época, e durante os anos 90 foi a referência indiscutível para quem queria acompanhar o mundo da televisão, especialmente no que dizia respeito às novelas e à programação semanal. A forma como abordava temas como o final de Terra Mãe ou a Expo-98 mostrava bem essa ligação com o momento cultural que o país vivia.

E tens razão quanto à ascensão da TV7 Dias. A aposta certeira no fenómeno Big Brother, com cobertura intensa e constante, foi mesmo um ponto de viragem. O suplemento de receitas também foi um trunfo enorme — lembro-me de ver muita gente a guardar essas páginas religiosamente. Era um conteúdo adicional que acabava por dar uma utilidade prática à revista, o que ajudava a fidelizar leitores para além do interesse televisivo.

Sobre o logótipo, obrigado pela correção! Realmente, o logo da TV Guia daquela fase final dos anos 90/início dos 2000 era bastante icônico — e é curioso como, mesmo com a reformulação gráfica, ainda mantinha um certo peso nostálgico. Para muitos, esse período representa o auge das revistas de televisão em Portugal.

Foi bom revisitar essa parte da nossa memória televisiva. Se tiveres mais curiosidades ou capas antigas para partilhar, adoraria ver!

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