D91 Posted October 30, 2020 Posted October 30, 2020 há 1 hora, thass_hot disse: Quando ele chegou à RTP a Rosalinda devia estar a acabar. Aliás Carita de Angel seria para a substituir. E depois em HN tinha a Senhora das Águas que estreou no mesmo dia do Anjo Selvagem e Filha do Mar. Por falar nisso... Não devia ser Rosalinha, devia ser o Privilégio de Amar. Nesse ano a RTP1 também transmitiu a Ramona. Quote
bacalhaucomnatas Posted November 26, 2020 Posted November 26, 2020 Fogo, que nostalgia! Por estes anos era leitor da TV Guia do princípio ao fim, e algumas vezes cheguei a usar aqueles papeis para identificar cassetes. Espantoso o kitsch e o ar muito certinho e arrumadinho da coisa, com Portugal a lançar-se a todo o vapor na sociedade do consumo... Será que daqui a 20 anos também lembraremos o fenómeno do streaming como efémero e muito típico da sociedade de consumo? 1 Quote
LAboy 456 Posted September 30, 2023 Posted September 30, 2023 Uma emissão da Tele Expo na RTP 2 - isto no dia 30 de Setembro de 1998 (ou seja, o último dia da Expo '98): 1 Quote
bacalhaucomnatas Posted September 30, 2023 Posted September 30, 2023 saudades de quando no país havia dinheiro (ou capacidade de endividamento...) para extraxagâncias destas Quote
AndreRob Posted September 30, 2023 Posted September 30, 2023 há 3 horas, bacalhaucomnatas disse: saudades de quando no país havia dinheiro (ou capacidade de endividamento...) para extraxagâncias destas haver não havia... tinhamos era a vaca gorda da CEE a endividar-nos até ao tutano... um dia rebentou. 1 Quote
ATVTQsV Posted September 30, 2023 Author Posted September 30, 2023 há 5 horas, bacalhaucomnatas disse: saudades de quando no país havia dinheiro (ou capacidade de endividamento...) para extraxagâncias destas Tudo, até na televisão. Se é que alguns programas eram um lixo, um programa como o Big Show SIC certamente tinha mais dinheiro do que um programa pimba como o actual Domingão, até porque não vivia do 760, era em estúdio, raramente tinha passatempos, era muito mais variado, iam ao estúdio artistas não pimba e até estrangeiros actuar. 3 Quote
D91 Posted September 30, 2023 Posted September 30, 2023 há 1 hora, ATVTQsV disse: Tudo, até na televisão. Se é que alguns programas eram um lixo, um programa como o Big Show SIC certamente tinha mais dinheiro do que um programa pimba como o actual Domingão, até porque não vivia do 760, era em estúdio, raramente tinha passatempos, era muito mais variado, iam ao estúdio artistas não pimba e até estrangeiros actuar. Sim certamente tinha mais orçamento que os Domingão e Somos Portugal, por essas razões. A tv portuguesa tinha muito dinheiro nessa altura, havie muito espaço para arriscar e experimentar vários formatos. Quote
Thintand54 Posted January 27, 2025 Posted January 27, 2025 On 23/10/2020 at 01:07, ATVTQsV disse: (primeira parte) Nasci em 1998. No primeiro trimestre do ano (nasci a 21 de Fevereiro) a televisão não trazia nada decente de novo, salvo estar nos Jogos Olímpicos de Inverno e, dias a seguir ao meu nascimento, termos a estreia de um programa "para anormais" com temática paranormal com Teresa Guilherme a apresentar. No entanto, é justificável dado que nós, portugueses, estávamos a preparar para o acontecimento do ano, a famigerada Expo 98, que arrancou na segunda quinzena de Abril e acabou precisamente na altura da revista que analisamos hoje. A segunda metade do ano, contudo, tem alguns dos eventos mais mediáticos da indústria televisiva portuguesa. No verão, a TVI, que por dois anos era do grupo sueco SBS, foi vendida em triplo: à Lusomundo (também em tempos dona da TSF), ao Grupo Cisneros (dona da Venevisión) e ao empresário macaense Stanley Ho da STDM. Isto durou semanas e o canal fora vendido à Média Capital, onde ainda está. Setembro, o mês da revista em si (se bem que a grelha acaba a 2 de Outubro :s) foi o palco dos eventos mais bombásticos. Ainda neste ano (no fim de Abril) tivemos o lançamento dos canais da Portusat, uma extinta subsidiária da Globosat destinada a explorar canais na TV Cabo. No fim de Abril e início de Maio, o GNT começou as suas emissões regulares seguido do Canal Brasil, para alegria de muitos e tristeza de outros. Por alegria, entenda-se o facto da Globo oferecer-nos o seu espectro colorido de know-how em todas as suas facetas, quase vinte e um anos depois de começar a vender para Portugal. Por tristeza, alguns assinantes que tiveram a TV Cabo só por canais com "elevado teor cultural" queixaram-se do facto destes novos canais roubarem os seus canais culturais. (até a gentalhada se queixava do Galavisión) No entanto, a novidade era na frente premium. A Globo trouxe-nos dois canais Telecine (Portugal era pequeno demais para ter cinco como no Brasil) e o canal SexyHot, mais tarde, quase duas semanas antes da semana visada desta revista, nascia a SportTV (hoje escreve-se SPORT.TV, conforme rodapés que vi no canal desde a renovação de 2008). Ao mesmo tempo, ainda na primeira semana do canal, ocorreu o primeiro grande escândalo, a codificação da RAI Uno do jogo Sporting-Bolonha. Umas cinco pessoas sabiam qual era a verdadeira razão (o jogo era da Taça UEFA e os direitos eram negociados em cada país) e o resto queixava-se da codificação, mesmo sendo num canal numa língua semi-compreensível. Cá por casa (e se tirarmos o início do igualmente famigerado Vivir Viver), João Baião ainda estava em alta com uma sitcom dele na SIC (Bom Baião) e, na RTP, supostamente devido a uma mudança que viria em Outubro, Terra Mãe estava a terminar. Na última vez que debruçámos as "revistas da gente", vimos uma Teleguia de 1994. Nos próximos dias, vamos à publicação mãe: a TV Guia, a promover ainda: uma entrevista com Herman José (qualquer dia reformo-me), imagine a volta por cima com o HermanSIC que até teve grande sucesso nos anos 2000; um mistério da série Médico de Família, que estava em alta; os 140 filmes que os canais tinham para Outubro! Hoje num mês banal e sem feriados nem sequer chega aos 50! (contando com a RTP Memória, claro, que passa uns incríveis dois filmes por semana) A TV Guia ainda era de pertença da TV Guia Editora (cujo logo aparece em ponto pequenino e com um visual pavorosamente anos 80). Já o logo da revista em si viria a ser aposentado com a venda à Cofina. Hoje diz ser a líder quando na verdade vejo que às vezes a TV 7 Dias é líder: será porque uma vende mais exemplares por ser do grupo do CM, que por si só tem o jornal com mais exemplares e o canal por cabo com mais audiência em Portugal? Ou será que a TV 7 Dias tem melhores exclusivos dos famosos? A questão da liderança é relativa ou não? Para além de apostar, também gosto de jogar na riorise. Um simulador giro que pode passar horas a jogar. Que relato interessante e detalhado sobre o panorama televisivo de 1998! É fascinante revisitar esse período, especialmente por ter sido um ano tão marcante, com eventos como a Expo 98 e a estreia de canais que moldaram o consumo televisivo em Portugal. A tua análise do impacto da chegada de novos canais como os da Portusat, com os Telecine e o SexyHot, além do surgimento da SportTV, mostra bem como essa época foi um ponto de viragem. O contexto das críticas à "invasão" de canais menos culturais é um reflexo do constante conflito entre inovação e tradição no setor. Ainda hoje há quem discuta o equilíbrio entre entretenimento e conteúdo cultural na programação. A questão da codificação da RAI Uno durante o jogo Sporting-Bolonha também é uma memória curiosa, mostrando como as audiências já estavam atentas e exigentes em relação à transmissão de eventos desportivos. Sobre a liderança entre revistas como a TV Guia e a TV 7 Dias, é verdade que medir o que torna uma publicação "líder" é bastante subjetivo. Pode ser o número de vendas, os conteúdos exclusivos ou mesmo a percepção do público. No entanto, o dinamismo da época e a busca por inovação no meio televisivo e editorial fazem deste período um marco nostálgico e cheio de aprendizados. Parabéns por trazer à tona um relato tão completo e rico em detalhes sobre um ano inesquecível! 1 Quote
Thintand54 Posted April 30, 2025 Posted April 30, 2025 On 23/10/2020 at 15:39, thass_hot disse: A capa dessa TV Guia com o final da Terra Mãe espelha um pouco o que foi o Portugal de 98 com a Expo-98, uma novela onde entravam bastantes personagens de países de língua oficial portuguesa. Quando dizes a revista líder, a verdade é que a TV Guia foi a líder incontestável de vendas até 2000-2001. Antes disso a TV7 Dias e a TVMais lutavam pelo segundo posto, com uma vantagem da TVMais. Um factor que a meu ver contribuiu para a passagem para a liderança da TV7Dias foi desde o 1º minuto ter apostado em conteúdos do BB (seja o resumo do que se passava na casa, como também histórias paralelas, depoimentos de familiares e amigos dos concorrentes,...), mas sobretudo por causa do suplemento de receitas que vinha todas as semanas na TV7 Dias (aproveitando o espólio da sua colega de grupo 'Segredos de Cozinha') que fazia com que muita gente comprasse a revista pelo suplemento - hoje uma revista de TV sem este suplemento ñ existe simplesmente. Ah, e aproveitando a onda de nostalgia: além de acompanhar TV e revistas da época, também sou fã de jogos, principalmente os que têm um toque de vida social e criatividade. Ultimamente tenho passado bastante tempo no GTA RP, e pra quem quiser experimentar ou entrar nessa comunidade, recomendo dar uma olhada no gtarpdownload.com — dá pra baixar tudo o que precisa pra começar e se integrar nesse universo imersivo. Quanto ao logo, só uma correcção: no final de 2001, ainda a TVGuia era da TV Guia editora e o logo já tinha sido reformulado (as páginas de programação e novelas já tinham sido reformuladas no início de maio desse ano!). Mas se me permitem a minha opinião, foi o logo que mais gostei e o que durou mais tempo - 15 anos entre 1986 e 2001. Excelente contextualização! Concordo contigo — a TV Guia marcou mesmo uma época, e durante os anos 90 foi a referência indiscutível para quem queria acompanhar o mundo da televisão, especialmente no que dizia respeito às novelas e à programação semanal. A forma como abordava temas como o final de Terra Mãe ou a Expo-98 mostrava bem essa ligação com o momento cultural que o país vivia. E tens razão quanto à ascensão da TV7 Dias. A aposta certeira no fenómeno Big Brother, com cobertura intensa e constante, foi mesmo um ponto de viragem. O suplemento de receitas também foi um trunfo enorme — lembro-me de ver muita gente a guardar essas páginas religiosamente. Era um conteúdo adicional que acabava por dar uma utilidade prática à revista, o que ajudava a fidelizar leitores para além do interesse televisivo. Sobre o logótipo, obrigado pela correção! Realmente, o logo da TV Guia daquela fase final dos anos 90/início dos 2000 era bastante icônico — e é curioso como, mesmo com a reformulação gráfica, ainda mantinha um certo peso nostálgico. Para muitos, esse período representa o auge das revistas de televisão em Portugal. Foi bom revisitar essa parte da nossa memória televisiva. Se tiveres mais curiosidades ou capas antigas para partilhar, adoraria ver! 1 Quote
Recommended Posts
Join the conversation
You can post now and register later. If you have an account, sign in now to post with your account.
Note: Your post will require moderator approval before it will be visible.