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Política

4755 posts neste tópico

Agora mesmo, Manuel Silva disse:

 

Tirando isso ela só disse verdades. Nunca vi a Catarina Martins a falar contra o Estado Islâmico nem contra o terrorismo. Se lhe perguntarem algo sobre isso ainda é capaz de dizer que o terrorismo é uma forma justa de combate à "opressão ocidental". Para mandar criticar ou mandar abaixo a religião católica que é maioritária entre os portugueses está sempre pronta mas para ela o islão deve ser um exemplo a seguir. Quando houve a polémica do burkini o partido desta senhora mostrava-se favorável ao seu uso, mas se algum cristão disser que as mulheres devem tapar-se a mulher até tem logo um treco falando logo em machismo ou opressão. 

 

Sabes o que é liberdade religiosa? E quem te diz que eles não condenam o Estado Islâmico? Pelo que sei, eles estão envolvidos em campanhas com a Amnistia Internacional, que condenam esses actos.

A maior parte dos Portugueses já não liga à religião, pelo menos os com mais habilitações literárias e com uma mentalidade mais aberta.

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há 10 horas, Maya disse:

Eu sei que o Fillon era um candidato com imenso potencial e com um programa politico deveras ambicioso, que visa agradar ou chamar pelos eleitores de Le Pen, muitos deles outrora eleitores dos republicanos mas que se juntaram a Le Pen pelo seu appeal á "direita tradicional", hoje em dia esquecida ou posta de parte por muitos dos deputados do partido de Fillon. 

Espero bem que o duelo "Macron x Le Pen" aconteça na segunda volta. Caso isso aconteça, não acho que o Macron vá conseguir apenas valores entre os 60 e os 65%. Lembras-te do que aconteceu nas regionais de 2015?! A extrema direita ganhou a primeira volta em pelo menos 6 regiões (salvo erro). e na semana que se seguiu houve um verdadeiro frenesim, com muitos franceses que não haviam votado na primeira volta a votarem na segunda, isto aliado ao facto do PS ter-se retirado durante esse período em algumas regiões, tendo apelado ao voto aos republicanos. Tudo isto resultou claro está numa pesada derrota para Le Pen, que terminou a corrida sem conquistar uma única região. 

 

A diferença entre as regionais de 2015 e as presidenciais deste ano é que desta vez não estás só a votar por um candidato local de um partido que não fará uma diferença avassaladora no dia-a-dia de uma pessoa na França, mas sim a votar numa pessoa que nos próximos 5 anos irá governar um país inteiro e aplicar ideias que podem fazer uma diferença enorme. Neste momento tens dois candidatos que são, por exemplo, mais pró-União Europeia (Fillon e Macron) e tens outros dois candidatos que são o extremo oposto (Le Pen e Mélenchon), ambos com uma retórica populista. Se considerares outros aspetos e outras ideias, seja qual for a escolha dos franceses, haverá uma mudança significativa em relação ao atual governo de Hollande e isso pesará mais que umas simples eleições regionais.

Outra coisa que difere as regionais com as presidenciais é que a 2ª volta das regionais acontece apenas uma semana depois da 1ª volta e nas presidenciais acontece duas. A Le Pen vai utilizar essas duas semanas para influenciar ao máximo os eleitores indecisos a votarem nela e também não te podes esquecer que tens o fenómeno das "fake news" e das contas falsas no Twitter/Facebook e assim que vão a todo o custo querer elegê-la tal como fizeram com o Trump. Antes dos resultados na Holanda saírem, os supostos apoiantes do Wilders também bombardeavam o Twitter (eu estava a acompanhar por lá) com retórica anti-imigração, etc, que depois pararam mal os resultados começaram a sair e se aperceberam que ele não iria ganhar.

Por isso, acho extremamente improvável que o Macron ganhe com 70% dos votos ou mais. A Le Pen irá certamente usar o seu passado para o tentar associar a um corporativista que não tem os interesses dos franceses em conta, tal como já tem feito nesta 1ª volta embora em menor escala.

srcbica e Maya gostam disto!

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há 2 horas, Ruben Fonseca disse:

A diferença entre as regionais de 2015 e as presidenciais deste ano é que desta vez não estás só a votar por um candidato local de um partido que não fará uma diferença avassaladora no dia-a-dia de uma pessoa na França, mas sim a votar numa pessoa que nos próximos 5 anos irá governar um país inteiro e aplicar ideias que podem fazer uma diferença enorme. Neste momento tens dois candidatos que são, por exemplo, mais pró-União Europeia (Fillon e Macron) e tens outros dois candidatos que são o extremo oposto (Le Pen e Mélenchon), ambos com uma retórica populista. Se considerares outros aspetos e outras ideias, seja qual for a escolha dos franceses, haverá uma mudança significativa em relação ao atual governo de Hollande e isso pesará mais que umas simples eleições regionais.

Outra coisa que difere as regionais com as presidenciais é que a 2ª volta das regionais acontece apenas uma semana depois da 1ª volta e nas presidenciais acontece duas. A Le Pen vai utilizar essas duas semanas para influenciar ao máximo os eleitores indecisos a votarem nela e também não te podes esquecer que tens o fenómeno das "fake news" e das contas falsas no Twitter/Facebook e assim que vão a todo o custo querer elegê-la tal como fizeram com o Trump. Antes dos resultados na Holanda saírem, os supostos apoiantes do Wilders também bombardeavam o Twitter (eu estava a acompanhar por lá) com retórica anti-imigração, etc, que depois pararam mal os resultados começaram a sair e se aperceberam que ele não iria ganhar.

Por isso, acho extremamente improvável que o Macron ganhe com 70% dos votos ou mais. A Le Pen irá certamente usar o seu passado para o tentar associar a um corporativista que não tem os interesses dos franceses em conta, tal como já tem feito nesta 1ª volta embora em menor escala.

Eu sei que existem grandes diferenças entre as regionais e as presidenciais, a associação que eu fiz prende-se ao facto de nas eleições de 2015 os franceses se terem unido em larga escala para na segunda volta impedirem a extrema direita de conseguir arrebatar uma única região. Gostava muito que o mesmo se sucedesse agora, e acredito que tal possa acontecer já que a Frente Nacional, derivado ao facto de ser de extrema direita, é do tipo de partido que "quem não os apoia, está contra eles", por isso acredito que na eventualidade do Macron defrontar a Le Pen nestas presidenciais. ele a consiga derrotar com uma maioria expressiva.

Sinceramente eu acho que o Macron tem mais argumentos para desacreditar a Le Pen que o contrário. Ele pode até ser visto como um candidato do sistema e tudo mais, mas a imagem da Le Pen está muito mais manchada que a dele, e convém não esquecer que ele é bem mais popular do que ela!

Ruben Fonseca gosta disto!

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há 23 horas, Maya disse:

Eu sei que existem grandes diferenças entre as regionais e as presidenciais, a associação que eu fiz prende-se ao facto de nas eleições de 2015 os franceses se terem unido em larga escala para na segunda volta impedirem a extrema direita de conseguir arrebatar uma única região. Gostava muito que o mesmo se sucedesse agora, e acredito que tal possa acontecer já que a Frente Nacional, derivado ao facto de ser de extrema direita, é do tipo de partido que "quem não os apoia, está contra eles", por isso acredito que na eventualidade do Macron defrontar a Le Pen nestas presidenciais. ele a consiga derrotar com uma maioria expressiva.

Sinceramente eu acho que o Macron tem mais argumentos para desacreditar a Le Pen que o contrário. Ele pode até ser visto como um candidato do sistema e tudo mais, mas a imagem da Le Pen está muito mais manchada que a dele, e convém não esquecer que ele é bem mais popular do que ela!

 
 

Acho que vai ser relativamente diferente, mas veremos. Claro que ninguém se vai aliar publicamente à Marine Le Pen, no entanto, diria que muitos eleitores do Fillon poderão passar para a Le Pen na 2ª volta - e a Le Pen irá certamente convecê-los a passar para o seu lado. 

A vantagem da Le Pen prende-se pelo facto dela nunca ter pertencido/associada a nenhum governo e isso passa a imagem de mulher anti-sistema (a mesma imagem que Trump passou, mesmo sendo mais impopular que a Clinton) que quer derrotar um candidato do sistema. Claro que isso não é totalmente verdade, e a própria Le Pen tem os seus escândalos, mas lá está, existe muita desinformação por aí atualmente, principalmente nas redes sociais e toda essa desinformação não estará ao lado da Le Pen. É por isso que acho que 60%-65% será o cenário mais provável à segunda volta caso o duelo seja "Le Pen x Macron" (esperemos que sim).

----

Theresa May anunciou eleições antecipadas para 8 de junho: https://www.publico.pt/2017/04/18/mundo/noticia/theresa-may-anuncia-eleicoes-antecipadas-para-8-de-junho-1769124

Boa decisão, não só se legitimiza como a escolhida pelos britânicos, como irá reforçar a sua liderança. É importante referir que, em média, os Conservadores levam uma vantagem de mais de 15% (com algumas sondagens a dar uma vantagem de 20%) em relação ao Labour e, caso esse resultado se verifique nas eleições, os Conservadores irão ter uma maioria absoluta no Parlamento de mais de 100 lugares (atualmente a maioria absoluta dos Conservadores é de apenas 17 lugares). :happy: Com isto, pode ser que o Corbyn - líder do Labour - se demita depois das eleições (já não era sem tempo, aquele homem tentou virar o Labour para a esquerda e, claro, tem sido uma catástrofe).

srcbica e Maya gostam disto!

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há 7 minutos, Ruben Fonseca disse:

Acho que vai ser relativamente diferente, mas veremos. Claro que ninguém se vai aliar publicamente à Marine Le Pen, no entanto, diria que muitos eleitores do Fillon poderão passar para a Le Pen na 2ª volta - e a Le Pen irá certamente convecê-los a passar para o seu lado. 

A vantagem da Le Pen prende-se pelo facto dela nunca ter pertencido/associada a nenhum governo e isso passa a imagem de mulher anti-sistema (a mesma imagem que Trump passou, mesmo sendo mais impopular que a Clinton) que quer derrotar um candidato do sistema. Claro que isso não é totalmente verdade, e a própria Le Pen tem os seus escândalos, mas lá está, existe muita desinformação por aí atualmente, principalmente nas redes sociais e toda essa desinformação não estará ao lado da Le Pen. É por isso que acho que 60%-65% será o cenário mais provável à segunda volta caso o duelo seja "Le Pen x Macron" (esperemos que sim).

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Theresa May anunciou eleições antecipadas para 8 de junho: https://www.publico.pt/2017/04/18/mundo/noticia/theresa-may-anuncia-eleicoes-antecipadas-para-8-de-junho-1769124

Boa decisão, não só se legitimiza como a escolhida pelos britânicos, como irá reforçar a sua liderança. É importante referir que, em média, os Conservadores levam uma vantagem de mais de 15% (com algumas sondagens a dar uma vantagem de 20%) em relação ao Labour e, caso esse resultado se verifique nas eleições, os Conservadores irão ter uma maioria absoluta no Parlamento de mais de 100 lugares (atualmente a maioria absoluta dos Conservadores é de apenas 17 lugares). :happy: Com isto, pode ser que o Corbyn - líder do Labour - se demita depois das eleições (já não era sem tempo, aquele homem tentou virar o Labour para a esquerda e, claro, tem sido uma catástrofe).

Não duvido que muitos dos eleitores de Fillon poderão eventualmente passar para o lado de Marine le Pen. até porque ele é considerado aquilo que se chama de um típico candidato da dita "direita tradicional", que defende, entre outras coisas, uma aproximação á Rússia e algumas restrições á lei do aborto. 

Eu sei que a Le Pen não é vista como figura do "establishment", mas não te esqueças que o Trump só conseguiu ganhar porque o sistema eleitoral nos EUA é completamente diferente dos demais. 

 

Sobre as eleições antecipadas no Reino Unido, o Labour não é um partido de esquerda?! :dontknow:

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há 53 minutos, Maya disse:

Não duvido que muitos dos eleitores de Fillon poderão eventualmente passar para o lado de Marine le Pen. até porque ele é considerado aquilo que se chama de um típico candidato da dita "direita tradicional", que defende, entre outras coisas, uma aproximação á Rússia e algumas restrições á lei do aborto. 

Eu sei que a Le Pen não é vista como figura do "establishment", mas não te esqueças que o Trump só conseguiu ganhar porque o sistema eleitoral nos EUA é completamente diferente dos demais. 

 

Sobre as eleições antecipadas no Reino Unido, o Labour não é um partido de esquerda?! :dontknow:

Mas a esquerda que resulta na Europa é a tuga! As outras não!

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A Theresa May é uma sanguessuga igual ou pior aos Trumps e Le Pens, vai ser um desastre ela e os Tories ganharem as eleições com uma maioria dessas. Vão poder fazer tudo o que bem querem sem oposição e com aquela disfarce de "moderados". Nem quero pensar.

Ambrósio gosta disto!

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há 1 hora, RPSG disse:

Mas a esquerda que resulta na Europa é a tuga! As outras não!

Não percebi o contexto desse comentário desculpa... :dontknow:

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há 45 minutos, Maya disse:

Não percebi o contexto desse comentário desculpa... :dontknow:

Na Europa o único (acho eu) governo de esquerda é o português... E na Europa a esquerda está a cair nas tendências de voto.

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há 4 minutos, RPSG disse:

Na Europa o único (acho eu) governo de esquerda é o português... E na Europa a esquerda está a cair nas tendências de voto.

Mas não era sobre isso que eu estava a falar. O Ruben referiu no post dele que o Labour estava a seguir um caminho "esquerdista", o que me deixou verdadeiramente surpreendida visto que sempre tive a ideia de que o Labour fosse um partido de esquerda. 

srcbica e Ambrósio gostam disto!

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há 2 horas, Maya disse:

Não duvido que muitos dos eleitores de Fillon poderão eventualmente passar para o lado de Marine le Pen. até porque ele é considerado aquilo que se chama de um típico candidato da dita "direita tradicional", que defende, entre outras coisas, uma aproximação á Rússia e algumas restrições á lei do aborto. 

Eu sei que a Le Pen não é vista como figura do "establishment", mas não te esqueças que o Trump só conseguiu ganhar porque o sistema eleitoral nos EUA é completamente diferente dos demais. 

 

Sobre as eleições antecipadas no Reino Unido, o Labour não é um partido de esquerda?! :dontknow:

Sim, nisso tens razão. O sistema eleitoral é diferente e a bagagem que Macron leva em nada se compara com a bagagem que Hillary tinha. Mas veremos, espero que de facto a tendência se mantenha na Europa e que o populismo, de esquerda e de direita, volte para níveis não perigosos e que só conquistam um nicho do eleitorado.

Sim, o Labour é de esquerda, semelhante ao nosso PS. No entanto, sendo o maior partido da oposição (e por tantas vezes que governou o país), também tinha de agradar ao eleitorado de centro pelo que é, tal como o PS, um partido que não se limita só à esquerda, mas também ao centro. Desde que o Corbyn foi eleito, com a promessa de retomar o Labour às origens (isto é, de o virar mais à esquerda do que está), o partido tem tido péssimos resultados. Desde 2009 que não tem resultados tão baixos nas sondagens, ainda há uns meses, nas chamadas byelections, perdeu Copeland para os Conservadores, um local que o Labour detinha desde 1935.

há 5 minutos, RPSG disse:

Na Europa o único (acho eu) governo de esquerda é o português... E na Europa a esquerda está a cair nas tendências de voto.

Tens também um governo de esquerda na Itália e na Grécia, assim que me lembre. Na Itália, nas próximas eleições ganha o M5S (extrema-direita/direita populista) mas não deve formar governo porque o sistema legislativo deles é terrível e nenhum outro partido os apoia. Na Grécia, o Syriza está a perder apoio e já vê os conservadores da Nova Democracia a 20% de distância em algumas sondagens.

Mas é normal que esteja a decrescer nas intenções de voto. A esquerda há muito que se trata de promessas vazias, incapazes de governar um país, seja ele qual for.

Maya, srcbica e LFTV gostam disto!

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há 11 minutos, Ruben Fonseca disse:

Mas é normal que esteja a decrescer nas intenções de voto. A esquerda há muito que se trata de promessas vazias, incapazes de governar um país, seja ele qual for.

Então e como comentas o caso português?

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há 24 minutos, Ruben Fonseca disse:

Mas é normal que esteja a decrescer nas intenções de voto. A esquerda há muito que se trata de promessas vazias, incapazes de governar um país, seja ele qual for.

Para ti só a direita é que presta... no entanto foi a esquerda que proporciona os direitos sociais às pessoas e tenta dar mais qualidade de vida as pessoas (mas isso é um ultraje para os neoliberais que querem que tudo fique nas mãos de meia dúzia de pessoas). Se fosse pela direita não tinhas era nada.

JoanaSantos, joanna e Maya gostam disto!

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há 30 minutos, Ruben Fonseca disse:

Sim, nisso tens razão. O sistema eleitoral é diferente e a bagagem que Macron leva em nada se compara com a bagagem que Hillary tinha. Mas veremos, espero que de facto a tendência se mantenha na Europa e que o populismo, de esquerda e de direita, volte para níveis não perigosos e que só conquistam um nicho do eleitorado.

Sim, o Labour é de esquerda, semelhante ao nosso PS. No entanto, sendo o maior partido da oposição (e por tantas vezes que governou o paí), também tinha de agradar ao eleitorado de centro pelo que é, tal como o PS, um partido que não se limita só à esquerda, mas também ao centro. Desde que o Corbyn foi eleito, com a promessa de retomar o Labour às origens (isto é, de o virar mais à esquerda do que está), o partido tem tido péssimos resultados. Desde 2009 que não tem resultados tão baixos nas sondagens, ainda há uns meses, nas chamadas byelections, perdeu Copeland para os Conservadores, um local que o Labour detinha desde 1935.

Tens também um governo de esquerda na Itália e na Grécia, assim que me lembre. Na Itália, nas próximas eleições ganha o M5S (extrema-direita/direita populista) mas não deve formar governo porque o sistema legislativo deles é terrível e nenhum outro partido os apoia. Na Grécia, o Syriza está a perder apoio e já vê os conservadores da Nova Democracia a 20% de distância em algumas sondagens.

Mas é normal que esteja a decrescer nas intenções de voto. A esquerda há muito que se trata de promessas vazias, incapazes de governar um país, seja ele qual for.

Pois sendo assim cometeste um pequeno "deslize", já que o Labour foi fundado com base em valores de esquerda e como um partido de esquerda. 

Ja agora Ruben o M5S é um partido de extrema esquerda. O Lega Nord, liderado por Matteo Salvini, é que é de extrema direita. 

JoanaSantos e srcbica gostam disto!

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há 25 minutos, RPSG disse:

Então e como comentas o caso português?

Um défice de 2.1% alcançado unicamente através de medidas extraordinárias, a insistência num modelo de que o estado pode dar tudo e mais alguma coisa que já falhou constantemente que da última vez nos levou a uma quase-bancarrota e uma dívida pública que não para de subir. O caso português é este. 

há 13 minutos, Forbidden disse:

Para ti só a direita é que presta... no entanto foi a esquerda que proporciona os direitos sociais às pessoas e tenta dar mais qualidade de vida as pessoas (mas isso é um ultraje para os neoliberais que querem que tudo fique nas mãos de meia dúzia de pessoas). Se fosse pela direita não tinhas era nada.

 

Pois, só em bancarrotas pela Europa fora e pobreza nos países da América do Sul que viraram à esquerda no início do milénio (Brasil, Venezuela, Argentina, etc), nota-se a qualidade de vida que a esquerda quer proporcionar às pessoas LOL. Vai aos países do leste da Europa, vai à América do Sul e a outros países que foram governados pela esquerda durante anos e depois vem cá comentar o que têm e o que deixam de ter.

há 8 minutos, Maya disse:

Pois sendo assim cometeste um pequeno "deslize", já que o Labour foi fundado com base em valores de esquerda e como um partido de esquerda. 

Ja agora Ruben o M5S é um partido de extrema esquerda. O Lega Nord, liderado por Matteo Salvini, é que é de extrema direita. 

 

Expressei-me mal, foi um erro meu de facto. :P Basicamente queria dizer virar mais à esquerda e não virar para a esquerda.

O M5S não é de extrema-esquerda. Embora o populismo deles tanto possa ser identificado em algumas partes como mais virados à direita, e outras vezes mais virado à esquerda, diria que eles tendem mais à direita populista pelas coisas em comum que têm desde da anti-imigração ao facto de, a nível europeu, pertencerem à EFDD, juntamente com o UKIP (do qual, salvo erro, eles têm uma parceria até), a AfD alemã e até um MEP que era antigo membro da Frente Nacional e que agora é independente. :) 

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1 hour ago, Ruben Fonseca said:

Um défice de 2.1% alcançado unicamente através de medidas extraordinárias, a insistência num modelo de que o estado pode dar tudo e mais alguma coisa que já falhou constantemente que da última vez nos levou a uma quase-bancarrota e uma dívida pública que não para de subir. O caso português é este. 

Pois, só em bancarrotas pela Europa fora e pobreza nos países da América do Sul que viraram à esquerda no início do milénio (Brasil, Venezuela, Argentina, etc), nota-se a qualidade de vida que a esquerda quer proporcionar às pessoas LOL. Vai aos países do leste da Europa, vai à América do Sul e a outros países que foram governados pela esquerda durante anos e depois vem cá comentar o que têm e o que deixam de ter.

 

Tal como também já houve governos de direita que foram um autêntico desastre um pouco por todo o mundo. A administração Bush então foram pérolas atrás de pérolas cujas consequências ainda hoje se vêem. O governo do David Cameron um flop total. Isso da "esquerda vs. direita" é mais um truque de ilusionismo do que outra coisa. Há coisas que são diferentes, mas depois há outras que são comuns a todos e são essas muitas vezes que fazem a diferença pela negativa. 

 

JDaman, Forbidden, JoanaSantos e 1 outro gostam disto!

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há 1 hora, Ruben Fonseca disse:

Pois, só em bancarrotas pela Europa fora e pobreza nos países da América do Sul que viraram à esquerda no início do milénio (Brasil, Venezuela, Argentina, etc), nota-se a qualidade de vida que a esquerda quer proporcionar às pessoas LOL. Vai aos países do leste da Europa, vai à América do Sul e a outros países que foram governados pela esquerda durante anos e depois vem cá comentar o que têm e o que deixam de ter.

tinha ideia que os tempos do lula e da dilma, talvez mais o primeiro, tinham tirado muitos brasileiros da pobreza...

Editado por joanna

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há 22 minutos, João A disse:

Tal como também já houve governos de direita que foram um autêntico desastre um pouco por todo o mundo. A administração Bush então foram pérolas atrás de pérolas cujas consequências ainda hoje se vêem. O governo do David Cameron um flop total. Isso da "esquerda vs. direita" é mais um truque de ilusionismo do que outra coisa. Há coisas que são diferentes, mas depois há outras que são comuns a todos e são essas muitas vezes que fazem a diferença pela negativa. 

 

Sim, a administração Bush foi má, acho que isso até dentro do GOP se admite. O governo do David Cameron foi tão flop que nas últimas eleições que ele disputou "só" venceu com maioria absoluta e ainda teve mais votos que em 2010, quando concorreu pela primeira vez. Aliás, ainda hoje ele é visto por trazer os Conservadores de volta à ribalta através daquilo que era uma necessária modernização do partido e ter colocado o UK numa situação melhor que aquela que herdou portanto se isso é flop, tomara que todos fossem tão flops como ele.

Quanto ao "esquerda vs. direita", é um duelo que "não me interessa minimamente" (interessa-me no sentido de ver para que lado a Europa ruma e, claro, fico contente quando ruma para aquilo que considero o rumo certo), serviu apenas para responder a um comentário. Aliás, dentro da direita e da esquerda há n variâncias diferentes. Aquilo a que me referi, goste-se ou não, e independentemente das ideologias de cada um, é que a Europa nunca esteve tão à direita como agora e também não é menos verdade que todos os partidos tradicionais de esquerda têm sofrido derrotas atrás de derrotas. A isso, apenas acrescentei que não me surpreende pois as promessas da esquerda, a de um estado forte a trabalhar para as pessoas, nunca foram tão vazias como agora e isso tem-se verificado nas eleições um pouco por todo o mundo.

há 2 minutos, joanna disse:

tinha ideia que os tempos do lula e da dilma, talvez mais o primeiro, tinham tirado muitos brasileiros da pobreza...

Que interessa se tirou muitos brasileiros da pobreza se depois, passado uns anos, esses brasileiros voltam a entrar numa espiral descendente da qual não têm dinheiro para comer? Sim, houve programas, feitos pelo Lula principalmente, que tiraram muitos brasileiros da pobreza mas o resultado de todas as políticas iniciadas pelo Lula e continuadas pela Dilma está à vista de todos. O sucesso de um modelo só se verifica se este se mantiver sustentável, se falhar passado uns anos não o apelidaria de sucesso. O modelo que o Lula queria para a economia brasileira, e que depois foi continuado pela Dilma (que, verdade seja dita, era menos apta que o Lula), pura e simplesmente falhou, resultando em todos os problemas que o Brasil tem atualmente.

Filipe Luís gosta disto!

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há 4 minutos, Ruben Fonseca disse:

Que interessa se tirou muitos brasileiros da pobreza se depois, passado uns anos, esses brasileiros voltam a entrar numa espiral descendente da qual não têm dinheiro para comer?

isto não é exagero? quer dizer queres mesmo desvalorizar tudo o que foi feito? achas mesmo que voltou tudo para a pobreza extrema?

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Essa história da esquerda pertencer ao povo e da direita às elites é tão século XX que nota-se logo aí uma das razões de tanta gente ter deixado de votado em partidos de esquerda. Falares da direita privar as pessoas dos seus direitos e liberdades quando já se viram (e ainda existem) tantas ditaduras de esquerda também não tem grande cabimento. O casamento gay, por exemplo, no Reino Unido foi legalizado por, nada mais, nada menos, que o governo de direita do David Cameron. :shok: Que choque, não é? Vens falar em termos latos, mas antes falas nas frases mais clichés e, ultimamente, mais fora da realidade no mundo político. Já não estamos no século XX, Forbidden. Os direitos sociais também são defendidos pela direita em muitos casos e mesmo se uma boa maioria da direita é mais conservadora, não é por isso que deixam de ser uma força legítima tal como a esquerda e não deve ser por isso que alguém deve deixar de votar na direita.
No espectro político europeu, a grande maioria das pessoas vota naqueles que acham ser mais capazes de liderar um país e, quer gostes, quer não, independentemente desse discurso tão fora da realidade de "a esquerda é amiga do povo, a direita é amiga dos ricos" essa grande maioria tem votado em partidos de direita. Por quê? Pois, exatamente pelo facto de que já nem toda a gente acredita nessas frases tão repetidas pela esquerda e que depois, quando chega a altura de governar, tão facilmente esquecidas por esses mesmos que passam a vida a dizê-las.


A maioria dos portugueses votou na esquerda que eu saiba, não sei de onde veio essa tua ideia que as pessoas deixaram de votar nos partidos de esquerda. Alias, no nosso país a esquerda domina a política e o parlamento.

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Agora mesmo, Forbidden disse:

A maioria dos portugueses votou na esquerda que eu saiba, não sei de onde veio essa tua ideia que as pessoas deixaram de votar nos partidos de esquerda. Alias, no nosso país a esquerda domina a política e o parlamento.

 

 

"No espectro político europeu..." :rolleyes: 

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