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73: Balanço do Ano


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Hoje e durante a próxima semana, o Balanço do Ano da tua história de subestação. Tal como prometido no tópico geral, vai ser uma análise dos eventos que marcaram a televisão, a THdS e o fórum.

Dia 30 ou 31, vamos ter os prémios, que serão publicados num tópico com a indicação 73A.

Mais logo começamos com os sucessos do ano. Também vou dedicar uma edição aos novos canais e canais que desapareceram em 2018, como a Eleven Sports que suscitou polémica por causa de não estar nas restantes operadoras.

Esta noite, para ser mais preciso, já refastelado do Secret Santa.

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OS PROGRAMAS DE 2018

2018 acabou por ser mais um daqueles anos em que a televisão, apesar de mostrar claros sinais de desgaste, mostrou o contrário. Foram emitidos inúmeros programas, entre novidades e alguns regressos, uns portaram-se mal, outros portaram-se bem.

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Para começar o ano, a SIC trouxe-nos a versão portuguesa da Supernanny, aqui interpretada por Teresa Paula Marques. Aqui não é nenhuma Jo Frost, pois a sua aparência é muito mais nova. A SIC comprou o formato em 2006, mas só em 2017 é que foi anunciado e dos treze programas que estavam planeados para a sua primeira temporada, só foram emitidos dois. Aparentemente a polémica estalou quando achavam que aquilo violava a identidade das crianças, coisa que não ocorreu noutros países (que eu saiba, a versão americana censurava brinquedos, o que é estranho). A SIC só poderia emitir o terceiro episódio e os restantes se e só se as caras das crianças fossem censuradas, as vozes distorcidas e até os nomes. Isto deu aso a uma polémica que gerou um debate em horário nobre sobre os direitos das crianças. É por causa disto que os rostos dos filhos de muitas celebridades em Portugal e muitos outros países saem censuradas nas revistas.

A SIC Mulher respondeu à polémica com a compra não da Supernanny americana (perguntem-me se isto passou no extinto people+arts, se faz favor) mas sim de outro formato apresentado pela própria: Jo Frost: Nanny On Tour.

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A substituta (quando era suposto ser emitido o quinto episódio) foi uma remessa de mais quatro episódios do D'Improviso, uma segunda temporada, cujo primeiro episódio serviu de especial de Carnaval.

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A melhor série do ano estreou em Março na RTP 1. Trata-se de 1986, uma série de treze episódios sobre a vida de Tiago, um avatar de Nuno Markl com dois anos, numa altura em que as eleições presidenciais eram tão fortes que até houve segunda ronda. Uma série que toca muitos dos assuntos abordados na Caderneta de Cromos, que, tal como a série, teve a autoria de @nunomarkl. Era para ser estreado ainda em 2017, mas a RTP decidiu adiar a série para Março - inicialmente por alturas do aniversário da RTP mas por causa do futebol e isso tudo atrasou-se uma semana.

Confesso-vos que nunca tive tanto amor a uma série portuguesa desde, talvez, o último programa de jeito dos Gato Fedorento, o Zé Carlos, de 2008. Via religiosamente todos os episódios e quando o décimo terceiro foi atrasado eu julgava que o décimo segundo era o último. Porém a série foi fortemente injustiçada, ainda por causa do bichinho da concorrência e até mesmo da novela Vidas Opostas, que viria a ser o flop deste ano. Já vou às novelas portuguesas, que terão a sua secção ainda neste post.

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Com o fim do D'Improviso, a SIC perdeu as estribeiras e estreou DivertidaMente, a adaptação portuguesa do formato britânico You're Back in the Room. O programa tinha um hipnotista espanhol e infelizmente o programa tinha um problema: no primeiro tinha piada, mas a partir do segundo foi sempre a descer. Os concorrentes tornaram-se um pouco mais asneirentos e alguns começaram a duvidar da suposta "veracidade" do programa.

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Como prenda de aniversário pelos 25 anos da TVI (que nem sequer teve direito a gala), o canal estreou a sétima temporada da Casa dos Segredos, a 25 de Fevereiro - a primeira edição do SS fora do Outono, o habitat natural do formato, da qual seguiu-se um SSDF só para sustentar a TVI Rameirality. A sétima edição teve também o Late Night Secret, que acabou junto com a edição regular, mas a TVI tinha planos de um novo programa para o substituir, no estilo deste mas para concorrer contra o Passadeira Vermelha (que ao ser programa de cabo não contribui, mas vai ser mencionado quando falarei sobre o Daniel Oliveira).

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O programa do Ljubo (como prefiro chamar) regressou para a TVI numa nova temporada de dez episódios que igualmente gerou o sucesso e a liderança da primeira temporada. Como não gosto muito do programa nem prefiro aqueles realities de péssima qualidade, preferi não ver. Cerca de três quartos dos restaurantes que ele visitou ao longo das das séries do programa faliram, um facto que o próprio acabou por referir.

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A sua versão australiana teve uma enorme repercussão nas audiências da SIC Mulher. Agora a versão portuguesa optou por fazer algo parecido, se bem que inicialmente era afectado pelo programa do Ljubo. Quando este acabou, o programa aproveitou ter uma melhor audiência, acompanhado por diários antes do Jornal da Noite.

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Em 50 Horas, formato 100% português, um grupo de concorrentes vai ter de estar a fazer exercícios por 50 horas no Diverlanhoso (apesar do nome é um parque de aventura e não um parque de diversões). Infelizmente, o formato foi tão rasca que não resultou no seu programa piloto, a um ponto que cheguei a chamar a isto de "50 Desgraçados". Nem o piloto convenceu. A concorrência directa "arrasou" (segundo um termo muito usado no site aTV) o programa e até deu alguma audiência ao The Voice.

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Último formato de Teresa Guilherme na TVI, A Casamenteira não resultou. É o que tenho para dizer.

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A série de investigação O Segredo dos Deuses, sobre o caso das adopções ilegais da IURD, estreou com uma primeira temporada de dez episódios que gerou bastante repercussão nas redes sociais. Isto chocou a própria IURD que afirmava que a TVI estava a dizer todo o contrário sobre a IURD (já sabemos que a IURD é famosa por dizer o contrário de tudo) e convocou os fiéis em Janeiro para um Jejum de Daniel fora de época: um "jejum de notícias" por três semanas, que normalmente é feito no verão. Em 2014, a IURD respondeu com o Jejum de Jesus por uma razão: Edir Macedo, dono da IURD e da Record, não tinha dinheiro suficiente para comprar a emissão do Mundial, organizado no Brasil, e criou uma experiência social avassaladora de mais de cinco semanas de jejum. Mais nenhuma seita faria tamanha desgraça.

Ora, sobre O Segredo dos Deuses: em Janeiro ainda houve o direito de resposta como uma "micro-temporada". Entre Abril e Junho foram emitidos mais oito episódios na sua segunda temporada. O último foi emitido fora do Jornal das 8 e antes do Conta-me Como És com o Ljubo, que gerou um bom lead-in. A TVI vendeu um compacto dos primeiros episódios à ARD, que o emitiu dentro do programa de reportagens internacionais Weltspiegel. Foi oficializado o consórcio de jornalistas Universal Truth que tem andado parado ultimamente, mas anunciou que iria falar sobre o caso para televisões estrangeiras ao legendar as reportagens na internet (oficialmente).

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Terra Nossa teve duas temporadas este ano e vai ter uma terceira. A primeira foi alusiva ao Mundial e dado o seu sucesso teve uma segunda, a primeira dita "regular". Uma viagem às aldeias/cidades onde nasceram personalidades célebres, num misto de stand-up com imagens do César Mourão nos sítios. O formato é uma adaptação do Comedy on the Edge, formato dinamarquês.

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Pode ter nome do passatempo finado dos Jogos Santa Casa, mas o Joker foi um sucesso que superou o Brainstorm a um ponto que equilibrou-se com a mudança do intervalo do Telejornal para o meio do noticiário. O formato turco - aqui sob a adaptação francesa que cheogu também à Polónia - tornou-se num sucesso de audiências sobretudo entre a faixa mais nova.

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A vitória de Salvador Sobral em 2017 trouxe-nos a nossa primeira vitória em mais de cinquenta anos do Festival Eurovisão da Canção. Eis que em Maio deste ano, as semi-finais e a final foram os programas mais vistos dos respectivos dias, e venceram por margem mínima as novelas da TVI. Uma prova de que isto, juntamente com os Casados e o programa do Ljubo, demonstram o poder de termos mais variedade nas nossas escolhas e que devemos abandonar as novelas a 100%.

A Eurovisão trouxe ao mundo o fraco inglês das apresentadoras (salto a luso-americana Daniela Ruah, obviamente estava a falar das apresentadoras da RTP como a Filomena Cautela) e foi marcada por polémicas internacionais: a China, apesar de fazer um lindo programa para a Eurovisão, decidiu emiti-la com atraso na plataforma online Mango TV, onde censuraram as tatuagens e as bandeiras homossexuais (uma das canções foi retirada). A República Popular da China, por ser comunista, proíbe muito mais do que nós no regime antigo, pois também proibiram viagens no tempo e, por uma breve altura, a cultura coreana, sob pena de uma influência negativa das culturas estrangeiras. Na final, durante a actuação da SuRie pelo Reino Unido (um dos Big 5), um activista das redes sociais roubou o microfone dela para gritar "Murdering nazis of UK media! We demand freedom! War is not peace!". A UER não preservou a final tal como foi emitida e demorou um tempo para substituir a actuação dela por um ensaio mais adequado.

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Se isto desse numa das generalistas, eu até faria uma análise, mas como dá num dos injustiçados do cabo - o S+ - decidi incluir o símbolo do programa só porque sim, tal é o meu vício por Singapura - e este é o único programa de Singapura na televisão portuguesa de momento.

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2018 teve entradas e saídas na televisão por cabo. Um dos canais que já teve 1001 identidades, o A&E, decidiu ser substituído por um novo canal na Península Ibérica, o Blaze, que mantinha a linha do seu antecessor. Pouco ou nada mudou. Ganhou canal em HD e DOG gigantone que faz-me lembrar o Colombo em relação a canais com DOGs mais pequenos (tipo a SIC). A grelha? Não me interessa nada, tal como os 1001 canais de "documentários" que passaram para o mesmo. O fundador do Discovery Channel, supostamente chateado com a linha actual do canal, optou por criar uma plataforma na internet que retoma a linha do Discovery antes de se tornar num canal de classe baixa: o Curiosity Stream. Em Singapura, uma das duas operadoras pagas, a Starhub, decidiu incluir um serviço on-demand da Curiosity Stream na sua grelha, quando esta decidiu não renovar o seu contrato com a Discovery.

Mais um canal que veio do nada e foi planeado com um mês de antecedência: o S+, o primeiro canal português sobre saúde desde o fecho dos canais de Saúde e Medicina da Fundação Bissaya Barreto, que fecharam em Junho de 2004. O canal teve fracas audiências, mesmo com, a dada altura, a compra da série Embarrassing Bodies, que há uns anos fez furor na internet. Eu a única coisa que vejo é The Food Detectives, pois Singapura é o meu vício.

O IU não é a novidade de 2018, mas só cheguei a ver o canal pela primeira vez este ano na casa dos tios com MEO. E fiquei desiludido com a grelha de programação: repetem sempre os mesmos documentários: Arquitectura, Parque dos Pandas, Feira de Cantão, etc. Só foi novidade por duas vezes: primeiro, quando o canal juntou-se à NOS; segundo, quando Xi Jinping visitou Portugal este mês, a RTP foi até à Ibéria Universal (cujo nome soa um pouco a IURD, mas não é) que é o maior grupo de comunicação luso-chinês do país. E tem tudo a ver com mais negócios da China aqui em Portugal - em Braga, abriu um Supermercado Asiático há uns meses de donos chineses, por exemplo. Mas não é só China, pois com as lojas do nepalês e do bengali muito provavelmente veremos, sei lá, uma NTV Bangla na grelha da NOS, com o seu 4:3 vergonhoso em pléno século XXI. Quanto à grelha, anunciam programas próprios, e o que é que eu vejo? Documentários da Televisão Central da China, com o DOG do canal ocultado (o DOG do IU não dá para preencher)! Ridículo. Também em Setembro houve uma troca entre Portugal e a China e foi anunciada a venda de uma tal novela dada pelo nome de "Pena voa sobre o céu". Que seja um dos trunfos, ou senão, o único, do IU para o ano.

E 2018 não é 2018 sem Eleven Sports! Esta empresa teve uma boa mão ao terminar mais uma vez com o pseudo-monopólio da SPORT.TV (e da BTV) ao apostar (ou "roubar") ligas fortes da SPORT.TV a um ponto que a própria teve de encontrar fontes alternativas: a Superliga Chinesa porque há portugueses a treinar, a Hyundai A-League por causa do Usain Bolt, e a Superliga Turca, que na Europa Central diz mais aos emigrantes turcos. Deram também o jogo do título da Girabola ZAP 2018 e gostaria muito que dessem pelo menos um jogo por jornada da nova temporada que começou há pouco, mas a SPORT.TV não ficou interessada. A Eleven Sports também roubou a Fórmula 1 e a Bundesliga muito em cima da hora. O problema foi isto da Nowo e de não estar nas restantes operadoras a um ponto que a Nowo cortou relações com a SPORT.TV depois de vinte anos com a dita.

Anunciado para o ano, o 11 da FPF vai ser um canal dedicado ao outro lado do futebol português, e a sua intenção é a de não trazer imagens desgraçadas dos Prolongamentos e Pés em Riste. A sua estreia era para ser em Março do próximo ano, mas foi atrasada para Maio.

Depois de quase quatro anos e meio de ausência, o Boomerang regressa a Portugal, na Vodafone, e como uma espécie de concorrência do Canal Panda. Este novo Boomerang, ao contrário do antigo, emite pura e exclusivamente séries modernas e uma ou outra produção europeia, como a série animada do Mr. Bean, que também dá noutros Boomerangs europeus. Tenho saudades do Boomerang raiz, pois o Boomerang Nutella cheira-me a um Canal Panda de quinta categoria.

A NOS lançou exclusivamente em Portugal o Investigation Discovery na sua emissão "de leste" - o antigo ID Xtra, portanto, e 100% em HD. Como consequência o exclusivo do CI na plataforma terminou e passou a estar disponível na MEO também.

Até os canais de poucos recursos sofrem. No ano passado houve uma nova onda de devoção nos nossos ecrãs, como se não bastássemos com as madrugadas insanas da IURD, o catolicismo tropical da Canção Nova, a semi-rasqueza de R. R. Soares no Canal Um Europa e a estranheza que é a Kuriakos TV, da Igreja Maná, que parece ter vindo de outra dimensão. Ao menos trouxe-nos temporadas e temporadas de Coisas de Família e já conseguiu vaga na MEO. Por outro lado, no ano passado, surgiram canais católicos 100% portugueses: a Angelus TV e a TV Fátima, ambas com sede em Fátima. A TV Fátima emitia uma câmara da Capela das Aparições, onde é realizado o terço que ouvimos na Renascença, e que também era emitido para os dois canais. No seu primeiro ano, durante boa parte do tempo, era isto o que emitia de madrugada: uma câmara da Capelinha com nada a passar. A verdadeira slow TV digna de NRK. Porém, em Julho, foi anunciado o seu fim. Houve uma limitação com isto das emissões do terço e o canal faleceu com mais de um ano de emissão. Quanto à Angelus TV, esteve quase na hora da morte. Na Páscoa, uma campanha de apadrinhamento foi organizada e o canal conseguiu sobreviver, mas ainda não se recuperou da sua situação económica instável, e ainda está. A 29 de Junho emitiu a preto e branco para simbolizar um fim, pois continua a instabilidade do canal.

Até os canais da Altice sofrem. O MCS Extreme, exclusivo MEO por ser da Altice, encerrou as suas operações em Portugal. A MEO foi a operadora que retirou mais canais este ano: junto a este tirou também a Barça TV e a TV Fátima. Adicionaram canais da Rai e da France TV em regime premium. Agora vai tirar o Cartoon Network para a desgraça de muitas crianças ligadas ao wuant e afins.

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