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62: A Televisão em Angola


ATVTQsV
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Esta é a primeira edição ds THdS feita no meu telemóvel, pelo menos a sua base. Com o tempo vou adicionar mais informações a esta edição, de modo a que fique mais completa.

A televisão chegou a Angola, pasmem-se! - em 1962. Porém não era uma emissão regular. Quando Angola era uma colónia, as emissões eram de natureza experimental e não eram oficialmente legizadas. Isto numa altura em que Angola e Moçambique eram supostamente mais ricos do que Portugal no antigo regime. Cabia à RTP fundar um centro no ultramar. Em 1973, foi fundada a Radiodifusão Portuguesa em Angola. Porém, quando a RPA começou a emitir a 18 de Outubro de 1975, o nome mudou para Radiodifusão Popular de Angola. O símbolo era tipo o primeiro da TPA, mas a dizer RPA.

Menos de um mês depois, a 11 de Novembro, Angola é independente e o nome mudou para Televisão Popular de Angola. Foi o primeiro PALOP a ter televisão, se bem que já teve na qualidade de colónia por menos de um mês. De acordo com um jornal brasileiro em 1980, a TPA funcionava à base de equipamentos precários, filmes com legendas fracas e falta de equipamento a cores. A TPA começou a emitir a cores em 1983, mas como muita gente vivia na pobreza não havoa donheiro para comprar uma televisão a cores.

As novelas foram parte integrante da TPA desde 1979. A primeira a ser emitida foi Gabriela, tal como em Portugal. Alguém da TPA apercebeu-se do sucesso das novelas da Globo que a dita começou a exportar para África, quando Angola era o único PALOP com emissões televisivas. O resto só teria ao longo dos anos 80.

Eis como era a TPA a emcerrar em 1989, só falta o hino. A imahem do imbondeiro, segundo muitos angolanos no Facebook, também abria a emissão, foi usado até 1994 pelo menos no encerramento. Infelizmente não tem o hino para a sequência estar completa. Inclui a grelha de programação feita num computador primordial: a TDM de Macau e a SBC de Singapura também a usaram.

Em 1990, a TPA muda o símbolo base pela primeira vez. No ano seguinte, a emissão passou a ser nacional, uma vez que a TPA passou a emitir por meio de um satélite Intelsat para África. Eis a locutora a anunciar o primeiro directo na nova tecnologia que beneficiou o interior, que até à época vivia à base de desafios geográficos por não levar uma grelha homogénea entre todos os centros de emissão. Inclui a mira técnica, apelidada de "relógio" pelos angolanos por causa de ter um relógio no centro do ecrã.

Em 1997, a TPA mudou o seu nome de Televisão Popular de Angola para Televisão Pública de Angola, fruto de mudanças que eram possíveis, mas o país ainda estava em guerra civil. Pouco tempo depois surgiria a DSTV no país. A DSTV da sul-africana Multichoice foi licenciada por uma empresa de assistência técnica, a Jembas, porém a parceria deve ter terminado recentemente.

Em 2000, a TPA lança a TPA 2, em regime experimental. As emissões passaram a ser regulares em 2002 quando a TPA foi alvo de nova renovação.

Em 2006, a TV Cabo chegou a Angola, oito anos depois da sua congénere moçambicana, igualmente operada pela Visabeira.

Em 2007, a TPA concessiona o seu segundo canal à Semba e no ano seguinte criou o canal internacional no mesmo regime. Em Dezembro, nasce a TV Zimbo, do nascente grupo Medianova. O primeiro canal privado angolano e o único com emissão terrestre, nos primórdios teve a mão do Moniz e emitia uma novela ou outra da TVI.

Em 2010 surgiram novas operadoras de televisão paga por satélite. A primeira a surgir era a Uau! TV, da angolana Infrasat.

A Uau! TV, com base na divisa "todos vão ter, todos vão ver", emitia um pacote de cerca de dez a doze canais de baixo custo que incluía também dez rádios. Surgiu logo no início do ano e, com a TPA, emitiu um canal exclusivo com todos os jogos da Taça Africana das Nações, disputada em Angola. Porém o percurso actual da operadora é considerada escassa, e o site oficial nem durou um ano. Em Novembro de 2010, arrancam as emissões da Ango TV em exclusivo nesta operadora.

Na mesma altura, nasce a ZAP, detida pela ZON (que ainda detem o mesmo capital como NOS). Existem teorias de que o nome é uma sigla, ZON Angola-Portugal, mas, mesmo sem saber oficialmente, o nome, inspirado da ZON, é tido como neutro.

(em construção)

Edited by ATVTQsV
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  • 1 year later...

@ATVTQsV a TPA pôs, em seu canal oficial do YouTube, imagens históricas de sua trajetória como o primeiro telejornal, de 1975 (ainda chamado Noticiário Nacional). A maioria das imagens está sem datação (suspeito que "Programação da Semana" tenha sido de 1983 ou 1984 pela menção ao cantor anglo-brasileiro Ritche e imagens do Telejornal aonde aparece um casal são do final de 1991). Perceba as sofisticadas câmeras Bosch KCP-60, adquiridas pela emissora em 1983, quando iniciou suas transmissões em cores.
 

 

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há 9 minutos, PierreDumont disse:

@ATVTQsV a TPA pôs, em seu canal oficial do YouTube, imagens históricas de sua trajetória como o primeiro telejornal, de 1975 (ainda chamado Noticiário Nacional). A maioria das imagens está sem datação (suspeito que "Programação da Semana" tenha sido de 1983 ou 1984 pela menção ao cantor anglo-brasileiro Ritche e imagens do Telejornal aonde aparece um casal são do final de 1991). Perceba as sofisticadas câmeras Bosch KCP-60, adquiridas pela emissora em 1983, quando iniciou suas transmissões em cores.
 

 

Baita raridade. Sobretudo a animação da "esfera" a voar com o relógio no canto,  não sabia que o genérico da altura tinha batuques, como na ZBC do Zimbabwe.

Tal como no fim da emissão (incompleto, só falta o hino),  e o logo da TPA despede-se, e gira e gira e gira...

Sim, foi inicialmente postado no Facebook (já no "longínquo" ano de 2014). Pelo que percebi a TPA continuou a usar o separador do embondeiro até meados dos anos 90, e segundo outros relatos no Facebook, havia também uma versão da dita a abrir as emissões.

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@ATVTQsV permita-me fazer duas perguntas: o que são "rúbricas"? o que são "régies"?

Porque aqui no Brasil, que eu saiba, as rubricas são isso:

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E eu não tenho ideia do que sejam régies, suspeito que seja o que no Brasil é chamado de "Controle Master" (setor responsável pela emissão, inserção de comerciais e slides e é o vinculo até o emissior) ou ainda seja o "Switcher" (a sala de "cortes" de câmera, o cerébro do estúdio).

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