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Fugere Urbem


Tiago Madeira
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3º Episódio - Revelação

 

 

Retomamos a conversa entre Eduardo e o seu sequestrador ao telemóvel:

 

Eduardo não sabia que mais poderia haver para contar e que Paulo lhe tivesse escondido. Parece que afinal o marido tinha bastantes segredos, algo que ele não conseguia conceber:

 

- Mas que mais pode ele ter feito nas minhas costas? Não basta uma traição?! - disse o PJ revoltado.

 

- Ed, o que te vou contar é dos maiores segredos desta cidade e de certeza que isto é apenas uma ponta do véu...

 

O pai de Tomás ficou receoso com o que pudesse vir dali, mas ordenou para prosseguir:

 

- Então, a rede para a qual eu trabalho e que ordenou o teu rapto, trata-se de uma rede de tráfico de órgãos. Esta rede é comandada por alguém que o teu marido conhecia muito bem... a mãe dele!

 

- A mãe????! Ele nunca falou muito dela. Apenas me disse que um dia, ele e a Margarida, chegaram a casa e havia um bilhete dela a dizer que ia ser feliz. Desde aí nunca mais souberam nada dela... Mas como é capaz uma mãe matar um filho?!

 

- O que ele disse não é mentira, aliás, era uma verdade pra ele e para a Margarida, até há bem pouco tempo. Há 1 ano atrás, a mãe dele chegou a cabecilha da rede e, como tinham falta de pessoas com conhecimentos de anatomia, ela decidiu recrutar o filho. Ele trabalhava connosco porque ela fez chantagem com o filho, e só sei que essa chantagem está relacionada com o teu sogro.

 

- Meu Deus... porque não confiou o Paulo em mim? Poderíamos ter dado um jeito... - lamentou.

 

- Edu, ele sempre te quis proteger destas coisas, ainda por cima és um inspetor da PJ... Cheguei a falar com ele e fez-me prometer que, caso lhe acontecesse algo, eu te iria proteger e contar o que soubesse. Infelizmente, ele nunca me conseguiu contar mais, só nos encontrávamos quando era chamado para algum serviço e raramente estávamos sozinhos. Espero que esta informação te ajude.

 

- Mas porquê a ti?

 

 

- Porquê eu? Tu sabes bem porquê, eu contei-lhe tudo...

 

Eduardo ficou um pouco incomodado com o facto de Paulo saber de parte da sua Vida sem ser por si, mas continuou:

 

 

- Isso não quer dizer nada, ele podia não confiar em ti por estares ali metido...

 

- Porque ele sabia que eras especial para mim e que faria qualquer coisa para te proteger...

 

Eduardo ficou calado, demasiada informação, demasiadas coisas escondidas... Falar do Paulo ainda era difícil e também não esperava toda esta protecção daquela pessoa, apesar do que houve.

 

- Obrigado, eu vou ver o que poderei fazer com esta informação.

 

- De nada, sempre ao dispor, e vai-me pondo a par. - disse, mostrando-se bastante prestável.

 

 

Eduardo desliga a chamada. O PJ não estava nem aí para aquela aparente necessidade de atenção. Mesmo sabendo que ele não tinha escolha a não ser matar Paulo, parte dele culpava-o e apenas pensava em como iria falar com o sogro sobre este assunto.

 

Eduardo regressa finalmente ao trabalho e a primeira coisa que faz é dirigir-se ao gabinete do sogro:

 

- Bom dia, António, como vai?

 

- Vai-se indo, Eduardo. E tu? O meu neto?!

 

 

- Estamos bem, dentro do possível, mas acho que o seu neto iria gostar de uma visita do avô. Desde o funeral que não o vê.

 

- Tens razão, estou em falta com ele. Mas que te traz ao meu gabinete? - perguntou o homem curioso, visto que não era recorrente.

 

- António, o assunto que me traz aqui é delicado, tem a ver com o seu filho...

 

- Eduardo...

 

- Acredite, se lhe estou a falar é porque é mesmo importante!

 

- Diz...

 

- António, nem sei como lhe dizer isto, mas comecemos pelo princípio: Sabe do caso que me foi entregue? Da mulher que foi encontrada na floresta...

 

- Sim, sei... Mas que tem o caso a ver com o Paulo? - perguntou intrigado.

 

- Eu fui raptado no dia da morte do seu filho e foi aí que o vi pela última vez. Eu vi-o morrer à minha frente... - termina emocionando-se.

 

- O QUÊ?!! E quando me tencionavas dizer isso? - disse o homem já nervoso.

 

O genro não estava a conseguir continuar a conversa, mas passados uns breves minutos, recompõe-se:

 

 

- António, oiça! Ele andava enrolado com a mulher que morreu e colaborava para uma rede de tráfico de órgãos, era obrigado a fazê-lo. Eu, que estava a investigar o caso e por estar a meter-me por meios que não agradaram à mesma rede, fui raptado e punido com a morte dele e ameaçado com o meu filho...

 

- O meu neto?? Isto não pode ficar assim, Eduardo! Temos que intervir... - disse o homem receoso.

 

- Espere, deixe-me contar tudo até ao fim. Eu ainda não entendi muito bem o porquê de quererem matar o Paulo, visto que precisavam dele, mas o que sei é que, e agora espero que mantenha a calma, o Paulo era chantageado pelo cabecilha do grupo, a sua esposa, com algo relacionado consigo...

 

Fez-se um silêncio. O homem ficou sem reação...

 

- Eu sabia que o meu filho estava a ser ameaçado com algo, mas ele nunca me disse o quê, pediu-me para confiar nele e foi o que fiz... - lamentou o quase sexagenário.

 

- Pelos vistos eu era o único a não saber... Não tarda só me falta dizer que a Margarida também sabe de tudo! - reclamou Eduardo

 

- Não! Ela não sabe de nada, nem pode saber, pelo menos por agora. - ordenou.

 

- Mas diga-me! Com o quê estava o Paulo a ser chantageado?

 

- Eu não me orgulho do que fiz e espero que não me julgues, nem me afastes do meu neto... Eu, há uns anos atrás, descobri que a minha mulher me andava a trair com outra mulher. Quando descobri, confrontei-a e discutimos violentamente. Durante a discussão dei-lhe um empurrão e ela bateu com a cabeça na parede, ficando inanimada no chão. Achei que ela tinha morrido e atirei o corpo dela ao mar. Escrevi a carta para os meus filhos e esperei por noticias do aparecimento do seu corpo, mas nunca aconteceu! Agora percebo porquê...

 

Eduardo sentia-se a viver um autêntico filme: excesso de segredos, muitas histórias conturbadas.

 

- Não sei que dizer, António. Hoje tem sido o dia de todas as revelações, sinto que vivi uma mentira até agora e que não posso confiar em ninguém...

 

-Meu filho, podes confiar em mim, por todo o amor que tenho ao meu neto! - implorou o homem.

 

- Pode crer que é só por isso, é algo que não consegue esconder, o que sente pelo seu neto...

 

-Mas Eduardo, não é tudo! A mulher com quem a mãe do Paulo me traiu...

 

 

-Sim? Quem é?

 

-É a tua mãe!

 

 

No quarto episódio:

-São vocês os ex-namorados que estão juntos de novo?!!! -diz Margarida transtornada.

 

Não percam, na próxima Sexta-feira, mais um episódio cheio de revelações e... confrontos!

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4º Episódio - tentação

 

 

De volta à conversa de António com o genro no seu gabinete:

 

Eduardo ficou sem palavras com tamanha revelação! A mãe, que era sua confidente, nunca lhe contou sobre esta parte da sua Vida... O PJ parecia estar desorientado e pede ao superior para se sentar:

 

-Sabe, António? Eu não sei se quero saber mais, apenas me apetece fugir com o meu filho desta cidade! Não conheço ninguém, as pessoas que mais amo escondem-me parte das suas Vidas, eu sinto-me... um trapo!

 

 

-Eu compreendo, Eduardo, mas não podes fugir dos problemas. Sabes que eu estou aqui para te apoiar, a ti e ao meu neto, vocês são tudo o que me resta.

 

 

-Mais uma coisa! Como soube que a minha mãe era a tal mulher?

 

-Soube recentemente quando estive em vossa em casa antes da morte do Paulo. Quando a Rute me traiu, e aconteceu aquela situação, eu nunca soube quem era. Mas nesse dia, em que fui a vossa casa, quando fui à cozinha buscar um copo de água ouvi a tua mãe ao telefone e ouvi "Rute". Nesse momento deixei-me ficar atrás da porta a escutar a conversa e apercebi-me que se tratava da mãe do Paulo, eu não entendi bem a conversa, mas percebi que algo se estava a aproximar...

 

-Espere, eu hoje vi umas malas no quarto da minha mãe... - disse Eduardo intrigado.

 

O viúvo apressa-se a pegar nas coisas dele e a rumar de volta a casa, quando lá chega:

 

-Mãe??!! Tomás??!!

 

O filho de Conceição ficou alarmado, aquela hora deviam estar os dois em casa. Desata a correr em direcção aos quartos e repara que nem o quarto da mãe, nem o do filho têm as suas roupas... Eduardo, atrapalhado, pega no telefone e liga para o sogro:

 

-António, ajude-me!!! A minha mãe fugiu e levou o Tomás com ela. -implorou o pai desesperado.

 

DIas depois...

 

O chefe de departamento colocou todos os meios ao seu dispor em marcha, mas sem sucesso, não havia sinal algum dos dois!

 

Eduardo encontrava-se em casa, completamente desconsolado.. O sogro tinha ido lá a casa, disse que ainda não havia sinal dos dois, mas que descansasse, que ele tudo faria para os encontrar. Sozinho, carente e sem mais ninguém a quem recorrer, o pai de Tomás liga a Gustavo para ir ter com ele lá a casa.

 

O namorado de Margarida chega, não vê ninguém, o PJ encontrava-se enrolado na sua cama... Gustavo sobe as escadas e encontra Eduardo naquele pranto. O rapaz rapidamente se aproxima e o consola, acariciando-o:

 

-Então, Ed? Que se passa? - diz serenamente.

 

-Gus, não conheço ninguém, estou cansado de tudo e ainda por cima tiram-me aquilo que eu mais amo, o meu filho... - diz chorando.

 

O ex-namorado do inspector deita-se ao seu lado, com um braço envolvê-lo:

 

- Que estás a fazer? - pergunta Eduardo.

 

Gustavo não reponde e rouba-lhe um beijo. O PJ não trava o avanço e os dois envolvem-se de uma forma bastante carinhosa. O polícia parecia estar carente e deixou que o namorado da melhor amiga lhe retirasse a roupa suavemente enquanto o acariciava e beijava ao longo do corpo. O ex despiu-se e subiu para cima de Eduardo. Enquanto Gustavo se encontrava em cima do melhor amigo da namorada, que mostrava um olhar distante, e se moviam ternamente, trocavam pequenos beijos e carícias até terminarem e adormecerem em concha.

 

Entretanto o telemóvel de Eduardo toca:

 

-Estou? Quem fala?

 

-É a tua mãe, Eduardo Furtado. Estás com saudades nossas? -perguntou a mãe em tom irónico.

 

-Mãe, onde está? E o Tomás está bem?

 

-Calma, o meu rico netinho está muito bem, aliás, acabou de conhecer a avó Rute, por isso, não podia estar melhor, está com as suas avós. Mas eu estou-te a ligar porque deves parar com estas investigações, filho! Depois não digas que não te avisei, cuidado com quem te rodeias, meu querido! Beijoooos

 

E desliga a chamada.

 

-Mãe? Mãe??

 

 

-Edu, que disse a tua mãe?

 

-Disse para eu ter cuidado com quem me rodeio e para parar com as investigações...

 

Pouco depois alguém bate à porta. Os dois vestem-se apressadamente e descem as escadas dirigindo-se à porta:

 

-São vocês os ex-namorados que estão juntos de novo?!!! -diz Margarida transtornada.

 

NO QUINTO Episódio:

da

-Não! Não posso fazer isto, não posso fazer isto ao Paulo, muito menos com a pessoa que o matou...

 

-Eduardo...

 

-Não, Gustavo. Vai-te embora! - pediu o PJ.

 

-Mas eu..

 

-Não ouviste? VAI-TE EMBORA!!! - gritou.

 

 

Ficaram curiosos com o spoiler, não ficaram? Não podem perder o próximo episódio!

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Ai... Não posso.

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Estou de gostar da forma como tudo se desenrola, a história parece estar muito bem construída. Parabéns.

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Ai... Não posso.

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Estou de gostar da forma como tudo se desenrola, a história parece estar muito bem construída. Parabéns.

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Eu avisei

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Obrigado! Confesso que me deu algumas dores de cabeça para dar sentido às revelações que ainda estão por acontecer

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____________________________________________________

 

 

Informo que para a semana, visto que estamos a meio da história, farei um apanhado/ponto de situação da trama

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Edited by Tiago Madeira
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Especial compacto

 

Até ao episódio 4, sensivelmente a meio e onde ficamos na semana passada, já muito aconteceu. Para não perdemos o fio à meada e não deixarmos escapar nenhum pormenor, vamos fazer um pequeno resumo do que já se passou até agora em Fugere Urbem.

 

Tudo começou quando Iva Medeiros foi encontrada morta na floresta na periferia de Eros. O inspector Eduardo foi quem ficou com o caso. Com dificuldades em resolver o caso, o PJ tentou envolver-se com o marido da vítima, mas deu-se mal. Artur era braço direito de uma rede de tráfico de órgãos, rede essa que raptou o inspector e matou o seu marido mesmo à sua frente. O que Eduardo não sonhava é que quem o matou foi o seu ex-namorado, actual namorado da sua melhor amiga e que por sua vez é irmã de Paulo, o marido de Eduardo. Confusos?! Esperemos que não, porque não fica por aqui! A maior revelação foi quando o Gustavo(o ex) desvendou que a cabecilha do grupo era Rute, mãe de Paulo e Margarida. Pois é, mas não é tudo! Rute tinha desaparecido há muito anos, ainda os dois irmãos eram pequenos. O pai, António, tinha-lhes dito que ela deixara uma carta na qual dizia que ia ser feliz, mas não foi bem assim... Na verdade António tinha descoberto que a mulher o andava a trair com outra mulher. Contudo o mais chocante foi quando Eduardo soube que a mulher com quem Rute traiu o seu sogro foi a sua própria mãe! António perdeu a cabeça e deixou a esposa inconsciente com um empurrão. Pensando que estava morta, atirou-a ao mar e escreveu aquela carta aos filhos, sempre esperando alguma notícia do aparecimento de um corpo, que não aconteceu.

 

Como a trama chegou a este ponto? Porque estava Paulo ali e porque haveria a mãe de o matar? Na verdade Paulo tinha um caso com Iva Medeiros. Paulo trabalhava para a rede pois era chantageado pela mãe com os crimes do pai contra ela. António era chefe do departamento onde Eduardo trabalhava e sabia que o filho estava a colaborar com a rede por chantagem, apesar de desconhecer os motivos dessa chantagem. O marido de Iva, depois desta tentativa, procurou fazer o inspector parar com as investigações. Essa tentativa resultou no seu rapto, a morte do marido na sua frente e ainda uma ameaça à Vida do filho de ambos. O filho, Tomás, depois de todos estes acontecimentos, desapareceu assim como a sua avó São. Ambos foram ter com Rute. Eduardo sentindo-se sozinho, e sem mais ninguém a quem recorrer, procurou consolo em Gustavo, com quem acabou por se envolver sexualmente. O que o viúvo não esperava era que iria receber um telefonema da mãe a alertá-lo com quem procurava apoiar-se e com ida de Margarida lá a casa, que os apanhou juntos.

 

Muito resumidamente foi o que se passou até agora em Fugere Urbem! Temos muitas perguntas as quais faltam resposta:

Como morreu Iva? Terá a ver com a rede? Ou será por causa da traição com Paulo?

Porque haveria Paulo de trair o marido?

Como pode Rute ter mandado matar o seu próprio filho? Qual o seu objectivo com este regresso a Eros?

Como soube Margarida que Eduardo e Gustavo eram ex-namorados se até ali não sabia?

E por fim que quer Conceição fazer ao levar o neto consigo até à amante?

 

Estas e muitas outras perguntas serão respondidas mais à frente, assim como surgirão surpresas e... mais perguntas. Mas não se preocupem, no final, tudo ficará em pratos limpos.

 

 

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Todas as Sextas, aqui, no aTV!

Edited by Tiago Madeira
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5º Episódio - Ilusões

 

 

Margarida recebera uma mensagem a denunciar a situação:

 

-Nunca pensei, Eduardo, que fosses capaz de me fazer uma coisa destas... O MEU MELHOR AMIGO??!! O MEU MELHOR AMIGO?? NÃO!! - disse a rapariga descontrolada.

 

-Margarida, acalma-te, eu e o Gustavo estávamos apenas a falar. Eu precisava de falar com alguém e como tu estavas a trabalhar... - diz Eduardo tentando acalmar a amiga.

 

-Pois, conversar, imagino... E quando tencionavam dizer-me que foram namorados? - perguntou gritando.

 

-É verdade, fomos, mas hoje não significa nada para nenhum de nós, não tens razão nenhuma para estares nesse estado.

 

Quando Eduardo disse aquilo viu-se uma enorme desilusão nos olhos de Gustavo, que foi visível aos olhos da namorada:

 

-Para ti pode estar, mas para ele não! Olha-me só aquela cara de cachorrinho abandonado! Gustavo, vais sair lá de casa e é hoje! - disse Margarida enquanto virava costas e entrava no carro.

 

Os dois ficam envoltos num clima de embaraço. Parece que havia ali mais do que ambos queriam admitir. As coisas não eram assim tanto preto no branco, como Eduardo queria que fossem. Por momentos o viúvo sentiu-se tentado a beijar novamente o seu ex, mas, subitamente, Eduardo empurra-o e diz:

 

-Não! Não posso fazer isto, não posso fazer isto ao Paulo, muito menos com a pessoa que o matou...

 

 

-Eduardo...

 

-Não, Gustavo. Vai-te embora! - pediu o PJ.

 

-Mas eu...

 

-Não ouviste? VAI-TE EMBORA!!! - gritou.

 

Gustavo agarrou no casaco e saiu fechando a porta violentamente.

 

 

Eduardo estava completamente sozinho e eis que, inesperadamente, chega a D. São com Tomás:

 

-Papáaaaa! - grita o menino.

 

- Tomás, meu filho. - diz o polícia abraçando o filho.

 

- Pai, conheci a avó Rute. É muito querida e deu-me muitos chocolates. - disse o menino radiante subindo para o colo do pai.

 

-Ah foi, filhote?! Muito bem! Mas já sabes que logo tens que lavar bem os dentes...

 

-Papá?!

 

-Diz, meu amor!

 

-Porque é que o pai Paulo nunca me disse que tinha uma mãe? - perguntou o a criança intrigada.

 

Eduardo olha para a mãe, assim como ela o faz, mas rindo de forma matreira...

 

-Boa pergunta, meu bem! Sabes? Às vezes as coisas são mais complicadas... os adultos são assim! Quando fores crescido o pai conta-te tudo, mas agora está na hora de ires tomar um banho... Vai lá, o papá já vai ter contigo.

 

Tomás sobe as escadas e Eduardo fica a sós com a mãe:

 

-Que foi isto, mãe? Que pretende com tudo isto? Ainda por cima envolve o seu neto?! Não é a mãe que eu conheço! Que tem contra mim, para me fazer sofrer deste jeito? - perguntou o PJ indignado.

 

A mulher dá uma gargalhada e responde:

 

-Filho, a mãe não está contra ti, apenas quero ser feliz. Tu é que tiveste a infelicidade de caíres num Mundo extremamente perigoso. Como tua mãe aconselho-te a saíres desse caso e a não falares mais com o teu sogro!

 

-Com o meu sogro? Neste momento é a pessoa em quem mais confio, ao contrário da mãe...

 

D. São solta novamente uma grande gargalhada:

 

-Meu bem, sempre foste tão ingénuo...

 

 

A conversa é interrompida:

 

-Papáaaaaa - chama Tomás do 1º andar.

 

Eduardo sobe, terminando assim a conversa a meio.

 

Entretanto no mesmo armazém onde Paulo foi morto:

 

-Rute, o que me pediste está feito!

 

-Muito bem, agora só falta tratar daquele Gustavo que depois de matar o nosso querido filho e fugir, anda a desafiar-me mais do que devia, com o Eduardo...

 

-Se quiseres também posso tratar desse, vou fazer-lhe o mesmo que fez ao Paulo! - disse António visivelmente enraivecido.

 

-Perfeito, António, perfeito! - disse Rute exibindo uma cara de agrado.

 

Para Rute, o cenário perfeito estava quase a completar-se.

 

 

No sexto episódio:

-Então hoje vamos todos passear, não é?

 

-Passear? Que ideia mais disparatada.. Não! O Tomás tem que ir para as aulas, a Margarida está à espera dele...

 

 

- A tua mãe não te avisou?! Nós vamos fazer uma passeata em família e a "Guida" também vem, vai ficar tão surpreendida por ver a mãe... Ai, estou tão excitada!!! - exclamou a mulher aos saltinhos.

 

- Não, não vamos a lado nenhum! Agora faça o favor de se retirar, o Tomás...

 

- O Tomás vem connosco, assim como o Eduardo! - diz a senhora já em tom sério e com uma arma apontada ao neto, sem este ver. 

 

A trama vai começar a aquecer nos próximos episódios! Não percam! 

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Ai o sogro

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Não sei se é suposto, mas a D. São sempre com gargalhadas só me lembra a Cruella xD

Que tem o sogro? 

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Por acaso não é suposto, mas ela até agora está a adorar o que se está a passar... daí tanta gargalhada.. 

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Ai o quê...Afinal o sogro não é de confiança

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/emoticons/ATV_wacko.png"> Melhor quem é de confiança na vida dele?

 

Adoro a mãe do Eduardo! É mesmo Bitch Divona ahahhah 

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Aquela frase da Rute "Perfeito Perfeito" só me fez lembrar a Alice diva. Saudades 

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Ai o quê...Afinal o sogro não é de confiança

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Adoro a mãe do Eduardo! É mesmo Bitch Divona ahahhah 

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Aquela frase da Rute "Perfeito Perfeito" só me fez lembrar a Alice diva. Saudades 

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Ninguém é de confiança até provarem que o são

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Admito que pensei nessa cena da Alice quando estava a escrever aquele final

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6º Episódio - família

 

 

-Tomás, despacha-te, vais chegar atrasado ao teu 1º dia de aulas. Olha que a tia Margarida é uma professora muito exigente e valoriza bastante a pontualidade! - diz Eduardo para o seu filho.

 

-Sim, pai, eu sei, mas tenho sono... -refila o miúdo.

 

Entretanto toca a campainha. Eduardo vai à porta:

 

-Bom dia!

 

 

-Bom dia, Inspetor Eduardo!

 

-Eu conheço-a?!

 

-Avó Ruteeeeeeee - corre Tomás para os braços daquela senhora extremamente bem vestida e cuidada.

 

-Olá, meu querido, como estás?!

 

-Ah é a mãe do Paulo! - disse Eduardo com desprezo.

 

-Sim, meu querido, sou eu! Uma pena não termos sido apresentados pelo meu filho, um desnaturado... - disse a senhora em tom irónico.

 

-Pois, porque será?! - ironizou também o PJ.

 

-Então hoje vamos todos passear, não é?

 

 

-Passear? Que ideia mais disparatada.. Não! O Tomás tem que ir para as aulas, a Margarida está à espera dele...

 

 

- A tua mãe não te avisou?! Nós vamos fazer uma passeata em família e a "Guida" também vem, vai ficar tão surpreendida por ver a mãe... Ai, estou tão excitada!!! - exclamou a mulher aos saltinhos.

 

- Não, não vamos a lado nenhum! Agora faça o favor de se retirar, o Tomás...

 

- O Tomás vem connosco, assim como o Eduardo! - diz a senhora já em tom sério e com uma arma apontada ao neto, sem este ver.

 

 

E assim foi. Seguiram para a escola onde Margarida dá aulas e onde Tomás iria começar hoje a estudar. No momento em que chegam, todos numa limusina branca, com frisos pretos, bastante vistosa, também chega Margarida.

 

- GUIDA!!! GUIDA!! - grita Rute excitada.

 

Margarida vira-se e olha para aquela senhora sexagenária, completamente histérica e toda "pomposa" sem reconhecer que é a sua mãe.

 

- GUIDA?? É A TUA MÃE!! - diz ainda mais alto.

 

A professora nem queria acreditar, como era possível a mãe estar ali todos estes anos depois?! Mas, entretanto, Eduardo e Tomás saem também da limu e aí a irmã de Paulo percebe que algo se passa:

 

- Mãe?? Isto é verdade, Eduardo? - pergunta desconfiada.

 

- Sim, sou eu!!! Não reconheces a tua querida mãe?! - disse a mulher em tom irónico.

 

- É, Mags...

 

Depois de alguma desconfiança, Margarida acabou por perceber que se tratava mesmo da sua mãe e seguiram viagem. Após uns largos minutos de viagem chegam a uma província na periferia de Eros, uma zona rural onde se destaca uma grande mansão. É para lá que seguem.

 

Chegados que estão, entram na mansão e salta à vista a riqueza com que esta está recheada. Desde peles a pratas, cores arrojadas, muitos espelhos e candelabros bastante imponentes. Mas eles não ficam pela sala, seguem para uma sala de reuniões onde a mesa está posta para um chá.

 

 

- Sentem-se, meus queridos! Que bom ver a família reunida tantos anos depois, mas ainda não estão todos... - diz Rute radiante.

 

- Falta apenas o António e o Gustavo. - diz Eduardo.

 

- E não só! - termina com uma gargalhada.

 

Todos na sala ficaram apreensivos, quem faltaria mais ali a não ser aqueles dois. Entretanto chega Artur à sala e informa Rute que alguém tinha acabado de chegar.

 

- Manda-o entrar! - diz Rute mais séria.

 

Passados alguns instantes em que o silêncio dominou:

 

- Com licença. - diz o rapaz.

 

- Entra, entra, Gustavo! Então?! Aposto que tens novidades para nos contares! - afirma Rute em tom de riso.

 

 

No sétimo episódio:

- Calma, meu querido genro, ele está em segurança, ninguém vai ser magoado aqui!

 

Os dois saem e um silêncio constrangedor abata-se sobre a sala. De repente, ouve-se um grito:

 

- PAAAAAAAAAAI - grita o menino.

 

- O que é que você fez ao meu filho?!!!! - disse Eduardo enfurecido para Rute.

 

- Eu? Eu não fiz nada ao MEEEEU neto! Ele é que deve ter-se assustado com algo... - insinua a avó de Tomás.

 

O PJ abandona a sala a correr, bastante preocupado com o que se pudesse estar a passar com o seu filho:

 

 

- TOMÁS?? Onde estás, filho? - questiona aos berros e apavorado.

 

Tomás vai ter o choque da sua Vida, assim como o seu pai! Não percas o próximo episódio!

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7º Episódio - 3º dia

 

Encontramos-nos  ainda na sala onde estão todos reunidos e Gustavo tinha acabado de chegar:

 

- Tenho, Dona Rute! António Lopes morreu! - disse ele friamente.

 

Abateu-se um clima de choque na sala. Ninguém queria acreditar, o pequeno Tomás começa a chorar e Eduardo tenta acalmá-lo!

 

- Então Tomás, não precisas chorar, o avô está num sítio bem melhor! - diz Rute ironizando. - Leva o menino a tomar qualquer coisa, Gustavo. - manda ela.

 

- Tomás, qualquer coisa chama pelo pai. - diz Eduardo.

 

- Calma, meu querido genro, ele está em segurança, ninguém vai ser magoado aqui!

 

Os dois saem e um silêncio constrangedor abate-se sobre a sala. De repente, ouve-se um grito:

 

- PAAAAAAAAAAI - grita o menino.

 

- O que é que você fez ao meu filho?!!!! - disse Eduardo enfurecido para Rute.

 

- Eu? Eu não fiz nada ao MEEEEU neto! Ele é que deve ter-se assustado com algo... - insinua a avó de Tomás.

 

O PJ abandona a sala a correr, bastante preocupado com o que se pudesse estar a passar com o seu filho:

 

- TOMÁS?? Onde estás, filho? - questiona aos berros e apavorado.

 

-Aqui pai! - diz o miúdo.

 

Depois de entrar em várias divisões, Eduardo chega à divisão o filho se encontra e nem quer acreditar com quem ele se encontra:

 

- Paulo?? Como é possível...

 

O pai do menino é interrompido por Paulo que corre em sua direção e o beija profundamente. Eduardo sentira que tinha acabado de acordar de um grande pesadelo, tinha o seu amor ali, a seu lado, e com o filho ao colo. Mas como? Demasiado irreal para ser verdade..

 

Depois de um momento prolongado, de uma grande troca de carinhos entre os dois, em que se tocaram, acariciaram e beijaram, Eduardo recua e pergunta:

 

- Porquê? - diz ele indignado.

 

O recém "ressuscitado" não fala, apenas agarra o filho e o marido pelas mãos e leva-os até à sala onde todos ficam em choque por verem ali Paulo, bem vivo! Margarida corre pra ele e abraça-se ao irmão a chorar. Num ambiente de silêncio onde só se ouvem as lágrimas da irmã, Rute observa toda a gente e interrompe com uma grande gargalhada:

 

 

- Então??! Não adoraram a minha surpresa? - termina rindo-se novamente.

 

 

Todos olham para ela com olhar depreciativo, mas a senhora não fica por ali:

 

- Filhote, tenho uma grande novidade para ti! Sabias que o teu pai morreu? - diz ela em tom de gozo.

 

 

- O que é que a mãe foi fazer?

 

- Eu? Foi o teu cunhado e amante do teu marido... - ironizou.

 

- Oiça, eu não lhe admito essas insinuações, sempre fui fiel ao seu filho e não preciso de provar isso a ninguém, ele conhece-me em pleno! - diz Eduardo alterado.

 

- Eu sei, meu amor! Eu confio em ti cegamente!  - descansa o marido.  - Mas diga-me, mãe, mandou o Gustavo matá-lo, depois de ter encenado a minha morte?! - diz o filho condenando.

 

- Depois do teu deslize com a enfermeirita foi simples criar um enredo de forma ao teu pai entrar nele e, sem levantar alaridos, matá-lo. - termina com um sorriso.

 

Eduardo sente-se desconfortado com esta traição, mas como ele próprio cometeu uma em "investigação" e como tal prefere não se fazer ouvir.

 

- Mas explique-me como, e já agora, porquê! - requer o médico.

 

A mulher ri-se, faz uma pausa e prossegue:

 

- Já que estamos a esclarecer as coisas, façamos tudo de uma vez, preparem-se! - avisa a avó Rute.

 

Toda a sala fica apreensiva, afinal o que se passava ali? Nada daquilo fazia sentido, muito menos como as coisas tinha começado, mas a senhora passa a explicar:

 

- Como alguns sabem, talvez nem todos aqui, o meu querido filho foi apanhado com as calças na mão com uma enfermeira, que por acaso é mulher de um dos meus braços direitos, vocês já conhecem, ele esteve há pouco aqui, o Artur. O meu genro deve conhecer particularmente, visto que... bem, mas isso agora não interessa nada! - termina gozando o prato.

 

Paulo e Eduardo trocam olhares de alguma desconfiança:

 

- Isto é verdade, Ed? - pergunta o cirurgião.

 

- Paulo, depois falamos melhor, aqui não. - tranquiliza o marido.

 

- Pois, também acho, não é relevante para agora. - atira a sogra de Eduardo. - Mas como ia a dizer, depois disto, o Artur pediu-me para vingar-se. Então, não desperdiçando recursos, e como uma encomenda de carácter urgente que tínhamos, de 2 rins, o Paulo teve que retirá-los a ela, como castigo, e desfazer-se do corpo.

 

- E depois fui preso num cubículo, onde nem luz tinha, não foi, mãe? - diz o filho.

 

A mulher solta uma leve gargalhada:

 

- Filhote, fazia parte do plano, ainda para mais quando o teu marido se meteu com o Artur... tu tinhas que morrer! - diz com a sua ironia habitual.

 

- Então quem foi a pessoa que morreu à minha frente? A pessoa que foi encontrada morta e a quem fizemos um funeral? - pergunta o PJ perturbado.

 

 

NO OITAVo e penúltimo episódio:

- São, que estás a fazer? - pergunta visivelmente surpreendida.

 

- Tenho que matar-te! - responde e começa a chorar. - Eu amo-te muito, mas não posso deixar que faças mal ao meu filho. Eu sei que ele não vai deixar-te sair impune de tudo isto...

 

 

- Mas os nossos planos... Iríamos viver felizes para sempre, as duas, como sempre quisemos... - diz Rute emocionada.

 

 

- Desculpa, meu amor! - termina a mãe de Eduardo.

 

...

 

Peço desculpa pelo pequeno atraso e não percam os dois últimos episódios! Ambos com grandes surpresas e reviravoltas. Não percam!

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Edited by Tiago Madeira
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