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há 16 minutos, Pedro. disse:

É a melhor novela das seis na década.

Ainda gostava de a ver brilhar em sinal aberto cá em Portugal. :triste_teresa:

Se Páginas da Vida original foi um grande sucesso em Portugal, não dá para entender que a mesma fórmula como A Vida da Gente nunca foi pensada para ser passada. É uma novela que os portugueses iriam gostar. 

Postado
há 27 minutos, DanielNunes disse:

Se Páginas da Vida original foi um grande sucesso em Portugal, não dá para entender que a mesma fórmula como A Vida da Gente nunca foi pensada para ser passada. É uma novela que os portugueses iriam gostar. 

É porque naquela altura a SIC já nunca comprava novelas das seis. Tanto que sucessos como Cordel, Amor Eterno Amor, Flor do Caribe, nada foi comprado.

Amor Eterno Amor e Flor do Caribe tiveram uma chance recentemente de passar na SIC e correram bem. Pode ser que algum dia ainda comprem A Vida da Gente.

  • Gosto 1
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há 42 minutos, Pedro. disse:

É porque naquela altura a SIC já nunca comprava novelas das seis. Tanto que sucessos como Cordel, Amor Eterno Amor, Flor do Caribe, nada foi comprado.

Amor Eterno Amor e Flor do Caribe tiveram uma chance recentemente de passar na SIC e correram bem. Pode ser que algum dia ainda comprem A Vida da Gente.

E é das novelas mais exportadas a nivel mundial. Ainda que na Globo não tenha sido tao sucesso como a antecessora. Acho que podia ser uma boa substituta de AFDQ nas reprises da SIC. 

Postado

Outro dia peguei uma psicóloga a mostrar o embate entre Ana e Manu. E dizendo que o narcisismo também existem no relacionamento entre irmãs. Ai eu me perguntei quem é narcisista é a Eva. A autora não discutiu de forma explícita qual doença mental a Eva tinha. Mas, especialistas apontam que Eva tinha narcisismo. Ela era cheia de si em excessos, se achava uma grande pessoa, manipulava atenção exagerada da filha no caso da Ana, maltratava a outra, Manuela, e ainda armou para separar de vez a confiança e amizade das irmãs. No video a psicóloga aponta Ana com esta condição. Ana foi a maior vítima de Eva, podada, manipulada. Tanto quanto Manu que não teve o amor de mãe. Duas vítimas de uma mãe narcisista. 

  • Gosto 1
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há 1 hora, DanielNunes disse:

Estou assistindo e entrando na reta final de A Vida da Gente. Parei no capítulo 122, o capítulo do embate entre Ana e Manu. Continuo achar este embate uma das melhores cenas da teledramaturgia brasileira. Os diálogos e as interpretações de Marjorie Estiano e Fernanda Vasconcelos são ótimos. Todas as mágoas e ressentimentos das irmãs jogadas uma na outra. Ali claramente tem um vencedor da briga, Manu, mas, as duas perderam na confiança e na amizade que tinham. É de entristecer que um homem foi o causador de tudo. 

A novela é ótima, as relações humanas é o grande tema desta novela. Continua muito atual. Creio que A Vida da Gente nunca ficará datada, pois, os relacionamentos humanos tendem a permanecer como era e estará praticamente iguais daqui alguns anos ou séculos. Licia Manzo em sua primeira novela mostra que é capaz de produzir uma novela com qualidades. Infelizmente, novelas como as de Licia são ninchadas, fora do popular. 

Fico muito feliz por saber que te estás a deliciar com uma das histórias mais bonitas e implacavelmente humanas da história da teledramaturgia, isto se não for mesmo a mais visceral de todas, Daniel.
O embate entre a Ana e a Manu é particularmente doloroso de ver precisamente por não haver aqui um lado puramente certo ou errado. Há apenas uma dor imensa acumulada por muitos anos de ausência, sofrimento e muita pressão emocional na vida destas irmãs que são primeiramente as duas maiores vítimas dos surtos e da marcação cerrada de uma mãe que nunca mereceu aquelas filhas, destruindo-as psicologicamente ao longo da novela com a inflexibilidade e a mesquinhez que tão bem a definem. Uma mulher egoísta, descompensada e profundamente frustrada, talvez por nunca ter conseguido ser verdadeiramente feliz. 

Essa cena do confronto é de uma beleza cénica indescritível. A maravilhosa Lícia Manzo entregou um texto de uma riqueza e crueza absolutas. As igualmente extraordinárias Fernanda Vasconcellos e Marjorie Estiano fizeram o resto. <3

há 40 minutos, DanielNunes disse:

Outro dia peguei uma psicóloga a mostrar o embate entre Ana e Manu. E dizendo que o narcisismo também existem no relacionamento entre irmãs. Ai eu me perguntei quem é narcisista é a Eva. A autora não discutiu de forma explícita qual doença mental a Eva tinha. Mas, especialistas apontam que Eva tinha narcisismo. Ela era cheia de si em excessos, se achava uma grande pessoa, manipulava atenção exagerada da filha no caso da Ana, maltratava a outra, Manuela, e ainda armou para separar de vez a confiança e amizade das irmãs. No video a psicóloga aponta Ana com esta condição. Ana foi a maior vítima de Eva, podada, manipulada. Tanto quanto Manu que não teve o amor de mãe. Duas vítimas de uma mãe narcisista. 

Sem dúvida. 

Foste cirúrgico na tua análise ao perfil psicológico da Eva: uma mãe narcisista e egoísta que age como se uma das filhas não existisse e aproveita-se da vulnerabilidade da outra para a controlar e manipular a seu belo prazer. A pior mãe da história da teledramaturgia, na minha opinião. 

  • Adoro 1
Postado (editado)
há 58 minutos, Maya disse:

Fico muito feliz por saber que te estás a deliciar com uma das histórias mais bonitas e implacavelmente humanas da história da teledramaturgia, isto se não for mesmo a mais visceral de todas, Daniel.
O embate entre a Ana e a Manu é particularmente doloroso de ver precisamente por não haver aqui um lado puramente certo ou errado. Há apenas uma dor imensa acumulada por muitos anos de ausência, sofrimento e muita pressão emocional na vida destas irmãs que são primeiramente as duas maiores vítimas dos surtos e da marcação cerrada de uma mãe que nunca mereceu aquelas filhas, destruindo-as psicologicamente ao longo da novela com a inflexibilidade e a mesquinhez que tão bem a definem. Uma mulher egoísta, descompensada e profundamente frustrada, talvez por nunca ter conseguido ser verdadeiramente feliz. 

Essa cena do confronto é de uma beleza cénica indescritível. A maravilhosa Lícia Manzo entregou um texto de uma riqueza e crueza absolutas. As igualmente extraordinárias Fernanda Vasconcellos e Marjorie Estiano fizeram o resto. <3

Sem dúvida. 

Foste cirúrgico na tua análise ao perfil psicológico da Eva: uma mãe narcisista e egoísta que age como se uma das filhas não existisse e aproveita-se da vulnerabilidade da outra para a controlar e manipular a seu belo prazer. A pior mãe da história da teledramaturgia, na minha opinião. 

É a novela que eu tenho muito carinho. Queria ter uma avó igual a Iná pra mim. Personagens queridos e ao mesmo tempo odiados. Romances bem desenvolvidos, um retrato real como agimos. Ana realmente estava confusa, se tornou adulta de uma hora pra outra. Rejeição da filha, um amor do passado mal resolvido. Entendo o porquê nesta briga delas, Manu jogar contra Ana, que Ana usou Lúcio. Pois, os sentimentos da Ana estavam tudo embaralhado via no Lúcio um carinho e uma dedicação dele para com ela algo mágico e seguro. O término entre Ana e Rodrigo foi abortado justamente quando Ana se sentia rejeitada pela sua própria filha, Julia. Que via o pai com a tia, e não o pai com a mãe. Sendo assim, para acabar a rejeição da filha para com ela, Ana opta por não seguir o romance com Rodrigo. E este romance não teve término de briga ou desentendimento. A vida não prosseguiu, ficou parada. Sentimentos que não foram definidos de um término. Rodrigo é outro personagem que não definiu o seu lado. Este impulso de estar ao mesmo tempo com as duas, fortaleceu este sentimento de indecisão, deixando que as duas se envolvessem em brigas e desentendimentos. Amargura e a deslealdade foi toda dada a Ana do que ao Rodrigo, que nos capítulos seguintes Manuela conseguia ter uma conversa com Rodrigo, e não com a irmã, que se manteve distante. Ali parece que o Rodrigo era um troféu do que outra coisa. 

Editado por DanielNunes
Postado
há 18 minutos, DanielNunes disse:

É a novela que eu tenho muito carinho. Queria ter uma avó igual a Iná pra mim. Personagens queridos e ao mesmo tempo odiados. Romances bem desenvolvidos, um retrato real como agimos. Ana realmente estava confusa, se tornou adulta de uma hora pra outra. Rejeição da filha, um amor do passado mal resolvido. Entendo o porquê nesta briga delas, Manu jogar contra Ana, que Ana usou Lúcio. Pois, os sentimentos da Ana estavam tudo embaralhado via no Lúcio um carinho e uma dedicação dele para com ela algo mágico e seguro. O término entre Ana e Rodrigo foi abortado justamente quando Ana se sentia rejeitada pela sua própria filha, Julia. Que via o pai com a tia, e não o pai com a mãe. Sendo assim, para acabar a rejeição da filha para com ela, Ana opta por não seguir o romance com Rodrigo. E este romance não teve término de briga ou desentendimento. A vida não prosseguiu, ficou parada. Sentimentos que não foram definidos de um término. Rodrigo é outro personagem que não definiu o seu lado. Este impulso de estar ao mesmo tempo com as duas, fortaleceu este sentimento de indecisão, deixando que as duas se envolvessem em brigas e desentendimentos. Amargura e a deslealdade foi toda dada a Ana do que ao Rodrigo, que nos capítulos seguintes Manuela conseguia ter uma conversa com Rodrigo, e não com a irmã, que se manteve distante. Ali parece que o Rodrigo era um troféu do que outra coisa. 

Este foi possivelmente o meu maior dilema de sempre enquanto espetadora: não saber bem por quem torcer neste triângulo Ana-Rodrigo-Manu. Acho que a Lícia Manzo escreveu 'A Vida da Gente' de uma forma tão humana e geriu tão bem as emoções de todas estas personagens que era genuinamente impossível escolher um lado sem sentir que ao mesmo tempo se estava a cometer uma injustiça com o outro. No fundo acho que torcia mais para que todos terminassem felizes de qualquer forma, não tinha tanto aquela expectativa de chegar ao fim e ver configurações românticas ou familiares específicas, como me acontece com a maior parte das produções que acompanho. Isso ajudou-me a não ficar triste ou desiludida com o final, como alguns fãs ficaram.

Eu gostava muito do Rodrigo, e acho que ele teve um percurso muito bonito na novela. Por outro lado, via-o mais como um espetador passivo do que um interveniente determinante. Embora tenha sido o centro do triângulo amoroso e as suas ações tivessem um peso tremendo, ele foi um personagem marcado pela inércia emocional. Foi mais moldado pelas escolhas corajosas da Ana e da Manu do que pelas suas próprias decisões, mesmo tendo mostrado alguns rasgos de atitude em momentos cruciais, como tendo partido dele a iniciativa de criar a Júlia, ou quando incentivou a Ana a refazer a sua vida como professora de ténis.

A Iná foi uma das melhores personagens "secundárias" da novela. Ela foi a verdadeira mãe das netas, muito mais do que a própria Eva, e a cumplicidade entre as três era uma coisa mesmo linda de se ver!

Também gostei muito da Alice. Tinha uma mãe biológica que não ficava muito atrás da Eva, mas teve a sorte de ser acolhida por pais adotivos que eram incansáveis com ela. 

  • Adoro 1

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