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Messi anuncia a sua retirada da seleção da Argentina, vamos ver se também depois do falecimento do seu pai a ver se também não se retira no final desta época dos Miami, o fim da era está quase a terminar. 

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"Salazar e a MANCHA NEGRA...

 

Vamos por partes...

A claque Mancha Negra é atualmente, como sempre o tem sido desde 1985, o maior motor de mobilização, no apoio ao futebol Briosa.

Pouca gente, ou mesmo nenhuma, dá tanto de si como os membros da Mancha Negra, que fazem do acompanhamento permanente da Briosa, uma verdadeira "profissão de fé" e que sempre marcam presença, onde quer que a Briosa jogue, imagino que, muitas vezes, com enorme sacrifício pessoal, económico, familiar, etc...

Desse ponto de vista, merecem os membros da Mancha Negra todos os encómios e eu quero começar este texto pelo princípio: 

Tenho pela Mancha Negra o maior respeito e admiração e considero-a responsável maior, ainda que de forma indireta, pelos sucessos desportivos que fomos conseguindo, desde 1985, com especial sublinhado para os mais recentes.

Podia existir Académica, sem Mancha Negra?

Poder, podia. Mas definitivamente, não era a mesma coisa...

E é com estes sentimentos - repito, de respeito e admiração - que abordarei de seguida a polémica em torno da bandeira que surgiu no seio da claque, com a efígie de António de Oliveira Salazar.

É uma imagem chocante e repugnante, particularmente para quem conhece o inigualável passado da Briosa e isso não tem - pelo menos diretamente - sequer a ver com politica - mas com decência e respeito pela história - como adiante tentarei demonstrar.

Salazar, ninguém o ignora, corporizou e personificou um regime ditatorial, repressivo, autoritário, censório e violador dos mais elementares direitos cívicos e políticos dos cidadãos. 

Mais do que isso, violou ostensivamente os direitos humanos, institucionalizando os bufos, as prisões arbitrárias, a chantagem psicológica e familiar, fazendo da administração da justiça e dos tribunais uma farsa e ordenando a seu bel-prazer, a coação, a violência física, a deportação e a tortura...

Não há como negar, ou sequer como branquear, tais cruéis ações do ditador, porque elas são factuais e amplamente conhecidas e documentadas historicamente.

Nessa altura, quando poucos ousavam questionar o seu hegemónico e incontestável poder, foram os estudantes de Coimbra que, primeiro do que todos os outros, mostraram ter "tomates" para o fazer (!)

Fizeram-no em 1962 e repetiram-no com estrondo e mobilização massiva em 1969, porque decididamente, queriam ser livres...

Durante o ano de 1969 o futebol da Académica aderiu, desde o primeiro momento e sem qualquer hesitação, à contestação, tornando-se, de imediato, numa das suas mais mediáticas bandeiras...

Nomes como Vítor Campos, Mário Campos, Vasco Gervásio, Artur Jorge, José Belo, António Marques, Vieira Nunes, Viegas, Rui Rodrigues, Fernando Peres, Néne, Manuel António, Augusto Rocha e Serafim, ficaram por isso, para sempre umbilicalmente ligados a essa contestação, sendo protagonistas não só da inesquecível, final da Taça de Portugal desse ano, mas também, rostos emblemáticos do maior comício anti-fascista do pré-25 de Abril de 1974...

E é por isso que, pensemos o que pensemos de Salazar e tenhamos a opinião ideológica que tivermos, sobre a sua ação política, envergonhamos e vilipendiamos a história da Académica quando trazemos a sua efígie, para as bancadas do nossos estádio.

Porque OS NOSSOS, aqueles que nos representaram nessa época, sempre estiveram - e repito, que "tomates" era preciso ter, para o fazer, nesse tempo - corajosamente, do lado oposto da barricada... dando a cara publicamente, numa luta, que tinha tanto de desigual, como de perigosa...

Estiveram-no pondo em risco a sua integridade física, os seus percursos académicos e desportivos e em muitos casos, também as respetivas famílias. 

Estiverem-no, numa palavra, arriscando nessa presença, o seu futuro....

Eram de facto os NOSSOS que estavam ali a lutar pela liberdade e foram os NOSSOS que lançaram as sementes para a conseguir, poucos anos mais tarde..

E foi isso, e é isso (!) que nos faz diferentes dos vulgares clubes de futebol...

Porque muitos ganham campeonatos ou jogam a Champions, mas nenhum, como a nossa Associação, pode orgulhar-se de ter impulsionado e determinado a história do país....

É por isso que a Académica é diferente e por isso que sempre será um GIGANTE.

Por essa razão, não posso aceitar o argumento do Presidente da Mancha Negra, Franscisco Sobral, por quem nutro de há muitos anos, simpatia e admiração (e ele bem sabe que é assim), que o aparecimento de uma bandeira palestiniana no meio da claque é comparável à exibição pública da efígie de Salazar, nessa mesma claque.

Muitas diferenças podiam aduzir-se entre uma situação e outra, mas uma só basta:

A história da Académica não está, que se saiba, ligada umbilicalmente à luta israelo-árabe, nem há, nesse eterno e desumano confronto, nenhuma das nossas figuras a considerar e a respeitar, como rostos maiores do emblema que amamos.

Ao contrário, há vários dos melhores de nós, (infelizmente alguns já desaparecidos), que, com esse emblema ao peito, deram a cara, ostensivamente, contra a ditadura que teve em Salazar, o seu expoente máximo...

E são as suas figuras e as suas memórias, que temos de evocar e respeitar...SEMPRE!

Quanto a mim, deveria o Francisco ter simplesmente dito, que a atitude de um membro isolado da claque, não espelha a opinião do todo da organização, o que é uma evidência e torna descabidos e desajustados, os ataques à Mancha Negra como um todo... 

Ataques esses onde também sou capaz de vislumbrar outros propósitos, ou não fosse a Mancha Negra, uma imensa onda que a muitos incomoda.

Finalmente Joaquim Reis. Parece-me que, neste caso, o presidente da Direção não pode apenas refugiar-se no cómodo agendamento de uma reunião com a claque, adiando uma declaração de repúdio imediato, que era aquela que, na altura, se impunha.

Urge uma declaração inequívoca de condenação, sem que para isso seja necessário beliscar a imagem ou historial da Mancha Negra, no apoio generoso, massivo e permanente, que dedica à nossa Briosa, há mais de quatro décadas.

E essa declaração urge, sem adiamentos, nem tibiezas, sem subterfúgios, nem mis-en-scenes, sem "ses", nem "mas"....

Feitas as declarações que se impõem, concentremo-nos depois no essencial e naquilo que a todos une:

No próximo sábado em Penafiel, há mais um jogo para ganhar!

Fernando Pompeu

Associado n.º 924 da AAC-OAF"

  • 2 semanas depois...
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há 20 horas, User3468 disse:

O Torreense ganhou o jogo de estreia na Liga Europa :adoro:

Ganharam a Taça e agora o primeiro jogo europeu de sempre.

Tudo no ano em que se completou 20 anos do desaparecimento do Francisco Adam que era natural de Torres Vedras.

Coincidências da vida.

Nível intelectual do chegano médio:

 

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