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No Outro Lado da Lua


nfren
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Bom trabalho.

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Espero que seja uma boa história (e já tivemos/temos por cá excelentes histórias. Se não conheceres, vê algumas que estão disponíveis por este sub-fórum.

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Sinopse:

O outro lado da lua

Gonçalo tem 18 anos. Vive com o pai, o irmão e a tia numa aldeia. O pai, Carlos trabalha no campo tentando que não falte nada aos filhos. A mãe de Gonçalo deixou-o ao pai. Fernanda era prostituta, mas isso não impediu Carlos, apesar de este ser casado de se apaixona por ela. Quando o filho nasce sem condições e com um rico em vista, Fernanda deixa o filho a Carlos e sai da aldeia rumo a Aveiro. Carlos era casado com Olívia de quem tinha um filho Sérgio. Olívia descobre a traição e levou tudo o que pode excepto o filho, e ruma á capital. Carlos fica sozinho com os dois filhos ainda pequenos. É com a ajuda da irmã de Carlos, Clara, que o ajuda. Enquanto Carlos trabalhava no campo Clara tratava dos dois sobrinhos. Os anos foram passando e os dois rapazes foram crescendo. Ambos apaixonados pela vida, aventureiros inseparáveis.

Era madrugada, Gonçalo tinha acabado de adormecer depois da festa de despedida dos colegas de secundário quando o telefone toca. Gonçalo não queria acreditar. Do outro lado estava Clara, nem se percebia bem o que dizia com a angústia. Mas Gonçalo consegue perceber o essencial. Cai por terra não quer acreditar no que acabou de ouvir. O pai tinha-se suicidado. Desconhecendo a razão do sucedido Gonçalo e Sérgio rumam á aldeia. A tia está inconsolável e diz-lhes que tem de lhes dizer toda verdade depois do enterro de Carlos.

Gonçalo reencontra-se com Catarina. Catarina é aquela por quem Gonçalo sempre sentiu e sente uma paixão incontrolável. Tenta resistir mas cada vez é mais difícil. Mas nem todos vão apoiar Gonçalo nem Sérgio nesta altura difícil. Rivalidades são despertadas entre Gonçalo e Victor. Aquele que pensava ser o seu melhor amigo vai-lhe provocar muitos dissabores. Victor sempre teve inveja de Gonçalo. O que tinha conseguido. Gonçalo iria entrar em Direito e Victor não conseguira acabar os estudos. Victor mantinha a sua falsa faceta de amigo sempre disponível e dizia firmemente para si mesmo que um dia iria vingar-se. Entretanto Catarina desperta também uma paixão por Victor. Victor antecipa-se a Gonçalo. Chegou a altura da vingança. Mas Gonçalo não aguenta a traição nesta altura.

Como se isso não bastasse Olívia volta para alegria de Sérgio mas para infelicidade de Gonçalo. Olívia vai provocar a separação dos dois irmãos. Gonçalo apenas conta com o apoio da tia Clara. Os últimos acontecimentos vão despertar o lado mais oculto de Gonçalo, frio e calculista.

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Bem estou em pulgas para compartilhar a minha historia convosco

.Logo a noite acho que vou fazer a estreia.

Bem aqui vai o primeiro espisodio de "No outro lado da lua" Estou aberto a criticas

1º Episódio

Ainda não eram as sete da manha. Gonçalo não se tinha deitado. Observava serenamente o nascer do sol. Sentado na poltrona olhava através da larga janela os primeiros raios de sol de uma manha de Verão de Agosto.

Gonçalo estava imóvel a pensar em tudo o que lhe acontecera ultimamente. Parecia uma tempestade sem fim á vista. O sofrimento era perceptível em Gonçalo. O rapaz que outrora era uma força da natureza agora essa força parecia desparecida. Clara acordara e ao descer as escadas aproxima-se de Gonçalo que olhava fixamente para a janela.

-Gonçalo assim não pode ser! Já não dormes nada há vários dias. A vida continua, tens de ser forte.- Dizia-lhe Clara

-Achas que é fácil, falar é fácil mas por em prática…-retorquia Gonçalo irritado

-Eu sei que não é fácil. Porque é que não te afastas por algum tempos desta terra, talvez ajude…-Aconselhava Clara mas Gonçalo interrompe

-Afastar-me do quê? O problemas não se deixam aqui como se fossem um objecto, parecem uma sombra seguem-me para onde eu for. Mas isto não vai ficar assim- era notável a revolta de Gonçalo- Desculpa mas não me sai da cabeça a razão do suicídio do meu pai. O Sérgio ficou todo contente com a vinda da sua mãe. A Olívia nem me deixa por os pés na minha própria casa!

-A Olívia sempre quis mais do que esta vida. Quando foi para Lisboa casou-se logo com um General reformado- Conta-lhe Clara.

-Casou-se com o reformado ou com a reforma dele?-ironizou Gonçalo

Tem calma porque é que não falas com o Sérgio noutro local? Sugeriu Clara

Era o que mais faltava! Aquela foi e será a nossa casa, quero lá eu saber da Olívia!

Gonçalo foi tomar um banho. Tomou o pequeno-almoço apressado e foi á casa que tinha deixado há dez dias. Fora posto a pontapé na rua por Olívia.

Era notável a mudança na casa. Mal tinha chegado e Olívia já se tinha instalado para ficar. Tocou a campainha e foi Rogério marido de Olívia que abriu. Um homem com os seus setenta e tais anos ,baixo e vestido com um fato preto.

-O que é tu queres? A minha Olívia não te tinha posto já na rua?-Interrogava-o.

-Da minha casa? Saia-me da frente que eu preciso de falar com o Sérgio!-Retorquiu Sérgio antipaticamente.

Não foi preciso Rogério convida-lo a entrar.Gonçalo entrou forçosamente e sem que Olívia o visse, entra no quarto de Sérgio. Ainda estava a dormir. Gonçalo acorda Sérgio que fica admirado por ele estar ali.

-Esqueceste-te de mim? Não é por termos descoberto agora que temos mães diferentes que vamos deixar de ser o que éramos? Esqueceste que ela te deixou?- Perguntava Gonçalo

- Tu e tua querida mãe foram a razão da nossa separação!Sérgio parecia furioso.

-CLARO, O PAI ENVOLVE-SE COM A MINHA MÃE E EU É QUE LEVO COM AS CULPAS. DEVES PENSAR QUE É FÁCIL PARA MIM SER FILHO DE UMA PROSTITUTA! -Gonçalo furiosamente responde com lágrimas nos olhos.

A conversa estava azeda. Gonçalo não queria avançar mais na discussão, sabia que ia acabar mal.

-Por favor, estamos a zangar-nos com coisas que já aconteceram e já não têm resolução. Eu vou-me embora. Sabes onde me encontrar mas pensa bem, tal como tu, eu estou a sofrer mas não tenho aqui a minha mãezinha.

-Chega! Quando quiser eu próprio vou falar contigo- Diz-lhe Sérgio numa voz baixa mas furiosa.

Gonçalo sai e nem deixa Olívia, que vinha furiosa para o por na rua pois tinha dado conta que este tinha entrado.

Gonçalo sai.

Estava a sentir tudo a desmoronar-se ainda mais.

Estava a fechar o portão quando passa o Victor aos beijos com Catarina, sem pudor nem vergonha. Gonçalo assiste a esta situação com raiva, sente nojo. Victor lança-lhe um olhar vitorioso. Gonçalo não aguenta.Vai para casa. Às voltas na sala sem saber o que fazer pega no carro. Era quase hora de almoço. Tinha ido á serra. Local onde o pai ia trabalhar todos os dias. Na volta o telemovel toca. Vê que é Victor mas não quer saber, mas o telemóvel tocava sem parar acabando por atender.

-O que é que queres seu traidor? Deixa-me em paz, não tens já o que querias?-Pergunta Gonçalo sem saber o que se passa.

-Claro que não estou satisfeito, a Catarina para min é um passatempo, mas olha cuidadinho na estrada…

Victor desliga a chamada e Gonçalo sem perceber continua o caminho.

Mas ao virar a curva o carro fica incontrolável. Não tem travões e na curva seguinte despista-se. O carro capota varias vezes e uma das árvores cai em cima do capô do carro. No meio da poeira nada se via. Gonçalo estava inconsciente, num local onde ninguém ou quase ninguém passava.

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OMG! O Gonçalo é a fúria em pessoa, a Olívia é um traste, gostei da ironia do Gonçalo, "Casou-se com o reformado ou com a reforma dele?"

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Fiquei curioso em relação ao que aconteceu ao Gonçalo...

Em relação à história parece-me bem, gostei muito do que vi. Parabéns nfren!

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nfren, aqui vão algumas críticas minhas (construtivas, claro). Comigo, é da praxe (ficas já a saber! :laugh_mini: ):

- antes de mais, escreves bem e isso, por si só, é já um princípio;

- o que me parece que falhou, neste início, foi uma introdução que contasse o que se passou antes do "Gonçalo" estar naquele estado. Nós sabemos porque lemos a sinopse, mas as possoas podem não a ler, pois não é obrigatório (e a sinopse diz, basicamente, o que vai acontecer, o que contém cada capítulo);

- Em alguns casos, não se percebeu quem é quem. Por exemplo, quem é a "Clara"? Mãe, irmã ou empregada do "Rodrigo"? Ela aparece em "cena", mas não disseste quem é;

- Devias ter relido o episódio. Há ali algumas falhas na escrita e, em alguns casos, esqueceste-te dos travessões. Não é nada que prejudique a compreensão do que estás a contar, mas tens que ter atenção a isso. Em alguns casos contas a história no passado e mudas , a seguir, para o presente (quando a acção é a mesma ou tem uma continuidade).

Isto não é, de modo algum, para te inibir. É só para te chamar a atenção para que possas melhorar. Estamos sempre a aprender uns com os outros.

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As criticas sao essenciais para que a minha escrita melhore. Agradeço e nao as descarto.

Como prometido aqui vai o 2º episodio de "No outro lado da lua"

2º Episódio

Sérgio telefonava freneticamente para o irmão. Clara estava a ficar preocupada. Não era bom sinal.

Clara tinha 54 anos e conhecia os seus sobrinhos muito bem. A vida sempre foi difícil naquela aldeia. Clara nunca se casou. Não porque não quisesse mas porque o pai nunca consentiu. Carlos era cinco anos mais novo que Clara.

Corria o ano de 1991 quando Carlos e Olívia deram o nó. Clara não via com bons olhos o casamento. Avisava o irmão mas em vão. Como tinham que mudar de casa reconstruíram uma de uma tia já falecida. Olívia preferiu manter as aparências até ao casamento mas depois deste começou a atacar. Já grávida de escassos meses utilizava o seu rebento como desculpa para tudo. Não fazia a lida da casa, não ajudava Carlos no campo… Olívia queria apenas estar sossegada na cadeira do café. Falava com outras mulheres da aldeia sedentas de mexericos. Num meio pequeno tudo acabava por se saber. Olívia todas as manhas esperava que o padeiro passa-se e…conseguia o pão de graça. Envolviam-se todas as manhas. Olívia farta do casamento traça um plano. Olívia conhecia Fernanda que, de vez em quando, rondava a aldeia pois esta era prostituta. Olívia pede a Fernanda para seduzir Carlos. Fernanda aceita. Vai ter com ele a um terreno e Carlos não lhe resiste.

Olívia manda alguém ao terreno com a desculpa de que se tinha esquecido de algo para Carlos. Carlos é apanhado com Fernanda e a partir daí começa o inferno para Carlos. Carlos não conseguia voltar a casa, sentia-se culpada. Pede ajuda a Clara que já vivia sozinha. Muda-se para casa desta.

Olívia não sabia nada do marido e nem se importava. Fernanda descobre o local onde se encontra Carlos. Está grávida!

Carlos está incrédulo. Fernanda conta-lhe que quer ir para Aveiro mas vai-lhe deixar o filho que tem na barriga. O tempo ia passando e em Março de 1992 Olívia dá a luz um rapaz, Sérgio. Carlos aparece para ver o filho. Olívia tenta fazer-se de vítima mas Carlos manda-a embora.Olívia pega em tudo o que pode. Agarra em dinheiro e algum ouro e vai-se embora vitoriosa. Fernanda muda-se para casa de Carlos.

Tinham passado dois meses. Era uma noite trovejante de Maio quando Fernanda dá á luz também um rapaz, ao qual dão o nome de Gonçalo. Carlos está radiante.Dias depois Carlos chega a casa e depressa descobre que Fernanda se foi embora.

Carlos vê-se sozinho com dois filhos nos braços.

Pede novamente ajuda a Clara. Clara sentia-se feliz a ajudar os sobrinhos. Carlos trabalhava dia e noite para sustentar os dois filhos. Via-os crescendo aos dois, fortes e saudáveis. Clara era uma mãe para Gonçalo e Sérgio. Esteve presente em todos os momentos. Quando estavam doentes, quando precisavam de ajuda na escola….

Agora estava presente neste momento tão difícil. A morte de Carlos chocou os dois irmãos. Clara não consegue perceber como é que Carlos se suicidara. A única razão que encontra é Carlos ter sabido dos planos de Olívia.

Agora Gonçalo estava desaparecido e isso causava-lhe um aperto no peito.

Telefonavam intermitentemente para Gonçalo.

-Por favor atende. Dizia Sérgio enquanto telefonava.

-Não vale a pena, vamos procura-lo, deve de estar na serra-Dizia Clara enquanto vestia o casaco.

Saem a correr e vão a caminho da Serra.

Sérgio vê o carro e corre para este.

-Oh meu deus! Oh tia chama uma ambulância!- Gritava Sérgio com grande aflição. Clara ligou para o 112 com as lágrimas a escorrerem-lhe pela face.

Sérgio tentava acordar Gonçalo mas em vão. Não conseguia fazer nada. A ambulância chega dez minutos depois. Com alguma dificuldade tiram Gonçalo do carro. Clara vai na ambulância e Sérgio vai atrás deles.

Já no Hospital Sérgio e Clara estão á duas horas á espera de noticias.

-Nunca mais chega o médico- dizia Clara impaciente.

-Também digo-Dizia Sérgio agarrado á tia.

Entretanto o médico sai da sala de operações.

-Senhor doutor-Diz Clara enquanto se levantava e ia ter com o médico.

-Então senhor doutor como é que esta o meu sobrinho?- Perguntou sem fôlego Clara.

-Tenham calma, o Gonçalo está bem mas tenho algo para vos dizer…- Diz o médico mas é interrompido por Sérgio.

-Mas o quê? O que se passa com o meu irmão?- Pergunta ansioso Sérgio.

-Ele pode nunca mais voltar a andar mas vamos pensar positivo?

Sérgio cai por terra agarrado às mãos de Clara. Não chegava o suicídio do pai, o irmão ia ficar preso a uma cadeira de rodas.

-Podemos vê-lo?- Pergunta Clara magoada com a notícia.

-Claro- Disse o médico- ele já acordou.

Sérgio limpa as lágrimas, não queria que Gonçalo o visse assim, ainda teria de lhe dar a notícia.

Gonçalo ficou impávido e sereno com a notícia. Já calculava. A árvore caíra em cima do capô atingindo-lhes as pernas.

-Não te preocupes. Vamos fazer os possíveis para voltares a andar- Dizia Clara para contentar Gonçalo.

-Então pesou-te a consciência?- dizia Gonçalo que já tinha recuperado o fôlego.

-Fiquei com medo e…- diz arrependido Sérgio.

-Foi aquela besta que me fez despistar-diz furioso Gonçalo interrompendo-o.

-Que besta?!- dizem em simultâneo Clara e Sérgio.

-O Victor e aquela Catarina também está envolvida - diz-lhes Gonçalo com uma raiva enorme prestes a explodir.

-Bem, espero não ficar aqui muito tempo- Diz impaciente.

-Dentro de três dias vais voltar para casa-Garantiu Clara após consultar o médico.

Já fora da sala Sérgio e Clara conversavam.

-Tia posso ir para tua casa? - Pede-lhe Sérgio- quero acompanhar o meu irmão nesta fase difícil.

-Claro, mas sabes que a minha casa não tem muitas condições…

-Vamos para a minha- Interrompe Sérgio.

-Com a tua mãe! Deves estar a gozar, dava-lhe um ataque- Ironiza Clara.

-Mas porque é que odeia tanto a minha mãe, tia?- Diz Sérgio revoltado com a tia.

-Abandonou-te e foi para Lisboa achas isso pouco!-Responde Clara.

-Pois mas a minha mãe foi trocada por uma prostituta! Diz Sérgio.

-Por que é que não lhe perguntas a ela? Talvez obtenhas resposta-sugere Clara-

- Mas quanto ao teu irmão é melhor irmos para minha casa.

Três dias passaram e Gonçalo observava o caminho pela janela da ambulância de volta a casa. É posto na sala. A casa de Clara era pequena mas acolhedora. Como havia um quarto no rés-do-chão Gonçalo ficaria lá. O bom da casa era que não tinha escada até á rua logo poderia sair sem pedir ajuda.

Passadas algumas horas, farto de estar em casa vai a sua casa. Precisa de algumas coisas que lá ficaram.

-Olha quem é ele? Agora deste em deficiente, coitadinho!- brinca Olívia.

-Deixa-me entrar para levar o que tenho nesta casa- diz furioso Gonçalo.

-Vais atropelar-me?- diz rindo Olívia.

Mas Sérgio aparece e fica magoado com a forma de como a mãe trata Gonçalo.

-Mãe deixa-o ir, por favor- implora Sérgio.

-Ele não entra na minha casa!- Retorquiu Olívia.

-Na sua casa, fantástico! A nossa majestade já se apoderou do seu palácio e deve pensar que os outros são os seus escravos- Gonçalo explode - deixa-me passar antes que…

-Antes que quê? Questiona Olívia

-Como é que tem coragem de depois de abandonar o seu filho volta dezassete anos depois como se nada tivesse acontecido, como se tudo fosse seu.- Diz revoltado Gonçalo.

-Tudo isto me pertence por direito, fui eu que ajudei o teu pai a erguer estas paredes. -Se não fosse a tua mãe eu nunca tinha saído daqui -diz-lhe furiosa Olívia.

-Mas parece que lhe saiu a sorte grande, um velho jarreta que além de viúvo era podre de rico, até teve sorte!- ironiza Gonçalo.

Sérgio não estava a achar piada nenhuma á conversa.

-Não seja insolente- diz-lhe Olívia.

-Que pena, estou a ser mal-educado, como é que queria que a tratasse? Que chega-se aqui, lhe desse um grande abraço e perguntar-lhe como ia a vidinha, por favor!- Gonçalo não se conteve.

-Cala-te seu filho da…!

-Chega- Grita Sérgio num tom bem alto que atrai Rogério á rua.

-Diga lá? De certeza que não cumpria o seu dever de mulher, não o ajudava…

Sérgio agarra na cadeira de rodas e leva Gonçalo para dentro. A conversa estava a ir longe demais.

Agarrou tudo o que era seu e com a ajuda de Sérgio voltou para casa da tia.

Entao o que acharam?

(ninguem me pode ajudar a divulgar mais o meu projecto?)

3º Episodio da minha serie. Espero que sigam a história e dêem opinioes.

3º Episodio

O tempo passava desde a morte de Carlos. Já lá iam dois meses. Gonçalo sai de casa apenas de manha voltando logo de seguida. Dava os primeiros passos às escondidas. Parecia uma criança a aprender a andar. Mas Sérgio e Clara desconheciam os progressos deste. Para além disso, Clara pagava a fisioterapia necessária para o sobrinho. Rita era a fisioterapeuta. Ficavam os dois horas e horas na sala de fisioterapia durante a tarde. Gonçalo pedia segredo a Rita. Gonçalo tinha um plano de vingança e de investigação em mãos.

Arranjara coragem para sair á rua. Desloca-se á oficina onde tinha deixado o carro. Desgostava-o ver assim o carro que fora presente do pai. Após conversar com Rui, seu amigo este confirma as suas suspeitas. O carro tinha sido sabotado.

Ao anoitecer Gonçalo telefona a Rita. Estava a precisar de alguém para conversar naquela sexta á noite. Rita aceita pois não estava longe. Jantaram em casa de Clara. Esta tinha saído e Sérgio tinha voltado para casa da mãe.

O jantar fora agradável. Era visível a cumplicidade entre os dois. Gonçalo propõe a Rita um passeio mas esta recusa tem de estar no dia seguinte em Viseu.

Gonçalo vai ao café. Victor estava completamente bêbado e ainda não eram as onze da noite. Era o momento perfeito para Gonçalo por o plano em prática.

Victor vieracumprimenta-lo não tinha noção do que dizia.

-Victor se eu fosse a ti bebia mais pode ser a última vez que bebes aqui. Dizia Gonçalo. Os olhos deste mostravam a sua sedenta vontade de vingança.

-Ih. Ó fax favor….Traz mais uma que paga o Gonçalo-diz Victor

Era quatro da manha e Gonçalo consegue levar Victor para fora do café. Victor ia falando, já não se entendia nada, mas Gonçalo estava mais concentrado no seu plano do que propriamente nas palavras de um bêbado. Victor vivia numa casa de madeira no meio do campo a uns escassos quilómetros da aldeia. Victor tinha herdado uma quinta.

Victor desmaia mas Gonçalo deixa a cadeira de rodas no exterior da casa e deita a muito custo Victor na cama. Inconsciente não acordaria tão cedo e Gonçalo mete o seu plano em prática. Deixara tudo preparado e nada poderia falhar.

Eram onze da manha e Clara vinha numa grande aflição. A quinta dos arredores estava reduzida a cinzas e Victor era suspeito de ter ateado fogo. Gonçalo tenta a muito custo disfarçar o seu sorriso vitorioso

-Então e sabes como aconteceu?-pergunta Gonçalo como se não soubesse…

-Parece que foi fogo posto, O Victor foi levado esta manha. É o principal suspeito. Depois das ameaças, ontem no café ao dono da quinta, junto á quinta foi encontrado o que restava de um casaco dele, e varias pegadas que vão da casa do Victor até o local onde deflagrou o incêndio. -Conta Clara

-Bem vou tomar banho…a propósito vai ser presente a tribunal ou não?

-Sim, Coitado-Desabafa Clara

-Coitadinho- DizGonçalo rindo enquanto ia tomar banho.

Clara estava sempre a perguntar se precisava de ajuda mas Gonçalo tentava disfarçar não podia ser descoberto. Ninguém podia desconfiar de Gonçalo.

Depois do banho, á hora de almoço Sérgio aparece. Tristonho e cabisbaixo. Gonçalo apercebe-se logo que teve a ver com a mãe.

Olívia não ligava nenhuma ao filho. Sérgio esperava uma mãecarinhosa e presenteenteoutras coisas mas ficou desiludido. Olívia preocupava-se apenas se precisava de ir ao cabeleireiro e engraxar bem o "Rogie" para lhe dar dinheiro. Rogério era como uma caixa multibanco para Olívia. Ela carregava no boatão e o dinheiro saia. Dinheiro este para iràs compras enquanto o velho jarreta ficava a vero tv rural todo o santo dia no sofá.

Sérgioestava distante de Gonçalo mas queria recuperar o tempo perdido. Mudara-se de armas e bagagens para casa da Tia.

Gonçalo não esconde a alegria. Depois do almoço em família Gonçalo e Sérgio passaram a tarde juntos. Passearam pela serra. Gonçalo quer que tudo volte a ser como dantes.

********** ******** **********

Era domingo de manha. Gonçalo estava felicíssimo mas a felicidade foi pouco duradoura.

Catarina toca á campainha. Clara vai abrir e nem acredita no que vê.

Catarina estava com o braço todo ensanguentado. Cheia de feridas entra em casa de rompante e entra no quarto de Gonçalo. Pede para falar com ele. Gonçalo está incrédulo a olhar para ela.

-Mas o que é que se passou contigo?-pergunta Gonçalo preocupado mas, ao mesmo tempo vingativo.

-Eu sei que foste tu que mandas-te o Victor para a prisão! -diz-lhe Catarina convicta.

-Não inventes, o que o teu querido namorado anda a fazer não me diz respeito! E que tal se deixasse de por as culpas nos outros? - interroga-a Gonçalo.

- Estou grávida de três meses!-Catarina chora apertando uma toalha no braço.

-Isso é culpa tua!-Gonçalo está admirado.

-E de acordo com o médico vai ser deficiente! -Catarina estava a chorar e queria abraçar-se a Gonçalo. Gonçalo tinha bem assente a traição e não iria perdoa-la. Deixa-a desamparada e vai para fora do quarto.

Gonçalo tinha em mente ainda o seu plano de vingança. Catarina seria a próxima a pagar pelo sucedido. Mas depois do que ouviu desistiu. Acha que o que está a passar já é um grande castigo.

Volta ao quarto e Catarina está com uma tesoura na mão pronta a mutilar-se a ela própria!

Clara e Sérgio já tinham saído.

Gonçalo não sabia o que fazer.

-Desculpa o que te fiz -dizia Catarina com a tesoura- O Victor está preso temos o caminho livre!

Gonçalo não estava a acreditar.

-Grande Lata a tua-Gonçalo nunca iria perdoá-la, nem que ela se cortasse às postas- depois de me traíres com aquele canalha…

Gonçalo é interrompido com um grito de Catarina.

Catarina tinha acabado de fazer um corte enorme no braço. Gonçalo estava indeciso.

-Pára! Lembra-te do teu filho!-Gonçalo tentava arranjar tempo.

-Deste deficiente que tenho! -Catarina chorava com as dores

-Não deixa de ser teu filho-Diz-lhe Gonçalo preocupado com a situação.

Catarina está cada vez mais irritada. Não aguenta mais. Espeta a tesoura na barriga.

Gonçalo não quer acreditar no que Catarina foi capaz de fazer. Chama uma ambulância mas não vai com ela.

Os vizinhos estão todos á porta. Quando a vêem naquele estado, começam a gritar que Gonçalo é o culpado. Gonçalo apressa-se a fechar a porta enraivecido. Catarina e Victor estavam mesmo a conseguir dar cabo dele. Com a fúria parte tudo á sua volta. Agarra na cadeira de rodas e lança-a pela Janela.

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Parabens nfren. O gonçalo alem d amargurado despertou o seu lado mais vingativo, quem levou cm a sua ira acabou por ser o Victor. Espero pelo proximo episodio.

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4º episodio. Espero que gostem do desenrolar da história. Divirtam-se a ler e comentem.

-Agora que tudo estava bem, tinha que vir aquela estragar tudo. -Gonçalo sentia que aquele inferno não tinha fim.

Depois de ser trocado, Catarina queria o seu perdão:

-Era o que mais faltava. Gonçalo não a perdoaria.

Clara entra entretanto e vê queGonçalo consegue andar.

-Por favor não contes nada a ninguém- pede Gonçalo a Clara.

-Mas porque é que não me contas-te nada? -pergunta-lhe Clara.

-Apenas o Sérgio sabia, tinha-lhe contado ontem- Revela Gonçalo.

-Sabes que podes confiar em mim ou não?-Pergunta Clara.

-Claro que sei- Gonçalo abraça a tia-desculpa!

-O que importa é que estás bem! Bem, mas tenho uma coisa para te contar-Clara tinha estampado na face que vinha ai bomba.

-A tua mãe vai voltar.

-Agora é que se lembrou que eu existo?-Diz incrédulo Gonçalo-Não ia atrás de um rico? Agora é que as mãezinhas vêm todas preocupadas e resolvem aparecer?O passado não seapaga assim?-Gonçalo não aguenta. Explode em questões das quais as respostas o magoariam ainda mais.

-Amanha de manha a tua mãeestá aqui para te conhecer. -Revela Clara.

-Que bom, mas que pena eu não vou estar-Diz-lhe Gonçalo- Não foi atrás do rico então que fique lá em Aveiro.

Gonçalo sai a correr. Vai ter com Rita. Pega no carro do irmão.

Gonçalo desabafa com Rita.

-Achas isto justo?- Pergunta Gonçalo a Rita.

-Gonçalo tens de ter calma! A tua mãe quer conhecer-te, é norma!- Diz-lheRitatentando acalma-lo.

-É normal ela me deixar?- Gonçalo não suporta a fúria.

-Gonçalo quem me dera a mim que a minha mãeestivesse agora ao meu lado!- Rita desfaz-se em lágrimas.

-Desculpa eu não sabia-Gonçalo não sabe o que dizer.

Gonçalo leva Rita a casa. Ritaconta-lhe que a sua mãe tivera morrido vítima de cancro há dois anos.

-Mas são situações completamente diferentes- expõe Gonçalo.

-Sim, eu sei, mas dá-lhe uma oportunidade -Diz-lhe Rita.

-Não consigo- Gonçalo não suporta o que a sua mãe lhe fez.- Vamos acabar com esta conversa.

Era quase noite. Rita e Gonçalo estavam bastante próximos. Não resistem em se envolver. Mas Rita arrepende-se e pede a Gonçalo para ir embora.

-Mas porquê?O que se passa?- interroga Gonçalo.

-Por favor vai-te embora-Implora Rita.

Gonçalo vai-se embora.Rita cai contra a porta a chorar.

Gonçalo não percebe o que se passa.

-De certeza que tem outro- dizia Gonçalo para si mesmo. Estava apaixonado por Rita. Pensou que era melhor deixarem as coisas arrefecerem e falar com ela mais tarde.

Não sabendo para onde ir vai para a discoteca. Bebe até se esquecer de quem é. Acorda no outro dia na sua cama.

-Mas como é que pode ser?-Gonçalo não entendia como é que estava em casa.

-Vieste no trenó do pai natal - ironizava Sérgio que acabava de entrar no quarto- Fui eu que te encontrei na discoteca e que te trouxe.

-O que estavas lá a fazer? - Pergunta Gonçalo que agarrava o comprimindo para a ressaca.

-Fui ter com uma pessoa. - RespondeSérgio.

-Ah! Gaja nova!Ah! Meu menino quem é ela? -Ironiza Gonçalo

Sérgio não responde.

Vou tomar um banho estou a precisar. - Diz Gonçalo.

-A tua mãe está na sala-Revela Sérgio.

-Deixa-a estar. Eu também esperei muito tempo por ela, por isso ela também pode esperar. -Diz-lhe Gonçalo.

Agora, Gonçalo não pode fugir. Não sabe o que fazer mas sabe o que vai dizer á mãe.

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nfren ainda não tive oportunidade de ler a tua história, assim como ainda não li a do zapping, mas prometo que mais tarde deixo aqui um comentário acerca da mesma.

No entanto o que me fez passar por este tópico foi a tua assinatura. Está muito porreira especialmente no "lettering".

Quantos episódios irá ter a tua novela?

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No entanto o que me fez passar por este tópico foi a tua assinatura. Está muito porreira especialmente no "lettering".

Obrigado João, ainda bem que gostaste.

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A imagem ficou muito boa. Parabéns, David.

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Novo episodio de " No outro lado da lua.

Espero que estejam a gostar do desenrolar da historia.

Comentem

Episódio 5

Gonçalo desce as escadas devagar. Pára de repente. A sua mãe, que o abandonou está ali agora á sua frente. Fernanda aparentava ter á volta de quarenta anos. Alta, com cabelo castanho longo liso. Vestida de preto.

-Olha quem está aqui? Resolveu fazer-me uma visitinha?- era visível a revolta estampada na face de Gonçalo

-Desculpa-me, eu era prostituta, não tinha dinheiro… Fernanda chora

-Desculpas, mas não justificam o que fez-Gonçalo está descontrolado- Já tinha o rico em vista e nada melhor do que me deixar e ir atrás do ricaço. Devia de ser muito rico só agora é que aparece? Já se fartou dele?

-Ele morreu-revela Fernanda

-Que pena acabou-se a massa e lembrou-se de repente que tem um filho! Não estava bem, onde estava?Longe de min-Gonçalo estava a descarregar o que lhe ia na alma.

Fernanda conta ao filho o que realmente aconteceu. Contou-lhe do plano de Olívia e o que aconteceu depois que se foi embora.

Fernanda foi atrás de um sonho. Casar com um homem rico e sair da prostituição. Jorge Tavares era casado. Endinheirado pois era dono de um banco, Fernanda fez chantagem com ele. Contaria á sua mulher da relação de Jorge com a prostituta. Jorge cai na teia de Fernanda e divorcia-se da sua mulher e casa com Fernanda. Um ano depois nasce André. Entretanto Fernanda, farta de não fazer nada, com a ajuda do marido, abre ela própria um negócio. Fernanda era dona de uma cadeia de lojas de imobiliário. Conseguiu fazer uma grande fortuna.

Entretanto teve uma filha pouco tempo depois Diana. Fernanda conta os últimos acontecimentos e a razão da sua vinda para á aldeia.

-O meu marido morreu, o André assumiu-se homossexual e a minha filha nesta fase da adolescência não pára em casa- Fernanda chora.

-Claro e lembrou-se que tem outro filho. Pode-se ir embora que eu também tenho uma carrada de problemas-Gonçalo continua-não foi o que fez toda a vida fugir dos problemas, envergar pelo caminho mais fácil?

Fernanda olha para o filho fixamente. Quando o deixou era tão frágil, mas agora vê no que se tornou. Gonçalo dizia o que lhe vinha na alma. Fernanda sabia que o filho tinha razão mas queria recuperar o tempo perdido.

-Por favor perdoa-me -Fernanda implorava.

Gonçalo levanta-se e vai-se embora.

Clara vem ter com Fernanda e ambas conversam. Fernanda fica chocada com o suicídio de Carlos.

Gonçalo estava enervado e desorientado. Sérgio vai ter com ele.

Ambos falam das ricas mães que tem. Sérgio queria perdoar a mãe mas, esta estava-se nas tintas para o filho. Do outro lado estava Gonçalo, cuja mãe queria recuperar o tempo perdido mas este não a perdoava.

A conversa é interrompida pelo telemóvel de Gonçalo. Era Rita que queria conversar com ele. Gonçalo ainda não se esquecera do sucedido mas vai ter com ela.

Rita estava sentada na explanada com uma criança com aproximadamente três anos.

-Olá Rita! – Cumprimentaram-se com um beijo na face-Como é que estás? E quem é este pequenote?

Gonçalo pede ao empregado do bar uma cerveja. Gonçalo senta-se na explanada e o empregado do bar traz-lhe a bebida.

-É meu filho-revela-lhe Rita.

Gonçalo engasga-se

-Teu Filho? Mas ele tem quê?Dois ou três anos?-Gonçalo estava incrédulo com a revelação.

-Tem três anos. Era por isso que naquela noite eu não deixei que não nosenvolve-se-mos. Viste a tua reacção!

-Não estava á espera só isso-Gonçalo está surpreso.

-Gonçalo, nunca iria resultar, eu tenho um filho para cuidar e tu apenas tens 18 anos. - Rita confessa-lhe.

Mas Rita também não era muito mais velha do que ele. Rita tinha vinte e três anos.

-Mas ao menos podemos ser amigos não? - Gonçalo pergunta brincando.

-Parvo! Claro que sim-Responde Rita com um sorriso.

Gonçalo e Rita e o pequeno João saem da explanada e vão dar uma volta pela cidade.

Rita conta-lhe que engravidou depois de ser violada numa noite de bebedeira. Pensou em abortar mas desistiu da ideia. Tinha perdido a mãe nessa altura. Vive com João e nunca mais se voltou a envolver talvez por medo.

Gonçalo não se mostrava irritado. Na verdade até estava feliz. Rita tinha sido sincera com ele, não lhe escondendo a existênciado pequeno João.

Episódio 6

Olívia não era vista pela aldeia há vários dias. Rogério apenas saía de casa de manha mas não falava com ninguém. Entretanto um grande carro preto pára á porta de sua casa. É uma mulher loura, de estatura média que sai do carro. Aparentava ter trinta e poucos anos. Sai do carro e caminha até a porta da casa de Olívia. Não foi preciso tocar á campainha para Rogério lhe abrir a porta. Beijaram-se na face e entram os dois em casa.

Olívia resolve aparecer para surpresa de Rogério. Olívia apanha Rogério com Paula. Paula era prostituta de luxo. Rogério não se tenta desculpar em frente a Olívia, pelo contrário. Rogério não era parvo, sabia a razão por que estava casado com Olívia.

-Como é que tu és capaz?-Interroga Olívia.

-Do quê? De te trair? Por favor não me digas que me amas? Que pena! - Rogério mostrava-se um homem frio.

Olívia começa aos gritos e Rogério não aguenta.

Agarra-a á força e bate-lhe com o que apanha á mão. A gritaria era insuportável, mas ninguém se atrevia a entrar lá em casa. Meia hora depois, Olívia estava estendida no chão a gemer. Rogério tinha pago a Paula e tinham combinado a próxima “sessão”. Passa por ela, desprezando-a ali no chão.

Rogério tivera um filho com Olívia. Duarte morrera com cinco anos. Tivera-se afogado num rio perto de casa em Lisboa. Rogério culpava Olívia pela morte do filho de ambos. Desde aí, Olívia vinha buscar dinheiro e desaparecia até acabar. Mas Rogério não admitia que Olívia se intrometesse na vida dele. Cada vez que Olívia fazia cenas, Rogério não se continha.

Olívia nunca desconfiou que o seu Rogie tivesse outras mulheres.

-Mas andar com prostitutas, não arranjava melhor! Deve de ser da idade! - Pensava ela.

Era já noite e Olívia no quarto, deitada na cama, dava voltas á cabeça para acabar de vez com o velho rezingão. Ficaria com tudo para ela e não tinha de vir sempre a pedir, como se viesse pedir esmolas.

Gonçalo estava no quarto. A campainha tocava. Estava uma noite fria. Fernanda tinha regressado á aldeia. Tinha ido a Aveiro tratar de assuntos das lojas, mas desta vez regressou e não vinha sozinha, desta vez trazia os filhos. André era um ano mais novo que Gonçalo. As parecenças eram evidentes. Diana tinha quinze anos acabados de completar. Vestida de cor-de-rosa, parecia um flamingo. André vestido de preto tal como a mãe. O marido de Fernanda tinha falecido á três meses.

O jantar fora de apresentações. Os três: Gonçalo, André e Diana estavam reticentes. Não se conheciam de lado nenhum. Estava um ambiente estranho em casa de Clara. Por muito que Fernanda quisesse quebrar o gelo não conseguia. Para sorte de Gonçalo o telemóvel dele toca.

A sorte transforma-se em azar. Era Catarina. Já nem se lembrava da cena com a vinda da mãe. Rejeita a chamada, mas sai deixando a mãe e os irmãos sozinhos. Gonçalo está confuso. Parece-lhe que a mãe está mesmo mudada. Mas a dor de ter sido abandonado não desaparece.

Gonçalo lembra-se de Rita mas eram já dez da noite e desiste da ideia. André sai de casa de Clara e vem falar com Gonçalo.

-Eu sei que é difícil para ti, mas para nos também é -diz André.

-Eu foi abandonado por aquela mulher. Fiquei aqui, passei dificuldades. Tu e a tua irmã sempre tiveram a vossa mãe ao vosso lado e nunca passaram por dificuldades- revela Gonçalo.

Por muito que André se quisesse aproximar de Gonçalo este não permitia. Diana vem ao encontro deles. Não para conversar. Vinha para fumar. André nem liga ao que a irmã está a fazer.

-A minha vida também tem sido difícil. Há quatro meses levei o meu namorado para conhecer os meus pais. A recepção foi algo que eu já esperava. Fui metido na rua. -conta André.

-Ela já me tinha contado. Mas agora tu vieste com ela? -Gonçalo não está a perceber.

-Gonçalo, acabamos de saber que temos um irmão, eu queria conhecer-te! Alias, com a morte do meu pai a nossa mãe não pensa noutra coisa - André mostrava-se uma pessoa diferente do que Gonçalo pensava.

Catarina não parava de telefonar. Manda-lhe uma mensagem. Está á espera de Gonçalo em casa de Victor.

Fernanda vem ao encontro dos filhos mas Gonçalo vai-se embora. Vai ter com Catarina.

A porta estava aberta. Catarina estava deitada no sofá. Tinha ligaduras no braço. Era visível na cara dela as dores que sentia na barriga. Gonçalo pensava que ela tinha perdido o bebé.

Catarina levanta-se e chega perto de Gonçalo. Catarina não estava á espera que este recupera-se tão depressa.

-Já consegues andar? — Catarina tenta mostrar contentamento.

-Não se nota! -Gonçalo estava a ser desagradável com Catarina.

-Tem calma Gonçalo-Catarina esboça um sorriso maliciosa - Ou tu ficas comigo ou vou contar á polícia que tu és o culpado do incêndio e que tentaste incriminar o Victor. - Ameaçava Catarina.

-Não fui eu! Porque é que teimas em por as culpas em cima de mim. A polícia tem demasiadas provas contra o Victor-Gonçalo muda de tom-Estás com saudade do teu querido namoradinho? Que pena mas ele foi para a prisão e tu já lhe queres por os chifres?

Catarina estava vermelha de raiva.

-Eu quero que me ajudes a fazer um aborto -Pede Catarina.

Gonçalo está transtornado.

-Claro que não! - Gonçalo eleva o tom de voz Fá-lo tu. Não quero ter mais nada a ver contigo

Catarina poe-o fora de casa.

Gonçalo está preocupado. Catarina está muito confiante que tenha sido ele a por Victor na prisão.

Gonçalo volta para casa. A mãe e os irmãos tinham ido embora. Clara estava na cozinha pronta para se deitar.

-Onde é que foste? -interroga Clara.

-Fui ter com aquela maluca da Catarina - confessa Gonçalo.

-Mas tu ainda gostas dela? -Clara mostra alguma indignação.

-Clara que não. Vou dar uma volta. - responde Gonçalo.

Sérgio estava a descer as escadas entretanto. Estava pronto para sair. Gonçalo aproveita a deixa e vai com ele. No carro Gonçalo está irrequieto mas Sérgio não se mostra preocupado.

Espero que estejam a gostar. Comentem.

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  • 2 weeks later...

Peço desculpa por nao ter postado há alguns dias. Em compensaçao vou colocar "no outro lado da lua" em dose dupla. Comentem o desenrolar da história.

Episodio 7

A noite tinha sido longa. Sérgio e Gonçalo estavam estafados e com uma grande ressaca.

Sérgio é o primeiro a acordar. Eram já duas da tarde. Vai tomar banho e quando acaba acorda Gonçalo. Gonçalo acorda mal-humorado. Vai também tomar um banho. Quando descem, Clara observa-os sem cessar. Não era que já tivesse habituada às saídas dos sobrinhos, mas estavam a tornar-se bastante frequentes e isso preocupava-a. Os sinos tocavam. Clara vai á rua e traz a notícia ao dois irmãos que estavam a comer alguma coisa para saírem novamente. Rogério tinha falecido.

Sérgio mostrava preocupação em relação ao estado da mãe. Já Gonçalo e Clara desconfiavam que Olívia poderia estar envolvida na morte de Rogério.

Sérgio vai visitar a mãe e Gonçalo vai com ele. Para surpresa de Gonçalo, Olívia não tenta pô-lo na rua. Sérgio abraça a mãe. Olívia estava vestida de preto e chorava desconsoladamente.

Paula entra na sala. Era o dia da "sessão" com Rogério. Cai por terra quando vê Rogério deitado no caixão. Olívia começa a gritar. Quere-a na rua. Paula acaba por sair mas duas horas depois está de volta mas não veio sozinha. Trazia uma criança. Quem vinha também era um homem. Vinha agarrado a Paula.

-O que é que estás a fazer aqui outra vez? Não vez que não vai haver hoje nem nunca mais nenhuma sessão! - Olívia estava furiosa.

-Olívia apresento-lhe o Rodrigo e o Filipe.

Rodrigo era a criança que vinha com Paula. Tinha aproximadamente doze anos. Já Filipe tinha trinta e quatro anos.

-Quero lá eu saber do pirralho e do chulo! - Olívia perde a compostura.

Entretanto Rodrigo começa a chorar e Filipe sai com ele.

-Está a ver o que fez. O meu filho está magoado com a morte do pai - Revela Paula.

Olívia não quer acreditar. Rogie tinha tido um filho com uma prostituta depois da morte de Duarte.

-Olívia, tudo o que era seu deixou de o ser - revela Paula.

- O quê? Mas que brincadeira vem a ser esta? - Olívia estava indignada.

-Tudo o que era do Rogério pertence-me. Está aqui a prova.

Paula mostra-lhe uma folha escrita á pressa. Era o testamento de Rogério em que dizia que tudo o que lhe pertencia passava para as mãos de Paula e posteriormente para o seu filho, Rodrigo.

Olívia, que agora com a morte de Rogério teria acesso a toda a fortuna deste, as contas saíram-lhe furadas. Perdeu tudo o que tinha. O seu plano não estava a correr como previsto.

Olívia cai no chão desamparada. Sérgio não a ampara. Vai-se embora com Gonçalo mas pede a Paula que venha falar com ele.

Horas depois Paula está a falar com Sérgio. Cada vez fica mais embasbacado á medida que Paula lhe contava o que Sérgio gostava de saber. Para ele, Olívia era uma incógnita. Paula conta que era prostituta de luxo. Apaixonada por Rogério mas também pelo seu dinheiro.

Engravida o que deixa Rogério radiante. Há três anos que só estava com Rogério apenas pelo dinheiro e porque ele lhe pede para ver o filho. Estava a pensar deixar a vida de prostituta e casar com Filipe.

Sérgio apesar de lhe doer percebe o que a mãe é realmente. Uma mulher calculista que vive pelo dinheiro sendo incapaz de amar alguém verdadeiramente nem mesmo o filho.

Sérgio não aparecera no funeral. Estava demasiado magoado. Não queria ver a mãe á frente. Gonçalo sempre tivera razão.

Os dias passavam e Gonçalo tinha saídas repentinas. Clara e Sérgio não encontravam razão para estas saídas.

Tudo começara há dois dias. Um dia após ao funeral, Gonçalo voltava á serra. Estava um dia ensolarado mas a trovoada não tardaria muito a chegar.

Gonçalo adorava o local da nascente. Trazia-lhe paz e tranquilidade. Era o local onde tinha encontrado soluções para os recentes problemas. Estava perto de uma árvore quando observa uma mulher. Chega perto dela. Estava mesmo atrás dela. A rapariga dá conta da presença de Gonçalo. Vira-se e Gonçalo não resiste beijando-a. A rapariga não o afasta, corresponde ao beijo. Agarram-se, estão possuídos pelo desejo momentâneo. Não se conseguem parar de beijar. Envolvem-se cada vez mais intensamente. A rapariga começa a despir Gonçalo. Este louco de desejo despe-a também. Fazem amor mesmo ali no meio da serra.

Gonçalo chega a casa com um grande sorriso estampado na cara. Sérgio pergunta-lhe a razão de tanta boa disposição mas este não lhe responde.

Gonçalo ia todos os dias ter com a rapariga á serra. Inês tinha a mesma idade que Gonçalo, era alta, cabelos castanhos encaracolados envolventes. Foi amor há primeira vista. Gonçalo e Inês entregam-se um ao outro sem desconfianças. Apesar de se conhecerem há dias parecia conhecerem-se desde sempre. Inês estava a tirar o curso de enfermagem. Gonçalo deixara o curso de advocacia devido aos recentes acontecimentos. Estudavam na mesma cidade o que faz Gonçalo voltar á universidade.

Episodio 8

Gonçalo estava de volta á aldeia. Tinha passado a semana a tratar do regresso á universidade e viera passar o fim-de-semana com Clara e Sérgio. A alegria era evidente nas suas caras.

-Então e novidades? - Pergunta Gonçalo ansioso.

-Hum… A minha mãe foi-se embora - Sérgio estava triste.

-Não te preocupes, ela não merece que estejas assim - Gonçalo tenta alegrar o irmão

-A tua mãe veio cá, não sabia que tinhas voltado para a universidade - Conta Clara - Ficou contente que tenhas retomado a tua vida.

-Que bom, então ela que siga também a sua - Gonçalo não queria saber da mãe para nada. Tinha em lição o que acontecera a Sérgio. Este confiara na mãe e esta tinha voltado a abandona-lo.

-Ela parecia esconder qualquer coisa - Dizia Clara preocupada.

-Qualquer coisa? É um poço de mistérios Gonçalo muda de conversa - Sérgio porque é que também não retomas o teu curso?

-Acho que para este ano já não, vou no próximo - Sérgio não se mostrava muito preocupado

O telemóvel de Gonçalo toca. É Fernanda. Vai para a rua atender.

-O que é que quer de mim? -Pergunta Gonçalo.

-Preciso de falar contigo, hoje ai na aldeia pode ser? -Fernanda estava com uma voz estranha

-Está bem, mas não me venhas com essa conversa de que queres recuperar o tempo perdido e que não sei que… Fernanda desliga o telemóvel.

-Bem parece ser serio.

Quatro horas após o telefonema Fernanda estava em casa de Clara mas a conversa não correra da melhor maneira. Gonçalo exalta-se logo e Fernanda desmaia na sala.

Gonçalo chama uma ambulância. Pela primeira vez está preocupado com a mãe.

Já no hospital Gonçalo telefona a André. Os irmãos de Gonçalo aparecem algum tempo depois. Gonçalo já tivera falado com o medico e pela cara dele não parecia trazer boas notícias.

Gonçalo não conseguia tirar as palavras do médico da cabeça. A sentença da sua mãe estava lida.

-A Esclerose lateral amiotrófica é uma doença neurodegenerativa progressiva e fatal. Ainda não existe tratamento eficaz ou cura. Porém, o riluzol um medicamento de alto custo, pode retardar a evolução da doença e aumentar a sobrevivência em alguns meses. A esperança de vida varia de indivíduo para indivíduo mas em termos estatísticos, mais de 60% dos doentes só sobrevivem entre 2 a 5 anos - Dissera-lhe o médico

Fernanda sabia do diagnostico. Era o assunto que Fernanda queria falar com o filho.

Gonçalo contou aos irmãos a situação da mãe com lágrimas nos olhos. André começa a chorar e abraça-se ao irmão. Diana não mostra tristeza alguma.

Gonçalo não se sente bem consigo próprio. Vai para o carro que estava no parque do hospital.

Abre a porta mas André vem a correr. Diz-lhe que Fernanda cordou e quer falar com os filho

Eu não vou, não me considero filho dela, vão vocês ela necessita do vosso apoio.

Gonçalo arranca. A ideia de recorrer a Sérgio foi a primeira em mente mas Sérgio não atendia o telemóvel.

Vai ter com Rita.

- Então Gonçalo tens estado desaparecido? O que é que se passa? - Rita via que se passava algo com Gonçalo.

-É a minha mãe. - Gonçalo começa a chorar.

- O que é que se passa com ela? -Rita abraça Gonçalo.

-Gonçalo retira do bolso um panfleto sobre a doença e entrega-o a Rita.

Rita lê e há medida que o lê vai ficando cada vez mais chocada.

"Trata-se de uma doença que afecta o sistema nervoso, até o momento irreversível, que incapacita o portador à medida que avança. A pessoa sente dificuldades em andar, comer, falar; perde habilidade dos movimentos, inclusive das próprias mãos, não consegue ficar de pé por muito tempo pois a doença acaba por afectar toda a musculatura. Geralmente atinge pessoas mais idosas, mas há casos de pessoas que apresentaram a doença na faixa dos 20 anos de idade.

À medida que a doença progride, geralmente depois da perda das habilidades de locomoção, fala e deglutição, o doente acaba por falecer, se não for submetido a tratamento, de incapacidade respiratória quando os músculos associados à respiração são afectados."

- Eu vou ajudar-te - Rita e Gonçalo estavam braçados mas Gonçalo afasta-se de repente.

-Por favor se não me quiseres ajudar… tu já passas-te a morte da tua mãe, a violação, o João…

Gonçalo sai de casa de Rita. Não conseguia mostrar o que sentia lá dentro. A sua incessável raiva e sofrimento.

Não recorrera a Inês no inicio pois não se conheciam muito bem e porque não sabia do passado dela mas é a ela que recorre.

Inês vivia sozinha na cidade. Morava num apartamento moderno.

Gonçalo toca á campainha intermitentemente. Ninguém abre.

Uma rapariga aproxima-se de Gonçalo.

-Desculpa mas a Inês não está? - Pergunta a rapariga

-Ninguém abre -responde Gonçalo sem tirar os olhos de cima dela. A rapariga era uma beldade, cabelo castanho ondulado pelas costas. Apesar de se vestir de uma maneira mais recatada a sua beleza era imediatamente perceptível. Era lindíssima. Gonçalo estava encantado.

-Estranho, ainda agora ela entrou, desculpa mas tu és? - Pergunta a rapariga.

-Desculpa eu sou o Gonçalo.

-Eu sou a Sofia. Eu e a Inês somos colegas de curso e vinha-lhe entregar-lhe uns apontamentos. Há dias em que aparece e outros em que nem põe os pés na universidade.

Sofia toca de novo há campainha. Sofia estava com cara de caso.

-Eu sou mesmo estúpida. Sofia ria-se e tira um monte de chaves da mala.

-Meu deus! Então eu tenho uma cópia da chave e nem me lembrava. A Inês tinha-me dado uma para lhe tratar do gato quando ela não estava em casa.

Inês abre a porta. Mal a abre ouvem-se gemidos.

Gonçalo e Sofia olham-se nos olhos e depressa perceberam o que se passava. Chegam ambos perto do quarto e espreitam pela porta entre aberta.

Inês estava na cama com outra rapariga. Sim, Gonçalo fora trocado por uma gaja.

Episodio 9 dade "No outro lado da lua".

Espero que estejama gostar do desenrolar da historia.

Deam as vossas opinioes.

Episodio 9

Gonçalo não acreditava no que estava a ver. Inês estava na cama com outra mulher.

-É mais divertido é! - Gonçalo estava ainda mais furioso.

-Tu não me conheces, aquilo entre nós foi apenas sexo. Pensavas que ia ser o teu ombro amigo sempre presente. - Inês não poupava às palavras.

- Eu pensei que eras diferentes mas afinal enganei-me - Gritou Gonçalo.

-Por favor depois me liga Inês, estou esperando você logo há noite - Dizia a rapariga que era brasileira.

Mais uma desilusão. Mas desta não se prevenira. Sai de casa de Inês mas Sofia vem atrás dele.

-Espera Gonçalo.

-Desculpa mas passei-me, ter sido trocado por uma gaja tem muito que se lhe diga. Logo agora que precisava tanto do apoio dela. - Gonçalo estava triste e cheio de raiva

-Vem comigo, não estás em condições para te ires embora, eu moro no prédio da frente. Vem comigo.

Sofia agarra-se a Gonçalo. Atravessam a estada e 5 andares depois estavam á porta de casa de Sofia.

-Entra, por favor - Diz Sofia.

Gonçalo entra. Não tinha reacção.

-Estou a ter um belo dia não haja duvida. – Desabafa Gonçalo.

-Tem calma Gonçalo. Eu vou fazer o jantar. Desabafa comigo. Sei que me conheces-te á um quarto de hora mas é melhor desabafar com um desconhecido do que explodir sozinho.

Sofia foi fazer o jantar e Gonçalo foi ajuda-la. Não que fosse um ás na cozinha mas não se sai mal.

Em menos de quarenta minutos estavam a sentar-se á mesa para apreciarem a refeição.

- Eu não te quero chatear com os meus problemas - Gonçalo parecia que tinha esquecidos os seus problemas com a presença de Sofia.

- Tu é que sabes - Sofia toca-lhe na mão.

-Acredita que o que eu tenho vivido é digno de filme, vamos apreciar o jantar…

- Gonçalo porque é que não passas cá a noite?- pergunta Sofia.

Sofia olhava Gonçalo fixamente nos olhos.

-Ouve eu tenho a minha mãe no hospital, gostava de ir vê-la amanha, não me dá muito jeito voltar á minha aldeia, não te importas mesmo?

-Claro que não mas dormes no sofá! - responde Sofia brincando.

Ambos riem-se

O jantar é bastante agradável. Gonçalo sente-se compreendido, o que não acontecia com Inês. Mas nem se queria lembrar mais dela.

Ambos levantam a mesa. Sofia coloca os pratos na máquina.

-Anda vamos ver um bocadinho de televisão.

Gonçalo deita-se no sofá com a cabeça apoiada nas pernas de Sofia. Sofia faz-lhe festas no cabelo. Dava-lhe beijos na cara e passava com as mãos no peito de Gonçalo. As mãos de Gonçalo agarram-se ás de Sofia. Sofia e Gonçalo estão cada vez mais próximos. Sofia largas as mãos de Gonçalo e começa quer começar a falar mas Gonçalo impede-a metendo os dedos suavemente sobra a boca de Sofia.

-Shiu… não digas nada - Diz Gonçalo baixinho. Desliga a televisão.

Gonçalo conduz Sofia para o seu colo. Deitam-se os dois no sofá abraçados. Gonçalo tem medo de apanhar outra desilusão. Dormem os dois agarradinhos como amigos.

Sofia está deitada em cima de Gonçalo. É a primeira a acordar. Gonçalo acorda logo de seguida dando-lhe um beijo na testa.

-Dormiste bem - Dizia Gonçalo baixinho enquanto se espreguiçava.

-Dormi muito bem. Pudera estavas comigo - Sussurra Sofia ao ouvido de Gonçalo.

-Ainda bem Os braços de Sofia entrelaçam-se com os de Gonçalo.

-Não me apetece nada sair deste sofá - Diz Gonçalo.

- Não precisas de sair daqui mas só sentes necessidade do meu sofá?

-Tonta

Gonçalo agarra Sofia e ambos caem no chão. Sofia cai em cima de Gonçalo. Estão-se a rir mas são interrompidos pelo telemóvel de Gonçalo.

-Ponto começam os problemas.

Gonçalo tinha recebido uma mensagem de Catarina. Estava á sua espera com Victor

-Só pode estar a brincar, ele está preso…

Dá um beijo na cara de Sofia e vai-se embora. Nem ele sabia o que o esperava.

Victor conseguira pedir liberdade enquanto esperava julgamento. Tinha chegado a hora da vingança.

Catarina e Victor esperavam Gonçalo na serra. A casa de Victor era insegura para o seu plano.

Gonçalo observa-os de longe e descobre que aquela conversa não ia ser nada amigável.

-Olha quem é ele, o canalha que me pôs na prisão - Victor estava diferente. Desleixado e com roupas que parecia um sem abrigo.

-Pensavas que te ias ficar a rir mas não - Catarina revela-se saído de traz de Victor. Catarina revela o ódio que sente mas no seu olhar é possível ver que Gonçalo ainda ocupa um lugar no seu coração. Apesar do que lhe fez não consegue deixar de gostar dele. Esta obcecada.

-O casalinho maravilha está pronto para atacar…Gonçalo não acaba a frase. Alguém os via entre as arvores e arbustos.

Victor aponta a arma para Gonçalo. Catarina sobrepõe a mão em cima da arma.

- Em conjunto meu querido, vamos fazer isto juntos, a nossa vingança, não quero ver mais o Gonçalo na minha vida. - Diz Catarina.

Sorriem vitoriosos. Olham para Gonçalo. Tramite-lhes medo mas ao mesmo tempo confiança.

Gonçalo começa a andar para traz muito devagar. Já tinha descoberto quem se escondia entre os arbustos. Era Sofia.

Sofia estava escondida. Tinha seguido Gonçalo sem este dar por isso.

Catarina ouve uma voz feminina e fica cheia de ciúmes.

- É com essa que preferes estar em vez de mim. Foi por ela que não me queres. – Catarina tenta agarrar a arma mas Victor não lhe deixa.

-Deixa-nos, só assim por acaso o Victor sabe que o vosso filho é deficiente? -Gonçalo tenta fazer frente àqueles dois que num ápice podem acabar com a sua vida e a de Sofia.

-Aquelas juras de amor na prisão, o nosso filho supostamente saudável – Victor estava furioso – Eu sabia que ao princípio era apenas por vingança mas depois envolvemo-nos e apaixonamo-nos…E mentiste-me vezes sem conta…

Catarina dá conta que o plano de ambos estava seriamente comprometido.

- Mata-o! Não é isso que sempre desejaste - Manda Catarina.

-Já nem sei o que fazer, és mentirosa, manipuladora, tu… tu usaste-me. - Victor estava confuso.

- Parece que te saiu o tiro pela culatra. Aliás o Victor não sabe que fostes tu que o meteste na prisão.

-O quê! - Victor estava incrédulo.

-Não sabes o que aconteceu nessa noite. Levei-te para casa, deite-te na cama. Tinha sede de vingança. Depois de te deitar na cama pus o meu plano em pratica. Vesti algumas das tuas roupas. Vi a Catarina a regar com gasolina a quinta ao lado. Ignorei-a, continuei com o meu plano. Consegui apanhar duas ovelhas do barracão, matei-as. Mas a Catarina ateou fogo á quinta e as tuas roupas ficaram presas no arame farpado enquanto eu fugia.- Conta Gonçalo.

Catarina não aguenta. Sobe para uma pedra e diz que se vai atirar.

-Boa viagem, dá cumprimentos ao meu paizinho! – Gonçalo não sente a mínima pena dela.

-Grande cabra nem tens coragem de te atirar dai! - Desafia Victor.

Mas parece que Catarina agarrou coragem. Catarina lança-se de um penhasco mas antes de chegar ao chão é atingida por um tiro de Victor. Catarina grita. Não sei se por dor ou por arrependimento mas quando chega ao chão a sua vida já tinha acabado.

A policia chega, Sofia tinha-a avisado quando estava a caminho.

Sofia abraça-se a Gonçalo. Victor estava deitado na terra. Gritava gemia dava murros , tinha uma raiva enorme.

Mais um episodio desta serie que está a chegar ao fim. Só faltam mais quatro capitulos. Nao percam as ultimas emoçoes.

Episodio 10

Victor fora levado pela polícia e o cadáver de Catarina levado para exames.

Gonçalo leva Sofia para sua casa.

-Porque é que me seguis-te? -pergunta Gonçalo.

-Desculpa… -Diz Sofia triste.

-Esquece, já passou - Gonçalo agarra nas mãos de Sofia - é melhor ficares aqui, vou retribuir teres-me deixado ficar ontem em tua casa.

-É uma boa maneira Gonçalo, eu vi-te sair de tal maneira que achei melhor vir atrás de ti…

-Sofia esquece - Gonçalo chega-se mais perto de Sofia -Apesar de tudo tenho de te agradecer. Foste tu que me deste coragem para os enfrentar.

-Não digas parvoíces Sofia estava mais alegre.

-Foste tu sim - Gonçalo abraça Sofia no sofá de casa de Clara.

Clara entra de rompante. Eram quase quatro horas.

-Gonçalo não foste ver a tua mãe? Clara repara na cumplicidade entre Gonçalo e aquela rapariga.

-Vou vê-la na visita das seis, mas não tenho muita vontade…

-Não tens vontade de ver a tua mãe? Ela está a morrer! - Clara estava abismada.

-Pronto, não te preocupes eu a Sofia vamos voltar para a cidade e depois eu vou ver a minha rica mãe -. Gonçalo mostrava indiferença.

Os três lancharam e no fim Sérgio chegara. Sérgio muito mais feliz do que da ultima vez que o vira.

Eram as seis da tarde. Depois de levar Sofia para casa subia as escadas do hospital para o quarto doze mais propriamente cama três. A ideia desculpar a mãe parecia tabu na sua cabeça. Fernanda segundo o medico tinha entre quatro a seis meses de vida visto que o diagnóstico da doença fora feito já numa fase avançada. Trazia um ramo de flores. Via toda a gente a comprar flores. Porque não?

André já tinha chegado. Estava na sala de espera.

André abraça-se a Gonçalo. Começa a chorar.

-A Diana? - Pergunta Gonçalo

-Essa não quer saber da mãe. Tem novo namorado e nem se lembra que tem uma mãe a morrer - André estava revoltado com a atitude da irmã.

- Anda, limpa as lágrimas, vamos ver a nossa mãe.

O estado de Fernanda era preocupante. Os sinais da doença eram altamente visíveis.

Os irmãos tentam esconder a emoção de ver a mãe assim mas conseguem conter-se.

Os movimentos de Fernanda já eram feitos com alguma dificuldade.

Gonçalo senta-se numa cadeira ao lado da mãe. O quarto estava quase deserto. Eram seis camas mas apenas duas estavam ocupadas. Ao lado da minha mãe estava outra senhora. Ligada a oxigénio, parecia estar inconsciente. Parecia ser da mesma idade que a minha mãe mas esta não tinha visitas.

-Gonçalo, filho, já me perdoas-te? - Já se notava alguma dificuldade em Fernanda para falar.

Gonçalo virasse para a janela, não consegue encarar a mãe.

-Já, já te perdoei. - Diz Gonçalo com indiferença.

-Olha para mim e diz-mo na cara - Fernanda grita a muito custo.

-Mãe por favor tem calma - diz-lhe André.

-Eu não consigo esquecer tudo de um dia para o outro, não é fácil mesmo que queira! – As lágrimas vêm aos olhos de Gonçalo.

-Gonçalo, tenho poucos meses de vida…

-Por favor mãe, não diga isso - André começa a chorar no peito de Fernanda.

-Eu volto amanha, é melhor descansar - Diz Gonçalo.

-Espera, chega aqui mais perto - Pede Fernanda pois a sua voz mal se ouvia depois do grito.

Fernanda agarra nas mãos de Gonçalo. Faz um enorme esforço mas consegue puxar o seu filho para mais perto de si.

-Amanha, é um novo dia, posso já nem estar cá, não quero que essa fúria que tens para comigo, essa revolta que te consome, quero que se acabe, ambos sofremos , uma esponja não apaga o passado mas o presente e o futuro é escrito por nós da forma que queremos! - Fernanda parece gastar as suas ultimas forças.

-É melhor descansar - Gonçalo está emocionado. Pela primeira vez abraça a mãe. Ambos choram de alegria.

-Anda André, vamos - Gonçalo chama André que já estava mais contente.

-Até amanha, por favor descanse, recupere as forças amanha cá estaremos para a ver de novo Gonçalo estava mais alegre.

Ambos saem do quarto. Para surpresa de ambos, Diana estava á espera na sala.

-Lembraste-te que tens uma mãe?- André estava revoltado.

-Desculpa mas não a consigo ver assim !- Diana fala cabisbaixa.

-Amanha vens connosco, não penses que te safas - André puxa Diana para fora da sala . Gonçalo vai ter com Sofia. André e Diana ficam hospedados num hotel.

Gonçalo é recebido calorosamente por Sofia. Agarrados para qualquer divisão da casa estão prontos para jantar. Sofia era boa ouvinte mas Gonçalo não quis chateá-la mais com os seus problemas. Ambos vão ver televisão para a sala e agarradinhos no sofá acompanhados pela cadelinha de Sofia, Boneca, a noite parece voar. A diversão reina quando estão juntos. Os problemas, esses parece que desaparecem quando estão juntos. Novamente, como na noite anterior, deixam-se dormir no sofá agarrados um ao outro. Mas algo vai impedir que a sua noite seja de descanso mas sim uma noite inesquecível pelas piores razoes…

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Episodio 11

Eram uma da manha. Ouve-se um grande estrondo. A polícia arromba a porta da casa de Sofia.

Gonçalo e Sofia estavam a dormir. A polícia entra no quarto e algemam Gonçalo á vista admirada de Sofia com o acontecimento. Gonçalo é levado para a esquadra. Este só se lembrava de uma coisa. O seu crime não tinha sido perfeito. Algo tinha falhado e tinha sido descoberto.

É sentado numa cadeira á força num cubículo escuro. A luz era quase inexistente. Um policia vem fora de si interroga-lo. Alto, ainda novo vem pronto para atacar e arrancar o máximo de informação a Gonçalo.

-Não tem nada para me dizer, nada para me contar? - O policia começa a interrogar

-Não ,não tenho, não percebo o que estou aqui a fazer - Gonçalo tentava dar insignificância ao acontecimento.

-Não se faça de parvo, recebemos uma denuncia ! -O policia muda de tom - Não tenho a noite toda, ou diz a bem ou a mal!

-Já lhe disse que não percebo porque estou aqui - Gonçalo olha o polícia nos olhos - Porque é que não me conta porque me tem aqui fechado?

-Não me tente intimidar. Mas não seja por isso eu conto-lhe a razão de estar aqui. Alguém o viu na noite do incêndio que incrimina Victor Ferreira.

- Não estou a perceber. Alguém me viu nessa noite? Impossível.

- Onde esteve entre a uma e as cinco da manha?

-Em casa a dormir como qualquer pessoa normal, Alias, eu estava numa cadeira de rodas a recuperar de um acidente. Como posso ter sido eu?

-Não se arme em esperto, existem provas!

-Existem, e quais? -Gonçalo fica direito na cadeira.

-Como é obvio não lhe vão se reveladas até ao dia do julgamento.

-Julgamento!?- Gonçalo estremece.

-Vai ficar alojado neste magnifico hotel por alguns dias, talvez semanas, quem sabe, meses. Vai ter muito tempo para me contar o que aconteceu. Pode ser que uma noite numa cela acompanhado por outro da sua laia lhe reavive a memoria e o leve a contar-me o que aconteceu.

Gonçalo é levado para uma cela. É empurrado. Gonçalo cai no chão enquanto o guarda fechava a cela.

-Que barulheira é esta. Gonçalo fica de boca aberta. O seu colega de cela é Rui o mecânico da sua aldeia.

-O que é que estas a fazer aqui? - Gonçalo estava admiradíssimo.

Rui conta-lhe a sua história.

A oficina não dava muito dinheiro. Queria arranjar outro trabalho a todo o custo. Falara com Victor e entrara com ele num negócio. Tráfico de droga. A aldeia onde viviam era zona de fronteira com Espanha sendo o local ideal para fazer passar a droga entre e Portugal e Espanha. Como era novato é facilmente apanhado. Rui desconfiava que tinha sido Victor a acusa-o pois a sua relação já conhecera melhores dias. Rui e Victor ter-se -ao envolvido numa luta e Rui acha que isso foi razão para que o parceiro de contrabando o tivesse acusado.

Os olhos de Gonçalo renascem com a história de Rui. Gonçalo tinha mais lenha para atirar para a fogueira de Victor.

A noite é de memórias. A vida de Gonçalo é revivida numa só noite. A vida pregava-lhe demasiadas rasteiras e ele não queria cair mas as forças estavam a esgotar-se.

Eram as duas da tarde. Depois de ter deitado o almoço intragável no chão, estava esfomeado e deitado na sua nova cama a pensar na vida.

-Tem visitas. - Diz resmungando o guarda.

Gonçalo estremece. A sua família devia estar devastada.

Gonçalo fica boquiaberto quando vê quem é a sua visita.

Filipe, o namorado de Paula.

Aproxima-se dele, senta-se.

-O que é que está aqui a fazer, não me conhece de lado nenhum? - Pergunta Gonçalo surpreendido.

-Tenha calma, o Sérgio pediu-me que viesse ter consigo.

-Porque razão? – Gonçalo não entende a visita de Filipe

-Eu sou advogado. O Sérgio disse-me que não á qualquer razão para o que lhe fizeram e eu vim ajuda-lo.

-Agradeço imenso, prenderam-me e poucas explicações me deram. - Conta Gonçalo.

Gonçalo conta-lhe a conversa com o polícia na noite anterior.

-Eu vou descobrir que provas são essas, não se preocupe. Filipe tenta levantar-se mas Gonçalo não deixa.

-Há algo que lhe quero contar - Gonçalo estava sério.

-Diga - Filipe estava curioso.

Gonçalo conta-lhe a declaração de Rui. Gonçalo tem quase a certeza de que foi Victor que inventou algo para o por na prisão.

Depois de Rodrigo viera Clara e Sérgio. Tentam reconforta-lo mas Gonçalo mente-lhes. A revolta volta a nascer e desta vez ainda mais forte. O lado mais obscuro e vingativo de Gonçalo está prestes a ser revelado.

12º episodio sabado, antepenultimo episodio.

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peço imensas desculpas por nao ter postado no sabado. Aquiestá o 12º episodio de " No outro lado da lua" - antepnultimo episodio. Espero que gostem

Episodio 12

Sofia não o tivera ido ver. Devia estar muito magoada mas sem razão. André chega cinco minutos antes de acabar a hora da visita.

-Por que é que estás aqui…

Isso agora não importa, como está a nossa mãe? – Pergunta Gonçalo interrompendo o irmão.

-Como é que querias que ela estivesse, a passos do fim - revela com lágrimas nos olhos

-Não quero que lhe contes nada, inventa uma desculpa, por favor…

Gonçalo é levado de novo para a cela. Pede papel e caneta e traça o seu plano.

Os tempos iam passando. Já lá iam doze dias que Gonçalo estava naquela prisão.

Gonçalo mostrava-se cada vez mais frio e calculista á mediada que o tempo passava.

As noites eram passadas em branco.

No dia seguinte ia ser o julgamento. Gonçalo tratara com Rodrigo os últimos pormenores. Nada poderia falar.

Era o dia da audiência.

Está aberta a sessão - Diz o juiz já a tremer da velhice

Gonçalo e Victor eram os arguidos. O dono da quinta era a vitima.

O juiz começa por ouvir a vítima. O seu depoimento nem aquece nem arrefece. Tinha vários álibis que confirmavam que não estava em casa nessa noite.

-Senhor Victor Ferreira aproxime-se por favor

-Onde estava entre a um e as cinco da manha do dia 17 de Agostos de 2010? – pergunta-lhe o juiz.

-Em casa – Responde Victor prontamente

-Álibis?

-Não há – responde baixando a cabeça.

-Como explica que a sua roupa e objectos pessoais tenham sido encontrados no local onde deflagrou o incêndio?

-Pergunte-lhe a ele - Victor aponta para Gonçalo

-Responda á minha questão senhor Victor! – Grita o velho juiz.

-Não faço a mínima…

-Qual a sua relação com Catarina Félix? – Pergunta já chateado.

-Éramos namorados – revela Victor

-E qual a sua relação com Gonçalo Ruriz ?

-Éramos amigos mas ele estragou tudo…

-Não se faça em meias palavras, responda por favor á minha questão – Manda furioso

-Objecção - Gritou o Advogado de Victor - O meu cliente está a ser severamente pressionado

-Bem continuemos, bem dirija-se aqui o Senhor Gonçalo Ruriz.

Gonçalo dirige-se para o local onde estava Victor. A troca de olhares entre os dois começa em discussão e são necessários quatro guardas para que não se peguem.

-Onde esteve entre a uma e as cinco da manha do dia 17 de Agosto de 2010? – Pergunta

- Em casa – responde prontamente Gonçalo

-Tem álibi?

-Sim! O meu irmão e a minha tia. – Revela Gonçalo com um brilho nos olhos.

Os álibis são ouvidos em privado e estes asseguram a presença de Gonçalo em casa nessa noite.

O juiz pede um intervalo. Revê as provas e ouve os advogados á porta fechada. Gonçalo e Victor estavam demasiado exaltados.

O juiz chega após trinta minutos de intensa conversa com os respectivos advogados

Continuam as perguntas a Gonçalo:

- Qual a sua relação com Catarina Félix?

-Éramos amigos. - Garante

-Eram? – Pergunta curioso o juiz

- Sim! Ela tinha uma obsessão por mim mas começou a namorar com o Victor

-Mentiroso! – Grita Victor da bancada.

-Por favor não se meta! – Grita o juiz

-Sr. Dr. juiz – levanta-se Rodrigo – o meu cliente estava numa cadeira de rodas quando tudo isto aconteceu. Não foram encontradas marcas feitas pela sua cadeira. Por isso peço a sua absolvição! – Diz em bom-tom Rodrigo.

- E que mais provas tem para absolver o réu

-Victor está ligado a uma rede de tráfico de droga, sabotara o carro do meu cliente e matou a tiro Catarina Félix. Para além disso culpa o meu cliente pelo fogo que acontecera nessa noite. Existem provas para o que estou a dizer.

Rodrigo mostra as provas ao juiz. O relato de rui, o relatório da oficina e a verdadeira causa de morte de Catarina.

O juiz levanta-se sem dúvidas.

Vai ler a sentença mas qual será?

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