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* Desafio 6: Logótipo e dossier de pré-produção


Johnman
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O BRILHO QUE CARREGA A ESCURIDÃO

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Sinopse

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A aldeia do Campanário, localizada em Arouca, é o palco desta história. Mónica Ribas é uma atriz conceituadíssima e das maiores estrelas em Portugal, com família natural da aldeia do Campanário esta vai passar as suas férias de verão longe da cidade na casa de família que lá tem. Um dia os irmãos Joana e Tiago Marinho, dão o alerta de terem encontrado o corpo de Mónica sem vida num lago com evidentes marcas de violência, estes irmãos são os dois habitantes mais jovens da aldeia. A Polícia Judiciária de Aveiro é chamada a investigar, Rafael Sintra e Diana Cruz (protagonista) são os dois polícias destacados ao local, deparando-se com uma aldeia sem cor, parada e nebulosa tempo invulgar para aqueles meses de verão principalmente, em que só o campanário da velha igreja é possível de observar ao longe, como se a própria aldeia quisesse esconder-se do mundo. A investigação começa sem grande ajuda popular, após várias pistas sem resolução, pontas soltas e o circo mediático que se criou com vários jornalistas a abarrotar a pequena localidade, Diana olha mais além e começa a notar que para lá desse espalhafato todas as gentes naturais do local, a maioria já pessoas de idade, raramente falavam umas com as outras e pouco saiam de casa, Rafael (vilão) o seu colega é totalmente descrente do sobrenatural e quer acabar a investigação prontamente, sendo Tiago e Joana os únicos aliados de Diana. Os habitantes da aldeia com maior destaque na trama são as “três irmãs” ou “três bruxas” como são conhecidas, Celeste, Odete e Irene Castro que são as moradoras mais antigas da localidade, na casa dos 80 anos são totalmente contra a presença de estranhos são sempre vistas na janela de sua casa com olhares reprovadores face à situação quase como três vultos, e esta indesejabilidade começa a fazer-se sentir, uma onda de coisas estranhas desperta com Rafael e Diana, quanto mais lá estão mais começam a se aperceber que aquela aldeia tem uma ligação muito estreita com o ocultismo, bruxaria, voodoo, e misticismo, um segredo dos locais. Os polícias começam a experienciar factos estranhos desde rituais e presenças ameaçadores serem presenciados, à própria aldeia parecer que está a se apoderar deles ao ponto destes nem reconhecerem as suas atitudes, Rafael começa a se tornar um perigo para todos à sua volta como se alguém ou alguma coisa estivesse a controlá-lo, à medida que se descobre mais o contexto daquele local, maior é o sufoco em lá estar, surgindo então a interrogação “E se o que aconteceu com Mónica não tenha sido um crime e sim um facto sobrenatural?”. Sem ninguém a quem recorrer, Diana descobre a casa do velho feiticeiro, pouco se sabe dele, diz-se que é vidente e médium, vive no cume da montanha, longe de todos os habitantes que o ignoram e têm medo da sua magia, é este que irá esclarecer que estes estão a ser vítimas de uma maldição secular libertada pelo tocar do campanário advinda de um grupo maçónico que há seculos foi queimado na fogueira naquela aldeia e as cinzas escondidas no alto da igreja, no campanário, e desde então adormecida, a mesma de que Mónica foi alvo, de uma investigação policial passamos a algo mais sério “Quem foi até ao campanário e libertou a maldição, e mais importante, o que a Mónica tinha a ver com isso?”.

Personagens:

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Mónica Ribas (28 anos) – Atriz de cinema, muito respeitada, sempre sem polémicas, pouco se sabe da sua vida, sempre manteve-a em privado, é assassinada nas suas férias, mas por quem terá sido?

Diana Cruz (26 anos/protagonista) – Investigadora da Polícia Judiciária de Portalegre, é afável, muito dedicada e perspicaz, tem poucos medos e fará de tudo para desvendar este mistério sobre Mónica, desenvolverá sentimentos por Tiago.

Rafael Sintra (33 anos / vilão) – Membro da Polícia Judiciária de Portalegre, descrente do sobrenatural, esconde vários segredos pessoais, dá-se bem com a sua colega Diana mas não discutem o foro pessoal, será vítima da maldição da tenebrosa aldeia e começará a ser comandado pelas forças do mal que o fazem revelar alguns dos segredos mais escabrosos da vida do aparentemente bom polícia e dos moradores da pacata vila.

Tiago Marinho (23 anos) – Rapaz energético, vive com a tia Filomena, tenta dinamizar a localidade que vive mas sempre sem sucesso, a aura negra que assombra o local faz com que todas as atividades caiam por terra. Desgosta do local em que vive e não se encaixa com aquele misticismo, está no último ano da universidade e pretende ir viver para o Porto, a poucos meses da sua ida naquele verão conhece Diana por quem se vai apaixonar perdidamente e que o fará repensar o seu futuro.

Joana Marinho (28 anos) – Irmã de Tiago, há um ano que vive em Lisboa a exercer enfermagem, tem um relacionamento com uma colega de trabalho, no entanto a sua homossexualidade é escondida da tia pois sabe que esta a vai desprezar assim que souber, sendo esta a sua única figura “maior” que a educou e que cada vez mais lhe pressiona em casar e ser mãe.

Celeste Castro (81 anos) – Irmã de Odete e Irene, é a irmã principal deste núcleo, nunca sai de casa, está sempre à janela, não fala, tem medo de tudo até das próprias irmãs, o que a população não sabe é que esta foi vítima da maldição da aldeia e conseguiu revertê-la e sair viva, contudo com vários traumas e sequelas na sua saúde. É conhecida como a bruxa pelos locais.

Filomena Faria (61 anos) – Tia de Tiago e Joana, é dona de uma loja de souvenirs na aldeia, sem praticamente clientes, e muitas dívidas, a sua má disposição e perspicácia para em todas as situações tentar escoar stock são hilariantes, com o circo mediático da aldeia esta vai tentar à força toda convencer jornalistas e curiosos a lhe comprarem as bugigangas. Não tem filhos e quer muito que Joana seja mãe.

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Núcleo das 3 bruxas

Três irmãs vistas sempre como estranhas pela população mas cada uma guarda segredos e motivações bem especificas e distintas.

(Celeste já apresentada no núcleo principal)

Odete Castro (84 anos) – É a irmã mais velha, ríspida com ambas as irmãs, guarda um segredo que pretende levar até à cova. Na longínqua juventude Celeste e Odete tinham uma paixoneta pelo mesmo rapaz. Com 14 anos propositalmente libertou a maldição da aldeia indo até ao campanário e depositando no maldito lugar um boneco de voodo direcionado à irmã. Hoje em dia arrepende-se ao ver os resultados da sua atitude, e evita contactar com ela pela culpa que sente, o que nem sempre é fácil pois vivem na mesma casa. Recorre secretamente ao feiticeiro da aldeia pois debaixo da rispidez nunca perdeu a esperança que a irmã voltasse a falar.

Irene Castro (80 anos) – Apaparica a irmã Celeste a todo o momento, tenta ser o elemento conciliador entre todas. Tem um carinho especial por aquela irmã pois foi a única a assistir à tentativa de reverter da maldição que resultou na morte da sua mãe, que se sacrificou pela filha e aldeia. Ao morrer a mãe, Laura, pediu que Irene protegesse Celeste para o resto da vida, o que esta cumpriu à risca. Infelizmente não acabou com a maldição, apenas adormeceu-a pois faltava a boneca que Odete tinha criado, onde estavam concentradas as forças do mal.

Núcleo dos Escuteiros

O Grupo Escutista de Portalegre recuperou recentemente uma casa naquela aldeia tendo sido então o local escolhido para passar o verão, aproveitam então a estadia para recuperar alguns espaços pedonais, parte da igreja, pequenos estábulos, e outras atividades como canoagem.

Adriana Sousa (37 anos) – Chefe do grupo, defende os seus escutistas de corpo e alma, o grupo por ter estado recentemente a recuperar alguns espaços da igreja é dos principais suspeitos em ter libertado a maldição pelos locais. Cria-se alguma revolta popular para os ver expulsos da localidade, batalha esta que Adriana vai em vão combater, cria-se uma espiral e por usarem o lago para canoagem são suspeitos tanto na questão da maldição como do crime.

Nuno Agrela (12 anos) – Destemido, o jovem juntamente com os colegas tentam ajudar de forma independente na investigação dirigindo-se ao lago várias vezes para recolher provas. É Nuno que encontra caixas com objetos e textos maçónicos enterrados perto do lago, datados de 2018. Será que a maçonaria nunca abandonou realmente a aldeia?

Joana Santos (15 anos) – Odeia o espírito de liderança do Nuno, com o seu pequeno grupo ludibriam-no nesta “investigação”. Joana e o seu gangue moldam objetos estranhos para passa-los como místicos para enganar Nuno e fazê-lo passar-se por maluquinho ao contar as suas investigações aos polícias e adultos.

Núcleo Família Marinho

(Família constituída por Tiago, Joana e a sua tia Filomena, junta-se a eles na casa.)

Júlio Mendes (28 anos) – Foi colega de Joana na universidade e são melhores amigos. Júlio é homossexual e a pedido de Joana vai passar o verão com ela na aldeia, para fazer-se passar por seu namorado, os dois fingem uma relação para enganar a tia Filomena.

Afonso Costa (26 anos) - É namorado de Júlio, é jornalista e ao descobrir do caso de Mónica pede para ir para o terreno, decide aparecer de repente na aldeia, ficando hospedado na casa dos escuteiros locais, onde vão se encontrar secretamente para namorar, até que os dois são apanhados aos beijos e o segredo é descoberto por Adriana que os chantageia, que se Afonso não “limpar” a imagem dos escuteiros na imprensa, vai contar que Rafael trai Joana com um homem (pois não sabe que a relação entre Joana e Júlio é de fachada). Além disso Afonso aproveita-se da relação próxima que Tiago e Joana têm à polícia para publicar furos exclusivos que mais tarde irão gerar mal-estar entre os então amigos.

Núcleo de Polícias

As investigações decorrem no local intensivamente à medida que a pressão pública para saber o que aconteceu à tão grande respeitada artista. Os polícias usam divisões da esquadra policial local para debaterem e planearem o rumo das averiguações.

(Rafael e Diana já apresentados no núcleo principal)

Major Gaspar (42 anos) – Chefe de Rafael e Diana, vai dirigir-se à aldeia por achar que o caso já tomou proporções exageradas e quer resolver por si mesmo para acabar com aquele circo. A sua descrença e discursos que mostram que o sobrenatural não existe vão irritar as forças do mal. Personificadas por Rafael tais forças irão fazê-lo sofrer na pele as suas palavras, para que este perceba que o sobrenatural sim existe e não está para brincadeiras.

Núcleo loja de souvenirs

Loja grande, empoeirada, cheia de todo o tipo de lembranças locais. Filomena trabalha lá juntamente com Rúben, fica no centro da aldeia.

Rúben Pacheco (25 anos) – Afilhado de Filomena, trabalha na loja sazonalmente, é preguiçoso. Apaixonado por Adriana e tenta fisgá-la com serenatas e oferendas que acabam sempre sem sucesso. A sua falta de atenção pode ter tido consequências muito graves no que diz respeito a Mónica.

Núcleo do Feiticeiro

Feiticeiro [Amadeu – nome real que todos desconhecem] (75 anos) – É vidente, e médium, filho de também feiticeiros. Desde então com ajuda secreta de Odete têm feito “trabalhos” e rezas para tentar controlar a magia negra que paira no ar, pois não querem sacrificar ninguém. No entanto desde o assassinato de Mónica a maldição deixou de estar apenas adormecida, voltou à vida. Amadeu ajuda todos diariamente controlando as forças do mal sem que a população saiba mas com este ressurgir do mal não está a dar conta do assunto. Com a chegada da polícia, ao ser interrogado quando ainda só está presente a hipótese de crime é ele que conta à polícia a história das irmãs (sem que Odete saiba) e do grupo maçónico servindo de introdução também ao público. É apaixonado por Odete e solitário, vai começar numa determinada fase da novela a humanizar-se.

Núcleo Igreja

Padre Matias (37 anos) – Padre da Aldeia, com o estado da velha igreja e com algumas obras feitas pelos escuteiros, Matias é impreterível a dizer que não quer que ninguém entre na sacristia. O lugar está sempre trancado, o que esconderá?

Banda Sonora

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  • Mesa – Luz Vaga (feat. Rui Reininho) | Tema de Genérico [começa aos 2:09 até 2:55].
  • Ester Peony – On a Sunday | Tema noturno e transição, usado também nas investigações de Diana.
  • Billie Eilish – bury a friend | Tema do sobrenatural.
  • Mafalda Veiga – Velho | Tema de Celeste usado em cada, em flashbacks do passado, quando Irene cuida da irmã e quando Odete vê a irmã.
  • Clã – Sopro do Coração | Tema de transição
  • Dan + Shay, Justin Bieber – 10,000 Hours | Tema do casal Tiago e Diana.
  • Ella Mai – Shot Clock | Tema do casal Júlio e Afonso especialmente nos seus encontros secretos.
  • Demi Lovato – Dancing With The Devil | Tema de Rafael.
  • Selena Gomez – Bad Liar | Tema de Joana, também toca nas cenas com Júlio quando se fazem passar por casal.
  • Cláudia Pascoal – Vem Também | Tema do romance de Odete e do Feiticeiro, e quando o Feiticeiro da sua casa vê-a na aldeia.
  • Bárbara Bandeira X Kasha – Eu não | Tema quando Diana e Tiago estão zangados/separados.
  • Meghan Trainor – Wave | Tema de Adriana

Elenco

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  • Mónica Ribas – Daniela Melchior
  • Dina Cruz – Mikaela Lupu
  • Rafael Sintra – António Camelier
  • Tiago Marinho – Bernardo Lobo Faria
  • Joana Marinho – Soraia Tavares
  • Celeste Castro – Lídia Franco
  • Odete Castro – Manuela Maria
  • Irene Castro –  Lia Gama
  • Filomena Faria – Manuela Couto
  • Adriana Sousa – Joana Barradas
  • Júlio Mendes – Luís Garcia
  • Afonso Costa – Rodrigo Paganelli
  • Nuno Agrela – João Pereira
  • Joana Santos – Mariana Venâncio
  • Rúben Pacheco – João Arrais
  • Major Gaspar – José Fidalgo
  • Padre Matias - Sisley Dias
  • Feiticeiro –  Manuel Cavaco

Plot Twist

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Diana da sua janela nota sempre a luz da sacristia da igreja ligada durante a noite, facto estranho pois o padre não vive na aldeia apenas lá se desloca para missas, a desconfiança que lhe traz esta observação leva-a a começar a frequentar as missas a fim de identificar comportamentos estranhos no pároco. A protagonista começa a perceber alguns comportamentos padrão, entre os quais ter as chaves sempre consigo, ao chegar, e ao ir embora da localidade, e repara de relance numa tatuagem no seu antebraço. Numa determinada missa, na hora de comungar Diana combina com o corajoso jovem Nuno este esgueirar-se por de trás e roubar as chaves do bolso da túnica de Matias. Depois os restantes escutistas convencem o aparente bondoso individuo a jogar um pouco de futebol com eles como previamente combinado com a polícia. Diana tem que ser rápida, entra na tão guardada sacristia, Nuno observa sem que ela saiba e Joana a inimiga e cusca de Nuno também. Ao entrar o cenário é horripilante, Diana encontra fotos de quase todos os habitantes com uma cruz por cima e a foto da atriz morta, Mónica totalmente desfeita. Em choque e ao remexer em mais compartimentos encontra o mesmo símbolo da tatuagem que havia visto, um género de compasso aberto com um G dentro símbolo que a polícia reconheceu pois quando investigaram o passado do local, aquele símbolo era o usado e tatuado por todos os membros dos ETRAMON. A seita lá queimada outrora. Um cartão de cidadão pelo nome de Matias Andrade, mas com outro homem na foto e por fim uma boneca de vodo pertencente à velha Celeste (facto este ainda desconhecido) que nesta vez tinha o nome de Rafael o polícia que vem a experienciar energia sobrenaturais colado. Gritos são ouvidos, as duas crianças que observavam tudo correm para os braços de Diana. Matias aparece, fecha e tranca a porta apenas estalando os dedos e diz: “Diana não te queria magoar, pelo menos não agora… Mas vejo que vou ter que acabar com todos de vez e vingar o meu povo.”. Pega num crucifixo e começa a debitar uma reza numa língua desconhecida, o chão começa a tremer, todos os outros crucifixos no local viram-se ao contrário, os olhos do pároco ficam vermelhos e começa a levitar, as luzes vão cada vez desvanecendo mais e mais até o breu tomar conta do pequeno local. A porta abre-se, o então bom padre desapareceu, Diana e os meninos saem, e na rua o pior aconteceu, a aldeia já enevoada agora é coberta de nuvens negras que a cercam por completo, a eletricidade não funciona e mais grave que isso ninguém consegue sair ou entrar da aldeia que está completamente coberta desta redoma maligna. Para Diana é evidente, este “padre” forjou uma identidade e é ele que libertou a maldição o problema é que doravante estar na Aldeia do Campanário não será vida e sim sobrevivência, e terão todos que descobrir como libertar o local e poder sair de lá.

FINAL DA NOVELA

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Desde que a neblina encurralou a aldeia os habitantes tiveram que se unir, todas as tentativas de reverter a magia dos ETRAMON foram em vão. A respeito da investigação do assassinato de Mónica ao pressionar os escuteiros, Adriana fez a surpreendente revelação de que foi ela que foi ao campanário e trouxe consigo as cinzas dos maçons que estavam lá guardadas, foi lá de noite para namorar com Rúben o sobrinho de Filomena que sempre foi apaixonado por ela. Os dois afinal mantinham uma relação em que Adriana quando se queria divertir aproveitava-se do rapaz e durante o dia desprezava-o. Com o acesso dos escuteiros à maior parte a igreja esta num desses encontros encontrou-as e levou-as consigo. Mais tarde pelas câmaras de vigilância da loja de souvenirs de Filomena no dia apontado por Adriano Diana e Gaspar vêm Mónica a comprar lembranças e alguns escutistas na loja dentre os quais Joana a reguila que com os seus amigos tinha objetos assustadores e estava a espalhá-los pela aldeia, tendo deitado as cinzas no saco da atriz sem que Rúben no balcão se apercebesse, prontamente Mónica saiu sem notar o sucedido. Estava explicado o que tinha atraído as forças do mal para a estrela de cinema, mas o mal continuava presente. Segundo o Feiticeiro é preciso que alguém se sacrifique de livre vontade. Diana reuniu-se várias vezes com Amadeu na casa de Odete já que estes finalmente assumiram o seu amor. No entanto a polícia esquece-se de alguns objetos, que são encontrados por Celeste a sobrevivente dos espíritos. No último episódio na praceta principal da aldeia está a haver uma reunião de como vão operar dali em diante uma vez que a comida está cada vez mais escassa. Os populares revoltam-se e começa o caos, gritos, choro, medo da morte. De repente o silêncio, Celeste a velha observadora saiu de casa pela primeira vez em décadas. Diante de todos a mais pacata das irmãs esboça um leve sorriso e mostra a boneca de voodo que a irmã Odete na juventude lhe fizera para a prejudicar e que consequentemente acabou por libertar todo o mal que assola o local. Dirige-se às irmãs que estavam presentes no meio da população em lágrimas e diz-lhes, falando assim pela primeira vez, que sempre soube de tudo, dos remorsos que Odete sentia e do fardo que era para Irene mas que as amava e que sobretudo que as admirava como mulheres. Abraçam-se, a senhora prossegue para o centro junto à polícia Diana e Tiago e pede-lhes que libertem Rafael que havia sido acorrentado numa cave por estar possuído pelas forças do mal e ser um perigo eminente para todos. Confusos, libertam o polícia que continua possuído e com sinais de mazelas evidentes. A população não sabe o que fazer, quando dão por si Celeste já não está lá, Diana olha para o alto e vê a idosa a subir a montanha com a boneca sempre ao peito, as irmãs de lágrimas nos olhos baralhadas com o que se passa questionam-se, todos seguem atentamente os passos da senhora. A certa altura para, olha para baixo, onde se encontram os populares. Acena-lhes com um enorme sorriso e atira-se. Nem uma mosca ouviu-se naquele momento, o choque era grande. Subitamente Rafael recém-libertado pega numa navalha que Tiago tinha à cintura e aproxima-a ao pescoço da colega de profissão e ri maleficamente dirigindo-se lentamente para a cave em que estivera preso, a população segue-os mas sem se aproximar muito com medo do que este possa fazer pois anteriormente causou o caos aos demais. Diana chora e começa a recontar tudo o que aconteceu desde que chegaram à aldeia do Campanário, Rafael pouco a pouco vai perdendo o seu olhar sanguinário e a colega prossegue o discurso finalizando com: “(…) e tudo isto porque não quiseste acreditar em nós.”, o jovem polícia deixa a arma branca cair e diz: “Agora sim, agora sim acredito. Desculpa.” Subitamente o campanário começa a tocar sozinho e a neblina vai se dissipando, a aldeia está livre, Celeste ao se sacrificar de livre vontade em prol da comunidade salvou todos, tal como a sua mãe fizera para tentar salvá-la há 6 décadas atrás.

(Corta para a última cena da novela 1 mês depois – Final de Setembro):

O Feiticeiro Amadeu e Odete vivem como um casal e começaram a coordenar um curso de magia. Adriana líder dos escuteiros foi galardoada pelo Corpo Nacional de Escutas na inauguração do edifício escutista na aldeia, evento onde está Rúben finalmente namorado oficial da rapariga e agora também escuteiro. Filomena na sua loja num dia normal, já sabendo da homossexualidade da sobrinha que não foi bem aceite. Desprezou-a totalmente ao longo da novela, mas as saudades falavam mais alto e o amor também, desde que a neblina desapareceu nunca mais a viu, de rompante Joana entra e diz que tem alguém para apresentar entra a sua namorada, Filomena chora de felicidade e abraça as duas. De carro, Afonso e Júlio chegam à aldeia do campanário para um fim de semana a acampar. Afonso tem que fazer uma reportagem de como está a aldeia um mês após tudo o que aconteceu, dirigem-se à praceta central em frente à igreja onde estão Tiago e Diana sentados em clima de romance. Tiago está a concorrer a presidente da junta e decidiu não ir para o Porto, Diana foi promovida pela sua bravura a chefe de divisão. Trabalhando na cidade e fazendo questão de ir e voltar todos os dias para aquele local rural, inspirador que lhe trouxe o seu grande amor. Pouco a pouco vai chegando gente à praceta, até estarem todas as personagens lá. Os pássaros cantam, as flores surgem, Diana abraça-se ao seu amado. Tiago olhando para aquele sol tão desejado, sabe que o futuro só pode ser promissor enquanto os habitantes festejam e batem palmas. FIM

 

Edited by Filipe S.
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Fundo com a cidade de Coimbra, onde se desenrola a história. À volta, um labirinto, que representa os obstáculos que Cristina ultrapassou e vai ultrapassar para reconquistar a vida que lhe foi roubada. Só um dos caminhos permite chegar ao logótipo e ao slogan, que rima com o nome da telenovela. 

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Título: Vida Roubada

Sinopse

1985. Paula e Cristina são irmãs. Paula, a mais velha, é adorada pelo pai. Cristina, a mais nova, é tratada de forma diferente pelo progenitor. A mãe de ambas morreu no parto de Cristina e, por conta disso, Alberto, o pai, trata Cristina de forma diferente, menos afetuosa, mesmo Cristina não tendo culpa do que aconteceu à sua progenitora.

Certo dia, em casa da avó, Paula e Cristina ouvem uma conversa entre a avó e uma vizinha, em que esta diz que Paula, na verdade, não é filha de Alberto, mas sim de outro homem, com quem Marília manteve uma relação durante todo o casamento. Perante a tristeza da irmã, Cristina faz um pacto com Paula de que aquilo que ouviram fica entre elas. Paula, no entanto, não cumpre o prometido. Com receio de que o pai a passe a tratar como trata a irmã, conta ao pai que ouviu uma conversa em casa da avó e que esta referiu que Cristina não é filha dele.

Alberto é um homem amargurado, revoltado e que ambiciona ser patrão. Ao saber de uma fábrica fechada que está à venda noutra cidade, ambiciona comprá-la, embora não tenha liquidez. Aparece Carlos, que se apresenta como o amante de Marília. Refere que esta referiu que uma das suas filhas é filha dele, embora não saiba qual. Inicialmente, Alberto não quer falar com Carlos. No entanto, quando este se oferece para lhe dar um elevado montante em troca da sua filha, Alberto, lembrando-se do que Paula lhe havia contado e pensando no que homem rico que se poderá tornar, aceita a proposta.

Cristina desmente a história contada ao pai, mas Alberto prefere acreditar na filha mais velha. Cristina, conformada, pensa que poderá mudar para melhor e finalmente ter um pai que a ama. No entanto, Carlos revela-se um pai autoritário e que bate em Cristina constantemente, tratando-a como uma escrava. Cansada e desesperada, Cristina foge, deixando Carlos inconsciente. No entanto, o trauma vai acompanhá-la ao longo da vida, ao ponto de nunca mais querer ter contacto com a família biológica…

2021. Cristina perde o emprego. Não consegue pagar a renda nem os custos do filho na faculdade, que ainda por cima estuda noutra cidade. Batem-lhe à porta. É Lucinda, uma tia-avó que não via há anos. Com uma doença terminal, Lucinda conta a Cristina que Alberto a vendeu depois de Paula lhe ter mentido e lhe ter dito que Cristina não era sua filha. Conta também que, com o dinheiro da venda da filha, o pai comprou a fábrica de bolachas Carinho e que esta agora é gerida pela irmã Paula.

Inicialmente, Cristina não quer voltar a relembrar o passado. No entanto, sem emprego e sem dinheiro, acaba por mudar de cidade, onde coincidentemente o filho estuda, e candidata-se a um emprego como pasteleira na fábrica, nos arredores da cidade. Paula finge não reconhecer a irmã e acaba por a contratar, simulando simpatia. Cristina finge igualmente não reconhecer a irmã Paula, que lhe destruiu a vida.

Ao ver a vida aparentemente feliz que a irmã leva, em contraste com a vida traumatizada e remediada que sempre teve, Cristina fica revoltada e percebe que, como filha biológica de Alberto, poderia ser ela a estar no lugar da irmã e ter sido ela a herdar a fábrica. Assim, Cristina passa a ter apenas uma prioridade: ter a vida que lhe foi roubada.

 

Personagens principais

Paula Santos de Mello Castelar (vilã) - 56 anos

            Mulher ambiciosa, gere a empresa que herdou do pai Alberto, mas sem sucesso. Sem licenciatura, nada percebe de gestão, embora refira sempre que é licenciada em gestão e exija que a tratem por doutora. Não gosta de falar do passado, embora o mesmo o acompanhe constante, sonhando com a irmã várias vezes, o que a deixa muito fragilizada. Despreza todos os que não pertencem à mesma classe social, sobretudo os empregados da empresa que gere. Vive um casamento de aparências com Álvaro e não se importa com isso, desde que tenha sempre dinheiro para os seus luxos e caprichos. Tem três filhos, que educou de forma estrita. Passados vários anos, quando a irmã Cristina lhe aparece à frente, fica estarrecida. No entanto, finge não a conhecer. Poderia não a contratar, mas prefere ter a irmã debaixo de olho, para perceber quais as suas verdadeiras intenções…

Cristina Santos - 53 anos

            Mulher humilde, bondosa e traumatizada pelo passado. Ao longo da vida, nunca teve emprego certo, vivendo sempre com o dinheiro contado. Mãe solteira, foi abandonada por Manuel quando o filho Filipe nasceu. Faz tudo pelo filho, embora este, ambicioso, deseje sempre mais. Não teve outro relacionamento. Ainda assim, como a infância apagou-lhe os sonhos, vive conformada com a vida que tem. Quando muda de cidade e percebe a vida que poderia ter tido, ao começar a trabalhar na fábrica, é engolida pelas más memórias do passado, que não a abandonarão enquanto não fizer justiça e conseguir ter a fábrica nas suas mãos. Impulsiva, consumida pela raiva pode perder a sua bondade e não olhar a meios para atingir os fins. Violará os seus princípios para atingir o seu objetivo?

Álvaro de Mello Castelar - 57 anos

            Advogado, sócio com o irmão da sociedade de advogados que herdou do pai, nasceu rico, mas não é arrogante. Simpático e solidário, aceita muitas vezes defender casos em regime pro bono. Vive um casamento infeliz com a esposa Paula, com quem já não partilha os mesmos valores. Não reconhece a mulher por quem se apaixonou no passado. Embora faça vários divórcios, não se consegue divorciar, até porque, caso o fizesse, a sua esposa revelaria um terrível segredo que o deixaria em maus lençóis. Quando conhece Cristina, sente-se apaixonado como há anos não se sentia. Fascina-o a simplicidade de Cristina, em oposição à extravagância de Paula. Será o amor correspondido ou Cristina apenas quererá conquistar o coração de Álvaro para se vingar da irmã?

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Núcleo da família Santos de Mello Castelar

Originado pelo casamento entre Álvaro de Mello Castelar e de Paula Santos. Família com muito poder na região e com grande notoriedade. Do casamento, nasceram três filhos: Duarte e Benedita, gémeos, e Guilherme, o mais novo, que julgam que os pais vivem um casamento feliz, quando tal está longe da verdade.

Paula Santos de Mello Castelar (vilã) – 56 anos

            Descrição no desafio 1.

Álvaro de Mello Castelar – 57 anos

            Descrição no desafio 1.

Duarte Santos de Mello Castelar – 26 anos

            Dos irmãos, o mais rebelde, irresponsável e, portanto, o que mais dá problemas aos pais. A custo, tirou uma licenciatura em Turismo, se bem que tenha feito mais turismo durante os anos de curso do que estudado. Não trabalha. Prefere viajar pelo mundo à conta dos pais. Continua a fazer a mesma vida boémia que fazia aos 18 anos. Não tem namorada, pois não gosta de compromissos. Secretamente, participa nas orgias organizadas por Rafael. Numa delas, acaba por contrair HIV, o que vai mudar a sua vida para sempre…

Benedita Santos de Mello Castelar – 26 anos

            Sempre foi uma filha responsável e muito aplicada na escola. Terminou a licenciatura e o mestrado em Direito com ótimas notas e, por isso, foi convidada para dar aulas na faculdade. Concentrando-se demais nos estudos, acabou por deixar de lado a vida social. Nunca teve um namorado. Apaixona-se pelo professor Marco Magalhães, que foi colega de faculdade do pai. Os dois acabam por se relacionar, mas Benedita não quer assumir a relação, com receio da reação da família e também com receio de que julguem de que tudo o que conquistou na faculdade se deveu à relação entre os dois e não ao seu mérito.

Guilherme Santos de Mello Castelar – 20 anos

            Nadador profissional, é uma das promessas de Portugal para os Jogos Olímpicos. Contrariando os pais, decidiu não se inscrever em nenhum curso na faculdade, para se dedicar a 100% ao desporto. Afinal, o seu foco é a natação. Esconde a sua homossexualidade, com receio de ser discriminado. Uma noite vai mudar a sua vida: é atropelado e nunca mais vai poder competir. Revoltado, não vai descansar enquanto não descobrir quem é o culpado. Daniel e Filipe são os suspeitos pelo atropelamento. Acabando por se apaixonar por Daniel e, com as pistas que vão surgindo, assume Filipe como culpado pelo atropelamento. Mas será que Daniel também está apaixonado ou a aproveitar-se da relação para sair ilibado?

Sónia Vaz – 63 anos

            Descrição no núcleo da família Matos Vaz.

 

Núcleo da família Santos

Cristina e o filho Filipe sempre viveram sozinhos, já que Cristina foi abandonada pelo marido quando o filho nasceu. Cristina nunca mais confiou em nenhum homem. Lutadora, faz de tudo pelo filho, que, embora ame a mãe, quer sempre mais e mais.

Cristina Santos – 53 anos

            Descrição no desafio 1.

Filipe Santos (vilão) – 20 anos

            Rapaz constantemente insatisfeito, que, embora transpareça uma imagem de confiança e de indestrutibilidade, é frágil. Sente que sempre esteve em desvantagem por ser pobre, facto pelo qual era gozado na escola. Escolheu o curso de Direito com esperança de ser magistrado no futuro e, assim, ter o poder e reconhecimento que tanto ambiciona. Embora goste muito da mãe, discutem muitas vezes, pois Filipe considera que a mãe se contenta com pouco. No atropelamento de Guilherme, embora não fosse no lugar de condutor, é um dos suspeitos, pois Daniel acusa-o de ter trocado os corpos de lugar depois do acidente. Além disso, Filipe, recém-encartado, foi visto a conduzir o carro. Tendo Daniel e Guilherme contra si, num namoro que Filipe considera de fachada e que despreza, o jovem vai infernizar a vida do casal, de forma a que Guilherme não esteja do lado de Daniel ou que desista do processo.

 

Núcleo da família Matos Vaz

Marta e Sara são casadas. Não ligam aos preconceitos nem aos olhos recriminadores e vivem uma vida feliz. Têm uma filha em comum, Clara, que valorizam mais do que tudo.

Marta Matos – 43 anos

            Secretária na sociedade de advogados Mello Castelar. É uma mulher resolvida e não liga aos olhares de censura por ser casada com uma mulher. A mãe cortou relações com ela depois do casamento. Não desejava ser mãe, mas, por desejo de Sara, aceitou sê-lo. Depois de vários tratamentos sem sucesso, sem dar conhecimento a Sara, Marta acaba por pedir a Miguel, advogado do escritório onde trabalha e amigo, para se envolver com ela e assim engravidar, com o consentimento de que Miguel nunca vai reclamar a paternidade da criança.

Sara Vaz – 40 anos

            Empregada da loja de Eduarda. Vive um forte amor com Marta. Sendo estéril, passou a amar a esposa ainda mais quando esta aceitou ter a filha de ambas. Quando descobre que a filha que têm é também de Miguel, fica transtornada. Tem medo de perder a filha. A confiança que tinha em Marta é fortemente abalada. Quando Eduarda luta pela criança, não vai permitir que lhe tirem a filha, nem que tenha de fugir com ela.

Sónia Vaz – 63 anos

            Empregada da família Santos de Mello Castelar há muitos anos. Trata Duarte, Benedita e Guilherme como seus filhos e conhece melhor as suas fragilidades do que os seus pais. Detesta a sua patroa e vai aliar-se a Cristina para a destruir. É mãe de Sara e foi a única da família que aceitou a homossexualidade da filha, embora não tenha uma relação fácil com a nora Marta, o que vai gerar conflitos, sobretudo quando for morar com as duas para ajudar a cuidar da neta Clara.

Clara Vaz Matos – 11 anos

            Boa aluna, bem-comportada, não lhe faz diferença ter duas mães. Vive feliz em casa, mas, na escola, o cenário é diferente. Por ser filha de um casal lésbico, é alvo de bullying por parte dos colegas. Também a diretora de turma, extremamente católica, vai estar contra ela. Com receio de sofrer mais, não conta nada às progenitoras. Conseguirá aguentar os abusos por muito mais tempo?

 

Núcleo da família Teles de Mello Castelar

Miguel e Eduarda são casados há cinco anos. Não têm filhos. Nos últimos tempos, a relação não tem passado por momentos fáceis, sobretudo devido ao forte desejo de Eduarda de ser mãe, desejo esse que quer concretizar a todo o custo.

Miguel de Mello Castelar – 46 anos

            Casado com Eduarda. Irmão de Álvaro, também advogado na Sociedade de Mello Castelar. Era feliz com Eduarda, com quem está junto há cinco anos, até esta ficar obcecada por ter um filho. Já tentaram várias vezes, inclusive com tratamentos, mas nada resulta. Com o casamento afetado, começa a envolver-se com Paula, a mulher do seu irmão.

Eduarda Teles de Mello Castelar – 42 anos

            Casada com Miguel e amiga de Paula. Proprietária de uma loja de sucesso na Baixa, onde vende roupas desenhadas por si. Desde pequena sempre sonhou ser mãe. Depois dos 40 anos, começou a pensar cada vez mais em ter filhos. É um desejo que quer concretizar, até porque, sendo filha única, só ela pode dar um neto aos seus pais. Quando descobre que Miguel é o pai biológico de Clara, vai querer que Miguel lute pela guarda da criança. Mesmo sem este querer, pois comprometeu-se com Marta que nunca discutiria a paternidade da criança, não vai deixar Clara em paz. Sem conseguir engravidar, Eduarda vê em Clara a oportunidade de concretizar o seu sonho de ser mãe.

 

Núcleo da faculdade de Direito

Na faculdade de Direito, estudam Filipe, Guilherme e Daniel, todos no mesmo ano e na mesma turma. Na mesma faculdade, Marco leciona as aulas teóricas de Teoria Geral do Direito Civil e Benedita as aulas práticas da mesma unidade curricular. Filipe detesta Benedita, sobretudo depois de esta o ter humilhado numa oral de melhoria e, quando descobre que esta tem um caso com Marco, vai chantageá-la secretamente, para ter melhores notas.

Filipe Santos (vilão) – 20 anos

            Descrição no núcleo da família Santos.

Guilherme Santos de Mello Castelar – 20 anos

            Descrição no núcleo da família Santos de Mello Castelar.

Daniel Cunha – 20 anos

            Estuda na Faculdade de Direito. Tem conseguido concluir todas as cadeiras, se bem que com uma média baixa. Vive sozinho e, para ganhar dinheiro, organiza, às quartas à noite, no apartamento onde vive, orgias, nas quais não participa. Como clientes, estão sobretudo estudantes da faculdade, mas também Duarte. Amigo relativamente próximo de Filipe, a amizade vai terminar depois do atropelamento de Guilherme. Apesar de ter aparecido no lugar do condutor, Daniel, embora muito embriagado e até drogado, recorda-se que a viagem de carro começou com Filipe como condutor, já que este não tinha bebido. Defenderá essa teoria, sobretudo para manter a relação com Guilherme, que ajudará bastante na fase mais difícil da sua vida. Mas será este amor verdadeiro ou Daniel namora com Guilherme só para o ter do lado dele e, assim, ser ilibado?

Benedita Santos de Mello Castelar – 26 anos

            Descrição no núcleo da família Santos de Mello Castelar.

Marco Magalhães – 53 anos

            Professor há muitos anos da faculdade e com grande prestígio. Apaixonar-se-á por Benedita e acabará por envolver-se com ela, logo ele que sempre havia dito que nunca se envolveria com uma assistente. Como ambiciona ser diretor da faculdade, prefere manter o namoro em segredo, para que não julguem que este se envolve com as suas assistentes, o que certamente o retiraria da corrida à direção da faculdade.

 

Núcleo do laboratório de criatividade da fábrica

Na fábrica, há um laboratório de criatividade, onde são criadas as novidades para venda ao público. É no laboratório que estão Cristina e Luísa, a dirigente da comissão de trabalhadores da fábrica e que organiza muitas vezes protestos, de forma a conseguir melhores condições de trabalho para os trabalhadores. Paula tem o escritório junto ao laboratório e é quem prova e aprova os produtos para venda, sendo muito áspera nas suas críticas.

Cristina Santos – 53 anos

            Descrição feita no desafio 1

Luísa Matos – 64 anos

            Colega de Cristina, vão tornar-se muito amigas. É a dirigente da comissão de trabalhadores da fábrica e, portanto, está muitas vezes contra Paula e a sua gestão. Vai lutar fortemente contra a transferência da fábrica para a República Checa, ideia que Paula quer seguir para diminuir os custos de produção. É também mãe da Marta e não aceita a relação da filha com Sara. Tal é a repulsa que sente em relação à filha, que nunca quis conhecer a neta Clara e vai colocar-se ao lado de Eduarda na luta pela criança.

Paula Santos de Mello Castelar (vilã) – 56 anos

            Descrição no desafio 1.

 

Núcleo da sociedade de advogados de Mello Castelar

Sociedade de advogados liderada pelos irmãos Álvaro e Miguel de Mello Castelar, herdada do pai. Os irmãos entram em conflito variadas vezes, sobretudo por causa dos processos que Álvaro defende pro bono. Marta é secretária na sociedade.

Álvaro de Mello Castelar – 57 anos

            Descrição no desafio 1.

Miguel de Mello Castelar – 46 anos

            Descrição no núcleo da família Teles de Mello Castelar.

Marta Matos – 43 anos

            Descrição no núcleo da família Matos Vaz.

 

Núcleo da loja de roupa de Eduarda

Loja de roupa na Baixa da cidade, onde Eduarda vende roupas desenhadas por si e Sara trabalha. A relação entre patroa e empregada é boa, até Eduarda decidir lutar pela guarda da filha de Sara. Paula faz todas as suas compras na loja de Eduarda e vai várias vezes à loja para conversar com a amiga.

Sara Vaz – 40 anos

            Descrição no núcleo da família Matos Vaz.

Eduarda Teles de Mello Castelar – 42 anos

            Descrição no núcleo da família Teles de Mello Castelar.

Paula Santos de Mello Castelar (vilã) – 56 anos

            Descrição no desafio 1.

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Maria Guinot – Silêncio e Tanta Gente (tema de genérico)

Música dramática, adequada ao tom da novela, que retrata a vida de Cristina. Traumatizada, vive numa inconstância de sentimentos. Pensa trocar a sua vida pela vida que lhe foi roubada.

 

Aurea – Frágil (tema da personagem Cristina)

A personagem Cristina viveu sempre fragilizada pelo passado e agora, “o final é que conta”, ou seja, o que vai contar vai ser quando voltar a ter a vida que lhe foi roubada.

 

Emma – La Mia Città (tema da personagem Paula)

A música reflete na perfeição a personalidade da personagem Paula: personagem frenética, que quer tudo à sua maneira e que não se contenta com pouco.

 

Muse – Uprising (tema da personagem Filipe)

Tal como termina o refrão da música, também Filipe quer ser vitorioso na vida. Além disso, tal como refere o refrão, não vai deixar que Guilherme e Daniel controlem a sua vida e o humilhem.

 

Anouk – Birds (tema da personagem Guilherme)

Depois do acidente, Guilherme sente que o mundo acabou e entra num estado depressivo, retratado nesta canção eurovisiva.

 

Måneskin – Zitti e Buoni (tema da personagem Duarte)

Tal como a canção demonstra, também Duarte rompe com os padrões da sua família e quer viver uma vida diferente dos demais.

 

Toranja – Carta (tema do casal Cristina e Álvaro)

Canção que personifica na perfeição o clima de romance que se vai fazer sentir entre Cristina e Álvaro.

 

Bárbara Tinoco, Carlão – Advogado (tema do casal Marco e Benedita)

O tema aborda o amor entre um casal com elementos de diferentes idades, tal como o de Marco e Benedita. Além disso, tanto Marco como Benedita são advogados.

 

IRMA – Da Mesma Pele (tema do casal Marta e Sara)

Marta e Sara são um casal feliz e sentem que são “da mesma pele”, ou seja, que são uma só. Também não vão largar a sua filha Clara, custe o que custar.

 

Rita Guerra – Sentimento (tema do casal Miguel e Eduarda)

O tema documenta na perfeição o estado do casamento entre Miguel e Eduarda: um casamento esgotado. Eduarda também se sente incompleta sem ter a filha que tanto deseja.

 

Katie Herzig – Wish You Well (tema do casal Guilherme e Daniel)

Daniel vai mostrar a Guilherme, depois do acidente, como encontrar uma saída, quando parece que a sua vida acabou.

 

Grace VanderWaal – Beautiful Thing (tema da personagem Clara)

Para Marta e Sara, Clara é o seu bem mais precioso e, sem ela, não conseguem viver.

 

Kacey Musgraves – Biscuits (tema de transição da fábrica de bolachas Carinho)

Recordando que biscuits significa bolachas em português, este tema leve e despretensioso parece ser o ideal para a fábrica de bolachas, onde decorrem várias cenas da telenovela.

 

Amália Rodrigues – Coimbra (tema de transição das imagens da cidade de Coimbra)

Fado cuja tema principal é a cidade de Coimbra, onde se desenrola a ação da novela, combinando na perfeição com o ambiente sombrio e misterioso da cidade universitária.

 

Fernando Machado Soares – Coimbra Tem Mais Encanto (tema de transição das imagens da cidade de Coimbra)

A música mais conhecida sobre a cidade de Coimbra para as transições em que se mostram imagens da cidade onde se desenrola toda a história.

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Paula Santos de Mello Castelar (vilã) - 56 anos → Manuela Couto

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Vilã da história, Paula gere a fábrica. Vive um casamento de fachada com Álvaro. Enganou o pai, referindo que a irmã Cristina não era filha biológica dele.

 

Cristina Santos - 53 anos → Cristina Homem de Mello

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Protagonista. Embora bondosa, agora, de regresso à fábrica que lhe deveria pertencer, não vai descansar enquanto não a tiver nas suas mãos e não se vingar da sua irmã.

 

Álvaro de Mello Castelar – 57 anos → Marcantónio Del Carlo

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Advogado, sócio de uma sociedade de advogados com o irmão Miguel. Vive um casamento infeliz com Paula. Vai apaixonar-se por Cristina.

 

Duarte Santos de Mello Castelar – 26 anos → Diogo Martins

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Filho de Paula e Álvaro. Rebelde, vive uma vida de excessos, sem pensar no dia de amanhã. Quando for infetado com HIV, a sua vida vai mudar para sempre.

 

Benedita Santos de Mello Castelar – 26 anos → Joana Ribeiro

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Filha de Paula e Álvaro. Advogada e professora na Faculdade de Direito, namorará com Miguel, um homem mais velho, professor da Faculdade. Vai ser chantageada por isso.

 

Guilherme Santos de Mello Castelar – 20 anos → João Arrais

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Filho mais novo de Paula e Álvaro. Vivia para a natação. Um acidente vai roubar-lhe o sonho de ir aos Jogos Olímpicos e deixá-lo sem rumo. Apaixonar-se-á por Daniel.

 

Filipe Santos (vilão) – 20 anos → Rodrigo Tomás

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Filho de Cristina. Ambicioso, sentiu-se sempre em desvantagem em relação aos outros. Suspeita de um acidente de que diz não ser culpado, vai fazer de tudo para não ser preso.

 

Daniel Cunha – 20 anos → Luís Ganito

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Suspeita do acidente que vitimou Guilherme. Vai apaixonar-se por ele e ser o seu apoio na pior fase da sua vida. No entanto, será ele o culpado do acidente, como diz Filipe?

 

Marta Matos – 43 anos → Paula Lobo Antunes

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Advogada, esposa de Sara, esconde-lhe que a filha Clara é filha biológica do colega de trabalho Miguel. Cortou relações com a mãe Luísa, que não aceita a sua homossexualidade.

 

Sara Vaz – 40 anos → Leonor Seixas

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Esposa de Marta, ama-a, sobretudo depois de lhe ter dado a filha Clara, a luz dos seus olhos. Vai fazer de tudo para impedir que Eduarda se aproxime da filha.

 

Sónia Vaz – 63 anos → Rosa do Canto

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Empregada da família Santos de Mello Castelar há vários anos. Mãe de Sara, foi a única da família que aceitou a homossexualidade da filha. Tem uma relação difícil com a nora.

 

Clara Vaz Matos – 11 anos → Francisca Salgado

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Filha de Marta e Sara, sofre bullying na escola por ser filha de um casal homossexual. Vai ser disputada por Eduarda, depois de esta descobrir que Clara é filha do seu marido Miguel.

 

Miguel de Mello Castelar – 46 anos → Carlos Vieira

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Marido de Eduarda, não suporta mais a esposa, por esta obcessivamente querer ter um filho. Com o casamento em crise, vai envolver-se com a cunhada Paula. É o pai biológico de Clara.

 

Eduarda Teles de Mello Castelar – 42 anos → Maria João Pinho

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Esposa de Miguel, quer a todo o custo concretizar o seu sonho de ser mãe. Quando descobre que Miguel é o pai biológico de Clara, não vai desistir até conseguir ficar com a criança.

 

Marco Magalhães – 53 anos → Diogo Infante

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Professor na Faculdade de Direito, sonha ser diretor da Faculdade. Apaixona-se por Benedita, sua assistente, e tem receio de que a paixão lhe destrua a carreira.

 

Luísa Matos – 64 anos → Custódia Gallego

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Amiga e colega de trabalho de Cristina. Mãe de Marta, não aceita a homossexualidade da filha. Dirigente da comissão de trabalhadores da fábrica, dá muitos problemas a Paula.

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Localização do espaço da história

Coimbra

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Coimbra, uma das mais importantes cidades portuguesas, capital de distrito, tem vários pontos de relação com a história da novela, fazendo sentido que a mesma aqui se desenrole.

 

Alguns exemplos de locais de gravação

Jardim Botânico da Universidade de Coimbra

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Local ideal para a gravação de cenas mais românticas, pela sua atmosfera florida e verdejante, mas também cenas com os estudantes, pela proximidade à Universidade.

 

Praça da República

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Local onde acontece a vida noturna de Coimbra, ideal para a gravação de cenas à noite, como saídas das personagens jovens do elenco, e.g. a noite do acidente de Guilherme.

 

Rua Larga

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A rua que liga as várias faculdades do polo I da Universidade de Coimbra e que funcionará como um dos pontos de encontro das personagens do núcleo da Faculdade de Direito.

 

Mosteiro de Santa Cruz

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Um dos mais importantes monumentos de Coimbra, ideal para a gravação de cerimónias religiosas que aconteçam ao longo da história, como, por exemplo, casamentos.

 

Centro Olímpico de Piscinas Municipais

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Local onde serão gravadas as provas de natação nas quais Guilherme participa enquanto nadador de competição, na fase inicial da história.

 

Quinta das Lágrimas

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Onde se viveu o amor proibido de Pedro e Inês. Um local escondido, isolado e misterioso, para encontros românticos, inclusive traições (como a relação entre Paula e Miguel).

 

Casa da família Santos de Mello Castelar

Localização

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Uma casa moderna e vanguardista, que combina com Paula, uma mulher que gosta de estar a par das tendências. Casa grande e cara, combinando com a família mais rica da história.

 

Sala de estar

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Sala de estar moderna e ampla, que combina com o tamanho da habitação. Permite também que toda a família se relacione no espaço. Permite igualmente vários ângulos de filmagem.

 

Quarto de Paula e Álvaro

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Espaço com uma decoração moderna, que condiz com a restante casa. O candeeiro de cristal e os tons de dourado reforçam a opulência desta família e sobretudo da vilã da história.

 

Quarto de Guilherme

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Quarto em tons de azul, tons que pertencem ao habitat de Guilherme - a piscina olímpica. Decoração sóbria, mas jovem, que combina com a faixa etária da personagem em questão.

 

Cozinha

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Cozinha moderna, com a utilização de materiais caros, como o mármore, refletindo a riqueza desta família. Linhas modernas e uma ilha reforçam o caráter vanguardista do cenário.

 

Casa da família Santos

Localização

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Apartamento situado num prédio mais antigo e com rendas mais baixas, adequado à classe baixa da família. Localizado na zona de Universidade, logo perto do local onde Filipe estuda.

 

Sala de estar

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Sala de estar com uma decoração sem temática comum, adequada à classe social a que as personagens deste núcleo pertencem. Espaço pequeno, que condiz com o prédio em questão.

 

Quarto de Cristina

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Quarto com uma decoração minimalista, tal como a sala, o que demonstra as dificuldades financeiras deste núcleo familiar. Estilo de quarto comum na zona da Universidade.

 

Casa de Daniel

Localização

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Prédio onde habitam vários estudantes da Universidade, com apartamentos cujas rendas são mais altas do que a média da cidade.

 

Estúdio (quarto, sala e cozinha)

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T0, ideal para uma pessoa que reside sozinha. A decoração soturna e escura representa o ambiente ideal para a organização de festas sexuais, que Daniel faz para ganhar dinheiro.

 

Casa da família Matos Vaz

Localização

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Prédio com apartamentos cujos preços se enquadram na classe média a que este núcleo pertence.

 

Sala de estar

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Sala de estar com cores alegres e garridas, que combinam com a alegria das personagens deste núcleo familiar. Dimensões realistas para um apartamento no prédio demonstrado.

 

Casa da família Teles de Mello Castelar

Localização

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Prédio com apartamentos geralmente adquiridos pela classe alta, à qual pertencem Eduarda e Miguel. Arquitetura diferenciadora, mostrando uma face moderna da cidade.

 

Sala de estar e cozinha

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Cozinha e sala, o que permite gravar vários géneros de cena no mesmo décor. Decoração em tons de branco, tal como a loja de Eduarda, o que mostra uma linha de continuidade.

 

Sociedade de advogados de Mello Castelar

Localização: Baixa de Coimbra

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A Baixa de Coimbra é o cenário ideal para a localização da sociedade de advogados, uma vez que é neste que é o coração da cidade que se concentram os variados serviços da mesma.

 

Receção

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Entrada do escritório, com uma decoração tradicional e um pouco antiquada, que exprime na perfeição a longevidade da sociedade de advogados, herdada pelos irmãos de Mello Castelar.

 

Escritório de Álvaro

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Escritório que Álvaro herdou do pai, com uma decoração um pouco antiquada e tradicional, repleta de livros, que refletem mais uma vez a longevidade da sociedade.

 

Faculdade de Direito

Localização: Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra

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Sendo a única Faculdade de Direito da cidade, faz sentido usar este espaço que, pelo seu carácter histórico, vai fazer os telespectadores viajarem até este importante monumento.

 

Sala da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra

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Gravar as cenas com Benedita, Miguel e com o elenco que é aluno da faculdade numa sala da própria faculdade vai trazer o realismo que um décor fictício certamente não captaria.

 

Loja de roupa de Eduarda

Localização: Baixa de Coimbra

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É na Baixa que se encontram várias lojas de roupa. Estar perto da sociedade de advogados permite também um maior número de confrontos entre Eduarda, Miguel, Marta e Sara.

 

Interior da loja de roupa

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Uma loja sóbria, com tons claros, ligada à rua, que destaca as criações de Eduarda. As paredes e teto abobadados relacionam a loja à arquitetura dos edifícios da Baixa de Coimbra.

 

Fábrica de bolachas Carinho

Localização: Parque Industrial de Taveiro, Coimbra

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Recordando a primeira localização da histórica fábrica de bolachas Triunfo, faz sentido que a fábrica de bolachas Carinho se localize também na cidade de Coimbra.

 

Laboratório de criatividade

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Espaço amplo, com vários instrumentos de trabalho, que permitem dar asas à criatividade de Cristina e Luísa. A decoração pouco colorida reforça o carácter industrial do cenário.

 

Escritório de Paula

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Escritório com vista para o laboratório. O espaço mais moderno da fábrica, mostrando que Paula se preocupa mais com o seu espaço de trabalho do que com o dos seus empregados.

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Filipe continua a sua luta contra Guilherme e Daniel. Numas imagens de uma câmara de vigilância na Praça da República, Filipe é captado a conduzir o carro e passa a ser a principal suspeita do atropelamento de Guilherme. Na iminência de ser preso, Filipe ameaça Guilherme: ou este desiste do processo ou contará tudo o que sabe sobre os três irmãos Santos de Mello Castelar.

Quando Guilherme, perentoriamente, lhe diz que não vai desistir do processo, Filipe conta, na noite de aniversário de Paula, onde se encontra toda a elite da cidade universitária, que Guilherme é homossexual, que Benedita namora com um professor mais velho 27 anos mais velho e que Duarte contraiu HIV depois de participar numa orgia, causando uma enorme discussão que protagoniza a festa.

Envergonhada e zangada, Paula expulsa os três filhos de casa. Discordando, Álvaro pede o divórcio, mas Paula ameaça contar o segredo que lhe pode destruir a vida…

Guilherme, sem nada a perder, decide casar-se com Daniel, por quem está verdadeiramente apaixonado e que tem sido o pilar da sua vida. Na hora de dizer o sim, chega a Polícia Judiciária para deter Daniel. Uma nova testemunha vem revelar que viu Daniel a conduzir o carro na zona perto do acidente.

Num flashback da noite do acidente, vemos Daniel embriagado e a querer conduzir o seu carro. Filipe, de boleia, com receio de que tenham um acidente, com a resistência do colega de faculdade, assume a condução do carro. Recém-encartado, ainda com pouca experiência na condução à noite, Filipe deixa ir o carro várias vezes abaixo, por não conseguir utilizar adequadamente a caixa de velocidades. Daniel, zangado, obriga Filipe a sair do lugar do condutor e assume o seu lugar. Acaba por atropelar Guilherme e o carro despista-se…

Guilherme, furioso, pensa que todo o namoro com Daniel se tratou de uma mentira e que este o usou para não ser preso. Pensa também que, afinal, contra todas as expectativas, Filipe tinha razão. Já Daniel refere que, mesmo tendo atropelado Guilherme, o ama de verdade. Guilherme não acredita e os dois acabam por não se casar.

Na fábrica, vivem-se dias difíceis. Depois de um caso de envenenamento de um lote de bolachas e a desistência da multinacional Vitace em comprar a fábrica, Paula faz um desfalque na fábrica, que leva a empresa à falência. Para não perderem os postos de trabalho, Cristina decide sugerir a criação de uma cooperativa para gerir a fábrica. Cristina propõe-se igualmente para administradora da fábrica e vence a votação feita pelos trabalhadores.

Quando se prepara para o seu primeiro dia como administradora, Luísa, a colega do laboratório de criatividade, paga por Paula, acusa Cristina de ter envenenado o lote de bolachas. Revoltados, os trabalhadores exigem que Cristina saia da administração da empresa. Luísa substitui-a na administração e, mandada por Paula, despede Cristina e refere ainda que vai apresentar queixa contra esta.

Paula confronta Cristina e refere que desde o primeiro dia que sabia quem ela era e que, mais uma vez, ela saiu vencedora. Paula refere ainda que Cristina nunca vai conseguir ter a fábrica nas suas mãos nem roubar-lhe o marido. Cristina, mais revoltada do que nunca, promete vingança, sem olhar a meios…

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Depois de ser eleito diretor da Faculdade, Marco decide finalmente assumir o namoro com Benedita. No entanto, esta, cansada de não ser a prioridade de Marco, rejeita o agora diretor da Faculdade e decide igualmente priorizar a carreira, aceitando uma proposta para dar aulas em Timor-Leste.

Duarte, desmoralizado e envergonhado, depois de se ter descoberto que é seropositivo, conhece Alice, também seropositiva. Os dois apaixonam-se e decidem ir viver para a Nova Zelândia juntos, longe dos olhares de reprovação.

Depois de ser despedida da fábrica, Luísa decide voltar à sua terra natal, mas antes decide tentar voltar a reatar a relação com a sua filha. Marta rejeita-a veemente, referindo que nunca a irá perdoar, pois o seu testemunho a favor de Miguel foi fundamental para a decisão do juiz, que optou pela guarda partilhada de Clara entre Miguel e Marta, os pais biológicos da criança. Tal acabou igualmente por destruir o seu casamento. Além disso, relembra a mãe que esta nunca aceitou o facto de ter uma filha homossexual.

Eduarda chega a casa motivada. Desenhou um vestido exclusivo para Clara, que continua a não a aceitar nem ao seu marido, esperando com a prenda conquistar o coração da criança. Ao chegar, depara-se com Miguel morto na sala. Foi Luísa que, horas antes, o matou, para se redimir, de forma a que a sua filha Marta e Sara voltassem a recuperar a custódia total da criança, uma vez que Eduarda, por lei, nada é à criança.

Com a morte do pai biológico de Clara, Marta e Sara voltam a ter a custódia total da criança e reatam a relação, voltando a ser a família feliz que outrora eram, em conjunto com Sónia, que passa a ser mais simpática com a nora. Eduarda, castigada, acaba presa preventivamente como a principal suspeita da morte de Miguel, quando não foi ela a culpada...

Faltam dois dias para o julgamento do acidente de Guilherme e Daniel, como principal suspeito, será certamente declarado culpado. Daniel encontra-se com Guilherme na Rua Direita e pede-lhe que, não podendo desistir do processo, fuja com ele para o Brasil, país com o qual Portugal não tem acordo de extradição e, desta forma, permitiria que Daniel escapasse à prisão. Argumenta que não namorou com ele apenas para escapar à prisão e que o ama mais do que tudo. Guilherme, emocionado, acede ao pedido e os dois beijam-se apaixonadamente. Combinam encontrar-se no Jardim Botânico no dia seguinte para fugirem juntos para o país irmão.

No dia seguinte, no Jardim Botânico, Guilherme aguarda por Daniel. Daniel fica feliz por ver o ex-nadador olímpico no jardim, sinal de que cumpriu a promessa que havia feito no dia anterior. Atrás de Daniel, chega a Polícia Judiciária, chamada por Guilherme, para deter o organizador de orgias por tentativa de fuga. Guilherme diz que, embora amando Daniel, não o consegue perdoar e que o ex-namorado vai ter de pagar pelo que fez. Só assim conseguirá seguir em frente e esquecer-se do acidente, que lhe destruiu os sonhos. Daniel acaba preso depois do julgamento e Guilherme refaz a vida como professor de natação nas Piscinas Municipais.

Filipe continua a arrecadar dinheiro com o esquema de venda de exames, aos quais conseguiu ter acesso depois de chantagear Benedita. O esquema acaba por ser descoberto pela direção da faculdade. Perante tal conduta, a faculdade decide expulsar Filipe, não podendo este durante dois anos estudar em nenhuma das faculdades da Universidade. Perante a decisão, grita e chora de raiva em frente à Faculdade de Direito. Cristina decide castigar o filho, colocando-o a trabalhar na fábrica sem nada ganhar.

Com a ajuda de Álvaro e de Luísa, que voltou a ser sua aliada, Cristina consegue finalmente ter nas suas mãos a total propriedade da fábrica de bolachas Carinho, tornando-se numa empresária de sucesso e salvando a empresa da falência. As bolachas criadas outrora por si vencem o prémio de produto do ano, o que impulsiona ainda mais as vendas da marca.

Meses depois, é o dia do casamento de Álvaro e Cristina, depois do advogado finalmente se ter divorciado de Paula. No momento em que o padre questiona se alguém tem algo contra a realização do casamento, Paula chega e conta a todos o segredo que guardava acerca de Álvaro: este causou a morte do pai, vítima de um enfarte, por conta de uma enorme discussão que Álvaro e o pai tiveram na sociedade de advogados, por uma discordância em relação a um importante processo. No entanto, ao contrário do esperado, Duarte, Benedita e Guilherme colocam-se ao lado do pai, desprezando a mãe, que outrora os tinha expulsado de casa. Álvaro e Paula casam-se e Paula desaparece, desmoralizada e derrotada.

Divorciada, de costas voltadas com os filhos, sozinha e endividada, Paula começa a trabalhar como acompanhante de luxo, sendo aliciada para participar numa festa privada na Quinta das Lágrimas com milionários de todo o mundo, onde poderá arrecadar uma boa maquia e, quem sabe, conhecer um homem rico, proposta que aceita, convencida de que esta é a melhor oportunidade para voltar a ser rica como outrora. Por trás desta proposta, está Cristina, que, pretendendo vingar-se na plenitude da irmã, acaba por envolver Paula numa rede de tráfico humano, onde esta será escravizada, acabando por passar exatamente o mesmo que a irmã Cristina passou por sua causa no passado.

- FIM -

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Edited by Filipe S.
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Título, sinopse e personagens principais

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Título:
A Idade da Razão

Sinopse:

Fevereiro de 2022 seria o seu mês. Ernesto marcou-o com uma cruz maior do que todas as outras no seu calendário. Um tipo de tinta quase permanente. Não queria que convidados inabituais tentassem apagar o que para si seria o fim de uma vida infernal. Todos conhecem o momento final. Todavia, não o segundo exato... como uma história cujo desfecho está patente desde o início da leitura, sem que o leitor saiba o momento do último ponto final.

Ernesto vive em Selinde, uma despretensiosa terra no centro de tantas outras. Todos morrem aos oitenta e três anos. Não há lei da vida mais simples do que esta. Todo o ser vive o mesmo desespero, mas todos o aceitam como uma inspiração involuntária. Ernesto estava prestes a mudar, involuntariamente, o que cada habitante da Terra pensava ser um dado adquirido.

Vinte e oitos dias passaram. Ernesto continuou consciente. Esperava tranquilamente pela morte, mas esta não chegou. Não era possível! Tinha de acontecer! A sua irmã Célia falecera meses antes, em outubro, como era suposto. Uma enorme festa fora realizada no dia 30 de setembro, como era hábito acontecer. Selinde festejava a vida, antes do mês da morte de cada habitante. Houve festa para Ernesto no final de janeiro. A morte era obrigação do processo natural da sua vida. Seria Ernesto o primeiro de tantos outros?

Rua das Cimeiras foi bombardeada por jornalistas, curiosas famílias e muitos, muitos padres. A família de Ernesto não acreditava no que estava a acontecer. Maria João, a sua filha, brilhava de orgulho e das largas horas de fama que iria ter devido a tal mistério. Maquilhava-se, sem que o marido, João Couto, achasse graça. Os vizinhos de Ernesto também o rodeavam como moscas procurando mel. Queriam vê-lo vivo, depois do seu prazo de validade. Adelaide, a fofoqueira da vida, não tardou em visitar o pobre homem, imediatamente cansado de tamanho aparato, para obter toda a informação necessária para a missa das dez do domingo seguinte. Jaime, já nos seus 82 anos, assim como tantos outros colegas de uma vida, avistavam a multidão de longe à procurada esperança de viver mais.

A vida é o ponto de partida desta história. Os mais próximos de Ernesto aproximar-se-ão ainda mais, quando a única coisa que este desejava era a solidão. “O cobarde”, como assim é conhecido o seu filho Jorge, não descansará enquanto não chegar a uma conclusão para si viável, com medidas que agradam os seus interesses. Os planos que tinha com a morte do seu pai foram por água abaixo.... Sobram-lhe a surpresa, uma réstia de desilusão e a vontade de atingir o que estava previsto, levar os seus projetos avante com a fortuna do seu pai.

Os mais distantes, esses, também se vão mostrar, com o objetivo de descobrir um enigma que colocará Selinde no mapa. Ernesto fartar-se-á da fama e procurará a morte, ou a procura da morte dar-lhe-á um amor que pensava nunca mais sentir?

Esta é uma história de procura. Procuram-se respostas. Procura-se a verdade. Procura-se fama. Procura-se uma forma de transformar o destino, de maneira a colocar um ponto final no momento em que deveria ter sido colocado. Procura-se o dinheiro proveniente da morte de alguém. Procura-se a paz, de um Ernesto que queria apenas morrer como todos os Ernestos que partiram antes de si.

Núcleos secundários

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Família Andrade

São um efeito ioiô como tantos há por aí. Juntam-se para escassas festividades e afastam-se uns dos outros o resto do ano. A cola que ainda os liga é Ernesto, não que este dê muita importância à sua função. As distintas personalidades dão a esta família um charme pouco comum. Entre sorrisos, dramas e escândalos, vêem-se por vezes forçados a proteger os que partilham o mesmo sangue. Um negócio de cortiça tornara-os numa das famílias mais opulentas de Selinde, mas quando toca a dinheiro, cada um luta por si. Vão ser bombardeados pela curiosidade dos mais e menos atentos, até de familiares mais longínquos que agora se juntam para mais uma festividade.

Ernesto Andrade, 83 anos (personagem central)
Descrição da personagem no núcleo principal.

Maria João Andrade, 52 anos (“a tonta”, casada, dois filhos)
Descrição da personagem no núcleo principal.

João Couto, 45 anos (marido de Maria João)
Um ser muito pouco seguro de si. Tamanha frustração é expulsa na direção da esposa, Maria João, a mulher que controla sem se dar conta. É um ser pequeno que tenta parecer grande diante dos filhos, que ama, e da sociedade. Dirão os mais intelectuais que não é fácil viver com um furacão, mas saberá João que qualquer furacão tem o poder de destruir frágeis personalidades?

Jorge Andrade,44 anos(vilão, solteiro, uma filha)
Descrição da personagem no núcleo principal.

Raquel Veloso, 42 anos
Escritora nos tempos livres, vive em Selinde desde o seu casamento com Jorge. Sentir-se-á a tensão sempre que o seu olhar se cruzar com o do ex-marido, até não mais aguentar guardar o rancor do passado. É uma mulher cujas palavras são escolhidas ao detalhe, em explicações certeiras e aprazíveis. Vai documentar os acontecimentos da vila para mais tarde os expor num livro da sua autoria. Chamar-se-á “A Idade da Razão”, sem saber ainda que final terá.

Inês Andrade, 19 anos (filha de Jorge e Raquel)
Tem uma relação forte com o pai e detesta viver com a mãe. Acha-a aborrecida e sempre acreditou que foi Raquel quem espalhou o boato da violação. Trabalha no salão de massagens da vila e tem fama de meretriz, sem que isso tenha qualquer tipo de importância para si. Dona de si, é uma jovem que não pede autorização para se rebelar contra algo ou alguém.

Marco, 20 anos (filho de Maria João e João Couto)
Não é o garanhão que todos julgam que é. Vive desnorteado e receoso, consequência de um segredo que apenas Inês e o avô Ernesto conhecem. É belo, contrariamente ao pai, charme que o pode levar por caminhos hediondos, como aconteceu naquela noite com Inês. Ceder à tentação não faz parte do seu vocabulário, mas passou a representar os minutos mais cruciais da sua vida.

Matilde, 15 anos(filha de Maria João e João Couto)
Muito próxima do pai, quiçá por interesse, vive no mundo encantado da adolescência. Se pede, geralmente tem; se não tem, faz birra. Vive na ilusão das redes sociais, deixando a realidade para uma outra vida. Moça mimada da família, enjoa qualquer um e sente-se enojada por um qualquer.

Parque das Veredas

Adelaide comprou aquele quiosque depois da morte do marido. Sentia que faltava um ponto central a Selinde, e a venda de jornais, bicas e cerveja seria a desculpa ideal para os habitantes ali se juntarem. O Parque das Veredas é composto por pequenos caminhos que vão dar a uma larga zona central. É ali que todos comentam os assuntos do dia, do desporto aos acontecimentos mais triviais, sem esquecer a vida dos habitantes. O parque é um ponto de encontro aonde reflexões durante um singelo jogo de cartas podem mudar a história de qualquer um. E a história de qualquer um pode mudar um singelo jogo de cartas.

Adelaide Costa, 74 anos
Descrição da personagem no núcleo principal.

Jaime Lopes, 82 anos
Um ser calmo e cabisbaixo, que não se deixa conformar com a morte. Lida muito mal com o facto de apenas poder estar com a sua neta, Cindy, durante alguns meses, antes de se apagar definitivamente. É amigo de infância de Ernesto e acompanhá-lo-á, interessado, na sua aventura.

Cindy Lopes, 14 anos
Paraplégica, Cindy prefere faltar às aulas para se juntar ao avô Jaime em jogos de sueca e damas no mesmo parque de sempre. Mais observadora do que todos à sua volta, tem opinião certeira sobre tudo, porém raramente a partilha. O seu espírito de detetive vai deixá-la um passo à frente dos que se julgam inteligentes.

Artur Sampaio, 54 anos
Viu-se obrigado a parar de trabalhar depois de um acidente que atingiu a sua mobilidade. É um comediante agressivo e atrevido. Todos o conhecem, não pela maldade, mas por uma honestidade excessiva. Junta-se todas as tardes aos demais no Parque dos Prazeres para comentar, ao seu estilo, o que se passa na vila. É o convidado mais assíduo daquele talk show diário.

Cemitério dos Prazeres

Todos preparam as campas onde vão permanecer eternamente, ou perguntam quais os preços atuais das cremações. São estes os principais serviços da Igreja de Selinde. É no cemitério que a ação geralmente acontece, com o encontro de habitantes que sedão uma razão de ali estar, de forma a encontrar outras almas para passar o tempo. A par da igreja e do seminário, é também o lugar do padre Henrique e da freira Júlia, figuras respeitadas e acarinhadas pela população. Um simples lugar de rezas, conversas e troca de dinheiro cuja atmosfera vai mudar radicalmente.

Padre Henrique, 41 anos
É o típico padre moderno, que quer fazer evoluir a Igreja num sentido positivo. Há três anos na sua posição, é o líder da sua comunidade e todos o respeitam. É um ser bem-parecido, que não passa ao lado do olhar das beatas. Sente-se ameaçado pelo acontecimento na vida de Ernesto, e só não vai mais longe na sua investigação devido ao desconforto que lhe que vai criar Marta, recente participante do seminário.

Freira Júlia, 60 anos
O simples som de um motor agressivo e desgovernado é sinal da presença da freira Júlia. Não se desloca sem a sua motorizada, adereço que a caracteriza. É conhecida pela sua vivacidade e sentido de negócio. Gere a cremação e os enterros, às ordens do padre Henrique. Teme pela saúde da Igreja ao descobrir o que acontece a Ernesto. Não vai hesitar em vaguear pelo cemitério e pela vila a fim de encontrar respostas às suas questões.

Marta Soares,24 anos
Inscreveu-se no seminário para descobrir o catolicismo. O seu objetivo é tornar-se freira, mas os seus planos caiem por terra quando se começa a apaixonar por Henrique, o padre de Selinde. Tenta fugir da tentação, mas não consegue escapar. Só o padre pode impedir talperseguição.

Alzira Martins, 63 anos (a beata)
Participa no coro da igreja com um orgulho desmedido, o mesmo que tem pelo padre Henrique e o seu trabalho. Tem lugar marcado na eucaristia de cada domingo e um canto predileto no cemitério, onde reúne o grupo de beatas às segundas, quartas e sextas-feiras. É um ponto de encontro para se falar de mortos e vivos; Alzira fala pelos cotovelos e não hesita em criticar escolhas pessoais de outros. Contudo, sempre respeitando a palavra de Deus. Vai infiltrar-se no salão “Eternidade” como empregada de limpeza, sem que a limpeza seja a sua maior prioridade.

Salão de massagens “Eternidade”

Criado por Jéssica e Rodolfo, o salão de massagens “Eternidade” tem como slogan Aqui, a sua vida é eterna. Usam-se técnicas de massagem orientais, uma pitada de excitação e mãos de fada. As bocas dos mais velhos dizem que a publicidade é enganosa, mas até alguns desses velhos lá põem os pés, sempre vestidos a rigor para ninguém os reconhecer. O que acontece no salão “Eternidade” deveria permanecer no salão “Eternidade”; porém, a missão das beatas em saber o que realmente ali se passa pode levar o negócio à falência. A não ser que Jéssica, Rodolfo e Inês reajam rápido.

Jéssica Afonso, 25 anos (dona)
Veio para Selinde à aventura e deixou-se apaixonar pela vila. Tinha em mente criar algo que pudesse ter um efeito na esperança de vida da população. Pensava num centro de bem-estar, sem ideia concreta em mente. Rodolfo apareceu na sua vida como um homem dotado de um estilo algo requintado, que a agradou. Juntos criaram o negócio, que se foi alterando de bem-estar a satisfação.

Rodolfo Inácio, 52 anos (gerente)
Não para um segundo! Vive o negócio do amanhecer ao anoitecer, procurando clientes, protegendo a marca e afastando as más bocas. Uns acham-no azeiteiro, outros tentam imitar o seu charme. Veste cores que não combinam, “porque todos os dias são um arco-íris”. Luta por aqueles que aprecia, e não vai deixar Jéssica sozinha numa luta quase inútil.

Inês, 19 anos (filha de Jorge e Raquel)
Descrição da personagem no núcleo Família Andrade.

Banda sonora

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1. Genérico

Rua da Saudade – Canção do Tempo

É um homem “que desperta adiantado para a morte”, num tempo “intemporal como os ponteiros do minuto”. Esta é a canção que mais condiz com “A Idade da Razão” e o tom é perfeito para abrir a novela.

 

Sou autor democrata, que não se julga inconveniente ao ponto de impor a canção de cada personagem. Assim sendo, pedi a todos os elementos que me indicassem a sonoridade que desejam acompanhá-los ao longo desta aventura. As escolhas foram algo inesperadas.

 

2. Ernesto Andrade

Queen – Who Wants To Live Forever

Esta é a minha canção, particularmente a dos meus momentos de solidão e desespero. Sinto calma e revolta, como o final da música, em jeito de esperança e força interior. Quem quer viver para sempre ?

 

3. Adelaide Costa e Ernesto Andrade

Elis Regina e Tom Jobim – Águas de Março

Sabemos não há volta a dar. Os nossos destinos vão cruzar-se e permanecer unidos. Escolhemos esta belíssima canção pelo seu encanto e sedução. Vai acompanhar-nos como nos acompanhamos um ao outro, cheios de sorrisos como uma “promessa de vida no (nosso) coração”.

 

4. Maria João Andrade e João Couto

Joana Espadinha – Mau Feitio

Sei que não sou pessoa fácil. Admito, portanto, que esta música será a introdução perfeita para as minhas aventuras e, sobretudo, para as cenas com o meu querido marido. “Engole um sapo e deixa-me estar” é o que lhe digo antes de cada pequeno-almoço.

 

5. Jorge Andrade

Welshly Arms – Legendary

Tenho em mim o ritmo desta música e as ambições que a mesma descreve. A minha ação na história vai crescer como a intensidade de “Legendary”. É a minha música, com toques de mistério, ação e grandiosidade.

 

6. Sara Martins

Snow Ghosts - Circles Out Of Salt

Uma música inundada de intensidade e suspense, cuja melodia me descreve. As palavras começam tarde e são pujantes, tal como as minhas. “Tear it from my heart”… afinal de contas sou alguém “com um semblante de quem muito guarda e pouco diz”.

 

7. Inês Andrade

Cherry Dragon - Altar

Inferno e altar são opostos que invadem o meu dia-a-dia. Sem paciência para ouvir e descobrir novas sonoridades, escolho a melodia que mais se adequa à minha personalidade.

 

8. Marco

Luís Sequeira – Se ao Menos eu te Odiasse

Não sou de romanticismos desnecessários, mas esta canção lembra-me a vivência com a minha prima Inês. “Se ao menos eu te odiasse” é um grito de revolta contra a realidade… sinto um veloz arrepio percorrendo a minha mente.

 

9. Núcleo do Parque das Veredas

Lena d’Água – Grande Festa

Não somos fiéis à letra, mas somos festa diária num parque que é de todos. Jogamos, sorrimos, investigamos. Estamos prontos para tudo, e a leveza costuma andar por aqui, tal como esta música.

 

10. Núcleo do Cemitério

Rua da Saudade – Café

Não somos de intrigas, mas “velhas de penante, que depenicam uma intriga; que dizem mal dos operários, a espécie inimiga” é uma frase que nos caracteriza. Não deixámos o Senhor Padre escolher a música, pois traria com certeza algo muito literal.

 

11. Marta Soares

Marney – Conversations

São as ideias na minha mente e a vontade do coração que me empurram em aventuras por alguém que me é proibido. Escolho uma canção com um ritmo que representa o que me vai no espírito.

 

12. Núcleo “Eternidade”

Marvin Gaye - Let's Get It On

Música de fundo no salão “Eternidade”, para momentos mais e menos íntimos. Fechamos os olhos e deixamo-nos levar por odores de exóticos óleos essenciais, pelo suave toque de mãos locais, e a frescura de um corpo revigorado.

 

13. Transição entre momentos sérios e “Eternidade”

Cabrita – Never Gonna Give It Up

Canção que representa o espírito dos gerentes do salão “Eternidade” na sua luta contra as beatas. O instrumental, especialmente, estará presente nalgumas transições para cenas que transpiram uma energia mais positiva.

 

14. Paisagens de Selinde

GNR – Asas

Uma escolha mais nostálgica para as cenas que o nosso drone, comprado na Black Friday, irá gravar. É uma música de voos, que fará também de transição de e para cenas com personagens que não aparecem nesta lista.

Elenco

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Ernesto Andrade (83 anos) – Ruy de Carvalho

O protagonista da história, que viverá o seu maior mistério.

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Adelaide Costa (74 anos) – Lídia Franco

Dona do quiosque da vila, aproximar-se-á do protagonista na sua aventura.

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Maria João Andrade (52 anos) – Sandra Faleiro

Filha de Ernesto, aproveita as luzes da ribalta sem esquecer o pai e a família.

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João Couto (45 anos) – Pedro Hossi

Marido de Maria João, não saberá como lidar com as atitudes da esposa.

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Jorge Andrade (44 anos) – Rúben Gomes

Filho de Ernesto, todas as ações são aceitáveis para atingir os seus objetivos.

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Raquel Veloso (42 anos) – Anabela Moreira

Ex-mulher de Jorge, é escritora nos tempos livres e prepara o livro “A Idade da Razão”, uma história baseada nos acontecimentos de Selinde.

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Inês Andrade (19 anos) – Alba Baptista

Filha de Raquel e Jorge, não se deixa intimidar por opiniões alheias e segue as suas convicções.

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Marco (20 anos) – Miguel Amorim

Filho de Maria João e João Couto, vive num constante conflito com o passado e o seu coração.

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Matilde (15 anos) – Matilde Serrão

Filha de Maria João e João Couto, vive numa realidade virtual e algo distorcida.

https://lh3.googleusercontent.com/proxy/rVNbsJmhP_B1OcxYRMPBa2ZNEqnLQPu6dAS-QSELVvEZRy_iChxOY0d07MPtvfBX8luGQMDSK05_ZbcrnEMrmvHlx4iJsiej473UEygFCR8XJDyayR1o5gQ9Hacet8vVAKwHBX3sQpVTsSDcuFCvoQ

 

Sara Martins (33 anos) – Sara Matos

Sara é misteriosa e reservada, mas vai-se aproximar-se da família Andrade de forma natural.

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Jaime Lopes (82 anos) – Luís Alberto

Amigo de Ernesto, tem na sua neta Cindy a razão da mágoa em relação à morte.

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Cindy Lopes (14 anos) – Margarida Serrano

Neta de Jaime e paraplégica, vai ser presença habitual no parque e observará os que a rodeiam.

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Look pretendido:

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Artur Sampaio (54 anos) – João Reis

Traz humor e boa disposição ao Parque das Veredas com o seu à-vontade e despreocupação.

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Padre Henrique (41 anos) – Afonso Pimentel

Padre moderno e figura respeitada pela comunidade, que terá de lidar com a paixão de Marta.

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Look desejado:

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Freira Júlia (60 anos) – Carmen Santos

A freira mais conhecida de Selinda, pela segurança que demonstra em relação à sua vivacidade e convicções.

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Um look parecido ao que procuro:

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Marta Soares (24 anos) – Joana Barradas

Participante no seminário de Selinde, vai deixar-se apoderar por fortes sentimentos direcionados ao padre Henrique.

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Alzira Martins (63 anos) – Lucinda Loureiro

É a maior das beatas e vai mostrá-lo, algo que lhe cai que nem uma luva.

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Jéssica Afonso (25 anos) – Beatriz Brás

Dona do salão “Eternidade”, vai vier o inferno criado pela desconfiança das beatas da vila.

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Rodolfo Inácio (52 anos) – Rui Melo

Gestor do “Eternidade”, vai acompanhar e defender Jéssica na luta em defesa do seu negócio.

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Decores

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Selinde

Vila de Cucujães é o cenário que representará Selinde nos planos gerais da localidade. Cucujães é uma vila conhecida pela devoção dos seus habitantes, e é, de certa forma, centrada na vida religiosa dos seus humanos. Tem igreja, seminário e cemitério que serão o deleite dos mais crentes. Teremos também em Cucujães alguns cenários exteriores como o exterior da mansão de Ernesto ou o cemitério e igreja de Selinde.

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Família Andrade

Mansão de Ernesto Andrade, onde também vive Maria João e os seus. É grandiosa no exterior,e algo rústica se nos convidarem para entrar.

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Interior:

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Jorge Andrade

Imagens do apartamento alugado de Jorge. Ainda que pouco luxuoso, confere ao vilão uma satisfação que poucos têm.

Sala e parte do quarto:

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Cozinha:

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Raquel Veloso e Inês

Apartamento de mãe e filha, onde a primeira costuma escrever a sua história. É um espaço moderno e rústico, que cria um ambiente propício à imaginação.

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Parque das Veredas

Um espaço aberto de merendas e conversas que tem como ponto central o verde quiosque de Adelaide.

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Caminhos circundantes:

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Cemitério dos Prazeres

Cemitério de Selinde, dividido em duas partes distintas: a dos ricos... e dos pobres.

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Igreja e seminário de Selinde:

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Interior da Igreja de Selinde:

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Salão de massagens “Eternidade”

Um interior moderno, que corresponde às personalidades dos que o gerem.

Entrada do salão "Eternidade":

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Outros compartimentos do salão:

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Entrada parecida com o que pretendo:

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Plot twist

Spoiler

(Excerto de “A Idade da Razão”, capítulo 13, páginas 83 e 84)

(…) Subitamente, a loucura instalou-se em Selinde e foi preciosamente documentada por Ernesto.

 

“Não me imagino aguentar mais tempo na função de mascote de um enigma criado por uma força incógnita. As regras foram quebradas e o culpado é desconhecido. Sou monumento dos que aqui me observam. Só pretendo que a minha missão termine. Sufoco na presença do inevitável, sem saber quando o inevitável ocorrerá. Procuro um novo ponto final, o último suspiro. Talvez a solução seja… criar o meu próprio ponto final.

Decidi deslocar-me pela última vez à casa que, agora abandonada, acolhera a minha família durante dezenas de anos. As memórias dos meus pais foram acumulando um pó que nunca me dei ao trabalho de limpar. Queria os objetos intactos, tal como as maravilhosas lembranças que guardo. Poucas foram as visitas que fizera àquelas quatro paredes. Desta feita, fui com a plena vontade de empoeirar o chão que pisara diariamente antes de me tornar adulto. Redescobri a nostalgia e a curiosidade de um ser ainda vivo. Tateei, li, chorei… Prendi a corda num suporte de madeira e coloquei-a à volta do pescoço. Subi à frágil cadeira enquanto as lágrimas me invadiam o rosto. 1… 2… Avistei outra singela cadeira que aguentava o peso de uma miúda caixa de madeira num dos ângulos da pequena sala de estar onde me encontrava. Desci cuidadosamente e devagar me aproximei.

O meu nome, manuscrito, decorava uma das seis faces. Avistei também um cadeado. Concentrei-me durante breves segundos com o objetivo de encontrar uma resposta à localização da chave que me permitiria abrir o que observava naquele momento. A minha mãe escrevera o meu nome; a letra delicada e concisa não mentia. Senti-me alvo de um enigma cuja resolução não se encontrava naquela divisão. Relembrei as conversas que tivera com a minha mãe durante as suas últimas semanas de vida. Apesar de já não saber o meu nome, tinha raros momentos de lucidez, que guardarei eternamente. Um desses momentos, ao qual não dei particular importância quando ocorrera, surgiu subitamente na minha mente: “Não te esqueças de visitar. Farei os teus bolos de cenoura preferidos.”. Dirigi-me à cozinha num ápice (uma velocidade para mim exagerada), e abri o forno. Um pequeno bolo de cenoura encontrava-se já bolorento devido ao tempo que foi obrigado a esperar. Uma chave dormia no centro das migalhas. Aprecei-me até à caixa e abri-a, sem reflexão.

Esquecera a corda com que me iria suicidar. A minha atenção centrava-se num papel, gasto, que aguardava pacientemente dentro da caixa.

Meu filho… é o caos! Espero que não seja tarde de mais. És o primeiro evento de tantos outros que não fazem qualquer sentido. É um segredo que precisas de conhecer. De 83 em 83 anos, uma nuvem negra invade Selinde e altera o sentido da realidade que conhecemos. Primeiro a tua sobrevivência, depois outros episódios impensáveis. Acredito que infindas dúvidas te persigam, mas podes confiar na pessoa, desconhecida, que aparece na vila antes do caos. Coragem, meu filho. Vai tudo voltar ao normal.

Deixei-me levar pela incredulidade. Ela tinha-o escrito nos seus últimos momentos de vida. Faltava detalhe, mas percebi o sentido. Um momentâneo ruído veio do exterior. Um grupo de conterrâneos corria e gritava em direção ao largo da igreja. Matilde fora atropelada pela freira Júlia e morrera, no local.

Três dias depois, o meu filho era preso depois de me tentar envenenar. Maria João, por sua vez, demonstrava cada vez mais uma mente desorientada e atacava transeuntes, aleatoriamente. A neta de Jaime começou a caminhar num amanhecer banal. Eu tentei suicidar-me mais uma vez, mas Adelaide veio em meu auxílio, gritando que estava grávida de um filho meu.

Nada correspondia à realidade! Nada! Um caos, como escrevera a minha mãe!

Selinde vivia em apuros e a sua história mudara!”

Final da novela

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Duas semanas antes do fim:
18h54. Vê-se um subtil movimento do dedo indicador direito.

O desmedido caos em Selinde durou mais do que o desejado. Servia de tema adicional de conversa e de um receio natural face ao inesperado. Enquanto uns permaneciam serenos, as beatas faziam as malas em antecipação de uma viagem à procura de outra igreja desprovida de mau-olhado.
“Eternidade”, não seguindo a definição do seu nome, acabou por cerrar. Jéssica e Rodolfo deixaram Selinde para uma viagem pela Europa à procura do seu novo lugar ideal. Morreram ambos tragicamente no trajeto, num acidente de automóvel. Ficaram os poucos clientes amargurados, que não terão mais de viver escondidos numa realidade paralela.
A freira Júlia não mais saiu à rua. Não se conformou com o que acontecera e adotou funções internas no seminário. Foi mais tarde encontrada inanimada no cemitério. O padre Henrique, pouco a pouco, foi cedendo à tentação que representava Marta Soares, cometendo delitos de foro íntimo e sensual, aos olhos da Igreja, que acabaram por ser descobertos.
Jaime ficara preso a uma cadeira de rodas e a sua neta era agora a ajuda de que necessitava. Adelaide manteve-se próxima de Ernesto e o seu quiosque continuou aberto, apesar do que se passava à sua volta.

Onze dias antes do fim:
15h17. Ainda de olhos fechados, nota-se a agitação das pálpebras, como durante um sonho. Neste plano, vêem-se também as feições do rosto de Ernesto.

Sara Martins aproximou-se de Ernesto como uma mensageira que permanece depois de entregar a devida mensagem. O velho percebeu que fora o primeiro acontecimento de uma série estranha e incompreensível. O segredo relacionado com o caos viajava de geração em geração na família de Sara, até a sua mãe desaparecer. A sua mãe, Alzira. Os olhares entre mãe e filha cruzaram-se esporadicamente em Selinde, mas sempre mantiveram uma distância de segurança. Sara sofrera às mãos da mãe, até esta ver nas suas próprias mãos o sangue dos seus atos. Fugiu à procura de um rumo diferente e abraçou a religião, deixando a filha com o pai, um ser inseguro e amoroso. Alzira criticava para não ser criticada, e falava para não ser falada… Sabia que a filha apareceria um dia. Sem saber, porém, se a perdoaria. E não perdoou.

Uma semana antes do fim:
Tenta abrir os olhos vagarosamente, procurando uma luz que não via há demasiado tempo.

Ernesto perdoou Jorge e pagou o montante necessário para o deixar sair da prisão. Era, a seu ver, um gesto que faria o filho refletir. Em vão.
Maria João, que todos consideravam já demente, guardava na manga algo que não mostrara. Confrontou o filho e a sobrinha sobre o segredo que Marco tanto tentava guardar. Naquela noite, Maria João assistira, incrédula, a alguns segundos do que julgou ser um sexo apaixonado e envolvente. Guardou o episódio para si, de forma a não ferir o filho.
Sara Martins e Jorge acabaram por se casar. Apesar das tentativas da esposa, Jorge nunca chegaria a mudar. João Couto, por sua vez, não resistiu à mudança da mulher, que agora era ainda mais incontrolável, e saiu de casa repentinamente.

Dois dias antes do fim:
Jorge tinha a faca na mão, pronto para apunhalar o pai na zona do coração. Não dormia há dias, enquanto planeava o seu ato. Queria uma morte que parecesse um suicídio, sem elaboração para tal. Aproximou-se enquanto Ernesto dormia. Este tinha um semblante pacífico. Não hesitou... Levantou o braço…
No momento seguinte:
13h25. Os olhos abriram repentinamente, assustados. Família e amigos rodeavam-no como se de um animal selvagem se tratasse. Gritavam, sorriam, choravam. Acordava de um coma que durava há semanas. Matilde, num interesse descomedido, perguntou ao avô se sonhara muito. Ernesto mostrou um leve sorriso ao dar-se conta de que a realidade era mais aprazível do que a história que se apoderou da sua mente durante o coma. Ali, acordado, voltou a sentir a ausência de vilões, caos e demência. Todos existiam, mas eram totalmente diferentes das personagens da sua imaginação. Estavam todos genuinamente felizes por o ter vivo. E ele, por breves instantes, pensou que tamanha felicidade era algo aborrecida.
Alguns dias depois, Ernesto organizou uma festa no último dia do mês que antecedia os seus 83 anos. A comunidade encheu a sua casa. Apresentou-lhes o livro que escrevera naquela semana, sem parar. Intitulava-se “A Idade da Razão”.
O jornal local dava conta, no dia seguinte, do suicídio do patriarca da família Andrade. “Talvez a solução seja… criar o meu próprio ponto final, num mundo muito mais desinteressante do que o da imaginação.”, escreveu num pequeno pedaço de papel, deixado ao lado de um pequeno bolo de cenoura. Fim. 
Fim.

Edited by Filipe S.
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O logótipo de "Despojada" é feito com letras de papel. O papel onde são escritas as histórias das vidas de pessoas, que pode ser rasgado para destruir sentimentos e traumas do passado, que pode ser dobrado para esconder partes da vida que desejamos que fiquem ocultas. É no papel que todas as histórias começam e acabam, e por mais frágil que seja, tal como nós, é também ele que transporta as palavras mais fortes e sentimentos que nos destroem. A maior arma de todas, o transportador de verdade humana, é esse mesmo papel: que tão rapidamente consegue ser desfeito por métodos tão fáceis, como tão lentamente nos desfaz ao longo do tempo pela história que nele se contém.

 

Slogan Primeira Fase

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Inocente em pele de culpada.

Com um sentido bastante literal, Júlia é nesta história de primeira fase, concebida como uma mulher inocente que foi julgada e condenada por algo que não fez, assumindo um papel que não era o seu. Com uma alusão a "Lobo em pele de cordeiro", aqui reside um paralelo subliminar de que é na inocência de Júlia que se esconde o lobo enquanto a sua suposta culpa a representa, para nós, como um cordeiro.

 

Slogan Segunda Fase

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Uma página em branco é a maior arma.

Foi com a página em branco que era o nosso conhecimento da vida de todas estas personagens, que Júlia conseguiu construir uma visão da realidade mais próxima daquela que lhe era mais conveniente e manipular a nossa perspetiva e opiniões. É, por isso, a maior arma. Uma página em branco sem pré-concepções, sem influências ou referências, permite ao autor escrever aquilo que quiser. É quando nos é dada total liberdade, sem qualquer limite imposto, que revelamos a nossa essência e, com ela, podemos reescrever toda a nossa história. E esse é o grande mote da segunda fase: a revelação de todos por quem são e a luta de todos por essa página em branco em que se descobrem a eles mesmos.

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Sinopse

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Primeira Fase – Roubada

Quando nos habituamos a uma certa forma de viver, dói ainda mais quando o nosso chão nos é retirado e nos vemos obrigados a encarar o mundo numa perspetiva completamente diferente do que a que tínhamos escolhido adotar até então. Despojados de amor, liberdade e da nossa própria vida, o que fazemos? Há algo mais para roubar? Esta é a história de Júlia.

Antes de sair de casa, Roberto encosta os lábios nos da mulher, e seria esse o último beijo que os dois partilhariam e aquele que selaria o futuro de Júlia, que até então encontara a felicidade na sua rotina de cuidar do que lhe rodeia e do marido. Nesse mesmo dia, Roberto, acompanhado de uma mulher, assaltaria um banco e morreria à saída do mesmo pelas balas da polícia, enquanto que a cúmplice acabaria por conseguir desaparecer com uma boa parte do dinheiro. No dia seguinte, Júlia acordaria com a polícia a bater-lhe à porta, informando-a da morte do marido e levando-a detida por ser a principal suspeita de ter acompanhado o marido nesse mesmo assalto. Após a devida análise dos cabelos encontrados no banco, que um refém havia conseguido arrancar, e da voz de Júlia ter sido reconhecida por alguns outros reféns, o juíz acabaria por condenar Júlia a 10 anos de prisão. Seria na prisão que Júlia iria conhecer e tornar-se numa das confidentes de Petra, uma outra prisioneira, que acredita ter o plano perfeito para a fuga e que com ele pretende escapar e levar Júlia e outras mulheres.

Fora da prisão, enquanto tenta provar a inocência da tia Júlia procurando a mulher mistério, Hugo lida também com o possível fracasso do seu negócio A Sorte da Tia, outrora uma das maiores papelarias de Cascais, que pertencia a Dona Esmeralda – a arqui-inimiga da mãe de Hugo. Era dessa papelaria que saía uma exorbitante quantidade de prémios para aqueles que ali se arriscavam, o suficiente para construir uma fama e reputação para a papelaria que muitos viriam a considerar ser abençoada. Depois da morte suspeita de Dona Esmeralda, a sua irmã, a quem coube a papelaria na herança, vende a papelaria à mãe de Hugo que compra assim uma das partes da vida da sua rival. Após essa mesma venda, aquele sítio que outrora entregava sorte começa a ter o efeito contrário, sendo que nas ruas viria a correr o rumor de que o espírito de Dona Esmeralda atormenta os habitantes que vão ao cantinho que a sua rival lhe roubou.

Segunda Fase – Despida

A verdade, por vezes, é fria e vem do sítio que menos esperamos. Vem do sítio que queremos acreditar que não existe, que preferíamos não visitar. É quando nos despojamos das máscaras e dos limites que nós mesmos impomos na nossa forma de ver a vida, quando somos totalmente despidos, que chegamos ao ponto mais sincero da vida. Esta é a história da Verdade.

Numa viagem pelos anos passados, é aqui que será apresentada toda a jornada de Júlia e Roberto, desde que se conheceram até ao dia do assalto. Assistimos aos pontos altos e aos baixos de uma relação que, até ao seu fim, parecia mais do que normal, até perfeita. Entre os vários saltos temporais que serão feitos pelas décadas onde foi vivida a relação dos dois, é acompanhada também a vida de Esmeralda e o impacto da sua morte no filho, e o que levou à mesma, e a história da papelaria. No presente acompanharemos o filho de Esmeralda enquanto o mesmo ascende a procurador e propõe a reabertura do caso da mãe, após uma descoberta que o faz duvidar que a morte de Dona Esmeralda tenha sido um acidente.

Personagens Principais

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Júlia Figueiras Araújo, 22-60 anos (Primeira e Segunda Fases)

Júlia é uma mulher pouco ambiciosa, acomodada à sua vida mundana, que é a de cuidar da casa, quintal e do marido Roberto com quem a mesma casou há 37 anos. Era professora de Português, mas desistiu da profissão para apoiar o marido, um médico em ascensão, e há 15 anos que o seu fado é a lida da casa. Entre tachos, esfregonas e mil camisas do marido para engomar, Júlia é uma mulher que pensa pouco em si. A ligação com a sua família foi-se desvanecendo ao longo dos anos e desde as morte dos pais que a única pessoa em quem realmente confia é Hugo, o seu sobrinho, e, apenas até certo grau, a sua irmã. É uma mulher discreta, cujos amigos são os amigos do marido.

A sua pacata vida muda no dia em que a polícia lhe bate à porta para a levar presa por ter assaltado um banco juntamente com o marido que foi abatido a tiro. Condenada a 10 anos de cadeia, será manipulada por Petra na prisão, ao mesmo tempo que se deixa manipular para poder ficar livre novamente e poder viver os seus últimos dias em paz.

Roberto Araújo, 27-65 anos (Segunda Fase)

Roberto é tido como um homem forte, inflexível e persistente. Um médico recémreformado após uma longa carreira, tendo estado, nos últimos anos de trabalho, no hospital Santa Justa. Conhecido também pelo seu humor corrosivo, não deixa nada por dizer e o único filtro que conhece é o dos cigarros que fuma em excesso. O pilar dos seus dias é Júlia que se estica ao máximo para garantir que nada acontece a ponto de despoletar algum sentimento negativo no marido.

Num dia mundano, Roberto sai de casa como sempre faz mas leva a cabo, horas depois, um assalto a uma agência bancária. Durante o mesmo, as negociações não correm pelo melhor e enquanto ameaça a vida de uma refém, Roberto acaba baleado pela polícia e morre.

Petra Pamela, 41 anos (vilã) (Primeira e Segunda Fases)

Detida no Estabelecimento Prisional de Tires, há vários anos, pela morte de um homem a sangue frio, Petra está habituada a fazer justiça pelas próprias mãos e a sujá-las também. É uma mulher destemida e que gosta de desafiar as regras, sendo que não existe uma linha clara, para ela, que separa o certo do errado, o que leva a que muitas vezes escolha o caminho menos ético para chegar ao fim que mais lhe agrada. Dentro da cadeia, é uma espécie de líder, todos lhe têm respeito ainda que o mesmo seja construído na base do medo, e ninguém sabe nada sobre o seu passado. Ao mesmo tempo que Petra fica comovida com a história de Júlia e a quer, efetivamente, ajudar a escapar, vê nessa história também, e nessa mulher, uma fragilidade a ser explorada e alguém fácil de manipular para ter os meios necessários para conseguir escapar com sucesso.

Hugo Leal, 27 anos (Primeira e Segunda Fases)

Hugo é filho de Sandra, irmã de Júlia, e pela tia sempre foi muito acarinhado. É vizinho dos tios desde sempre e é lá que passa os finais de tarde, a ver o Gordo na televisão com a tia. Estaria ele longe de descobrir que o preço certo para tirar a tia da montra final seria uma mulher mistério que ele teria que procurar como se a sua vida dependesse disso. É um jovem excêntrico e um pinga-amor, uma constante preocupação para a sua mãe. Trabalha na papelaria A Sorte da Tia a vender raspadinhas e outros jogos da sorte, ainda que quase que tenha que implorar a quem por lá passa para se aventurar nesses jogos. Uma das suas grandes desilusões na vida é nunca ter chegado a conhecer o próprio pai.

Esmeralda Jacinto, 45 anos à data da morte (Segunda Fase)

Dona Esmeralda, como era conhecida por todos, era dona de uma das mais famosas e afortunadas papelarias cascalenses: A Sorte da Tia. O seu jeito de ser conquistava qualquer um, por ser tão humilde e genuíno, mas, por razões que ninguém conhece ou alguma vez soube explicar, ela e Sandra nunca se deram bem e por várias vezes eram encontradas em discussões triviais no meio da rua onde só faltava o carapau porque a peixaria já estava montada. Divorciou-se do marido que a traiu, e com ele teve um filho, Rodrigo, que é a luz dos seus olhos e quem ela sempre tenta proteger. Dona Esmeralda morreu com 45 anos ao cair para dentro do poço ao qual sempre ia buscar a sua água matinal, apesar dos vários avisos de que era um poço degradado e perigoso onde já se verificaram alguns acidentes ao longo do tempo. À sua morte sempre esteve atrelada uma aura de suspeita que nunca ninguém conseguiu sacudir, e é uma das razões para ser tão credível para tantas pessoas que o espírito de Dona Esmeralda esteja agora a pairar sobre A Sorte da Tia, a amaldiçoar aqueles que enriquecem e ajudam a sua arqui-inimiga.

Rodrigo Jacinto, 33 anos (Segunda Fase)

A morte precoce e inesperada da sua mãe, Dona Esmeralda, quando Rodrigo tinha 18 anos, moldou a sua forma de encarar a vida, pois nunca se conformou com a falta de informação acerca da mesma e de todos os rumores que se criararam à volta dela. Apesar de ser cobiçado por várias mulheres pela sua excelente forma física, não dá confiança a nenhuma, pois o seu dia já se encontra demasiado ocupado com o trabalho e o ginásio. Extremamente empenhado em progredir profissionalmente, chega a Procurador Geral aos 33 anos, tornando-se um dos mais novos de sempre a chegar a esse cargo. Tirando proveito da sua posição, e após encontrar algo na casa da sua mãe que o faz acreditar ainda mais que a morte não foi um mero acaso, irá começar a investigar por conta própria a morte de Dona Esmeralda, embarcando numa espiral de obsessão, na esperança de poder reabrir oficialmente o caso no futuro e trazer justiça à sua querida mãe.

Núcleos Secundários

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Núcleo Prisão (Primeira Fase)

A prisão de Tires tem um diverso conjunto de mulheres que ali foi parar graças a um enorme leque de crimes. Diferentes formas de viver neste ambiente recluso serão aqui representadas, com conflitos a nascer no mesmo berço que amizades e momentos de bom humor. Há quem queira e lute para fugir, e há quem queira ficar, achando que a reabilitação na sociedade é impossível e que só lhes resta aproveitar o que de bom conseguem tirar deste ecossistema de vidas desperdiçadas. Aqui, a linha que separa a inocência e a culpa é irrelevante, quando o julgamento de todas, por elas próprias e pela sociedade da qual foram retiradas, já foi feito.

Júlia Figueiras Araújo, 60 anos

Júlia é uma mulher pouco ambiciosa, acomodada à sua vida mundana, que é a de cuidar da casa, quintal e do marido Roberto com quem a mesma casou há 37 anos. Era professora de Português, mas desistiu da profissão para apoiar o marido, um médico em ascensão, e há 15 anos que o seu fado é a lida da casa. Entre tachos, esfregonas e mil camisas do marido para engomar, Júlia é uma mulher que pensa pouco em si. A ligação com a sua família foi-se desvanecendo ao longo dos anos e desde as morte dos pais que a única pessoa em quem realmente confia é Hugo, o seu sobrinho, e, apenas até certo grau, a sua irmã. É uma mulher discreta, cujos amigos são os amigos do marido.

A sua pacata vida muda no dia em que a polícia lhe bate à porta para a levar presa por ter assaltado um banco juntamente com o marido que foi abatido a tiro. Condenada a 10 anos de cadeia, será manipulada por Petra na prisão, ao mesmo tempo que se deixa manipular para poder ficar livre novamente e poder viver os seus últimos dias em paz.

Petra Pamela, 41 anos (vilã)

Detida no Estabelecimento Prisional de Tires, há vários anos, pela morte de um homem a sangue frio, Petra está habituada a fazer justiça pelas próprias mãos e a sujá-las também. É uma mulher destemida e que gosta de desafiar as regras, sendo que não existe uma linha clara, para ela, que separa o certo do errado, o que leva a que muitas vezes escolha o caminho menos ético para chegar ao fim que mais lhe agrada. Dentro da cadeia, é uma espécie de líder, todos lhe têm respeito ainda que o mesmo seja construído na base do medo, e ninguém sabe nada sobre o seu passado. Ao mesmo tempo que Petra fica comovida com a história de Júlia e a quer, efetivamente, ajudar a escapar, vê nessa história também, e nessa mulher, uma fragilidade a ser explorada e alguém fácil de manipular para ter os meios necessários para conseguir escapar com sucesso.

Violeta Forjães, 44 anos

Violeta é uma mulher de bem com a vida, o problema é que nem todos a entendem. Carteirista de profissão, cedo aprendeu que uma mão só é boa se estiver no bolso dos outros. Mas como é que uma carteirista acaba numa prisão como a de Tires? Parece que Violeta colocou a mão no bolso errado e roubou mais do que aquilo que sequer podia imaginar. Está sempre a catrapiscar o olho a outras presidiárias, pois as mãos podem já não entrar nos bolsos dos outros, mas podem entrar nas bolsinhas delas.

Luísa Brito dos Santos, 55 anos

Luísa era uma mulher de sucesso, dona de várias empresas herdadas do seu falecido pai. Porém, a sua ganância fê-la entrar no mundo da corrupção, e, depois de ter por duas vezes comprado o juíz atribuído aos seus casos, foi no terceiro que não encontrou margem de compra e acabou condenada. Encontra-se agora a cumprir pena no Estabelecimento Prisional de Tires, onde usaram a sua experiência de lavar dinheiro para a colocar responsável pela roupa suja da prisão. E ainda que o mesmo tenha o seu significado literal, não implica que ela não o faça de forma figurativa também, aproveitando qualquer intervalo da centrifugação para largar as maiores bombas do dia às suas colegas.

"Facadinhas", 39 anos

Facadinhas é uma das mais enigmáticas prisioneiras na cadeia onde Júlia vai parar. Na verdade, é até assustadora, tendo em conta que está presa por, após ter descoberto que o marido a traía, o ter matado com 36 facadas. Ainda que a quantidade exagerada de facadas seja justificada por ter sido com uma faca de ponta redonda, Facadinhas não conseguiu fugir à condenação. Encara a prisão como um resort, uma compensação divina pelo que o marido lhe fez, então aproveita os dias para se divertir a si e às outras. No entanto, aquando da entrada de Júlia, Facadinhas será relembrada da mãe do seu ex-marido que tinha o mesmo nome, aproveitando deliciosamente a oportunidade para fazer a Júlia o que nunca conseguiu fazer à sua desprezível sogra.

Caetana Tarno, 56 anos

Caetana é uma das prisioneiras que já se acostumou a Tires, que criou a sua rotina e insiste em vivê-la assim mesmo, não importando as novas pessoas que entram e as que saem. Adora ler, tendo um acesso especial aos novos lançamentos devido ao seu bom comportamento na prisão durante os anos em que ali esteve. Enquanto não lê, escreve. Caetana tem o hábito de enviar mensagens para a TV7 Dias acerca da sua vida e criticando também as notícias de fora que lhe chegam aos ouvidos. Após um produtor do programa Casa Feliz reparar nesta faceta colunista de Caetana, irá pegar nela, convidando-a para uma rubrica via videochamada. A partir daí, e com o coração dos portugueses nas suas mãos, a estrada da fama estará aberta para Caetana e a rotina que a mesma pensara ser eterna irá terminar quando as cartas e propostas começam a cair no seu colo, assim como o interesse das outras prisioneiras que, até então, dela não queriam saber.

Joana Tomares, 44 anos

Segurança prisional há doze anos, Joana foi destacada para exercer a sua profissão no Estabelecimento Prisional de Tires há pouco mais de cinco. Desde a sua entrada que ficara vidrada em Petra, o seu estilo de mulher, de amante. Não demorou muito até Petra se aperceber das vantagens de estar no lado bom de uma das seguranças prisionais, pelo que rapidamente atracou as garras em Joana. Outrora assertiva e dona de si mesma, em Tires, Joana trouxera ao de cima um lado seu diferente. Mais frágil, cegada por uma paixão que tem o mesmo sentido de um beco - único. Os favores iniciais que Petra lhe pedia, como arranjar chocolate ou passar uma TV7 Dias por baixo do casaco, em nada viriam a comparar-se com o que posteriormente Petra acabaria por exigir que lhe fosse dado, tornando Joana num peão que gira enquanto Petra quer e assim o permite.

 

Núcleo Leal (Primeira e Segunda Fases)

Esta é uma família com um passado que nunca conseguiu sacudir das suas costas. Acabou por lhes ser exigido, pela forma como o seu mundo evoluiu, que Sandra e Hugo fizessem um malabarismo louco entre uma papelaria e uma maldição, uma morte por resolver e os rumores adjacentes, a injusta condenação de Júlia e o mistério que poderia provar a sua inocência, e a falta de um marido e pai com a volante questão de até que ponto o mesmo é necessário. Sandra e Hugo enfrentam o que lhes cai no caminho com as mãos dadas, as mesmas com que carregam toda essa bagagem, e com os olhos postos na ideia de que os melhores dias virão.

Hugo Leal, 27 anos

Hugo é filho de Sandra, irmã de Júlia, e pela tia sempre foi muito acarinhado. É vizinho dos tios desde sempre e é lá que passa os finais de tarde, a ver o Gordo na televisão com a tia. Estaria ele longe de descobrir que o preço certo para tirar a tia da montra final seria uma mulher mistério que ele teria que procurar como se a sua vida dependesse disso. É um jovem excêntrico e um pinga-amor, uma constante preocupação para a sua mãe. Trabalha na papelaria A Sorte da Tia a vender raspadinhas e outros jogos da sorte, ainda que quase que tenha que implorar a quem por lá passa para se aventurar nesses jogos. Uma das suas grandes desilusões na vida é nunca ter chegado a conhecer o próprio pai.

Sandra Figueiras Leal, 57 anos

Sandra é a irmã mais velha de Júlia. Apesar de não terem a melhor das relações e a prisão de Júlia ter levado ao previsível afastamento das duas, Sandra sempre acreditou na inocência da irmã. É conhecida em Cascais como a mulher que odiava a Dona Esmeralda, e a rixa das duas era tão grande que se criaram rumores malucos como o de que Sandra rezava quatro terços todas as noites para que algo acontecesse a Esmeralda no dia seguinte. Uma das rezas acabou por fazer efeito, é certo, sendo que Dona Esmeralda caiu no poço e nunca mais foi vista a vender raspadinhas. O que viria a seguir para a vida de Sandra, no entanto, seriam burburinhos, olhares de lado e julgamentos populares por uma morte na qual não teve dedo. Posta de lado por parte do sítio onde sempre vivera, agarrou-se como nunca a Hugo, para que o mesmo crescesse sob a sua asa, protegido das más línguas e maus olhados. Descobrirá que tem uma doença terminal, o que a leva a procurar o pai do seu filho, na esperança de encontrar a pessoa que continuará de olho em Hugo, agora que Sandra tem os dias contados e que não pode mais contar com Júlia.

Humberto Leal, 55 anos

Humberto era piloto na TAP mas fazia questão de nunca deixar nenhum fuso horário se intrometer entre a sua relação com Sandra - a mulher da sua vida, a quem fez inúmeras promessas e juras de amor. Após ser despedido da companhia aérea, e rendido a uma vida mais modesta a trabalhar no talho do Pingo Doce, Humberto só precisou da notícia de que Sandra estava grávida para relembrar o antigo emprego e fazer as malas para embarcar para fora da vida dela. Anos depois, Sandra acaba por encontrá-lo, não porque ele se tenha escondido bem, mas porque nunca ninguém teve realmente interesse em tê-lo de volta a ponto de o ir procurar. Sandra fala-lhe de Hugo e da situação que ambos estão atualmente a viver e Humberto decide regressar a Cascais para dar uma segunda oportunidade a uma vida à qual nem a primeira deu. O seu regresso vai levantar muitas questões na vila, nomeadamente umas que preferia que ficassem debaixo do tapete.

 

Núcleo Lima (Segunda Fase)

A vida de um casal é virada ao contrário quando a maldição de Dona Esmeralda encontra o caminho para se infiltrar na vida dos dois e do filho. A partir desse momento, aquele que era um lar aconchegante, de uma família que se amava, começa a albergar várias infortunas que conduzem Vando e Patrícia para o abismo da sua relação. O amor dos dois nasceu num acaso, num encontro inesperado, e se foi a sorte que serviu de base de construção, poderia a falta dela levar às ruínas tudo o que havia sido elevado até agora?

Vando Lima, 51 anos

Mudou-se há um ano para Cascais, juntamente com a esposa e o filho João de 7 anos, devido a uma oportunidade de emprego que surgira a Patrícia e que ele insistiu para que a mulher aceitasse. Sempre viveram como uma família feliz a quem a sorte sorria. Cético em relação a tudo o que não seja provado pela ciência, Vando sempre viveu de factos e nada mais do que isso. Pouco tempo depois de se mudar para Cascais, decide aventurar-se n'A Sorte Da Tia, não por querer enriquecer com as raspadinhas, mas por querer desafiar as pessoas que o aconselhavam a se afastar daquela papelaria devido à maldição. Após levantar os 5€ que ganhou na raspadinha, a vida de Vando nunca mais foi a mesma, sendo que a má sorte lhe começou a bater à porta, em todos os aspetos pessoais e profissionais. Por entre as dificuldades económicas que começariam a abrigar, é feito o diagnóstico de um tumor cerebral ao filho que faz Vando largar tudo aquilo em que acreditava até então e se render à maldição de Dona Esmeralda. Contrariamente à vontade de Patrícia, começará a enveredar pelos caminhos da tarologia, ocultismo e os mais variados gurus para tentar reverter a maldição que acredita ter a pairar sobre si, tornando-se num alvo fácil para os maiores burlões de Cascais.

Patrícia Lima, 43 anos

Enfermeira no Hospital Santa Justa e esposa de Vando, mudou de casa com a família para poder continuar a evoluir enquanto profissional. É apaixonada pelo que faz e acredita que qualquer vida pode ser salva. Olham para ela como a alma do Hospital, aquela que tenta ao máximo ajudar os pacientes, apoiando-os e tendo especial atenção ao seu conforto, e também aquela que tenta juntar os seus colegas aos pares, talvez por ter assistido a demasiadas temporadas de Grey's Anatomy. No meio de todas as adversidades que a vida atirará para o seu caminho após a raspadinha de 5€, mantém a cabeça erguida e nunca baixa os braços, continuando a lutar como se o seu destino continuasse a depender apenas de si e não de uma maldição. O diagnóstico do filho criará uma fricção na sua relação com Vando devido às diferentes formas de abordar a situação que ambos acabariam por adotar.

 

Núcleo Quem Quer Namorar com o Procurador? (Segunda Fase)

Se antes, Rodrigo já era o homem mais cobiçado do momento, ainda mais nele se tornou quando foi promovido a Procurador Geral. Com um físico bem definido e uma voz profunda, conquistou a atenção especial de três betas de Cascais. Não reciprocando essa mesma atenção, acabou por indiretamente criar uma competição entre as três, que culminaria num grupo de WhatsApp onde elas lutam pelo coração de Rodrigo e se sabotam umas às outras. No meio desta confusão e de três betas alienadas, estará Rodrigo aos amassos com Hugo nas ruas escuras e nos grandes hotéis, longe dos olhares não aprovadores das respetivas famílias.

Rodrigo Jacinto, 33 anos

A morte precoce e inesperada da sua mãe, Dona Esmeralda, quando Rodrigo tinha 18 anos, moldou a sua forma de encarar a vida, pois nunca se conformou com a falta de informação acerca da mesma e de todos os rumores que se criararam à volta dela. Apesar de ser cobiçado por várias mulheres pela sua excelente forma física, não dá confiança a nenhuma, pois o seu dia já se encontra demasiado ocupado com o trabalho e o ginásio. Extremamente empenhado em progredir profissionalmente, chega a Procurador Geral aos 33 anos, tornando-se um dos mais novos de sempre a chegar a esse cargo. Tirando proveito da sua posição, e após encontrar algo na casa da sua mãe que o faz acreditar ainda mais que a morte não foi um mero acaso, irá começar a investigar por conta própria a morte de Dona Esmeralda, embarcando numa espiral de obsessão, na esperança de poder reabrir oficialmente o caso no futuro e trazer justiça à sua querida mãe.

Hugo Leal, 27 anos

Hugo é filho de Sandra, irmã de Júlia, e pela tia sempre foi muito acarinhado. É vizinho dos tios desde sempre e é lá que passa os finais de tarde, a ver o Gordo na televisão com a tia. Estaria ele longe de descobrir que o preço certo para tirar a tia da montra final seria uma mulher mistério que ele teria que procurar como se a sua vida dependesse disso. É um jovem excêntrico e um pinga-amor, uma constante preocupação para a sua mãe. Trabalha na papelaria A Sorte da Tia a vender raspadinhas e outros jogos da sorte, ainda que quase que tenha que implorar a quem por lá passa para se aventurar nesses jogos. Uma das suas grandes desilusões na vida é nunca ter chegado a conhecer o próprio pai.

Pilar dos Anjos, 25 anos

É a única das três betas que não nasceu num berço de ouro, acabando por receber alguns comentários negativos por parte da comunidade beta relativamente a essa sua situação prévia. No entanto, aproveita as vantagens do seu passado, um período de tempo que lhe ensinou algo que nenhuma das outras duas sabe: uma caneca de arroz, duas de água. E é pela barriga que se conquista um homem.

Maria Miguel Sottomayor (MariMi), 23 anos (vilã)

Loirinha de olhos azuis, tem no pai o seu grande ombro amigo, aquele em quem confia tudo, até as suas malas da Bimba y Lola. Com um quê de obsessão, MariMi já criou uma narrativa para a sua relação com Rodrigo e tem a mesma registada num livro de colagens. Levando a competição talvez demasiado a sério, MariMi fará um jogo sujo, disposta a fazer o que for preciso para garantir que o seu livro de colagens transcenda para uma realidade palpável às suas mãos sempre devidamente desinfetadas com álcool gel perfumado.

Concha Chalamel, 23 anos

Concha tem um sorriso contagiante e uma atitude de estar na vida que coloca um brilho nos olhos a qualquer um. Se fosse uma atriz, seria a Rita Pereira. Não pelo seu talento de representação, que é nulo, e muito menos pelos seus atributos, que de naturais têm muito pouco. É sim porque tem um olho no Procurador e outro na direção oposta, colocado em MariMi por quem sempre teve uma pequena crush, aproveitando todo este circo que criaram para se aproximar dela e ter um plano B, caso o plano A não chegue a bom porto.

Banda sonora

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Carolina Deslandes - Tempestade (tema de genérico e de transição)

Como a própria música indica, temos várias tempestades nesta novela, cada uma presa no seu próprio copo de água que ameaça partir a qualquer momento e soltar toda a mágoa guardada. Este cenário é especialmente aplicável à protagonista Júlia. A sonoridade calma e intensa complementa a letra e a sensação de um crescendo.

 

Hans Zimmer - Someone Lived This (tema geral)

Imersivo, cria um ambiente de incerteza, de receio. Drama. A pedir para os espectadores colocarem os fones para serem completamente afundados na qualidade deste som, enquanto sentem as emoções da sua novela.

 

Hans Zimmer - Cornfield Chase (tema geral)

Ouvir este tema é como sentir o mundo a desdobrar-se nas nossas mãos, a retirada de capas aos mistérios, a queda das máscaras e a o verdadeiro significado de tudo a olhar-nos de frente. Uma sensação de descoberta que emociona e impacta.

 

Zola Blood - The Only Thing (tema geral)

Denso como uma pedra, é um tema apropriado para as cenas mais dramáticas. Não pertence a nenhum núcleo específico, devido à sua atmosfera camaleónica, que o permite ajustar-se a diferentes situações.

 

Ana Moura - Andorinhas (tema da personagem Júlia Figueiras Araújo e tema de transição)

Nesta canção, é feita uma referência clara às andorinhas, sendo-lhes gabada a sua liberdade. Da mesma forma, Roberto cortou as asas a Júlia, que se encontra privada da liberdade que essas aves têm e só quer levantar os pés do chão e voar, enquanto for possível. Esta música servirá também como tema de transição entre algumas cenas.

 

Diodato - Fai Rumore (tema das personagens Júlia Figueiras Araújo e Roberto Leal)

A letra desta canção descreve perfeitamente a relação de Júlia e Roberto, os seus altos e baixos. O amor forte que torna impossível um afastamento, ainda que esse amor faça mais vezes sofrer do que cuidar.

 

ELISA - Este Meu Jeito (tema do núcleo Prisão)

Descontraído e alegre, é um tema perfeito para acompanhar os momentos leves da prisão, especialmente os de bisbilhotice na lavandaria. A letra relaciona-se com as personagens deste núcleo, mulheres com um jeito peculiar.

 

Yebba - Boomerang (tema da fuga da Prisão)

Como um boomerang, as reclusas foram atiradas para a prisão e pretendem voltar agora ao sítio de onde partiram. Uma música quente adequa-se às conspirações e ações que as personagens farão para atingir a prometida viagem de regresso.

 

Bárbara Tinoco, Carlão - Advogado (tema das personagens Petra Pamela e Joana Tomares)

Este tema reflete a relação picante de Petra e Joana, mulheres cheias de segredos e mistérios, que se desvendam uma à outra. A letra define um envolvimento proibido e errado aos olhos da lei, como o das duas.

 

The Statler Brothers - Flowers On The Wall (tema da personagem Caetana Tarno)

Este tema espelha a mudança que ocorre em Caetana, desde a vida acostumada à olhar para as paredes do seu cantinho, até à mudança que a mesma irá sofrer, atirada para os holofotes. A sonoridade da música casa perfeitamente com a personalidade parvinha de Caetana.

 

António Zambujo - O Sol De Azar (tema do núcleo Lima)

Sol de azar, mas, para esta família, não é só de dia que aparece a má sorte. Pelo menos, ao contrário do António, vão fazer mais do que se queixar e tentar fazer pela própria sorte.

 

Clinton Kane - I GUESS I'M IN LOVE (tema das personagens Hugo Leal e Rodrigo Jacinto)

Uma música lamechas para o casalinho cheio de borboletas na barriga, cujas famílias não são melhores amigas, o Romeu e Julieta de Cascais.

 

Cláudia Pascoal - Espalha Brasas (tema do núcleo Quem Quer Namorar com o Procurador?)

Elas são brasas, mas de certeza que não vai ser Rodrigo a espalhá-las. A música vai divertindo e refletindo o vai e não vem que será esta caricata história de amor de três betas por um gay.

Elenco

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Daniela Melchior, no papel de Júlia Figueiras Araújo, 22-24 anos

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Joana Solnado, no papel de Júlia Figueiras Araújo, 34-39 anos

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Manuela Couto, no papel de Júlia Figueiras Araújo, 55-60 anos

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Depois de tantos anos colada ao marido, despojada da vida que almejava ter, Júlia vê-se envolvida num crime que não praticou, mas que a enjaulou na cadeia. É aí que irá experienciar uma raiva e uma angústia sem precedentes.

 

Marcos Pigossi, no papel de Roberto Araújo, 27-29 anos

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Bruno Gagliasso, no papel de Roberto Araújo, 39-44 anos

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Humberto Martins, no papel de Roberto Araújo, 60-65 anos

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Reconhecido médico de caráter forte e humor ácido, Roberto tem na mulher, Júlia, o pilar que estrutura a sua vida e o seu dia a dia. A sua vida termina no dia em que decide assaltar um banco, com motivos que ninguém parece entender.

 

Joana Seixas, no papel de Petra Pamela, 41 anos (vilã)

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A mais temida das presidiárias, Petra, astuta, irá aproximar-se da guarda prisional Joana para obter o que deseja. Será a chave que pode dar o acesso à liberdade para Petra e outras mulheres.

 

João Pereira, no papel de Hugo Leal (criança), 15 anos

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Rodrigo Tomás, no papel de Hugo Leal, 27 anos

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Hugo luta por uma mudança na sorte da papelaria da mãe, ao mesmo tempo que apoiará a tia Júlia na fase mais difícil da sua vida.

 

Madalena Almeida, no papel de Esmeralda Jacinto, 25 anos

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Carla Vasconcelos, no papel de Esmeralda Jacinto, 45 anos

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Esmeralda foi a grande inimiga de Sandra e, mesmo depois de morta, continua a atormentar a vida e o negócio desta.

 

Miguel Amorim, no papel de Rodrigo Jacinto (jovem), 18 anos

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Duarte Gomes, no papel de Rodrigo Jacinto, 33 anos

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Extremamente focado no seu novo cargo de Procurador-Geral da República, Rodrigo vai ser desafiado por novas pistas sobre a morte da mãe há 15 anos e pelo amor.

 

Patrícia Tavares, no papel de Violeta Forjães, 44 anos

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Violeta é uma mulher atrevida que não tem medo nem de ir à carteira nem ao coração dos outros.

 

Sofia Sá da Bandeira, no papel de Luísa Brito dos Santos, 55 anos

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Sofia já foi uma mulher de sucesso, mas, depois de ter deitado tudo a perder com a sua ganância, agora diverte-se a lavar a roupa suja das outras presidiárias e a fofocar com estas.

 

Mina Andala, no papel de “Facadinhas”, 39 anos

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Para esta mulher, a prisão é o paraíso. Mas quando Júlia chega, vem-lhe à memória a malvada sogra do marido que matou.

 

Noémia Costa, no papel de Caetana Tarno, 56 anos

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Caetana é uma presidiária rotinada, mas, quando um produtor da Casa Feliz repara nela, a sua vida muda para sempre.

 

Maria João Bastos, no papel de Joana Tomares, 44 anos

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Joana, guarda prisional na cadeia, vai cair nas garras de Petra e ser gato-sapato nas mãos desta.

 

Júlia Belard, no papel de Sandra Figueiras Leal, 30 anos

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Margarida Marinho, no papel de Sandra Figueiras Leal, 57 anos

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Após a morte da sua arqui-inimiga, Sandra nunca mais viu dias felizes. Com uma aura de azar a pairar sobre si, virá tudo complicar-se quando descobre ter uma doença terminal, ao mesmo tempo que procura o pai do seu filho.

 

João Jesus, no papel de Humberto Leal (jovem adulto), 28 anos

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João Reis, no papel de Humberto Leal, 55 anos

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Desaparecido dos radares desde que soube que ia ser pai (de Hugo), Humberto regressa a Cascais após o contacto desesperado de Sandra e depressa que começa a perceber por que razão esteve longe.

 

Pêpê Rapazote, no papel de Vando Lima, 51 anos

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Inundado por uma maré de azar, a vida de Vando sofre o maior abanão quando o filho fica gravemente doente. A forma como irá lidar com a situação irá abalar o casamento.

 

Dina Félix da Costa, no papel de Patrícia Lima, 43 anos

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Após a amaldiçoada raspadinha de 5€, a família de Patrícia nunca mais será a mesma e a doença do filho levará o seu casamento ao limite.

 

Jani Zhao, no papel de Pilar dos Anjos, 25 anos

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Olhada de lado por vários membros da comunidade beta cascalense, Pilar não se deixa abalar e (acha que) sabe bem como pode conquistar o homem do momento, Rodrigo.

 

Margarida Bakker, no papel de Maria Miguel Sottomayor (MariMi), 23 anos (vilã)

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MariMi não olha a meios para atingir os fins e, mesmo que um dia tenha de descer do salto, Rodrigo será seu.

 

Júlia Palha, no papel de Concha Chalamel, 23 anos

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Dona do corpo de sonho beta, Concha não vai acabar sozinha. Mesmo que Rodrigo não morda o isco, Concha está convencida que MariMi lhe vai lavar a ameijoa.

 

Decores/locais de gravação

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Prisão (Estabelecimento Prisional de Tires)

Entrada:

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Corredores dos dormitórios:

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Cela Júlia/Petra:

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Cela Caetana:

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Lavandaria:

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Refeitório:

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Sala de visitas:

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Recreio:

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A prisão, sem deixar de ser um local de clausura e tensão, tem também cor e espaço para uma convivência mais pacífica entre reclusas.

 

Casa do núcleo Araújo

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Jardim/quintal:

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Sala:

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Cozinha:

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Quarto:

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É a casa de toda a vida de Roberto e Júlia, que esta foi tentando modernizar ao longo dos anos, embora sem grande sucesso.

 

Casa do núcleo Leal

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Sala:

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Cozinha:

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Escritório:

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A velha casa de Sandra e Hugo foi remodelada ao gosto da matriarca na altura em que adquiriu a papelaria, pois esta achava que o negócio deixar a família rica, embora tal não tenha acontecido.

 

Casa do núcleo Jacinto (Esmeralda Jacinto e Rodrigo Jacinto (jovem adulto))

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Sala de jantar:

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Quarto:

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A casa onde vivia Esmeralda e Rodrigo durante a infância e adolescência deste, grande e vazia, será palco de diversos flashbacks.

 

Casa do núcleo Lima

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Pátio exterior:

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Sala:

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Cozinha:

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Quarto do casal:

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A casa do casal Vando e Patrícia reflete a carência económica desta família, desde os móveis baratos até à ausência de uma simples televisão na sala.

 

Casa de Rodrigo Jacinto

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Pátio exterior:

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Sala:

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Quarto:

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A habitação de Rodrigo, arejada, moderna e com espaço para receber amigos, tem tudo a ver com um jovem em ascensão.

 

Hospital de Santa Justa (local de trabalho de Patrícia e Roberto)

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Urgências:

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Escritório de Roberto:

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É no Hospital de Santa Justa que Patrícia Lima trabalha e será neste que o filho desta lutará pela vida. O hospital aparecerá ainda em flashbacks de Roberto, nomeadamente no seu escritório.

 

Ginásio CascaGym (núcleo Quem Quer Namorar com o Procurador)

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O ginásio é um dos locais de eleição de Rodrigo e onde as betas vão aparecer constantemente para se deleitarem e definirem os seus glúteos.

 

Praça no centro de Cascais (núcleo Quem Quer Namorar com o Procurador)

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A praça no coração da vila será a passadeira vermelha para as betas desfilarem as suas novas indumentárias.

 

Poço da Água Santa (Esmeralda Jacinto)

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Era neste poço, na parte rural do concelho de Cascais, que Dona Esmeralda ia buscar água recorrentemente e onde acabou por perder a vida.

Plot twist

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Após vermos Hugo cada vez mais perto da mulher mistério, este recebe o maior sinal de alerta quando sabe da notícia da morte do filho dos Lima, devido a complicações numa operação de remoção de um tumor que os pais jamais teriam o dinheiro para pagar. Confrontando Patrícia com o que achava que a mesma tinha feito, colocando-lhe a culpa do decaimento psicológico da tia na prisão, a mesma desaba e confessa aquilo que sempre guardou…

Há um ano, aquando da chegada dos Lima a Cascais, Roberto acabou por ajudar Patrícia a integrar-se no hospital, vendo-se a si mesmo nela na forma como encarava o seu trabalho e aquele lugar. Foi uma amizade que se foi desenvolvendo e em Roberto Patrícia via um confidente, alguém para a ajudar com dúvidas profissionais mas também um pilar onde se podia apoiar com os seus problemas pessoais que incluíam o tumor do filho. Três meses antes do assalto, Roberto assumiu o papel de reformado e fez o plano quase perfeito, com o objetivo de dar a Patrícia o dinheiro que ela precisava. Patrícia aceitou, ainda que relutante, a proposta feita pelo ex-médico, sem fazer ideia de que as culpas daquilo que iria fazer recairiam sobre Júlia, algo que se encaixava no leque de objetivos de Roberto - Estragar a vida da mulher. Porquê? Como está escrito na sinopse, na primeira fase foi-nos apresentada a história de Júlia. Mas não era a história da Júlia enquanto personagem, mas sim enquanto autora. Os papéis atribuídos àqueles que a rodeavam e as situações descritas e representadas são nada mais do que cenários realistas envoltos num véu de mentira colocado por aquela que, outrora protagonista, se revelará a verdadeira antagonista da história. Agora na segunda fase, na história da verdade, as máscaras de todos irão cair e vemos realmente como todos são, pelos nossos olhos, não pelos de Júlia. A relação de Júlia e Roberto, que anteriormente parecera praticamente perfeita, é agora colocada sob uma lupa e os abusos psicológicos pelos quais Roberto passava serão expostos. Sendo mantido numa trela cada vez mais apertada, preso por vergonhas e erros do passado, Roberto não encontra desvio enquanto caminha para o abismo para o qual Júlia o guia. É no desespero que planeia a derradeira vingança - já que não consegue fazer a mulher pagar pelo que ela faz, irá colocá-la perante a justiça, culpada, por algo que nunca fez. Usando parte do seu dinheiro para pagar a reféns para corroborar a sua história, e levando cabelos e gravações de voz de Júlia para o assalto, Roberto torna a sua identificação quase impossível de não ser feita, ainda para mais quando trata a cúmplice Patrícia pelo nome da mulher. Ele nunca havia planeado sair vivo do assalto, sendo que usou a refém para atrair a atenção da polícia enquanto Patrícia fugia por outro lado com o dinheiro.

Agora, no presente, temos Patrícia a ser presa pelo assalto e Júlia ilibada e posta em liberdade. Leva consigo tudo o que havia reunido para Petra, deitando por terra o plano de fuga e criando uma raiva na mulher que se vê, de novo, presa e de porta completamente fechada. Havendo um salto temporal de um ano na novela, começaremos a acompanhar a investigação de Rodrigo, e o regresso de Petra a Cascais, após um recurso colocado pelo seu advogado. A história dará uma reviravolta quando, semanas após a chegada de Humberto e Petra, o corpo de Sandra é encontrado no fundo do poço onde Esmeralda havia caído e Júlia, Hugo e Rodrigo vêem os seus caminhos, aparentemente, mais cruzados do que os destinos da Alexandra Lencastre na TVI.

Final da novela

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Humberto ... Vando ... Patrícia

Humberto acaba por assumir o negócio das raspadinhas, juntamente com Hugo, encontrando assim, pela primeira vez, o seu propósito em Cascais. Coincidência ou não, parece que a tomada de posse de Humberto trouxe uma nova sorte aos jogadores que se aventuraram a comprar n'A Sorte da Tia com vários prémios altos a sair sem maldição atrelada. Um dos afortunados é Vando, que, após uma maré de azar, volta a tentar a sua sorte na renovada papelaria e fica milionário. Com a mulher ainda presa em Tires, Vando encanta-se pelo mundo do tarot, numa tentativa de salvação da alma, e acaba a investir na formação nessa área com o dinheiro que ganhou, com o intuito de se tornar um mestre das cartas e ajudar os outros como também ele foi ajudado.

Sandra ... Esmeralda

O motivo da maior rixa de Cascais é-nos finalmente revelado. A sociedade de há 15 anos não é a mesma de agora, a visão fechada em relação ao conceito de amor e de como o mesmo deve existir impediu duas mulheres de viver o que sentiam. Para conseguirem em pequenos momentos concretizar esse sentimento, criaram uma rivalidade histórica que esconderia esse profundo amor que nutriam uma pela outra. Na manhã da morte de Esmeralda, ambas haviam estado no poço envolvidas num momento romântico. Indo embora antes de Esmeralda, e uns passos à frente, Sandra acaba por ouvir a sua amante a acidentalmente cair no poço. Corre em seu auxílio mas encontra um corpo que não lhe devolve o eco que Sandra lhe enviava. Esta liga para o 112 e foge com medo da culpa que em si cairia graças ao histórico de ambas. Acaba por comprar a papelaria, garantindo que o legado de Esmeralda não morre. No presente, Júlia traz à tona um bilhete que havia encontrado, há anos, em que Esmeralda combinava encontrar-se com Sandra no poço no dia em que morreria. Júlia pressiona Sandra a entrar nos seus esquemas ou entregaria aquele bilhete a Rodrigo. Encarando agora um futuro certo na prisão a menos que se vendesse à podridão que a sua irmã se tornou, e não querendo viver o resto da sua doença enclausurada, Sandra regressa ao poço onde perdeu o seu grande amor, e para lá se atira imaginando Esmeralda no fundo do mesmo de braços abertos.

Rodrigo ... Hugo ... Pilar ... MariMi ... Concha

Numa coincidência do destino, temos os dois filhos destas mulheres também eles a viver um amor proibido. Hugo e Rodrigo, alheios a histórias do passado, acabam por encontrar a paz de espírito para se assumir e viver a história de amor que foi negada às suas mães. Despojadas do Procurador, as betas acabam por encontrar o rumo, ou perdê-lo. Pilar resolve abrir um restaurante, "Wok Me Up Before You Go Go", revolucionando a gastronomia cascalense com as suas receitas, conquistando as barrigas dos homens e das mulheres também. Já MariMi, endividada até ao pescoço devido às suas compras excessivas, vê-se obrigada a vender a casa oferecida pelos pais e a ter de viver no seu iate de apenas 50 metros quadrados. Sem conseguir conquistar Rodrigo ou MariMi, Concha compra uma quinta e começa a ter formação em agricultura, na esperança de no futuro a SIC a chamar para protagonizar uma temporada do dating show e, finalmente, encontrar o amor.

Júlia ... Petra

Após Hugo encontrar o bilhete que Júlia usara para fazer chantagem a Sandra, este interpreta-o como sendo de Esmeralda para a tia e não para a mãe. Chocado com a descoberta que achara que tinha feito e desiludido com a tia que deixou os dedos serem apontados a Sandra, entrega-o depois a Rodrigo que ficara com a sua investigação focada num único suspeito. Ligando outras provas circunstanciais e comportamentos suspeitos, como o de Júlia ter virado dona de casa logo após a morte de Esmeralda, Rodrigo confronta-a e garante que a vai voltar a meter atrás das grades usando a sua influência para preencher quaisquer lacunas que o caso possa ter. Ironicamente, Júlia vê-se novamente livre dos crimes que cometeu e prestes a ser presa por algo que, novamente, não havia feito. Foge, portanto, de Cascais, diretamente para um destino exótico onde pretende viver o resto dos seus dias, onde ninguém a reconhece, onde não tem raízes para serem cortadas nem espinhos onde se cortar. Numa última imagem da vilã, vemos o seu sorriso a desvanecer junto à praia, dando lugar a uma expressão de uma mulher que, mesmo superando tudo, viverá o resto dos seus dias com nada nem ninguém que tenha realmente valor para ela. Com Júlia fora do seu radar, Petra apercebe-se de que não só saiu derrotada do confronto das duas, como também perdeu a única coisa pelo qual lutava desde que saiu da prisão. Entrando numa crise existencial, não conseguindo arranjar emprego, com as poupanças a escassear, e não conseguindo reajustar-se à população de Cascais, Petra assalta A Sorte da Tia. Um assalto que, na verdade, foi planeado por Petra para se despojar a si mesma da liberdade que outrora desejava, acabando por regressar ao sítio onde tinha total controlo, onde era realmente livre sem saber: A prisão de Tires.

Esta foi uma história com base naquilo que podemos alcançar despojando os outros e em como nós mesmos passamos a agir quando despojados. Muitas destas personagens lutaram por algo durante a história - pela vida, pela liberdade, por amor -, com base no que as três coisas representam, esquecendo aquilo que elas realmente significam. Às vezes a vida torna-se apenas em sobrevivência, o desejo de liberdade numa mera prisão, o amor somente numa ilusão. Foi quando as personagens se despojaram dos conceitos que todos definimos como padrão, que conseguiram redefini-los para aquilo que, para elas e para a sua jornada, são os certos. Só despojados é que conseguimos ver tudo pelo que realmente é, superar e avançar com a nossa história e, por isso, nada disto foi um final, acabando, sim, por ser um novo início para todos.

Edited by Filipe S.
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agui

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Bem, o logotipo tem um conceito interessante e coerente com a proposta e o próprio título. A fonte também orienta um caráter clássico. Uma ideia congruente para uma realização que efetivamente está aquém. Em relação ao slogan, aprecio muito, nomeadamente a dualidade ambígua que carrega a aura da premissa.

Originalidade (0 a 2): 1,5
Coerência (0 a 4): 3,7
Cunho pessoal do concorrente (0 a 3): 2,5
Gosto pessoal do jurado (0 a 6): 4,5

Não digo que foi uma trajetória ascendente, mas foi um percurso seguro. Os tropeços pelo caminho não põem em causa a surpresa que este foi, sem dúvida uma lufada de ar fresco no concurso.

Avaliação geral da proposta - 4.1

Total (0 a 20) - 16.3 pontos

André

Spoiler

Logo simples mas eficaz, com um ar clássico. Gostei do efeito no último “a”, com a luz a desvanecer, remetendo para o nome da novela. 

Gostei também do slogan da novela, a luz tem que vencer sempre a escuridão.

Originalidade - 1.7
Coerência à proposta global - 3.2
Cunho pessoal - 2.4
Gosto pessoal do júri - 5.4

Um projeto que teve um início muito atribulado mas que se conseguiu reerguer após aquele espirro entalado na garganta ter saído. A partir daí conseguiu recompor-se, sem nunca deixar de lado as frases intermináveis. Felizmente teve um final digno. Santinho!

Avaliação geral da proposta - 4.0

Total (0 a 20) - 16.7 pontos

Fernando

Spoiler

O logo é demasiado simples mas  não fica desenquadrado da temática da novela. A cor e a fonte utilizadas são coerentes com os temas tratados. O slogan é um bocadinho confuso, uma explicação poderia ter ajudado.

Originalidade - 0.9
Coerência à proposta global - 2.3
Cunho pessoal -  2.4
Gosto pessoal do júri - 3.3

A sinopse foi muito promissora e original mas nos desafios seguintes houve alguns erros que acabaram por estragar um bom percurso que poderia vir a ter. Diria que os principais erros foram  algumas das personagens do núcleo secundário e a primeira versão dos décores, além de alguns erros ortográficos em alguma das fases. O uso do primeiro trunfo foi um desperdício, acho que se o tivesses guardado para o fim poderia ter-te ajudado mais. Já o segundo podia ter sido ainda melhor aproveitado, ainda assim apagou parte do problema. Em suma, não foi tudo péssimo mas confesso que me fui desiludindo.

Avaliação geral da proposta - 3.5

Total (0 a 20) - 12.4 pontos

 

Edited by Filipe S.
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agui

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Uma proposta projetada com uma concepção atraente na sua base e em harmonia com a história. Já o logotipo parece-me mais abstrato, não me repulsa, tampouco me cativa - assim como a elaboração visual. Também não admiro o slogan e o seu tom épico-colonial, mas coerente tenho que anuir que é.

Originalidade - 1.3
Coerência à proposta global - 3.1
Cunho pessoal - 1.8
Gosto pessoal do júri - 4.8

Inevitavelmente foi a novela que menos gostei. Sempre o considerei demasiado amarrado às fórmulas desgastadas e fantasiosas das novelas portuguesas, mas não posso deixar de parabenizar o esforço em levar o projeto avante, com o mesmo fulgor do início. Sem dúvida um dos trabalhos com mais esmero e vontade de concebê-lo.

Avaliação geral da proposta - 3.4

Total (0 a 20) - 14.4 pontos

André

Spoiler

Logo muito elegante, boa conjugação do dourado e boa ligação tanto ao título como à história da novela. Os labirintos foram também uma escolha interessante e diferente. 

O logo também foi bem escolhido, simples e combina bem com o título da novela.

Originalidade - 1.3
Coerência à proposta global - 3.2
Cunho pessoal - 2.2
Gosto pessoal do júri - 4.9

Um projecto que se iniciou firme e que se assim manteve, com uma fase mais atribulada. Nunca se destacou muito mas também nunca desapontou. 

Avaliação geral da proposta - 3.8

Total (0 a 20) - 15.4 pontos

Fernando

Spoiler

Acho o logo muito elegante, gostei principalmente das cores. A ideia dos labirintos é engraçada e coerente com a proposta da novela.Já o slogan é simples e não é muito original mas soa bem não só com o título como reflete a temática da novela.

Originalidade - 1.4
Coerência à proposta global - 3.0
Cunho pessoal - 2.6
Gosto pessoal do júri - 4.0

Este projeto começou mal pela falta de originalidade da sinopse, porém, mesmo não tendo sido o mais original dos projetos, acabou por ganhar na coerência, manteve-se sempre fiel à  sua proposta. Os dois trunfos foram bem utilizados. Foi um projeto que, na minha opinião, foi num crescendo e acabou por ganhar o seu “lugar ao sol”. Acho que foi um bom trabalho, ainda que com as sua limitações.

Avaliação geral da proposta - 3.8

Total (0 a 20) - 14.8 pontos

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agui

Spoiler

Que logotipo pavoroso oof. Nem combina com o estilo da novela e ainda tem uma cruz enfiada pelo meio. O Ruy de Carvalho tem quase 100 anos gloriosos de carreira, não merecia estar ao lado daquele trambolho. De resto, gosto do slogan, uma antítese que aborda a premissa de uma perspetiva mais poética.

Originalidade (0 a 2): 1,1
Coerência (0 a 4): 2,4
Cunho pessoal do concorrente (0 a 3): 1,8
Gosto pessoal do jurado (0 a 6): 3,4

Um projeto que começou com a admiração de todo o público, todavia não fez jus à expectativa depositada. Apesar de laivos de excelência, como por exemplo a escrita, o pouco conteúdo que havia perdeu o tom e o diferencial da premissa. Potencial sempre houve.

Avaliação geral da proposta - 3.8

Total (0 a 20) - 12.5 pontos

André

Spoiler

Não gostei muito do logo. Não aprecio muito a fonte e a cruz acredito que ficava melhor no lugar do “I”. O slogan combina com a novela e é diferente. 

Originalidade - 1.1
Coerência à proposta global - 2.9
Cunho pessoal - 2.2
Gosto pessoal do júri - 4.4

Começou muito bem e com muita qualidade e uma escrita que esteve sempre excelente. Mas sinto que com o tempo foi perdendo o seu encanto e a sua originalidade. É pena, tinha capacidade para muito mais. Fica para a próxima. 

Avaliação geral da proposta - 4.1

Total (0 a 20) - 14.7 pontos

Fernando

Spoiler

Não fiquei fã da fonte utilizada. A inserção da cruz foi um ideia interessante, acaba por dar algum dinamismo ao logo. O slogan faz sentido com o que é contado na história e acho uma frase original, não caindo nos lugares comuns. Explica e tem originalidade, gosto.

Originalidade - 1.1
Coerência à proposta global - 3.2
Cunho pessoal -  3
Gosto pessoal do júri - 3.6

Foi um projeto muito estável, manteve quase sempre a mesma posição e nunca teve problemas muito sonantes. Onde esta novela conseguiu se destacar foi no estilo de escrita. Mesmo que o conteúdo do que estava lá escrito não fosse a coisa mais interessante do mundo, a maneira como estava escrito cativa o leitor. Nos desafios onde a escrita não era tão necessária também não correu mal, foi sempre um projeto com consistência e coerência.

Em suma, é um projeto muito bem escrito e com um temática interessante, manteve-se sempre fiel àquilo que se propôs.

Avaliação geral da proposta - 4.4

Total (0 a 20) - 15.3 pontos

 

Edited by Filipe S.
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agui

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Vocês conseguem dar um conceito até a um banal solo de ladrilhos laranja (conceito muito bonito, por sinal). Um logotipo interessante, nomeadamente o jogo de cores que representam a dualidade de história e o próprio título - apesar de algumas letras menos bonitas e me lembrar grafismo de jogo da playstation. Também acho que o título é tão vasto que haveria caminhos melhores para ir ao seu encontro. Aprecio o primeiro slogan, já o segundo é demasiado genérico.

Originalidade - 1.7
Coerência à proposta global - 3.3
Cunho pessoal - 2.7
Gosto pessoal do júri - 5.3

Um trabalho de excelência. Os meus vizinhxs sempre na vanguarda :eat: Originalidade e cunho pessoal foram as imagens de marca, o título foi logo exemplo disso. Tudo estava pensado ao pormenor e entrosava-se de forma pouco convencional. Lamento só que, nos desafios que mais esperava qualidade, tenham deixado um gosto agridoce na minha boca (nomeadamente o da banda sonora, decors e logotipo), sobretudo por saber que o que faltava não era habilidade e talento.

Avaliação geral da proposta - 4.7

Total (0 a 20) - 17.7 pontos

André

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Gostei muito deste logo e a escolha e a justificação do papel. Origamiginal. O fundo e o foco luminoso foram também escolhas interessantes. 

Os slogans foram também boas escolhas, diferentes e adequadas a cada fase. 

Originalidade - 2.0
Coerência à proposta global - 3.8
Cunho pessoal - 2.9
Gosto pessoal do júri - 6.0

Um projecto excelente do início ao fim, e se no início tinha começado bem terminou ainda melhor, conseguindo sempre melhorar e surpreender. Foi o melhor projecto sem sombra de dúvida.

Avaliação geral da proposta - 4.9

Total (0 a 20) - 19.6 pontos

Fernando

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O logotipo está bem trabalhado e é muito bonitinho, só tinha aumentado um pouco a luminosidade para uma melhor percepção do título. Gostei muito da metáfora das cartas.

Também gostei da diferenciação dos slogans entre as diferentes fases da novela, ainda assim, gostei muito do primeiro do que do segundo.

Originalidade - 2.0
Coerência à proposta global - 3.7
Cunho pessoal - 2.9
Gosto pessoal do júri - 5.8

Também outro projeto muito estável. Começou bem e terminou igualmente bem. A história surpreendeu muito e nota-se que foi muito bem pensada desde do princípio - mesmo aqueles núcleos que eu pensava que pouco potencial tinham para surpreender. Foi tudo muito bem e acho que mereceu os pontos que foi recebendo ao longo do concurso.

Avaliação geral da proposta - 4.8

Total (0 a 20) - 19.2 pontos

 

Edited by Filipe S.
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