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111: Bravo Bravíssimo


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Para a semana a SIC faz 28 anos (28 já é uma idade redonda, jeitosa, gostosa, redondinha, apertadinha... espera acho que estou a ir longe demais) e numa tentativa de ultrapassar a Enciclopédia de Cromos, que até à data não dedicou um post ao programa, falo eu apesar de dois factores:

  • eu nunca vi um segundo do programa;
  • quando o programa deu cá em Portugal ou ainda não tinha nascido ou era bebé, por isso há detalhes sobre o Bravo Bravíssimo português que estão deslocados no texto.

Tal como referi no segundo factor (recordamos que este é um programa sobrevalorizado, apesar de não chegar a níveis Big Show SIC, Ponto de Encontro ou Buéréré de recordação), o formato em questão não era português, e sim italiano, e estreou na sua Itália natal em 1991. Falo portanto do:

Logo bravo bravissimo.jpg

O programa foi criado por Mike Bongiorno. Nas primeiras edições foi emitida no Canale 5 (entre 1991 e 1995) e nas restantes no Rete 4 (1996 a 2002), ambas da Mediaset. É de salientar que nos primeiros tempos do canal, a SIC deve centenas de milhares de liras (ainda não havia euro) a Silvio Berlusconi, que vendeu o programa de apanhados Scherzi A Parte (A Brincar, A Brincar) ou a terceira temporada "europeia" do Colpo Grosso (Água na Boca), já aqui retratado. Na Itália, o programa chegou a ter apoios da UNICEF, tal como vi uma vez no Sequim de Ouro.

O programa contava com a actuação de jovens talentos, italianos e internacionais, com idades entre os 4 e 12 anos, em várias disciplinas (como canto, piano, dança, malabarismo, imitações), entre os quais foi eleito um vencedor no final do evento que tinha direito a uma bolsa. A competição consistiu em duas rondas preliminares, nas quais participaram 14 crianças, e uma grande final, à qual acederam seis concorrentes das rondas preliminares. O vencedor final recebeu uma bolsa como prémio. Na última temporada estava restrito a cantores e passou a se chamar de Festival Bravo Bravissimo, e só com concorrentes italianos. Isto levou ao cancelamento do programa. Perto do fim do programa, segundo uma ideia de Mike Bongiorno, a Rete 4 estreia um spin-off, Bravo Bravissimo Club, primeiro como um talk-show infantil, mais tarde (quando o programa estava a acabar) passou a ser um concurso.

O formato foi vendido a mais quatro países: Espanha (Telecinco), Chile (Canal 13), Israel (Canal 2, onde deu até 2003 e foi o último suspiro do formato) e Portugal (SIC). Como este é um fórum português vou tentar aprofundar-me na versão portuguesa da dita.

O programa estreou em 1994 e acabou em 2002, ano em que a versão italiana acabou. A versão portuguesa foi apresentada por José Figueiras mas quem tinha mais mérito de apresentar era a Ana Marques.

Como é óbvio, o programa gerou novos talentos que teriam uma volta de 360 (ou talvez 720) graus na carreira tantos anos mais tarde. Outros casos incluem o de Ana Cláudia que venceu a final portuguesa em 2001 e foi para a final internacional na Itália. Ela foi reconhecida até 2003/2004 pelo menos só por causa de representar Portugal.

Contudo, nos últimos anos, os casos mais mediáticos eram os de dois músicos de renome na actualidade, o FF e o Salvador Sobral.

Em 1999, o FF, então com 12 anos de idade, passou da audição e entrou na edição, o impulso que levou a sua carreira musical. Pela primeira vez, viajou de avião para a final internacional, em Cremona, que era "a Disneyland" dele. Infelizmente não ganhou o primeiro lugar.

Em 2017, com a ascensão de Salvador Sobral no FC e posterior vitória na Eurovisão, a participação dele veio à tona da internet, junto com a do Ídolos.

Na altura fã assumido de Rui Veloso, cantou Negro Rádio de Pilhas numa das edições nacionais de 2002. Infelizmente creio que não houve final internacional, dado que, como já referi, a última temporada italiana só tinha concorrentes italianos. Uma pena. Seria basicamente o mesmo do que o Sequim de Ouro (abandonado nos últimos anos pela RTP) a abandonar concorrentes de outros países. Um triste fim para um lindo formato.

PS: no episódio Enciclopédia Infantil da Herman Enciclopédia, o programa é parodiado (como Parvo Parvíssimo) em três sketches, apresentadas por Anã Marques. Enquanto esperamos pela prestação de um português sobredotado, o clone do Mike Bongiorno (interpretado naturalmente por Herman José) anuncia os concorrentes em luso-italiano e manda perguntas aos concorrentes, das quais não entendem nada, e respondem simplesmente com um "quê?".

Ao @FraisesSucrées e ao seu colega do fórum, espero que um dia falem aprofundadamente sobre o programa.

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há 18 minutos, ATVTQsV disse:

Para a semana a SIC faz 28 anos (28 já é uma idade redonda, jeitosa, gostosa, redondinha, apertadinha... espera acho que estou a ir longe demais) e numa tentativa de ultrapassar a Enciclopédia de Cromos, que até à data não dedicou um post ao programa, falo eu apesar de dois factores:

Ao @FraisesSucrées e ao seu colega do fórum, espero que um dia falem aprofundadamente sobre o programa.

Fica a dica para assinalarmos o aniversário da SIC no blogue em Outubro de 2021, já que se começam a escassear os programas da fase da áurea da SIC de que ainda não falámos lá. Só não o faremos este ano porque já temos dois artigos para o efeito neste mês, um dos quais acabadinho de sair sobre o Buéréré onde a crónica do @ATVTQsV é mencionada como agradecimento por ter sido a principal fonte de informação para o artigo.

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há 3 minutos, FraisesSucrées disse:

Fica a dica para assinalarmos o aniversário da SIC no blogue em Outubro de 2021, já que se começam a escassear os programas da fase da áurea da SIC de que ainda não falámos lá. Só não o faremos este ano porque já temos dois artigos para o efeito neste mês, um dos quais acabadinho de sair sobre o Buéréré onde a crónica do @ATVTQsV é mencionada como agradecimento por ter sido a principal fonte de informação para o artigo.

Sinto-me agradecido, espero que faças um sobre o Batatoon em Novembro já que a Enciclopédia TV tem um par de excertos (entre os quais o jogo do Picasso e o Companhia a "roubar" o programa). Eu fiz em Novembro de 2017 - na altura a crónica mais completa do Batatoon (até com algumas recordações pessoais minhas).

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