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Rendição


Ruben
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Mais uma vez, um excelente episódio, Rúben! Parabéns!

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Não acredito que o próximo vá ser o último.

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Como agora tem sido hábito meu ver as minhas séries e eleição de 2 em 2 episódios, decidi ler hoje os 2 episódios que tinha em falta de Rendição. Gostei muito, há cenas arrepiantes, brutais

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"Não quero a sua pila"

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30 DE SETEMBRO DE 1941

KIEV, UNIÃO SOVIÉTICA

 

- Ah, sinto o cheiro a judeus mortos! – disse Karl, contente por ver o massacre que via com os seus olhos.

- Bom, não é? São mais de trinta e três mil judeus a serem mortos à nossa frente. Hoje, Kiev ficará livre desta praga, em breve, será a Europa inteira! – disse Friedrich, SS-Obergruppenführer e responsável pela morte de vários judeus na ocupada União Soviética.

- Um futuro brilhante para a raça ariana, e o melhor é que isto ainda só é o começo!

- Sem dúvida, o começo de um Reich que durará mil anos! Desta vez, Hauptsturmführer Karl, seremos vitoriosos.

 

Karl acena com a cabeça e sorri. À sua frente, constava a ravina de Babi Yar e um dos maiores massacres do Holocausto. Entre cem e cento e cinquenta mil pessoas iriam morrer ali…

 

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“MIL ANOS DE DECADÊNCIA”

EPISÓDIO 5

 

17 DE JANEIRO DE 1945

AUSCHWITZ, GRANDE REICH ALEMÃO

 

- Deus criou o mundo, Herr Hansen, mas foi o Diabo quem o fez girar. – disse Karl, um pouco melancólico com a situação ao seu redor. Era apenas uma questão de dias até os soviéticos chegarem ao campo e isso deixava-o enraivecido.

- Não vamos queimar mais ninguém. Todos os cinquenta e oito mil prisioneiros estão neste momento a percorrer cinquenta quilómetros de estrada. Estes pouco mais de 7000 prisioneiros, estão todos eles sem capacidades de viajar para outros campos. A natureza acabará por tratar deles.

- É uma pena ela não tratar dos outros todos também. Poderíamos nós mesmos ter feito o papel da natureza, mas infelizmente, o nosso Führer gosta de dar um passo maior que aquele que consegue. O resultado é a merda que vemos atualmente. – Karl deita o cigarro para a vala comum em chamas. O campo estava praticamente vazio, praticamente todos os nazis e prisioneiros em capacidade de viajar foram transferidos para outros campos de concentração. Caso não o fizessem, os prisioneiros enfrentariam a morte, durante ou após as que viriam ser conhecidas com marchas da morte e os nazis uma estadia numa prisão qualquer na Sibéria, onde as chances de sobrevivência também eram mínimas.

Por outro lado, Anastasia não temia a chegada dos soviéticos. Ficava cada vez mais contente com a chegada do exército que representava a luta contra os opressores que tanto odiava e que maltrataram e mataram os seus pais a sangue-frio.

Assim que viu Karl a entrar no seu laboratório, outrora cheio de papelada, membros e órgãos das pessoas que por ali passaram e das experiências que com eles realizava, decidiu apreciar mais uma vez o estado cada vez mais desalentado do médico das SS.

 

- Ficar a lamentar a nossa situação não nos vai levar longe, Karl. – disse a espiã, que entrou sem Wagner se aperceber.

 

Karl permaneceu calado por alguns instantes, de cabisbaixo, a olhar para uma metade de um cérebro humano que retirou a um judeu anos antes.

 

- Vou aproveitar a boleia de uma carrinha militar que levará alguns médicos que trabalham aqui e abandonar o campo. É apenas uma questão de dias até que os soviéticos alcancem este campo, ficar aqui seria suicídio. Queres ir comigo?

 

Anastasia lembrou-se do acordo que fez com Hansen há cerca de dois meses. Depois daquela noite, começaram a convencer cada vez mais pessoas que o odiavam dentro do campo, a espiá-lo e a aliarem-se contra ele, até ao dia em que fosse travado. Mas, à medida que os soviéticos avançavam cada vez mais fundo em território alemão, a ideia de derrubar Wagner acabou por dissipar-se. Agora tratava-se, para Anastasia, de tentar levar Hansen para um sítio seguro, controlado pelos soviéticos.

Os dois amavam-se, um sentimento estranho para a bela jovem soviética, visto que ele era um nazi e que certamente teria cometido ao longo da guerra vários crimes contra pessoas inocentes. No entanto, quer ela, quer ele, não podiam estar separados.

Apesar disso, ela ainda não lhe tinha revelado as suas verdadeiras origens, sendo que ele continuava a acreditar que Anastasia era uma judia, provavelmente importante para Karl, visto ser tão bem tratada. Quando lhe perguntava algo acerca da relação que tinha com o médico, e o porquê da mesma, ela fechava-se em copas deixando o comandante de Auschwitz cada vez mais intrigado.

 

- Sim, claro… – disse, soltando um sorriso ténue. – Melhores tempos virão, temos de ter fé e acreditar no nosso Führer.

- Antes acreditar na palavra de uma puta em Berlim, que acreditar nas palavras do maluco que nos levou à derrota. Tínhamos tudo, mas mesmo tudo, para conquistar a Europa e o mundo! Se tivéssemos varrido com os cobardes dos ingleses antes de invadirmos os soviéticos, neste momento a cabeça do Estaline estava num museu, assim como todos aqueles cabrões comunistas!

 

Anastasia ria-se por dentro. Adorava ver a frustração de Wagner quando lhe falavam de Hitler. Mesmo sendo um nazi aguerrido, Karl era das poucas pessoas que, desde Estalinegrado, estava convencido que os alemães perderiam a guerra, um sentimento que se ia tornando mais comum por toda a Alemanha. No entanto, continuavam a combater e a caminhar para um abismo mortífero do qual muito poucos sairiam com vida. Rendição era uma palavra proibida no círculo próximo de Hitler.

Ao anoitecer, em Berlim, o Führer recebe mais más notícias.

 

- Mein Führer, Varsóvia foi libertada. Os soviéticos instalaram lá um regime comunista, leal a Moscovo. – disse Keitel.

- E a situação nas Ardenas?

- Podemos dizer que a batalha das Ardenas está perdida… Os nossos homens estão a recuar para evitar que algo catastrófico aconteça.

 

Hitler fica furioso… A ofensiva nas Ardenas era a sua última chance. Se ganhasse, pensava Hitler, os alemães reconquistariam a França e talvez aí restasse alguma esperança na vitória final. Mas se não fosse bem-sucedida, a guerra estava inevitavelmente perdida...

 

- Model, aquele incompetente! Eu dei-lhe duzentos mil homens e ainda assim ele perde a ofensiva! Como é que é possível?! Você fala que uma situação catastrófica possa acontecer, quando na verdade ela já aconteceu, Herr Keitel! Agora, os americanos e os ingleses têm o caminho livre para a Alemanha! E porquê? Por causa de um bando de ignorantes que nem uma faca e um garfo sabem usar!

 

Keitel mantinha-se calado, enquanto Hitler continuava a vociferar para ele. Passado alguns minutos, Hitler acalmou-se e sentou-se na sua cadeira.

 

- É por causa de incompetentes como Model que só uma arma milagrosa nos pode salvar… Mas nem que escoe todo o sangue que a Alemanha tem para dar, eu me irei render e assinar um tratado com aqueles judeus comunistas e com aqueles índios dos americanos.

 

De noite, Anastasia prepara-se para abandonar Karl, que se encontrava de saída do campo. Pouco faltava para que a carrinha que iria levar alguns dos médicos que trabalhavam em Auschwitz chegasse ao campo. Vários ficheiros, provas dos horrores do campo, estavam a ser queimados aos poucos. O mesmo se passava com armazéns de roupa e com os crematórios, tudo para encobrir o que se havia passado durante todos aqueles anos.

A espiã foi ter ao seu quarto, – uma pequena divisão dentro de campo, arranjada por Karl na altura em que chegou ao campo e que não tinha a qualidade das habitações reservadas para os nazis, mas que ainda assim era muito melhor que as divisões onde dormiam os prisioneiros de Auschwitz – para levar alguns documentos que comprovavam a sua identidade verdadeira mas também, informações variadas de planos da Wehrmacht e de algumas pessoas responsáveis por vários atos criminosos ao longo da guerra. No entanto, as pastas onde tudo isso se encontrava desapareceram, Karl ou Rudolf tê-los-iam encontrado.

A espiã soviética começou a correr até ao quarto de Rudolf, que se encontrava vazio. Sabia agora que tinha sido Karl a encontrar os documentos, o que a deixava ainda mais preocupada. Anastasia deixou de imediato o quarto do comandante do campo e dirigiu-se para o sítio mais provável que Karl estaria: o seu laboratório.

Assim que entrou, o médico sorriu cinicamente para ela… As pastas estavam todas em cima da mesa de mármore onde Karl fazia as suas experiências, sempre à custa de vidas humanas.

 

- Devo tratar-te com que nome? Anastasia, Anja ou Eliana?

 

Anastasia não respondeu. Manteve-se calada e imóvel, apenas respirava. Estava com medo, por isso permaneceu perto da porta do laboratório. Já Karl ria-se…

 

- Pensavas que eu não sabia? – perguntou Karl, continuando a rir. – Pensavas que eu não sabia que eras uma espiã soviética, com a missão de te infiltrares na sociedade nazi para obteres informações?

- Como assim? Já sabias este tempo todo e não me confrontavas?

- Pensava que me conhecias melhor… Tu até podias ser a filha do Estaline, que eu não me ia importar, desde que continuasses a ajudar-me. Quando descobri, só um burro não sabia que Reich ia colapsar mais cedo ou mais tarde, e por isso não me importei, continuei com o meu plano, desde que tu continuasses a cumprir o teu.

- Há quanto tempo sabias?

- Pouco tempo após teres chegado ao campo, em 1942. Inicialmente senti raiva, a mulher que eu amava, uma espiã, soviética ainda por cima. Mas depois pensei que se quereria ser mais que um simples médico neste campo, precisava de ti. E, após quase três anos, não podia ter tomado decisão mais correta. Mas agora, já não és mais precisa, o Reich colapsou, e tu, tu apenas vais ter aquilo que tu mereces. Tu e o filho do Rudolf que carregas.

- Como sabes que eu estou…

- Grávida? – interrompeu-a, rindo de seguida. – Não era muito difícil. Os enjoos que tens tido há uns meses, falta de apetite, até mesmo a relação que tens com aquele comandatezinho, demasiado próxima para tão poucas noites de sexo. Pensavas que me subestimavas, Anastasia, mas eu sou demasiado inteligente para ser subestimado.

 

Karl pega Anastasia pelos cabelos e arrasta-a até à mesa de mármore, amarrando-a.

 

- Sabes, quando era pequeno, o meu pai dizia-me que um império é como uma pessoa. Enquanto é jovem, as suas artérias mantêm-se irrigadas com sangue e o mundo está na palma das nossas mãos, mas há medida que envelhece, as artérias secam, o sangue deixa de ser bombeado e o mundo colapsa diante de nós. Vocês, soviéticos, podem ter ganho esta guerra mas um dia, também o vosso mundo irá colapsar diante de vós e disso, tenho eu toda a certeza.

- Karl, nós podemos colapsar, mas nunca ficaremos na história como um povo que após esta guerra, toda a gente terá vergonha de falar.

 

O médico dá um murro na cara da jovem, deixando-a semi-inconsciente. Com um pano, tapa-lhe a boca, para que não pudesse falar e de seguida, pega num bisturi para a cortar. Anastasia tentava gritar, embora sem sucesso.

 

- Altura para uma última experiência, não achas? Vamos ver como está o teu filho.

 

Antes que pudesse cortar-lhe a barriga, Hansen entra de rompante com uma arma na mão, mas Karl deteta-o e vai a tempo de retirar a sua antes que o comandante pudesse disparar.

 

- Eu sugeria que não cometesse nenhuma estupidez, Herr Hansen. Entregue-me a arma, ou a sua amante mais o seu querido filho morrem.

 

Rudolf não tem outra alternativa senão entregar a arma ao médico, que se senta numa cadeira que tinha no laboratório.

 

- Vocês julgam-me assim tão estúpido ao ponto de nem sequer pensarem que eu descubro tudo neste campo?! Eu sei de tudo o que se passa aqui, nem que o tentem encobrir mil vezes! – disse Karl. – Durante esta guerra, eu matei judeus, ciganos, comunistas, homossexuais, toda essa escumalha que nem humanos são. Centenas de crianças, mulheres e homens morreram às minhas mãos, algo nunca me arrependi, nem nunca me arrependerei de ter feito. Eu dei a minha vida inteira para a criação de uma raça que acredito fielmente e que podia ter existido, se Berlim não fosse governado por um maluco! Mas agora que tudo está perdido, também não vou ser obrigado a assistir a queda da Alemanha, a minha doce e querida pátria, muito menos estar numa prisão controlada por comunistas! Mas se o mundo pensa que o nazismo após esta guerra vai deixar de existir, então a raça humana não passa de um monte de ignorantes.

 

Karl ri-se por breves segundos, mas rapidamente volta à postura séria que tanto o caracterizava para dizer aquilo que seriam as suas últimas palavras.

 

- Heil Hitler.

 

Com a sua Luger, aquela que serviu para matar dezenas de pessoas anteriormente, o médico dá um tiro na garganta e morre de imediato. Anastasia nem podia acreditar no que acontecera diante dela. Já Rudolf, também chocado, tira o pano da boca da jovem e desamarra-a. Esta abraça-o, emocionada…

 

- Obrigado, salvaste-me a vida, Rudolf. – disse, enquanto o beijava.

- Eliana, ou melhor, Anastasia, eu não quero saber de onde vens, o que tu és, ou o que fazes. Apenas toma conta de ti, do nosso filho, e volta para a tua casa, seja ela qual for.

- Desculpa não te ter contado antes! – disse em lágrimas, beijando-o várias vezes. – Tinha medo da tua reação quando descobrisses que não era quem tu pensavas.

- Isso agora não importa. O mais importante é que ambos estão sãs, e que tu vais voltar para o teu país, para a tua casa.

- Eu não tenho casa, Rudolf… Os meus pais morreram e a minha casa está como a cidade onde cresci e vivi, destruída. Mas, podemos começar uma vida nova, em Estalinegrado, em Moscovo, onde tu queiras…

- Eu nasci na Alemanha, Anastasia, e é na Alemanha onde eu vou morrer, seja este ano, no próximo, ou em breve. Vou apanhar a carrinha que não tardará muito em vir e vou para Alemanha, para onde o Führer me quiser levar.

- Vais morrer se ficares na Alemanha, sabes disso. Os soviéticos vêm aí, será uma questão de meses até eles chegarem a Berlim.

- Prefiro morrer a combater na Alemanha, que viver num país cujo regime odeio do fundo do meu coração. Não fomos feitos para ficar juntos, Anastasia.

 

A carrinha militar chega entretanto ao campo. Hansen e Anastasia saem do laboratório e o comandante do campo vai buscar a sua mala para partir. Mas antes de o fazer, Anastasia despede-se dele. A espiã sabia que era praticamente certo não voltar a vê-lo.

 

- Hansen, faz isto por mim e pelo nosso filho… Sobrevive, apenas sobrevive.

 

O comandante solta da sua cara um ligeiro sorriso.

 

- Assim o farei… Cuida de ti e dele, quem sabe um dia não voltarás a espiar-me.

 

A carrinha militar arranca e Hansen, acompanhado com alguns médicos do campo, desaparece lentamente do olhar de Anastasia. Dez dias depois, o campo de Auschwitz é libertado.

Em Março, Hansen é obrigado a participar num massacre contra prisioneiros russos em Mittelbau-Dora, em Nordhausen. Em Maio do mesmo ano, o regime nazi rendeu-se, acabando com a guerra na Europa. O ex-comandante, de modo a não ser julgado pelos Aliados em tribunal, arranjou outra identidade e foi para Augsburg, a sua cidade-natal, ficando a viver lá desde então. Ele nunca iria voltar a ver Anastasia, nem conhecer o seu filho, Hess, um nome alemão, em memória do pai.

A espiã, assim que entregou o corpo de Karl Wagner a Zhukov, após a libertação do campo, foi viver para a Moscovo, onde após uns anos, foi obrigada a procurar novas alianças para sobreviver ao regime de Estaline.

 

5 DE MARÇO DE 1953

MOSCOVO, UNIÃO SOVIÉTICA

 

- Oito anos a viver nesta cidade foram o suficiente para perceber que nem tudo é o que parece. – disse Anastasia ao telefone, enquanto olhava para o seu filho. – Se ele não me subestimasse eu estaria num gulag na Sibéria e o meu filho estaria morto ou num orfanato qualquer daqui.

- Envolveste-te com um nazi, tiveste um filho de um nazi. Tu sabias demasiado para ele. – disse Laventriy.

- Eu servi-o durante quinze anos! Eu aturei e espiei nazis, soviéticos e americanos durante quinze anos! Eu servi-o até num campo de concentração, a aturar as insanidades do Wagner! E ele manda a polícia assassinar-me como se eu fosse uma traidora do povo? – gritou.

- Relaxa, esta noite vais poder vingar-te de tudo isso. O veneno que tu me deste foi-lhe administrado tal como tínhamos combinado, Estaline não passa desta noite.

 

Cerca de uma hora mais tarde, Laventriy vai ter à dacha de Estaline. O ex-líder da NKVD, que queria alcançar cargos mais importantes na União Soviética, entra no seu gabinete pessoal e encontra Estaline estendido no chão, sem conseguir falar. Laventriy coloca-se de joelhos começa a chorar na mão de Estaline, beijando-a ao mesmo tempo, uma pequena atuação antes de o ver morrer. Assim que o líder da União Soviética ficou inconsciente, Laventriy levantou-se e cuspiu-lhe.

Horas mais tarde, Anastasia telefona-lhe para a residência do seu aliado.

 

- Ele está morto? – perguntou Anastasia.

- Está. – respondeu Laventriy.

 

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

 

Hauptsturmführer – Capitão Máximo de Choque, cargo equivalente ao de Capitão na Wehrmacht

Obergruppenführer – Comandante Sénior de Grupo, cargo equivalente ao de General na Wehrmacht

Herr – termo alemão para senhor

Dacha – espécie de mansão ou casa de campo, bastante comuns na União Soviética

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O Karl deve ter certamente gostado de ver que, em 2014. ainda gostam das experiências dele em Auschwitz.

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A história está inspirada em vários acontecimentos que aconteceram não só em Auschwitz mas por toda a WW2. O mesmo se pode dizer das personagens, Karl Wagner está claramente inspirado num dos mais famosos médicos nazis, Josef Mengele. Rudolf Hansen seria o equivalente a Richard Baer, o último comandante de Auschwitz e que também viveu sob identidade falsa não em Aubsburg mas sim em Hamburgo. Já Anastasia, bem, essa está inspirada nas centenas de espiões, sejam soviéticos, ingleses ou americanos, que se infiltraram em território nazi.

 

A nível de personagens secundárias, há quem diga que Estaline foi mesmo envenenado por Laventriy, aliás o próprio Laventriy foi, anos mais tarde após a morte de Estaline, sentenciado à morte por traição, terrorismo e ações contra-revolucionários na Guerra Civil Russa. Não tão menos insignificante está Hess, o filho de Anastasia. Para quem leu Hess não é um nome estranho e vai ser ele quem vai desempenhar um papel fundamental no decorrer da história. Em "Rendição", está aqui toda a história da mãe (e também do pai) dele, ou seja, isto é uma espécie de spin-off de uma história muito maior. 

 

Obrigado a todos aqueles que comentaram esta história ao longo destas 5 semanas.

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A história está inspirada em vários acontecimentos que aconteceram não só em Auschwitz mas por toda a WW2. O mesmo se pode dizer das personagens, Karl Wagner está claramente inspirado num dos mais famosos médicos nazis, Josef Mengele. Rudolf Hansen seria o equivalente a Richard Baer, o último comandante de Auschwitz e que também viveu sob identidade falsa não em Aubsburg mas sim em Hamburgo. Já Anastasia, bem, essa está inspirada nas centenas de espiões, sejam soviéticos, ingleses ou americanos, que se infiltraram em território nazi.

 

A nível de personagens secundárias, há quem diga que Estaline foi mesmo envenenado por Laventriy, aliás o próprio Laventriy foi, anos mais tarde após a morte de Estaline, sentenciado à morte por traição, terrorismo e ações contra-revolucionários na Guerra Civil Russa. Não tão menos insignificante está Hess, o filho de Anastasia. Para quem leu Hess não é um nome estranho e vai ser ele quem vai desempenhar um papel fundamental no decorrer da história. Em "Rendição", está aqui toda a história da mãe (e também do pai) dele, ou seja, isto é uma espécie de spin-off de uma história muito maior. 

 

Obrigado a todos aqueles que comentaram esta história ao longo destas 5 semanas.

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E segunda temporada? Não?

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Que envolva nazis e seja baseada na WW2, não. Só se considerares Rendição como uma S0, e Depressão como uma S1, então aí sim, tens uma 2ª temporada.

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  • 6 months later...

Acabei de ler o primeiro episódio e gostei

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Obrigado pela dica, mctimes ^^


Acabei de ler o 2º episódio e achei um pouco sem sentido a forma como os documentos foram descobertos. Para um espião o Karl flopou imenso... ou terá sido de propósito? Não ficou bem esclarecido.

 

Nota-se alguns erros no português, mas nada de grave. Em relação às palavras estrangeiras, a ideia é bonita mas nada prática, porque sou obrigado a interromper a minha leitura para saber a tradução.


Terminei o 3º capítulo e pergunto-me como é que só agora a Anastasia se apercebeu das experiências do Karl.
 
Nota-se que fizeste um bom trabalho de pesquisa e é de louvar, contudo deves melhorar o português para tornar as frases mais coerentes e a narrativa mais bela.

Gostei da reviravolta do 4º capítulo, mas continuo a achar incoerente o facto da Anastasia só ter descoberto recentemente as experiências de Karl. Espero que haja uma explicação mais aprofundada sobre o porquê do Karl fazer as tais experiências a judeus... sendo ele inimigo dos alemães.


Finalmente li tudo! Penso que tinhas uma boa história, mas perdeste-te na forma como a contaste. Se tivesses escrito mais episódios poderíamos ter visto o amor de Anastasia com o Rudolf florescer e, consequentemente, a gravidez dela. Foi tudo repentino.

 

Volto a frisar que fizeste um bom trabalho de casa, mas infelizmente focaste-te nisso em demasia.

 

Adoro as imagens com as frases. São excelentes!

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Obrigado pela dica, mctimes ^^

Acabei de ler o 2º episódio e achei um pouco sem sentido a forma como os documentos foram descobertos. Para um espião o Karl flopou imenso... ou terá sido de propósito? Não ficou bem esclarecido.

Nota-se alguns erros no português, mas nada de grave. Em relação às palavras estrangeiras, a ideia é bonita mas nada prática, porque sou obrigado a interromper a minha leitura para saber a tradução.

Terminei o 3º capítulo e pergunto-me como é que só agora a Anastasia se apercebeu das experiências do Karl.

Nota-se que fizeste um bom trabalho de pesquisa e é de louvar, contudo deves melhorar o português para tornar as frases mais coerentes e a narrativa mais bela.

Gostei da reviravolta do 4º capítulo, mas continuo a achar incoerente o facto da Anastasia só ter descoberto recentemente as experiências de Karl. Espero que haja uma explicação mais aprofundada sobre o porquê do Karl fazer as tais experiências a judeus... sendo ele inimigo dos alemães.

Finalmente li tudo! Penso que tinhas uma boa história, mas perdeste-te na forma como a contaste. Se tivesses escrito mais episódios poderíamos ter visto o amor de Anastasia com o Rudolf florescer e, consequentemente, a gravidez dela. Foi tudo repentino.

Volto a frisar que fizeste um bom trabalho de casa, mas infelizmente focaste-te nisso em demasia.

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Karl não era um espião, nem inimigo dos alemães. Ele era um nazi fervoroso, que queria ser mais e mais influente na sociedade nazista, tal como aconteceu com vários comandantes/generais/etc nazis ao longo da guerra. Daí ele utilizar Anastasia para os seus planos. Karl inventou uma "terceira" personagem para Anastasia, judia. Assim que ela conseguisse levar alguém superior de Karl para a cama, ele podia chantagear os seus superiores que tinham violado uma das regras base das Leis de Nuremberga, e assim tinha a liberdade de realizar qualquer coisa que tinha em mente, desde ter mais poderes dentro do campo a não obedecer ordens dos seus superiores.

O facto do Rudolf lhe ter descoberto todas aquelas informações não lhe fazia a mínima diferença, até lhe acabou por ser benéfico, devido às coisas que disse em cima.

E a Anastasia descobriu as experiências de Karl em 1942, quando chegou a Auschwitz pela primeira vez e viu com os seus olhos o que se passava nos campos, e não em 1945. Para quase todos durante a guerra, os campos eram suposições e só quando a Europa foi gradualmente libertada se descobria o que se passava lá verdadeiramente.

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