AndreRob Posted May 27 Posted May 27 há 9 horas, Matteo disse: A Nobreza do Amor - Promo 02 Aii aii, Rodrigo Simas Esse lindo tão mal aproveitado nessa novela... vamos ver se finalmente com a descoberta onde esta a Alika finalmente ganhe mais espaço que não seja preso ou numa cama... 2 1 Quote
Matteo Posted May 29 Posted May 29 A Nobreza do Amor - Promo 03 Destacando que a última semana de C&L será divida com os primeiros episódios. 2 Quote
AndreRob Posted May 31 Posted May 31 Estas viradas do JEC que não batem com nada... a Bel apaixonada pelo Foguinho é totalmente ao lado e a certa altura até pensamos que ela está a tentar sacar dele a confissão dando-lhe esperanças... mas depois ela dorme com ele... isto é só ridiculo. A Leona totalmente louca com as limpezas e os germes... Quote
tiagauto Posted June 2 Posted June 2 Nas minhas gravações automáticas (NOS), não tenho a 1.ª parte da novela. A Globo errou ou as gravações é que estão com erro? Quote
AndreRob Posted June 2 Posted June 2 há 6 minutos, tiagauto disse: Nas minhas gravações automáticas (NOS), não tenho a 1.ª parte da novela. A Globo errou ou as gravações é que estão com erro? O episodio deu completo mas com a ramboia dos horarios por exemplo na nowo a primeira parte está metida no episodio de nobreza do amor... Quote
tiagauto Posted June 2 Posted June 2 há 1 hora, AndreRob disse: O episodio deu completo mas com a ramboia dos horarios por exemplo na nowo a primeira parte está metida no episodio de nobreza do amor... Isso acontece com EC, que tem a 1.ª parte metida em C&L... ANdA tem o episódio correto, de 20 e poucos miniutos. Quote
AndreRob Posted June 2 Posted June 2 (edited) há 24 minutos, tiagauto disse: Isso acontece com EC, que tem a 1.ª parte metida em C&L... ANdA tem o episódio correto, de 20 e poucos miniutos. a grelha da nowo até diz 'vale a pena ver de novo - alma gemea' (que é Passione na realidade) e os horarios todos errados... Edited June 2 by AndreRob Quote
Maya Posted June 3 Posted June 3 Malta, eu parto-me a rir com as pancadas da Leona: "Como é que eu vou falar com você sem saber seu tipo sanguíneo?" E a Luxus, que mais parece uma enfermidade a fazer lembrar o cenário pandémico que viríamos a testemunhar anos mais tarde? "Leona Pasquim Montini: A visionária" 1 Quote
AndreRob Posted June 3 Posted June 3 (edited) há 17 minutos, Maya disse: Malta, eu parto-me a rir com as pancadas da Leona: "Como é que eu vou falar com você sem saber seu tipo sanguíneo?" E a Luxus, que mais parece uma enfermidade a fazer lembrar o cenário pandémico que viríamos a testemunhar anos mais tarde? "Leona Pasquim Montini: A visionária" Ainda me lembro da cena dela ser deixada no lixão... uma cena que basicamente foi uma espécie de antevisão sobre a avenida brasil. Edited June 3 by AndreRob 1 Quote
Maya Posted June 4 Posted June 4 há 6 horas, AndreRob disse: Ainda me lembro da cena dela ser deixada no lixão... uma cena que basicamente foi uma espécie de antevisão sobre a avenida brasil. A Leona bem mereceu AndreRob, verdade seja dita. Ela fazia do Estevão gato sapato! Tudo bem que ele não prestava para nada mas dava para ver que gostava verdadeiramente dela. Eu também detestei/detesto este plot romântico Bel-Foguinho. A anos luz do impacto e carisma inabaláveis do casal Ellen-Foguinho. A Milu também continua a proporcionar bons momentos com os seus golpes, desta feita com o da falsa vidente. Quote
Matteo Posted June 4 Posted June 4 Sentirei saudades de Leona e Ellen, alias de toda a telenovela, considero a melhor do João Emanuel... e como estava inspirado quando a escreveu. 3 Quote
Rui Melo Posted June 4 Posted June 4 Pensar que tenho alguns rips desta novela em VHS da época em que deu na SIC. Como o tempo passa… há 6 horas, Matteo disse: Sentirei saudades de Leona e Ellen, alias de toda a telenovela, considero a melhor do João Emanuel... e como estava inspirado quando a escreveu. Sim, quero muito ver na integra esta e A Favorita. O JEC estava em altas 1 Quote
Maya Posted June 4 Posted June 4 há 8 horas, Matteo disse: Sentirei saudades de Leona e Ellen, alias de toda a telenovela, considero a melhor do João Emanuel... e como estava inspirado quando a escreveu. Duas personagens extraordinárias e magistralmente interpretadas. As melhores da novela, juntamente com o Foguinho e a Milu. Esta novela tem vários momentos hilariantes, mas o auge foram as cenas da Ellen a espezinhar a família do Foguinho na mansão e estes surtos da Leona na Luxus. Nesta altura a beleza da Mariana Ximenes estava no auge! Mas por mais encantadora que a Bel seja enquanto personagem e por muito talentosa e carismática que a Mariana possa ser a verdade é que ela e o Duda acabaram por ser ofuscados pelos "furacões" Leona, Foguinho e Ellen. Mesmo assim sabe-me muito bem acompanhar o desenrolar da trama do casal protagonista. Eles funcionam também por serem um pouco "the calm before the storm", se é que me faço entender. 1 Quote
Maya Posted June 12 Posted June 12 Olhar para trás e analisar 'Cobras & Lagartos' é perceber que o "plano original da novela" (pelo menos é esta a minha percepção) foi completamente atropelado pelo carisma dos seus personagens secundários. Embora a trama central da Bel e do Duda tenha sido bem sucedida no seu propósito de vender um romance tipicamente folhetinesco, foram os "anti-heróis" e os vilões movidos por interesses financeiros que deram um verdadeiro "golpe de Estado" na narrativa e, com muita imoralidade e carisma à mistura, transformaram a ganância numa comédia irresistível que em muitos momentos acabou por deixar o casal protagonista em segundo plano. Se há algo que me faz recordar esta novela com um sorriso enorme nos lábios e fez com que voltasse a vibrar com ela foi sem dúvida a química explosiva entre o Lázaro Ramos e a Taís Araújo, que na minha ótica representam o "coração da novela". Dois alpinistas sociais - ela super descarada e ele mais dúbio - cheios de camadas e incrivelmente bem escritos. Ambos provaram que o amor e a ambição podem andar de mãos dadas. Foi esta dinâmica entre o calculismo da Ellen e o sentimento de culpa do Foguinho que acabou por criar o equilíbrio perfeito, numa espécie de "cumplicidade moral" onde a busca pela ascensão social nunca anulou a genuína vulnerabilidade do afeto que os foi aproximando com o desenrolar da história. Um dos melhores casais da história da teledramaturgia e dois personagens individualmente brilhantes, sem dúvida. E o que dizer da Leona? Que personagem inacreditável de tão sublime! Aquele look sedutor e a perversidade que lhe corria nas veias faziam um contraste brutal com o perfil quase imaculado da Bel. Para mim, o melhor da Leona foi ver a sua evolução ao longo da trama. Ela tanto conseguia ser aquela "Barbie" em modo louca e psicopata, como nos mostrava uma vertente mais cómica nos barracos épicos com a Ellen na mansão e nos surtos psicóticos simplesmente hilariantes na Luxus. Isto sem falar na composição genial da própria personagem. Que grande interpretação da Carolina Dieckmann malta! Ela entregou tudo neste papel. Conseguiu sair totalmente da sua zona de conforto e criar uma vilã magnética, que navegava entre o sarcasmo e a loucura com uma naturalidade espantosa, sem nunca perder o tom. A atriz roubou a cena por completo e deixou, na minha modesta opinião, uma marca notável na história das vilãs da televisão. Outro ponto alto que me agarrava ao ecrã e me dava cabo das bochechas de tanto rir era a família do Foguinho! Convenhamos, malta: nenhum deles era propriamente flor que se cheirasse, mas que farofa deliciosa! O Ramires, a Shirley e o resto do clã eram tão oportunistas e interesseiros que o défice total de escrúpulos deles acabava por se tornar absolutamente hilariante em variadíssimas situações. Era impossível não rir com aquela brejeirice pegada e com as figuras ridículas que eles faziam quando se encostaram ao Foguinho. No fundo, personificavam aquele tipo de humor ácido e sem filtros que faz tanta falta na televisão de hoje em dia. Outros personagens que me surpreenderam bastante ao longo da novela foram o Luciano e a Letícia. Um casal com uma carga dramática muito forte! Ele, com aquele mistério todo da falsa identidade e ela, sempre tão amiga da Bel mas incompreendida por todos os que a rodeavam, trouxeram um romantismo mais denso e sofrido que também conquistou o seu próprio espaço numa trama repleta de personagens incríveis e histórias envolventes. O Carmo e a Cléo brilharam muito, sobretudo na reta final. A Milu, a Henriqueta, a Nikki e o próprio Omar também foram personagens muito interessantes e defendidas de forma magistral pelos seus respetivos intérpretes. Foi muito bonito ver tantos jovens atores a contracenar com verdadeiras "lendas" da arte de representar como os saudosos Marília Pêra e Francisco Cuoco. Em suma, 'Cobras & Lagartos' é a verdadeira definição de "Novelão" com "N" maiúsculo. O grande segredo da trama residiu na inteligência com que o autor conseguiu equilibrar o drama e a comédia, subvertendo o folhetim clássico ao dar o verdadeiro protagonismo à ambiguidade moral e à ganância humana. A novela prendeu-nos ao ecrã com um ritmo frenético, personagens ultra carismáticos e diálogos afiadíssimos, mas o seu triunfo absoluto esteve no desenvolvimento incrível de personagens e núcleos que no início prometiam pouco, mas no final entregaram tudo. Foi esta capacidade de transformar vilões e trapaceiros nas figuras mais fascinantes e magnéticas da história que elevou a obra a outro patamar. No fundo, provou que a ficção não precisa de ser perfeita ou politicamente correta para ser brilhante: precisa apenas de ter alma, uma boa escrita e um elenco em absoluto estado de graça. 1 Quote
Maya Posted June 13 Posted June 13 Esqueci-me por completo de fazer menção ao preconceito racial e ao elitismo visceral da Leona, fatores que funcionaram como verdadeiros catalisadores na rivalidade com a Ellen. Creio que foi essa tensão que acabou por imprimir um toque bastante "sui generis" a um conflito recheado de cenas emblemáticas Uma cena destas seria absolutamente impensável numa novela nos tempos atuais: Quote
tiagauto Posted June 14 Posted June 14 On 12/06/2026 at 16:28, Maya disse: Olhar para trás e analisar 'Cobras & Lagartos' é perceber que o "plano original da novela" (pelo menos é esta a minha percepção) foi completamente atropelado pelo carisma dos seus personagens secundários. Embora a trama central da Bel e do Duda tenha sido bem sucedida no seu propósito de vender um romance tipicamente folhetinesco, foram os "anti-heróis" e os vilões movidos por interesses financeiros que deram um verdadeiro "golpe de Estado" na narrativa e, com muita imoralidade e carisma à mistura, transformaram a ganância numa comédia irresistível que em muitos momentos acabou por deixar o casal protagonista em segundo plano. Se há algo que me faz recordar esta novela com um sorriso enorme nos lábios e fez com que voltasse a vibrar com ela foi sem dúvida a química explosiva entre o Lázaro Ramos e a Taís Araújo, que na minha ótica representam o "coração da novela". Dois alpinistas sociais - ela super descarada e ele mais dúbio - cheios de camadas e incrivelmente bem escritos. Ambos provaram que o amor e a ambição podem andar de mãos dadas. Foi esta dinâmica entre o calculismo da Ellen e o sentimento de culpa do Foguinho que acabou por criar o equilíbrio perfeito, numa espécie de "cumplicidade moral" onde a busca pela ascensão social nunca anulou a genuína vulnerabilidade do afeto que os foi aproximando com o desenrolar da história. Um dos melhores casais da história da teledramaturgia e dois personagens individualmente brilhantes, sem dúvida. E o que dizer da Leona? Que personagem inacreditável de tão sublime! Aquele look sedutor e a perversidade que lhe corria nas veias faziam um contraste brutal com o perfil quase imaculado da Bel. Para mim, o melhor da Leona foi ver a sua evolução ao longo da trama. Ela tanto conseguia ser aquela "Barbie" em modo louca e psicopata, como nos mostrava uma vertente mais cómica nos barracos épicos com a Ellen na mansão e nos surtos psicóticos simplesmente hilariantes na Luxus. Isto sem falar na composição genial da própria personagem. Que grande interpretação da Carolina Dieckmann malta! Ela entregou tudo neste papel. Conseguiu sair totalmente da sua zona de conforto e criar uma vilã magnética, que navegava entre o sarcasmo e a loucura com uma naturalidade espantosa, sem nunca perder o tom. A atriz roubou a cena por completo e deixou, na minha modesta opinião, uma marca notável na história das vilãs da televisão. Outro ponto alto que me agarrava ao ecrã e me dava cabo das bochechas de tanto rir era a família do Foguinho! Convenhamos, malta: nenhum deles era propriamente flor que se cheirasse, mas que farofa deliciosa! O Ramires, a Shirley e o resto do clã eram tão oportunistas e interesseiros que o défice total de escrúpulos deles acabava por se tornar absolutamente hilariante em variadíssimas situações. Era impossível não rir com aquela brejeirice pegada e com as figuras ridículas que eles faziam quando se encostaram ao Foguinho. No fundo, personificavam aquele tipo de humor ácido e sem filtros que faz tanta falta na televisão de hoje em dia. Outros personagens que me surpreenderam bastante ao longo da novela foram o Luciano e a Letícia. Um casal com uma carga dramática muito forte! Ele, com aquele mistério todo da falsa identidade e ela, sempre tão amiga da Bel mas incompreendida por todos os que a rodeavam, trouxeram um romantismo mais denso e sofrido que também conquistou o seu próprio espaço numa trama repleta de personagens incríveis e histórias envolventes. O Carmo e a Cléo brilharam muito, sobretudo na reta final. A Milu, a Henriqueta, a Nikki e o próprio Omar também foram personagens muito interessantes e defendidas de forma magistral pelos seus respetivos intérpretes. Foi muito bonito ver tantos jovens atores a contracenar com verdadeiras "lendas" da arte de representar como os saudosos Marília Pêra e Francisco Cuoco. Em suma, 'Cobras & Lagartos' é a verdadeira definição de "Novelão" com "N" maiúsculo. O grande segredo da trama residiu na inteligência com que o autor conseguiu equilibrar o drama e a comédia, subvertendo o folhetim clássico ao dar o verdadeiro protagonismo à ambiguidade moral e à ganância humana. A novela prendeu-nos ao ecrã com um ritmo frenético, personagens ultra carismáticos e diálogos afiadíssimos, mas o seu triunfo absoluto esteve no desenvolvimento incrível de personagens e núcleos que no início prometiam pouco, mas no final entregaram tudo. Foi esta capacidade de transformar vilões e trapaceiros nas figuras mais fascinantes e magnéticas da história que elevou a obra a outro patamar. No fundo, provou que a ficção não precisa de ser perfeita ou politicamente correta para ser brilhante: precisa apenas de ter alma, uma boa escrita e um elenco em absoluto estado de graça. Eu gostei de C&L e considero-a uma boa novela, mas confesso que me dececionou um pouco porque expõe alguns dos problemas do JEC. Não vi a novela na altura, por isso, tendo em conta a obra dele (adorei a Favorita e A Regra do Jogo, gostei de Todas as Flores e tolerei bem Segundo Sol. Mania de Você não vi). Mas os vícios estão lá. O Estevão foi a maior vítima da Leona, mas passa pelo grande vilão, quando foi ela que orquestrou, planeou, manipulou... mas vale tudo em nome do guião. Aconteceu o mesmo com o Max e a Carminha. O Estevão e o Max tentaram diversas vezes sair daquele ciclo, mas não tinham espinha e vergavam perante elas. Mas, no fim, enlouquecem, exageram nas atitudes e passam pelos grandes vilões que têm que ser muito castigados. Vá lá que pelo menos a Leona morreu. Já a Carminha, virou febre nacional. Acho que esticou demasiado a corda com o Foguinho. Até ao Duda descobrir a verdade, comprei bem a ambiguidade dele, o ser anti-herói, ambicioso e com medo do que os filhos passariam se fosse preso. A partir do momento em que o Duda descobre a verdade e ele intui o plano dos vilões, acaba a ambiguidade dele. Tornou-se um vilão, sem dó nem piedade. A obsessão com a Bel no fim também foi para ter história na fase final da novela, ainda que não fizesse sentido. Não era preciso terem transformado o Foguinho num ser execrável por meia dúzia de episódios. O charme dele não chega para justificar tudo o que permitiu que fizessem com o Duda e, na fase final, ainda o tentar descredibilizar perante os outros. Quote
Maya Posted June 14 Posted June 14 há 1 hora, tiagauto disse: Eu gostei de C&L e considero-a uma boa novela, mas confesso que me dececionou um pouco porque expõe alguns dos problemas do JEC. Não vi a novela na altura, por isso, tendo em conta a obra dele (adorei a Favorita e A Regra do Jogo, gostei de Todas as Flores e tolerei bem Segundo Sol. Mania de Você não vi). Mas os vícios estão lá. O Estevão foi a maior vítima da Leona, mas passa pelo grande vilão, quando foi ela que orquestrou, planeou, manipulou... mas vale tudo em nome do guião. Aconteceu o mesmo com o Max e a Carminha. O Estevão e o Max tentaram diversas vezes sair daquele ciclo, mas não tinham espinha e vergavam perante elas. Mas, no fim, enlouquecem, exageram nas atitudes e passam pelos grandes vilões que têm que ser muito castigados. Vá lá que pelo menos a Leona morreu. Já a Carminha, virou febre nacional. Acho que esticou demasiado a corda com o Foguinho. Até ao Duda descobrir a verdade, comprei bem a ambiguidade dele, o ser anti-herói, ambicioso e com medo do que os filhos passariam se fosse preso. A partir do momento em que o Duda descobre a verdade e ele intui o plano dos vilões, acaba a ambiguidade dele. Tornou-se um vilão, sem dó nem piedade. A obsessão com a Bel no fim também foi para ter história na fase final da novela, ainda que não fizesse sentido. Não era preciso terem transformado o Foguinho num ser execrável por meia dúzia de episódios. O charme dele não chega para justificar tudo o que permitiu que fizessem com o Duda e, na fase final, ainda o tentar descredibilizar perante os outros. Não sou grande fã das novelas do João Emanuel Carneiro (escritas por ele só amei 'Cobras e Lagartos' e gostei muito de 'Avenida Brasil'. A partir de 'A Regra do Jogo' nenhuma me cativou. Não vi 'Da Cor do Pecado' e 'A Favorita') mas concordo contigo no sentido em que de facto tanto o Estevão como o Max foram de certa forma "peões" usados pelas suas respetivas amantes/cúmplices para atingirem os seus objetivos. O primeiro funcionou como uma espécie de "ponte" para chegar à fortuna do Omar, já que a Leona sabia de antemão que a Bel provavelmente viria a ser a única herdeira do tio (longe de imaginar que "dois Danieis Miranda" entrariam na equação) tendo por isso orquestrado aquele plano mirabolante de fazer com que o suposto "amado" desse o golpe do baú na prima. O segundo por sua vez foi "empurrado" pela Carminha para um relacionamento com a cunhada com duas finalidades: executar dois casamentos por conveniência, para ambos ascenderem socialmente em simultãneo, e meter o amante debaixo do seu teto para que estes mantivessem o relacionamento sem levantar suspeitas. No entanto, por mais "cegos de paixão" que os dois estivessem acho que ambos sempre tiveram a perfeita noção daquilo em que se estavam a meter. Tanto o Estevão como o Max eram tão moralmente corrompidos quanto as suas parceiras no amor e no crime. Acho que o autor fez um belíssimo trabalho com o Foguinho do início ao fim. Eu também não engoli a postura que ele adotou durante e no pós tentativa de assassinato do Duda. Fui igualmente contra aquele romance "quase sem nexo" com a Bel já na reta final. Mas mesmo nestes dois casos havia todo um contexto do ponto de vista moral que se revelou fulcral para o culminar do arco do Foguinho. Tornaram a redenção dele mais realista e emocionalmente impactante no final. Porque, tanto na ficção como na vida real, o sentimento de culpa não nos inibe de cometer outros disparates dos quais mais tarde também acabamos por nos arrepender. É isto que torna o Foguinho tão fascinante enquanto personagem e faz com que nós, público, tenhamos empatia por ele apesar de ser um "anti-herói" com tantos defeitos quanto qualidades. Um pouco como qualquer um de nós, não é verdade? Para mim tanto a Leona como a Carminha foram bem castigadas no final. Uma enlouqueceu de tanta ruindade. A outra terminou no lugar que mais odiava à face da terra e para o qual um dia havia jurado nunca mais voltar. Em ambos os casos fez-se justiça moral, narrativamente falando. Quote
tiagauto Posted June 14 Posted June 14 há 10 minutos, Maya disse: Acho que o autor fez um belíssimo trabalho com o Foguinho do início ao fim. Eu também não engoli a postura que ele adotou durante e no pós tentativa de assassinato do Duda. Fui igualmente contra aquele romance "quase sem nexo" com a Bel já na reta final. Mas mesmo nestes dois casos havia todo um contexto do ponto de vista moral que se revelou fulcral para o culminar do arco do Foguinho. Tornaram a redenção dele mais realista e emocionalmente impactante no final. Porque, tanto na ficção como na vida real, o sentimento de culpa não nos inibe de cometer outros disparates dos quais mais tarde também acabamos por nos arrepender. É isto que torna o Foguinho tão fascinante enquanto personagem e faz com que nós, público, tenhamos empatia por ele apesar de ser um "anti-herói" com tantos defeitos quanto qualidades. Um pouco como qualquer um de nós, não é verdade? Quanto ao Estevão e Max, não os desculpabilizo, parece que o guião é que parece querer desculpabilizar a Leona e a Carminha, talvez pelo seu carisma junto do público. Por exemplo, na morte do Omar, a minha memória diz que foi a Leona que decidiu, incentivou e orquestrou o fogo. No fim, toda a culpa recaiu só no Estevão. Compro o facto da Bel ter caído na armadilha do Estevão e acreditado que o Duda a roubou porque ela tem um historial de manipulações muito forte. Ela quebraria facilmente. Mas o autor foi preguiçoso na forma como arrancou o Duda do avião. Foi preguiçoso em forçar o romance Bel/ Foguinho. Ela foi para a cama com ele no fim. A repulsa que ela deve ter sentido quando descobriu a verdade era escusada. Aceito e aceitaria todos os deslizes se pudesse haver um arco de redenção a sério, com pelo menos 2 semanas de episódios (ou mesmo 1 apenas). Assim, a sua redenção ficou num ato apenas. Achei preguiçoso, mesmo. Foi preguiçoso em deixar para o antepenúltimo episódio a descoberta da carta. O mal de muitas novelas brasileiras é esse. Têm medo de desvendar os segredos e colocar as personagens a lidar com as consequências. Fica tudo corrido e superficial, sem profundidade. A loucura da Leona também poderia ter sido mais cuidadosa. Num episódio apenas ficou obcecada com germes. Poderia ter começado a haver algumas manifestações, mas não, foi repentino. Por fim, não deveriam ter feito a Milú participar na morte do Omar. Foi mau demais, foi cruel demais deixar ali o irmão, que, bem ou mal a ajudou, a queimar vivo e no fim sair vitoriosa. Se era para não a castigar, ir pela comédia e pela hipocrisia do povo, mais valia não a fazer estar no armazém porque o crime foi grave demais. A novela, no seu todo, foi muito boa, mas a evolução (ou falta dela) das personagens (algumas), deixa um pouco a desejar. Quote
Maya Posted June 15 Posted June 15 há 6 horas, tiagauto disse: Quanto ao Estevão e Max, não os desculpabilizo, parece que o guião é que parece querer desculpabilizar a Leona e a Carminha, talvez pelo seu carisma junto do público. Por exemplo, na morte do Omar, a minha memória diz que foi a Leona que decidiu, incentivou e orquestrou o fogo. No fim, toda a culpa recaiu só no Estevão. Compro o facto da Bel ter caído na armadilha do Estevão e acreditado que o Duda a roubou porque ela tem um historial de manipulações muito forte. Ela quebraria facilmente. Mas o autor foi preguiçoso na forma como arrancou o Duda do avião. Foi preguiçoso em forçar o romance Bel/ Foguinho. Ela foi para a cama com ele no fim. A repulsa que ela deve ter sentido quando descobriu a verdade era escusada. Aceito e aceitaria todos os deslizes se pudesse haver um arco de redenção a sério, com pelo menos 2 semanas de episódios (ou mesmo 1 apenas). Assim, a sua redenção ficou num ato apenas. Achei preguiçoso, mesmo. Foi preguiçoso em deixar para o antepenúltimo episódio a descoberta da carta. O mal de muitas novelas brasileiras é esse. Têm medo de desvendar os segredos e colocar as personagens a lidar com as consequências. Fica tudo corrido e superficial, sem profundidade. A loucura da Leona também poderia ter sido mais cuidadosa. Num episódio apenas ficou obcecada com germes. Poderia ter começado a haver algumas manifestações, mas não, foi repentino. Por fim, não deveriam ter feito a Milú participar na morte do Omar. Foi mau demais, foi cruel demais deixar ali o irmão, que, bem ou mal a ajudou, a queimar vivo e no fim sair vitoriosa. Se era para não a castigar, ir pela comédia e pela hipocrisia do povo, mais valia não a fazer estar no armazém porque o crime foi grave demais. A novela, no seu todo, foi muito boa, mas a evolução (ou falta dela) das personagens (algumas), deixa um pouco a desejar. Sim, foi ela que matou o tio. Sem dúvida. Mas é como tu dizes: nada como uma vilã carismática e bem construída para cativar o público e fazer com que relevemos certos atos moralmente imperdoáveis. Percebo o teu ponto de vista, mas não concordo assim tanto que a maluquice dela tenha surgido 'do nada'. Ela, mesmo sendo fria e calculista, também tinha os seus picos de loucura. Isso evidenciou-se em momentos como aquele em que se 'fantasiou de Bel' para tentar agradar ao Duda, ou quando planeou a morte da prima no episódio da explosão do iate — sabendo perfeitamente que ela e o Estevão seriam apontados como os principais suspeitos do crime, uma vez que a Bel tinha acabado de descobrir a traição. Não quero de todo desculpabilizar a Milu pelas suas falhas de caráter óbvias, que inclusive se refletiram (e bem) na péssima educação que deu aos filhos. Mas a verdade é que, quando a novela arrancou, o Omar também não era propriamente a melhor pessoa do mundo, Tiagauto. Ele era um homem superprepotente, que desprezava todos os que estavam à sua volta, exceto a Bel, claro. Foi a doença que o fez refletir sobre o homem fechado e arrogante em que se fora transformando ao longo dos anos e resgatou, por conseguinte, o Omar humilde e de bem com a vida que fora no passado. Não fosse o facto de ele se ter perdido ao longo do seu trajeto, talvez a Milu também não tivesse tido os seus motivos para não se comover genuinamente com a morte do irmão. Todavia, foi um ato imperdoável tê-lo deixado sozinho a agonizar naquele galpão. Quote
Recommended Posts
Join the conversation
You can post now and register later. If you have an account, sign in now to post with your account.
Note: Your post will require moderator approval before it will be visible.