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* Desafio 5: Final da novela


Johnman
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Spoiler

Desde que a neblina encurralou a aldeia os habitantes tiveram que se unir, todas as tentativas de reverter a magia dos ETRAMON foram em vão. A respeito da investigação do assassinato de Mónica ao pressionar os escuteiros, Adriana fez a surpreendente revelação de que foi ela que foi ao campanário e trouxe consigo as cinzas dos maçons que estavam lá guardadas, foi lá de noite para namorar com Rúben o sobrinho de Filomena que sempre foi apaixonado por ela. Os dois afinal mantinham uma relação em que Adriana quando se queria divertir aproveitava-se do rapaz e durante o dia desprezava-o. Com o acesso dos escuteiros à maior parte a igreja esta num desses encontros encontrou-as e levou-as consigo. Mais tarde pelas câmaras de vigilância da loja de souvenirs de Filomena no dia apontado por Adriano Diana e Gaspar vêm Mónica a comprar lembranças e alguns escutistas na loja dentre os quais Joana a reguila que com os seus amigos tinha objetos assustadores e estava a espalhá-los pela aldeia, tendo deitado as cinzas no saco da atriz sem que Rúben no balcão se apercebesse, prontamente Mónica saiu sem notar o sucedido. Estava explicado o que tinha atraído as forças do mal para a estrela de cinema, mas o mal continuava presente. Segundo o Feiticeiro é preciso que alguém se sacrifique de livre vontade. Diana reuniu-se várias vezes com Amadeu na casa de Odete já que estes finalmente assumiram o seu amor. No entanto a polícia esquece-se de alguns objetos, que são encontrados por Celeste a sobrevivente dos espíritos. No último episódio na praceta principal da aldeia está a haver uma reunião de como vão operar dali em diante uma vez que a comida está cada vez mais escassa. Os populares revoltam-se e começa o caos, gritos, choro, medo da morte. De repente o silêncio, Celeste a velha observadora saiu de casa pela primeira vez em décadas. Diante de todos a mais pacata das irmãs esboça um leve sorriso e mostra a boneca de voodo que a irmã Odete na juventude lhe fizera para a prejudicar e que consequentemente acabou por libertar todo o mal que assola o local. Dirige-se às irmãs que estavam presentes no meio da população em lágrimas e diz-lhes, falando assim pela primeira vez, que sempre soube de tudo, dos remorsos que Odete sentia e do fardo que era para Irene mas que as amava e que sobretudo que as admirava como mulheres. Abraçam-se, a senhora prossegue para o centro junto à polícia Diana e Tiago e pede-lhes que libertem Rafael que havia sido acorrentado numa cave por estar possuído pelas forças do mal e ser um perigo eminente para todos. Confusos, libertam o polícia que continua possuído e com sinais de mazelas evidentes. A população não sabe o que fazer, quando dão por si Celeste já não está lá, Diana olha para o alto e vê a idosa a subir a montanha com a boneca sempre ao peito, as irmãs de lágrimas nos olhos baralhadas com o que se passa questionam-se, todos seguem atentamente os passos da senhora. A certa altura para, olha para baixo, onde se encontram os populares. Acena-lhes com um enorme sorriso e atira-se. Nem uma mosca ouviu-se naquele momento, o choque era grande. Subitamente Rafael recém-libertado pega numa navalha que Tiago tinha à cintura e aproxima-a ao pescoço da colega de profissão e ri maleficamente dirigindo-se lentamente para a cave em que estivera preso, a população segue-os mas sem se aproximar muito com medo do que este possa fazer pois anteriormente causou o caos aos demais. Diana chora e começa a recontar tudo o que aconteceu desde que chegaram à aldeia do Campanário, Rafael pouco a pouco vai perdendo o seu olhar sanguinário e a colega prossegue o discurso finalizando com: “(…) e tudo isto porque não quiseste acreditar em nós.”, o jovem polícia deixa a arma branca cair e diz: “Agora sim, agora sim acredito. Desculpa.” Subitamente o campanário começa a tocar sozinho e a neblina vai se dissipando, a aldeia está livre, Celeste ao se sacrificar de livre vontade em prol da comunidade salvou todos, tal como a sua mãe fizera para tentar salvá-la há 6 décadas atrás.

(Corta para a última cena da novela 1 mês depois – Final de Setembro):

O Feiticeiro Amadeu e Odete vivem como um casal e começaram a coordenar um curso de magia. Adriana líder dos escuteiros foi galardoada pelo Corpo Nacional de Escutas na inauguração do edifício escutista na aldeia, evento onde está Rúben finalmente namorado oficial da rapariga e agora também escuteiro. Filomena na sua loja num dia normal, já sabendo da homossexualidade da sobrinha que não foi bem aceite. Desprezou-a totalmente ao longo da novela, mas as saudades falavam mais alto e o amor também, desde que a neblina desapareceu nunca mais a viu, de rompante Joana entra e diz que tem alguém para apresentar entra a sua namorada, Filomena chora de felicidade e abraça as duas. De carro, Afonso e Júlio chegam à aldeia do campanário para um fim de semana a acampar. Afonso tem que fazer uma reportagem de como está a aldeia um mês após tudo o que aconteceu, dirigem-se à praceta central em frente à igreja onde estão Tiago e Diana sentados em clima de romance. Tiago está a concorrer a presidente da junta e decidiu não ir para o Porto, Diana foi promovida pela sua bravura a chefe de divisão. Trabalhando na cidade e fazendo questão de ir e voltar todos os dias para aquele local rural, inspirador que lhe trouxe o seu grande amor. Pouco a pouco vai chegando gente à praceta, até estarem todas as personagens lá. Os pássaros cantam, as flores surgem, Diana abraça-se ao seu amado. Tiago olhando para aquele sol tão desejado, sabe que o futuro só pode ser promissor enquanto os habitantes festejam e batem palmas.

FIM

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Depois de ser eleito diretor da Faculdade, Marco decide finalmente assumir o namoro com Benedita. No entanto, esta, cansada de não ser a prioridade de Marco, rejeita o agora diretor da Faculdade e decide igualmente priorizar a carreira, aceitando uma proposta para dar aulas em Timor-Leste.

Duarte, desmoralizado e envergonhado, depois de se ter descoberto que é seropositivo, conhece Alice, também seropositiva. Os dois apaixonam-se e decidem ir viver para a Nova Zelândia juntos, longe dos olhares de reprovação.

Depois de ser despedida da fábrica, Luísa decide voltar à sua terra natal, mas antes decide tentar voltar a reatar a relação com a sua filha. Marta rejeita-a veemente, referindo que nunca a irá perdoar, pois o seu testemunho a favor de Miguel foi fundamental para a decisão do juiz, que optou pela guarda partilhada de Clara entre Miguel e Marta, os pais biológicos da criança. Tal acabou igualmente por destruir o seu casamento. Além disso, relembra a mãe que esta nunca aceitou o facto de ter uma filha homossexual.

Eduarda chega a casa motivada. Desenhou um vestido exclusivo para Clara, que continua a não a aceitar nem ao seu marido, esperando com a prenda conquistar o coração da criança. Ao chegar, depara-se com Miguel morto na sala. Foi Luísa que, horas antes, o matou, para se redimir, de forma a que a sua filha Marta e Sara voltassem a recuperar a custódia total da criança, uma vez que Eduarda, por lei, nada é à criança.

Com a morte do pai biológico de Clara, Marta e Sara voltam a ter a custódia total da criança e reatam a relação, voltando a ser a família feliz que outrora eram, em conjunto com Sónia, que passa a ser mais simpática com a nora. Eduarda, castigada, acaba presa preventivamente como a principal suspeita da morte de Miguel, quando não foi ela a culpada...

Faltam dois dias para o julgamento do acidente de Guilherme e Daniel, como principal suspeito, será certamente declarado culpado. Daniel encontra-se com Guilherme na Rua Direita e pede-lhe que, não podendo desistir do processo, fuja com ele para o Brasil, país com o qual Portugal não tem acordo de extradição e, desta forma, permitiria que Daniel escapasse à prisão. Argumenta que não namorou com ele apenas para escapar à prisão e que o ama mais do que tudo. Guilherme, emocionado, acede ao pedido e os dois beijam-se apaixonadamente. Combinam encontrar-se no Jardim Botânico no dia seguinte para fugirem juntos para o país irmão.

No dia seguinte, no Jardim Botânico, Guilherme aguarda por Daniel. Daniel fica feliz por ver o ex-nadador olímpico no jardim, sinal de que cumpriu a promessa que havia feito no dia anterior. Atrás de Daniel, chega a Polícia Judiciária, chamada por Guilherme, para deter o organizador de orgias por tentativa de fuga. Guilherme diz que, embora amando Daniel, não o consegue perdoar e que o ex-namorado vai ter de pagar pelo que fez. Só assim conseguirá seguir em frente e esquecer-se do acidente, que lhe destruiu os sonhos. Daniel acaba preso depois do julgamento e Guilherme refaz a vida como professor de natação nas Piscinas Municipais.

Filipe continua a arrecadar dinheiro com o esquema de venda de exames, aos quais conseguiu ter acesso depois de chantagear Benedita. O esquema acaba por ser descoberto pela direção da faculdade. Perante tal conduta, a faculdade decide expulsar Filipe, não podendo este durante dois anos estudar em nenhuma das faculdades da Universidade. Perante a decisão, grita e chora de raiva em frente à Faculdade de Direito. Cristina decide castigar o filho, colocando-o a trabalhar na fábrica sem nada ganhar.

Com a ajuda de Álvaro e de Luísa, que voltou a ser sua aliada, Cristina consegue finalmente ter nas suas mãos a total propriedade da fábrica de bolachas Carinho, tornando-se numa empresária de sucesso e salvando a empresa da falência. As bolachas criadas outrora por si vencem o prémio de produto do ano, o que impulsiona ainda mais as vendas da marca.

Meses depois, é o dia do casamento de Álvaro e Cristina, depois do advogado finalmente se ter divorciado de Paula. No momento em que o padre questiona se alguém tem algo contra a realização do casamento, Paula chega e conta a todos o segredo que guardava acerca de Álvaro: este causou a morte do pai, vítima de um enfarte, por conta de uma enorme discussão que Álvaro e o pai tiveram na sociedade de advogados, por uma discordância em relação a um importante processo. No entanto, ao contrário do esperado, Duarte, Benedita e Guilherme colocam-se ao lado do pai, desprezando a mãe, que outrora os tinha expulsado de casa. Álvaro e Paula casam-se e Paula desaparece, desmoralizada e derrotada.

Divorciada, de costas voltadas com os filhos, sozinha e endividada, Paula começa a trabalhar como acompanhante de luxo, sendo aliciada para participar numa festa privada na Quinta das Lágrimas com milionários de todo o mundo, onde poderá arrecadar uma boa maquia e, quem sabe, conhecer um homem rico, proposta que aceita, convencida de que esta é a melhor oportunidade para voltar a ser rica como outrora. Por trás desta proposta, está Cristina, que, pretendendo vingar-se na plenitude da irmã, acaba por envolver Paula numa rede de tráfico humano, onde esta será escravizada, acabando por passar exatamente o mesmo que a irmã Cristina passou por sua causa no passado.

- FIM -

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Duas semanas antes do fim:
18h54. Vê-se um subtil movimento do dedo indicador direito.

O desmedido caos em Selinde durou mais do que o desejado. Servia de tema adicional de conversa e de um receio natural face ao inesperado. Enquanto uns permaneciam serenos, as beatas faziam as malas em antecipação de uma viagem à procura de outra igreja desprovida de mau-olhado.
“Eternidade”, não seguindo a definição do seu nome, acabou por cerrar. Jéssica e Rodolfo deixaram Selinde para uma viagem pela Europa à procura do seu novo lugar ideal. Morreram ambos tragicamente no trajeto, num acidente de automóvel. Ficaram os poucos clientes amargurados, que não terão mais de viver escondidos numa realidade paralela.
A freira Júlia não mais saiu à rua. Não se conformou com o que acontecera e adotou funções internas no seminário. Foi mais tarde encontrada inanimada no cemitério. O padre Henrique, pouco a pouco, foi cedendo à tentação que representava Marta Soares, cometendo delitos de foro íntimo e sensual, aos olhos da Igreja, que acabaram por ser descobertos.
Jaime ficara preso a uma cadeira de rodas e a sua neta era agora a ajuda de que necessitava. Adelaide manteve-se próxima de Ernesto e o seu quiosque continuou aberto, apesar do que se passava à sua volta.

Onze dias antes do fim:
15h17. Ainda de olhos fechados, nota-se a agitação das pálpebras, como durante um sonho. Neste plano, vêem-se também as feições do rosto de Ernesto.

Sara Martins aproximou-se de Ernesto como uma mensageira que permanece depois de entregar a devida mensagem. O velho percebeu que fora o primeiro acontecimento de uma série estranha e incompreensível. O segredo relacionado com o caos viajava de geração em geração na família de Sara, até a sua mãe desaparecer. A sua mãe, Alzira. Os olhares entre mãe e filha cruzaram-se esporadicamente em Selinde, mas sempre mantiveram uma distância de segurança. Sara sofrera às mãos da mãe, até esta ver nas suas próprias mãos o sangue dos seus atos. Fugiu à procura de um rumo diferente e abraçou a religião, deixando a filha com o pai, um ser inseguro e amoroso. Alzira criticava para não ser criticada, e falava para não ser falada… Sabia que a filha apareceria um dia. Sem saber, porém, se a perdoaria. E não perdoou.

Uma semana antes do fim:
Tenta abrir os olhos vagarosamente, procurando uma luz que não via há demasiado tempo.

Ernesto perdoou Jorge e pagou o montante necessário para o deixar sair da prisão. Era, a seu ver, um gesto que faria o filho refletir. Em vão.
Maria João, que todos consideravam já demente, guardava na manga algo que não mostrara. Confrontou o filho e a sobrinha sobre o segredo que Marco tanto tentava guardar. Naquela noite, Maria João assistira, incrédula, a alguns segundos do que julgou ser um sexo apaixonado e envolvente. Guardou o episódio para si, de forma a não ferir o filho.
Sara Martins e Jorge acabaram por se casar. Apesar das tentativas da esposa, Jorge nunca chegaria a mudar. João Couto, por sua vez, não resistiu à mudança da mulher, que agora era ainda mais incontrolável, e saiu de casa repentinamente.

Dois dias antes do fim:
Jorge tinha a faca na mão, pronto para apunhalar o pai na zona do coração. Não dormia há dias, enquanto planeava o seu ato. Queria uma morte que parecesse um suicídio, sem elaboração para tal. Aproximou-se enquanto Ernesto dormia. Este tinha um semblante pacífico. Não hesitou... Levantou o braço…
No momento seguinte:
13h25. Os olhos abriram repentinamente, assustados. Família e amigos rodeavam-no como se de um animal selvagem se tratasse. Gritavam, sorriam, choravam. Acordava de um coma que durava há semanas. Matilde, num interesse descomedido, perguntou ao avô se sonhara muito. Ernesto mostrou um leve sorriso ao dar-se conta de que a realidade era mais aprazível do que a história que se apoderou da sua mente durante o coma. Ali, acordado, voltou a sentir a ausência de vilões, caos e demência. Todos existiam, mas eram totalmente diferentes das personagens da sua imaginação. Estavam todos genuinamente felizes por o ter vivo. E ele, por breves instantes, pensou que tamanha felicidade era algo aborrecida.
Alguns dias depois, Ernesto organizou uma festa no último dia do mês que antecedia os seus 83 anos. A comunidade encheu a sua casa. Apresentou-lhes o livro que escrevera naquela semana, sem parar. Intitulava-se “A Idade da Razão”.
O jornal local dava conta, no dia seguinte, do suicídio do patriarca da família Andrade. “Talvez a solução seja… criar o meu próprio ponto final, num mundo muito mais desinteressante do que o da imaginação.”, escreveu num pequeno pedaço de papel, deixado ao lado de um pequeno bolo de cenoura.
Fim. Fim.

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Humberto ... Vando ... Patrícia

Humberto acaba por assumir o negócio das raspadinhas, juntamente com Hugo, encontrando assim, pela primeira vez, o seu propósito em Cascais. Coincidência ou não, parece que a tomada de posse de Humberto trouxe uma nova sorte aos jogadores que se aventuraram a comprar n'A Sorte da Tia com vários prémios altos a sair sem maldição atrelada. Um dos afortunados é Vando, que, após uma maré de azar, volta a tentar a sua sorte na renovada papelaria e fica milionário. Com a mulher ainda presa em Tires, Vando encanta-se pelo mundo do tarot, numa tentativa de salvação da alma, e acaba a investir na formação nessa área com o dinheiro que ganhou, com o intuito de se tornar um mestre das cartas e ajudar os outros como também ele foi ajudado.

Sandra ... Esmeralda

O motivo da maior rixa de Cascais é-nos finalmente revelado. A sociedade de há 15 anos não é a mesma de agora, a visão fechada em relação ao conceito de amor e de como o mesmo deve existir impediu duas mulheres de viver o que sentiam. Para conseguirem em pequenos momentos concretizar esse sentimento, criaram uma rivalidade histórica que esconderia esse profundo amor que nutriam uma pela outra. Na manhã da morte de Esmeralda, ambas haviam estado no poço envolvidas num momento romântico. Indo embora antes de Esmeralda, e uns passos à frente, Sandra acaba por ouvir a sua amante a acidentalmente cair no poço. Corre em seu auxílio mas encontra um corpo que não lhe devolve o eco que Sandra lhe enviava. Esta liga para o 112 e foge com medo da culpa que em si cairia graças ao histórico de ambas. Acaba por comprar a papelaria, garantindo que o legado de Esmeralda não morre. No presente, Júlia traz à tona um bilhete que havia encontrado, há anos, em que Esmeralda combinava encontrar-se com Sandra no poço no dia em que morreria. Júlia pressiona Sandra a entrar nos seus esquemas ou entregaria aquele bilhete a Rodrigo. Encarando agora um futuro certo na prisão a menos que se vendesse à podridão que a sua irmã se tornou, e não querendo viver o resto da sua doença enclausurada, Sandra regressa ao poço onde perdeu o seu grande amor, e para lá se atira imaginando Esmeralda no fundo do mesmo de braços abertos.

Rodrigo ... Hugo ... Pilar ... MariMi ... Concha

Numa coincidência do destino, temos os dois filhos destas mulheres também eles a viver um amor proibido. Hugo e Rodrigo, alheios a histórias do passado, acabam por encontrar a paz de espírito para se assumir e viver a história de amor que foi negada às suas mães. Despojadas do Procurador, as betas acabam por encontrar o rumo, ou perdê-lo. Pilar resolve abrir um restaurante, "Wok Me Up Before You Go Go", revolucionando a gastronomia cascalense com as suas receitas, conquistando as barrigas dos homens e das mulheres também. Já MariMi, endividada até ao pescoço devido às suas compras excessivas, vê-se obrigada a vender a casa oferecida pelos pais e a ter de viver no seu iate de apenas 50 metros quadrados. Sem conseguir conquistar Rodrigo ou MariMi, Concha compra uma quinta e começa a ter formação em agricultura, na esperança de no futuro a SIC a chamar para protagonizar uma temporada do dating show e, finalmente, encontrar o amor.

Júlia ... Petra

Após Hugo encontrar o bilhete que Júlia usara para fazer chantagem a Sandra, este interpreta-o como sendo de Esmeralda para a tia e não para a mãe. Chocado com a descoberta que achara que tinha feito e desiludido com a tia que deixou os dedos serem apontados a Sandra, entrega-o depois a Rodrigo que ficara com a sua investigação focada num único suspeito. Ligando outras provas circunstanciais e comportamentos suspeitos, como o de Júlia ter virado dona de casa logo após a morte de Esmeralda, Rodrigo confronta-a e garante que a vai voltar a meter atrás das grades usando a sua influência para preencher quaisquer lacunas que o caso possa ter. Ironicamente, Júlia vê-se novamente livre dos crimes que cometeu e prestes a ser presa por algo que, novamente, não havia feito. Foge, portanto, de Cascais, diretamente para um destino exótico onde pretende viver o resto dos seus dias, onde ninguém a reconhece, onde não tem raízes para serem cortadas nem espinhos onde se cortar. Numa última imagem da vilã, vemos o seu sorriso a desvanecer junto à praia, dando lugar a uma expressão de uma mulher que, mesmo superando tudo, viverá o resto dos seus dias com nada nem ninguém que tenha realmente valor para ela. Com Júlia fora do seu radar, Petra apercebe-se de que não só saiu derrotada do confronto das duas, como também perdeu a única coisa pelo qual lutava desde que saiu da prisão. Entrando numa crise existencial, não conseguindo arranjar emprego, com as poupanças a escassear, e não conseguindo reajustar-se à população de Cascais, Petra assalta A Sorte da Tia. Um assalto que, na verdade, foi planeado por Petra para se despojar a si mesma da liberdade que outrora desejava, acabando por regressar ao sítio onde tinha total controlo, onde era realmente livre sem saber: A prisão de Tires.

Esta foi uma história com base naquilo que podemos alcançar despojando os outros e em como nós mesmos passamos a agir quando despojados. Muitas destas personagens lutaram por algo durante a história - pela vida, pela liberdade, por amor -, com base no que as três coisas representam, esquecendo aquilo que elas realmente significam. Às vezes a vida torna-se apenas em sobrevivência, o desejo de liberdade numa mera prisão, o amor somente numa ilusão. Foi quando as personagens se despojaram dos conceitos que todos definimos como padrão, que conseguiram redefini-los para aquilo que, para elas e para a sua jornada, são os certos. Só despojados é que conseguimos ver tudo pelo que realmente é, superar e avançar com a nossa história e, por isso, nada disto foi um final, acabando, sim, por ser um novo início para todos.

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agui

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Que texto mal escrito, desde erros até falta de vírgulas, que esforço tive de fazer para entender alguma coisa. Pelo que vejo toda trama se resolve apenas no final, o que não me apraz. O mistério do assassinato teve uma idealização interessante, embora tudo nesse texto soe a trash. Creio que é um final impactante. Tenho só que apontar que a originalidade que percorreu “Luz Vaga” poderia estar presente também na cena final, considero este tipo de desfechos de melodramas totalmente ultrapassados e enjoativos.

 

Originalidade (0 a 4): 3,2
Coerência (0 a 6): 4,9
Cunho pessoal do concorrente (0 a 5): 4,1
Gosto pessoal do jurado (0 a 7): 5,3

Total (0 a 22) - 17.5 pontos

André

Spoiler

E no fim o bem vence sempre o mal, bem como o autor que conseguiu entregar (finalmente) um bom trabalho. 

Gostei do final, apesar dos já habituais erros ortográficos e estruturais. Conseguiste dar bem a volta à trama apesar de todos os percalços nos desafios anteriores. 

Gostei do desenvolvimento da Celeste e também da forma como o Rafael se redimiu. 

Fossem os trabalhos anteriores como este e o resultado seria muito melhor. 

 

Originalidade (0 a 4): 3.3
Coerência (0 a 6): 4.6
Cunho pessoal do concorrente (0 a 5): 4.2
Gosto pessoal do jurado (0 a 7): 5.5

Total (0 a 22) - 17.6 pontos

Fernando

Spoiler

O texto muito desorganizado e quase sem vírgulas :cryhappy:.  Além disso, achei tudo muito apressado e algumas explicações um bocadinho absurdas, afinal a morte que dá mote à novela foi um “erro”. Acho que isso acabou por desvirtuar o conceito que a novela apresentava inicialmente. Desiludiu este final. :read:

 

Originalidade - 3.1
Coerência à proposta global - 4.2
Cunho pessoal - 4.3
Gosto pessoal - 3.9

Total (0 a 22) - 15.5 pontos

Edited by Johnman
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agui

Spoiler

Melodrama puro do início ao fim, coerente a si mesma. Carnificina, desfechos clichês e muito drama. No geral, acho batido. O final da Paula é o típico castigo de faca e alguidar de vilãs, mas que, neste caso, abala o caráter e valores construídos da protagonista (não sei se intencionalmente ou não) - apesar de fugir à curva da santidade, dentro da linearidade da história não considero um bom preceito.

 

Originalidade (0 a 4): 2,4
Coerência (0 a 6): 5,2
Cunho pessoal do concorrente (0 a 5): 3,7
Gosto pessoal do jurado (0 a 7): 4,6

Total (0 a 22) - 15.9 pontos

André

Spoiler

E termina assim mais uma novela de 400 episódios da SIC… ai pera. q

De facto é uma novela muito sicquista, com viagens para países parasíticas e os núcleos a terminarem de forma cliché. Só faltaram os núcleos cómicos. 

Gostei do final dos protagonistas, com a Paula com um tom de anti-heroína. Gostei dessa diferença.

Originalidade (0 a 4): 2.5
Coerência (0 a 6): 4.6
Cunho pessoal do concorrente (0 a 5): 4.1
Gosto pessoal do jurado (0 a 7): 4.9

Total (0 a 22) - 16.1 pontos

Fernando

Spoiler

É um final que encerra bem todas as história e com algumas reviravoltas curiosas. Num todo gostei de quase tudo do que li. :clap:
Ainda assim, acho que o final da vilã roça muito à mexicanisse e não me agrada de todo. Acho que foi o único que realmente não gostei. :read:

Originalidade - 3.3
Coerência à proposta global - 5,4
Cunho pessoal - 4.2
Gosto pessoal - 5.5

Total (0 a 22) - 18.4 pontos

Edited by Johnman
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agui

Spoiler

Pontos positivos: aprecio a estruturação do final, nomeadamente a forma como se afunila a um seguimento cada vez mais agonizante para o telespectador, até à revelação do coma. Tirando a revelação da união sanguínea de Alzira e Sara, parece-me tudo demasiado melodramático e frio. Por outro lado, o desfecho propriamente dito - não sendo original - encerra a narrativa com circularidade.

 

Originalidade (0 a 4): 3,1
Coerência (0 a 6): 4,7
Cunho pessoal do concorrente (0 a 5): 4,5
Gosto pessoal do jurado (0 a 7): 5

Total (0 a 22) - 17.3 pontos

André

Spoiler

A escrita continua no ponto. Os meus parabéns! 

Achei apenas que houve alguns finais meio confusos. 

O final foi do protagonista no entanto foi muito interessante, diferenciado, simbólico e coerente com a sua proposta.

Originalidade (0 a 4): 2.9
Coerência (0 a 6): 5.2
Cunho pessoal do concorrente (0 a 5): 4.7
Gosto pessoal do jurado (0 a 7): 5.4

Total (0 a 22) - 18.2 pontos

Fernando

Spoiler

A nível de escrita continua tudo muito bem, não há erros a apontar :clap:. Porém, achei grande parte dos finais confusos e bastante dúbios :read:. Porém, destaco o final da personagem principal, muito impactante e acaba por ser coerente com aquilo que fomos lendo do Ernesto. :nostalgia:

 

Originalidade - 3,4
Coerência à proposta global - 5.2
Cunho pessoal - 5
Gosto pessoal - 4.8

Total (0 a 22) - 18.4 pontos

Edited by Johnman
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agui

Spoiler

O que eu mais admiro nesta história é que não há ponta sem nó e os flashbacks são utilizadas de forma mestra. Não esperava a relação de Sandra e Esmeralda, mas, além de surpreendente, mais uma vez, tudo fez sentido e tem um propósito de existir. E estou a morrer com o nome do restaurante oof. Gostei da reviravolta no desfecho da Júlia, já a sua fuga para o exterior acho batida. Por fim, aprecio afincadamente a conclusão de tese, que, ao longo da obra, tentou dar um significado simbólico e poético à trama - muito mais do que uma história por detrás do seu invólucro. pxp, tu és o Shakespeare possível para este Portugal tão pequenino.

 

Originalidade (0 a 4): 3,5
Coerência (0 a 6): 5,7
Cunho pessoal do concorrente (0 a 5): 4,7
Gosto pessoal do jurado (0 a 7): 6,4

Total (0 a 22) - 20.3 pontos

André

Spoiler

E chega ao fim a novela aTV nomeada a um Emmy Internacional. Que lendária!

 

Que final magnífico, com cada núcleo a ter o seu devido encerramento. Surpreendido pela relação Sandra x Esmeralda e o seu desfecho. Muito bonito. 

Morro com o núcleo do procurador. O nome do restaurante e a referência ao agricultor pegando na base do nome escolhido para o núcleo foram excelentes ideias. 

A Júlia acabou por ser despejada de Portugal para fora. Apesar de cliché achei merecido, é uma vitória para ela com um toque amargo. 

O texto filosófico fechou a história com chave d’ouro. Ótima ideia.

Originalidade (0 a 4): 3.5
Coerência (0 a 6): 5.8
Cunho pessoal do concorrente (0 a 5): 4.8
Gosto pessoal do jurado (0 a 7): 6.8

Total (0 a 22) - 20.9 pontos

Fernando

Spoiler

Um final que encerra bem a história e não deixa nada por explicar, contando ainda com algumas surpresas, como por exemplo, o relacionamento da Esmeralda e da Sandra :cryhappy:. Os finais que menos de me agradaram foram o das raparigas do núcleo do Procurador. Ainda assim adorei paralelismo criado entre Hugo/Rodrigo e a história das suas mães. :nostalgia:

 

Originalidade - 3,6
Coerência à proposta global - 5.7
Cunho pessoal - 4.8
Gosto pessoal - 6,2

Total (0 a 22) - 20.3 pontos

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