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0: A Tua História de Subestação


ATVTQsV
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Bem-vindos à "edição zero" da tua história de subestação que na prática estava planeada desde 2018, mas na volta acabei por adiar e só agora é que tive a ideia.

Mas ATVTQsV, porquê edição zero? Porque se fosse uma edição numerada seria tipo a última crónica, e nada mais importa. Vamos falar sobre a história da tua história de subestação.

HISTÓRIA

A ideia do nome da THdS já veio desde Dezembro de 2016.

Consta que em Setembro (mais mês menos mês) de 2016 eu descobri um inusitado cantor de Tondela que era o Emanuel Bandeira, mais conhecido por DJ Emanuel. Descobri-o ao acaso depois de ter feito uma pesquisa pela frase "Crocas goes with Kinkas" que uma tal Wendy Clark escreveu num comentário de uma música da Banda do Panda (longe vão os tempos em que era permitido comentar em vídeos infantis, isto foi antes da lei COPPA ser implementada a 6 de Janeiro de 2020). Sim, aparentemente a Banda do Panda ultrapassa todas as fronteiras e diz que a melhor relação é entre um crocodilo e uma canguru, mas não importa.

E daí descobri um CD não autorizado do Panda feito por ele, partindo da procura encontrei foi a canção "brincar com panda e com crocas e kinkas" com um instrumental Kantatu do Yellow Submarine a tocar no fundo. No entanto, a reacção inicial a este "cantor" era inusitada, dado que ele infringia todas as leis da ortografia, como pude ver na contracapa:

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E na altura ria-me com isto:

"O Canal Panda será é o roqueiro de setar"

O estilo do Emanuel Bandeira era suficiente para me convencer a adorar um artista tondelense, que aparentemente tinha dois parafusos a menos, improvisos a mais e erros ortográficos a rodos.

O artista foi um meme pessoal meu que me ajudou a passar por uma fase deprimente da minha vida, entre o outono de 2016 e o outono de 2017, no início de 2017, inspirado pelos memes do genérico do Nutshack (que entretanto foram bloqueados de modos que a ABS-CBN a colocasse na sua plataforma de streaming: iWanTV, eles já antecediam a Globoplay e a OPTO) fiz uma em que todas as instâncias de "nutshack" foram substituídas por "subestação", mas na verdade a subestação veio antes.

Em Dezembro de 2016, no primeiro Secret Santa onde participei, eu dei uma prenda completamente deslocada aos gostos de quem a enviei, com uma explicação muito pobre, foi o mais novo CD do Emanuel Bandeira na altura. Era este:

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Fez-se história, daqui nasceu o nome das crónicas: tua história de subestação.

Eu não me consegui controlar naquela noite, no intervalo do Dr. Why (saudosos tempos) na noite do Secret Santa recebi uma notificação de que era a vez de revelar a minha prenda ao Boy TV, ri-me a bom rir:

"Dar um CD de uma banda que nós gostamos é efetivamente uma boa prenda. Quer dizer, CD's agora ninguém dá, era melhor o serviço premium da Apple Music, é muito mais em conta. De qualquer forma, é uma boa prenda, é barato, costuma-se acertar e dá efetivamente para algo mais informal. A escolha do formato foi bom, gostei. Agora, tu sabes se a pessoa em questão gosta do artista que tu ofereces? Pois, penso que isso foi um erro. Consigo conceber que foi uma brincadeira e até dou mais pontos por isso.  

Contudo, eu espreitei o CD que lhe deste e fiquei, meu caro forista, eu não diria assustada, mas ligeiramente consternada com aquilo que vi e que escutei. Em primeiro lugar, eu não percebi a temática do CD - é de Natal, é de rap, é Summer Vibe (adorei esta!) é de POP... Eu olhei para aquilo como um burro olha para um palácio. Seguidamente, DJ Emanuel é o nome do cantor. É um facto. Contudo, achei muito desenxabido para um disc-jockey: quer-se nomes como Xxxur ou HoPLi, nunca um simples nome próprio, daí que ache que deve de haver uma alteração de nome, urge até.

No ponto seguinte, eu li os títulos das cantigas e é-me difícil caracterizá-las. Comecemos pelo tua história de subestação. É o quê? Uma história passada naquelas centrais elétricas ou passada entre estações do ano? Nunca faz de ti um homem do rap? Pois não, ainda acabas louco como o Kayne. O rapas da França? É oficial: Camões pediu nacionalidade espanhola depois de ver estes erros e já está a ser transferido para o Panteão espanhol.  Gang Otugrafico? Ah?! É um gang que faz ortografia juntos, presumo, junto? Que chiques. Plenestino la France? OK, eu vou parar, isto é demasiado para mim e eu não tenho que queimar pestanas com tamanhas heresias à língua portuguesa. 

Agora vamos à audição. É música, né, é o mais importante. Quanto a isto, eu não posso avaliar. Não vou, porque fiquei parcialmente surda assim que ouvi 25 segundos da primeira canção... Consequentemente, afirmo que "horrível" é um elogio para essas canções, é essa a minha conclusão. 

AAAAAAAAAAAAAA vão ouvir a música! Volta Maria Leal!"

Por algum tempo eu usei a frase "tua história de subestação" como piada, e no início da primavera comecei, improvisadamente, a fazer a primeira crónica. Foi uma breve crónica acerca da Regiões TV, que na altura tinha acabado de mudar de imagem (para aquela que usaria até ao seu fecho). Inicialmente a tua história de subestação era para ser uma piada, mas depois com o passar do tempo achei potencial nela. Daí que uns dias mais tarde, em virtude do encerramento do canal MOV, aquele canal seria a segunda visada. Depois fiz uma da MEO (inacabada por agora), e só voltei em Agosto com o resumo mais completo e enciclopédico daquele grande monumento do audiovisual português, o canal Vivir Viver. Passado algum tempo decidi começar a diversificar e comecei a falar sobre programas que saíram do ar. A primeira visada foi o das cartomantes da SIC (primeiro o Cartas da Maya: O Dilema, mais tarde A Vida nas Cartas: O Dilema com Maria Helena) que tinha acabado de sair do ar, depois de suspeitas de mentira (entre outras coisas, a chamada "varinha de condão" foi um meme).

Até Janeiro de 2018, a tua história de subestação era uma rubrica ambulante. Quando publiquei o balanço do ano a 31 de Dezembro de 2017, passado algum tempo veio uma proposta do Ruben não só para mim como também para o Manú Tenry que já tinha a sua Manupédia, que era toda ela tematizada nas dobragens de desenhos animados e séries live-action infantis, sejam eles por série, dobrador ou estúdio de dobragem. A proposta era clara, servia para que as crónicas fossem todas colocadas num lugar mais coerente e que a sua consulta fosse coerente também. Passado alguns dias a nova categorização foi aberta e eu passei a colocar todas as crónicas já feitas cronologicamente. Com o tempo veio também a já planeada crónica do Banif, que por aquelas alturas faria 30 anos, e era a primeira crónica a recorrer à história de uma marca, ao contrário de todas as anteriores que eram sobre um programa ou canal de televisão. Este ano veio também a experiência de falar sobre rádios, e um dia quem sabe, vou voltar a escrever sobre rádios e dar uma crónica à Best Rock FM.

No verão de 2018 comecei a ter vontade em falar por conta própria sobre a história da televisão noutros países, começando por um país pelo qual tenho certa estima, Singapura (ainda vou ter de a actualizar devido a novos factos entretanto descobertos). Depois era para ter feito uma sobre a China, em virtude dos 60 anos da televisão lá, recebi uma notificação do Fame (da qual eu não participei) onde um dos desafios era responder a um post que fiz no Cantinho do Off-Topic em Janeiro daquele ano dedicado a filmes do Gana, onde a Gabriela (não, a Sobral não, a da novela) iria participar num filme ganês, Roberta Coca, onde ela desempenharia o papel de uma traficante de droga colombiana recém-chegada ao país. Também falei sobre a extinta Rede Tupi, a Manchete (vou ter de acabar em breve) e também um post explicativo sobre como funcionam a rádio e a televisão no Japão (ainda incompleto).

Em 2018, a tua história de subestação veio à tona outra vez no Secret Santa, deram-me uma prenda com imagens para ilustrar na capa do tópico geral, com mãos a porem um globo terrestre daqueles com fronteiras dos países, pena que as imagens caíram. E no índice, dizia que a melhor história de sempre estava por vir em 2019.

Fiel à promessa da prenda do Secret Santa, eu fiz a centésima edição sobre fóruns de TV (ainda falta falar sobre este fórum).

Em 2020, com a pandemia e a mudança temporária dos paradigmas, a tua história de subestação, inspirada num web programa chileno (Esta Transmisión es Ilegal), estreia uma sub-rubrica, As Revistas da Gente, inspirada nas rúbricas de revistas (Las Revistas del Tupu). Por incrível que pareça as audiências destas crónicas ultrapassaram as das crónicas normais.

Com o passar dos anos, associei menos o nome da tua história de subestação ao Emanuel Bandeira e mais às minhas crónicas, de tal maneira que uma pesquisa por "tua história de subestação" no Google tenha como primeiro resultado o subfórum.

KIBAÇÃO

"Kibar" é um termo vulgarmente usado no Brasil para roubar. A kibação já chegou há alguns anos à indústria dos arquivistas nacionais, sendo que a principal vítima é um impostor do Vasco Ferreira (Vascof2001) que abusa do seu nome de utilizador e reposta vídeos do LUSITANIATV.

Consta que ele realizou, sem a minha autorização, uma série pirata da THdS, usando os créditos do 1000 Imagens e (adorei esta!) uma produção da Comunicasom com a Coral Europa! Ele até chama àquilo de tua história do subestação e chega a ser uma amálgama desconexa de imagens sem ligação ente si. Mistura anúncios de diversos países com músicas antigas e num dos episódios, até roubou um vídeo que era uma cronologia de relógios da Rádio e Televisão da Malásia, se eu ainda tivesse o meu YouTube denunciaria na mesma, mas pelos vistos o postador destas "crónicas" falsas está a fazer gazeta para nós.

Enquanto o appeal do YouTube ainda não é resolvido, convido-vos a que denunciem o kibador, Vasco Ferreira 2020 (daqui a nada Vasco Ferreira 2021).

MEMES

A THdS foi feita de memes (e referências que poucos percebem - ou ninguém, no pior dos casos). Eis uma lista de memes, por ordem alfabética.

Anamar: o meme não era meu. Aproveitando o Dança com as Estrelas no fim de 2018, muita gente estava a preferir a Anamar de tal maneira que entrou num minibreak no Secret Santa daquele ano. Segundo um vidente à revista Mariana, ele pretendia ver a Anamar a ganhar, mas na verdade tal não sucedeu e foi desqualificada quando o concurso não ia a meio.

Chocapic: na crónica do Sol Música, era para dizer que o "fez-se o Chocapic" era para ser o substituto dos douradinhos, tal piada acabaria por não durar, conforme foi dito.

Douradinhos do Jumbo: esta eu já expliquei na crónica do Jumbo, mas aqui vai outra vez (Vale a Pena Ver de Novo): 

Estava eu a ver o subreddit português (sim, usava muito o Reddit na altura) quando por volta de 5 de Abril de 2018 (quando a Auchan deu o seu anúncio oficial) vi um comentário de um tal de QuintoImperio a dizer o seguinte:

"Deprimente. Lastimável. Uma pouca-vergonha! Incrível, não me acredito. Porquê? Porquê?! Se precisarem de mim estarei no Auchan mais próximo, na secção dos congelados atrás dos douradinhos. Chorando as lágrimas mais salgadas.

#JeSuisRikERok"

Aparentemente o gajo tinha uma obsessão com a secção de congelados do Jumbo, junto, atrás, à frente ou debaixo dos douradinhos. No post em questão ele colocou um link onde dizia Auchan que levava a uma postagem anterior que envolvia sempre o Jumbo, com ou sem congelados, e que aos poucos se enveredava em copy-pastas onde a fórmula mudava consoante o contexto geral do post, em seis dos sete continentes.

Para quem não sabe, dá-se o nome de copy-pasta a um texto que passa de site em site. No início dos anos 2000, para citar um exemplo português, tínhamos a comparação entre a Geração Heidi e a Geração Pokémon. Não se sabe de onde veio. No entanto, a copy-pasta não foi fabricada cá. Este exemplar trouxe-me ao link da copy-pasta do Shawn Michaels que foi criada como pura trollagem num subreddit de wrestling em geral.

Ainda antes da pasta, o QuintoImperio começou com a piada do Jumbo neste post aqui. Deu-nos a ilusão que a secção de congelados do Jumbo, junto aos douradinhos, era o lugar onde estavam as coisas mais inusitadas.

Quando soube da notícia triste do Auchan, comecei a fazer uns posts e ri-me a bom rir com a personagem dos douradinhos a dizer coisas tipo "aproveita enquanto ainda é Jumbo". Apesar de ter utilizadores confusos com a situação, outros a dizerem que roçou o surrealismo, começaram a surgir elogios, chegando até a comparar com pintores surrealistas que fizeram grandes obras de arte. Naquela noite de 6 de Abril, por pura coincidência, um utilizador jantou nuggets de frango e comprou do Jumbo local (normalmente os douradinhos eram do Capitão Iglo, segundo os posts do QuintoImperio).

Depois de Abril veio a segunda vaga de douradinhos no verão. O auge foi no Get Out, onde eu (interpretando a Maria Leal) era visto como uma personagem de comic relief entre outros integrantes do jogo. Tentei arranjar substitutos para a saga dos douradinhos (sim eu escrevi durante o Get Out como Maria Leal): quando falei sobre o Sol Música, a piada era sobre o Chocapic e não resultou. Um dos desafios do Secret Santa 2018 envolvia usar uma foto de douradinhos em alusão ao meu meme.

O meme dos douradinhos abrandou depois do Secret Santa de 2018 (depois houve a Anamar mas perdi o interesse), a um ponto em que, com a iminente chegada do Auchan, declarei oficialmente a sua morte. Os memes de hoje em dia chegam a ser mais coisas do seu tempo e acabam por envelhecer rapidamente. Os douradinhos perderam a sua piada há já algum tempo. Agradecimentos a todos os utilizadores que usaram bem o meu meme e que tentaram manter a sua consistência durante o ano de 2018.

Jorge Castro de la Barra: descobri o seu programa no episódio do Canal 15 sobre o canal 22 de Santiago, depois de falar sobre o fracasso que era a 3TV (que nunca foi ao ar) falou sobre os programas que ainda estavam lá, como se o Más Visión fosse um zombie, entre os quais estava a tal Hora Clínica, com o seu tema de abertura viciante.

Organizações Falidas: antes da Garnel, a TVI tinha dado o ar de sua graça, com a contratação da Cristina Ferreira, o canal na vista de alguns utilizadores parecia ter ar de canal falido. O nome Organizações Falidas veio de um vídeo de um fim de emissão de uma web TV cómica, a Rede OF, satirizando em parte a Rede OM, e que na mira técnica dizia "Organizações Falidas". A piada da Arranhagreta foi tomada de lá também.

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