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101: Balanço do Ano


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Daqui a dias (ou daqui a um dia) entra no ar a segunda edição do Balanço do Ano na tua história de subestação. Quase diariamente, revelamos uma nova categoria, desde os programas que marcaram as generalistas (e não só) em 2019 aos canais que entraram e saíram, anúncios do ano e até memes cá do sítio.

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  • 2 weeks later...

Comecemos pelo ano da ficção. É claro que os canais de televisão apostam mais do que nunca numa área que toda a gente quer continuar a fazer em 2020, mas que está numa certa divisão entre as séries da RTP e as novelas da SIC e da TVI.

Obviamente a RTP quer continuar com a produção de séries com um elevado nível qualitativo (ou talvez não). E, logicamente, sendo a RTP, há mais diversidade nas séries produzidas, quer para a RTP 1, quer para a RTP 2, quer para a RTP Play. As comédias (ou boa parte delas) infelizmente escapam ao padrão de produção (que a RTP não tem, mas que devia ter). A Patrulha da Noite, por exemplo, era uma série forçada, com templates e tal e a imitar (mal e porcamente) o Rua Segura. Infelizmente vai haver uma segunda temporada desta desgraça. E depois temos Desliga a Televisão, que mais do que uma mera sátira, é um simulador da televisão em si. Desde os noticiários aos programas da IURD. Um programa que tinha tudo para ser dos mais falados do ano. Ora, se fosse na SIC ou na TVI iria ter melhores audiências! /só que não

Obviamente, nem tudo tem de ser comédias de baixa qualidade - há também séries de elevado prestígio que pouca gente acaba por ver, devido ao domínio das telenovelas. E sim, estas séries acabam por ter poucos espectadores porque supostamente são as mesmas que escrevem ao Provedor para pedir o regresso da meteorologia ao horário nobre, ou se acham que devem agradecer ao Provedor pela qualidade das ditas. Séries como Solteira e Boa Rapariga, Sul, Luz Vermelha, e tantas mais por vir em 2020, tornam da RTP num antro de criatividade que deixa a concorrência de queixo caído. Destacamos Sul por ser uma série feita a meias entre Portugal e Brasil e Luz Vermelha por ser provavelmente a primeira série com ambientação contemporânea a falar sobre bordéis e coisa parecida. É claro que houve o Ballet Rose, mas era de época (anos 60) e produzido há uns 20 anos.

Obviamente as televisões privadas continuam a anos-luz da diversidade que a RTP tem - longe vão os tempos em que estes canais produziam séries que davam em horário nobre, antes das telenovelas se tornarem no ópio do povo. Porém, uma parte das novelas destacaram pela positiva - Golpe de Sorte por quebrar os paralelos das novelas por ser uma série, mas que tem um formato tipo novela que nem Beirais. Na Corda Bamba surpreendeu pelas pérolas - ou será? Nunca vi uma novela da TVI das "Organizações Falidas", em pleno 2019, a ter bastante repercussão no fórum.

Este ano foi também a quebra da dicotomia SIC-TVI com a primeira novela da CM TV: Alguém Perdeu, que infelizmente, apesar de ser uma novela potentíssima com todo o potencial de ser a "melhor novela de sempre", acabou por ser tipo uma paródia do género. Tantas foram as vezes em que a novela mudou de horário e a novela acabou incompleta. Alguém Perdeu tornou-se na primeira telenovela a acabar antes do tempo. Não sei se Telhados de Vidro chegou a ter este desfecho trágico, pois apesar da CM TV ter sido um canal de sucesso, as novelas portuguesas não chegam a ter lugar.

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