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Acho que os patrocínios acabam por fazer uma diferença, assim como algum tráfego online através do TVI Player. Claro que o investimento é maior que repetições na TVI/V+, e haverá jogos não tão rentáveis, mas ao longo da época deverá ser suficiente para fazer alguma diferença; não fosse o contrato até junho de 2028. O V+ também acaba por beneficiar qb e o valor de transmissão para as equipas pequenas também deve ser relativamente baixo ou, pelo menos, suportável. Penso que também houve rumores de acordos semelhantes para o Gil Vicente e/ou Santa Clara, mas onde a SportTV exerceu o seu direito de preferência. No futuro, acredito que vejamos acordos semelhantes; há sempre algum retorno no futebol.
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E que outro tipo de programas seriam igualmente rentáveis em termos de patrocinadores e audiências, no horário em que boa parte dos jogos do Moreirense são transmitidos, que é basicamente durante o fim de semana a meio da tarde? Eu acho sempre relativamente engraçado que vocês (falando na generalidade) passam todas as semanas a queixar-se da monotonia dos canais, do abuso nos Big Brothers e novelas especiais cheias de episódios mega especiais especialíssimos, mas à mínima aposta relativamente diferente queixam-se também porque o investimento não é assim tão rentável para a maioria dos jogos; isto, numa altura em que as generalistas fazem audiências ridículas e lutam por décimas como se fizesse a maior das diferenças para a situação financeira em que estão. Os jogos não só trazem um público que normalmente não quer saber da maioria da programação das generalistas, como também acabam por ser uma alternativa viável à programação habitual. As audiências da TVI ou do V+ não caíram a pique com os jogos ou algo que se pareça e o desperdício de dinheiro que falas é extremamente subjetivo, até porque só esses três jogos trazem mais de um milhão de espectadores em horários onde se faz metade disso na maioria dos casos.
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A campanha do PT também não foi a melhor e a estratégia da esquerda para federalizar-se e conquistar mais lugares no Congresso e no Senado foi pouca ou nenhuma. Lula fez uma campanha sobretudo naquilo que foi, não naquilo que é atualmente a situação económica de muitos brasileiros. Diga-se também que o próprio PT precisa de sair do seu pedestal e entender que, para combater o bolsonarismo, é preciso ceder e dar lugar a caras que tradicionalmente são mais à direita, mas que acabaria por ser melhor que um candidato do PT que iria perder. Um dos melhores exemplos é a obsessão do PT com o Haddad. Tivesse o PT apoiado um outro candidato como Ciro Gomes em 2018, talvez o Bolsonaro nem sequer tivesse chegado à presidência; tivesse o PT escolhido outro candidato para São Paulo, mesmo que Tarcisio acabasse eleito governador, talvez tivesse influência nos lugares para a Câmara dos Deputados ou mesmo para diminuir a diferença entre Flávio e Lula no estado. O mesmo para o PSOE em Espanha. A jogada de Sanchez resultou uma vez, mas o capital político simplesmente parece ter-se esgotado e não sei até que ponto vale a pena contestar mais umas eleições. Mesmo com um governo PP+Vox, o PSOE vai ter de reinventar-se e passar por uma pequena caminhada no deserto depois de mais de uma década de Sanchez.
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As sondagens já mostravam uma aproximação, e apesar de seguir para um segundo turno, parece mesmo que o Lula vai perder para o Flávio em ambos os turnos. Por um lado, mesmo que o Lula vencesse, iria deparar-se com um Congresso e um Senado que viraram ainda mais à direita que em 2022. Mesmo os governadores até agora confirmados são quase todos aliados do Bolsonaro. Conseguir algo seria bastante difícil durante os próximos quatro anos. Por outro lado, o PT não soube renovar-se e o Lula não pode ser a única solução para o combate à família Bolsonaro, muito menos com a sua idade. Lula foi um compromisso, tal como Biden foi um compromisso; resultou uma vez, mas sem melhorias substanciais, muitos regressam ao Bolsonaro, tal como regressaram ao Trump. O PT e a esquerda precisa de sangue novo e muitas vezes só mesmo com uma derrota destas acabam por acordar.
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Não acho que seja uma ala radical, mas sim uma resposta ao status quo, da mesma forma que Trump foi uma resposta ao status quo em 2016. Os Democratas continuam com uma reputação negativa, a situação para os Republicanos simplesmente mudou porque Trump decidiu meter-se em aventuras no Médio Oriente a pedido do seu amigo criminoso de Israel (porque crimes de guerra em Gaza não são suficientes). Candidatos da ala mais „socialista“ (como os americanos gostam de apelidar) acabam por, pelo menos, responder à frustração da atual situação económica americana. A principal razão de vitória de Trump em 2024 foi exatamente a inflação e o custo de vida, algo que (obviamente) não foi resolvido nesta administração cheia de nepotismo e corrupção. É uma questão de tempo até os Democratas perceberam que o centrismo já não é viável e que, ou adotam propostas defendidas por El-Sayed, Mamdami, AOC e outros, ou vão continuar a ser vistos como republicanos light, enquanto perdem eleições que deveriam ganhar (como em 2016).
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Em 2006, quase ninguém via Barack Obama como candidato presidencial, muito menos capaz de bater Hillary Clinton nas primárias em 2008. Era praticamente garantido que ela fosse a nomeada. A realidade é simples: ainda é muito cedo e só a partir das midterms vais começar a ver movimentos nos bastidores. Sim, tens a Kamala Harris; esse ativo tão valioso que quase ninguém quer estar associada a ela nestas midterms (só mesmo El-Sayed teve um evento com ela no Michigan). Não estou assim tão convencido que Newson seja eleito e podem esquecer a Michelle porque ela quer é distância da Casa Branca. Por outro lado, tens Jon Ossoff, dependendo da margem de vitória em novembro; tens Andy Beshear (atual governador do Kentucky), entre outros. Vai ser também interessante ver o posicionamento de cada um, numa altura em que a ala mais à esquerda do partido deverá ter mais influência que mesmo no pico „woke“ em 2018. É bem provável que AOC vá tentar roubar o lugar a Chuck Schummer (atual líder minoritário do Senado) em Nova Iorque já em 2028, o que terá também implicações naquilo que é o caminho a seguir pelos Democratas. De qualquer das formas, tudo isto depende dos resultados em novembro, principalmente para o Senado.
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Concursos adicionados: Dilema aTV [ @Sour & @Lee]: 01 a 22 de agosto 2026 atvboard 10 [ @Angel-O & @brunooo]: 17 de agosto a 26 de setembro 2026 Narrative Lab [ @Angel-O & @zeferovic14]: 18 de outubro a 23 de novembro 2026
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Vitória de Espanha no Mundial pulveriza audiências O jogo entre a Espanha e a Argentina foi visto por uma média de 15.7 milhões de teleespectadores e um share de 87.1% no conjunto das emissões da La 1, La 2Cat, Teledeporte e DAZN. A audiência superou os 15.6 milhões de teleespectadores e 86.4% de share alcançados na final do Mundial 2010, que Espanha também ganhou. Por estações, a maioria viu na La 1, que teve no domingo um share diário de 45.5%. O jogo foi visto no canal por quase 17.8 milhões de teleespectadores, com um share de 75.8%. Os três jogos mais vistos do Mundial em Espanha foram a final contra a Argentina, a semifinal contra a França (média de 14.6M e 81.3% de shr) e os oitavos contra Portugal (média de 12.8M e 75.2% de shr). https://www.formulatv.com/noticias/especial-audiencias-final-mundial-2026-espana-137766/
