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Tu és o Mar


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Já está encontrada a história substituta de "Ficaremos Juntos".

Neste novo produto de ficção do TVUniverso, acompanharemos a vida de uma rapariga cujo mar, que dá o sustento da família, levou o pai e o irmão… uma história de dor, angústia, represálias, auto-destruição e luta.

Estreia dia 15 de Fevereiro.

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Cá espero por este projecto de ficção! Parece-me ser diferente dos anteriores, com uma maior carga dramática...

Sem dúvida que tem uma carga dramática enorme. Só não sei se vou conseguir passar bem a mensagem xD

Esta não é uma novela dita "normal", ou seja, não fala muito das relações entre pessoas, nem aborda muitos temas da sociedade actual. É uma história com muitas mensagens subentendidas e centra-se maioritariamente na vida da personagem principal.

Btw, João, já viste a MP que te enviei? xD

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É bom que seja uma história mais dramática

Sim, lá isso é, sem dúvida. Até acho que está um bocadinho de mais xD Eu fiz a história em 2008, quando estava a dar o Romantismo em Literatura Portuguesa e então a história é muito influenciada por essa corrente... xD

mais dramática que "Ficaremos Juntos" e que siga outro caminho, pois assim não se corre o risco de a história ser previsível ou de se estar sempre a "ler o mesmo". B)

Sim, a história é bem diferente! Provavelmente os leitores assíduos da ficção do TVU vão estranhar muito o "salto" da tua novela para a minha xD

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Uma pessoa pode contar uma história a outra pessoa, que essa outra pessoa conta a mesma história de maneira diferente...Ou seja tudo é diferente, o género narrativo pode ser idêntico, mas não parece que seja aqui o caso.

De todo! xD

-- Terça, 02 Fev 2010 18:05 --

Pessoal, em relação a "Tu és o mar", encontrei esta pintura que, através de um determinado ponto de vista, tem muito a ver com a história da novela!

Ponham à prova a vossa veia artística e comentem o quadro

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"História trágico-marítima", de Vieira da Silva

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Hummmm... alguém vai morrer no mar? ;P

Vai muito para além disso :uh:

Mas é verdade que o mar "leva" algumas personagens da história, e isso é perceptível através da primeira referência que se fez à novela, quando foi dito que o mar levou "o pai e o irmão" da protagonista!

Aceitam-se mais pontos de vista ;P

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Bem...anseio pela estreia =)

Parece muito interessante, aliás só podia...

Rúben os meus parabéns, e tenho a certeza que vai superar as espectativas que são elevadíssimas!

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Bem...anseio pela estreia =)

Parece muito interessante, aliás só podia...

Rúben os meus parabéns, e tenho a certeza que vai superar as espectativas que são elevadíssimas!

lolol, o Gonçalo é suspeito :uh:

Obrigado pelo comentário xD

De certeza que virá aí uma boa história. :clapping_mini:

Espero que sim... Está quase quase a estrear! Tenho de fazer spam aos meus amigos para acompanharem a novela, eheh

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[align=center]Ante-estreia[/align]

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Tudo começa com um sonho real. O sonho do mar-pesadelo contra a verdade da vida marítima.

Maria D'Água nasceu harmonicamente com o mar, mas cresceu com o ódio que esse elemento tartáreo incutiu na pobre moça. No futuro, ela irá, inevitavelmente, morrer nele e com ele. E quanto ao presente?

As barreiras psíquicas e materiais impostas pela jovem, a sua força interior e os subterfúgios construídos em redor do mais amado e letal elemento da Natureza de nada valerão a Maria. Não se pode combater Mar com Mar.

[align=center]Personagens[/align]

Maria D’Água – Jovem naturalmente bonita, de olhos esverdeados e de cabelo loiro. Vive numa pequena casa de pescadores, com a sua mãe, que se encontra acamada. Vive carregando o peso de um passado obscuro que lhe tapa a visibilidade de um futuro que se aproxima, sendo que, no presente, procura desesperadamente emprego. O seu único porto de abrigo é o seu namorado, João.

Dafne D’Água – Mãe de Maria. A beleza da sua juventude foi, ao longo dos anos, transferida para a sua sabedoria. Encontra-se acamada, vivendo com a sua única filha, Maria, sendo esta a sua única confidente, amiga e auxiliar. Aparenta ser calma e sóbria, escondendo as consternações e a sua dor de alma relativas à perda do seu filho e marido, no mar.

João Macedo – Jovem bem-parecido, oficial da marinha. Namora com Maria, o seu único amor, para além do seu emprego. O facto de ter que ficar fora do país por três meses, por questões relativas ao trabalho, agita a sua íntima relação com a tal mulher da sua vida.

Catarina Marques – Jovem mulher, relativamente esguia e de cabelos e olhos castanhos. Recém-licenciada em advocacia, sendo bastante pragmática e desinibida. É o elemento empreendedor de toda a trama que instiga Maria, a sua melhor amiga, a combater o passado, no sentido de esta última se sentir mais feliz com o presente.

Carlos Silveira – Jovem de cabelos castanhos-claros e de olhos azuis. É um personagem que só dá a conhecer o seu lado positivo aos outros, não sendo completamente verdadeiro com os seus semelhantes. Vai ser um dos obstáculos à felicidade de Maria, quando se aproxima, com segundas intenções, da jovem.

Mulher desconhecida – É uma figura curiosa, que conjuga em si o terror da verdade e a beleza da morte. É assaz esguia, de cabelos e olhos extremamente negros. Veste um vestidinho de alças curto e leve. Anda descalça e marca presença nas cenas mais inesperadas da história. É o fantasma que assombra Maria.

[align=center]Genérico[/align]

Podem ver em http://www.tvuniverso.com/Tu-es-o-Mar/ante-estreia.html

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[align=justify]O clima estava gélido numa atmosfera de tenebrosidade e escuridão que enfurecia o mar, atiçando as suas ondas que reflectiam, em pingas cristalinas, a luz cor de prata da lua cheia que jazia mesmo por cima do barco de pesca que parecia tão inútil perante a tamanha grandiosidade e impetuosidade daquela intempérie da colossal natureza.

Todo o barulho deste quadro abafava os gritos desesperados e cansados de dois homens que mal conseguiam deslumbrar o rosto um do outro devido ao medo que sentiam e à pretidão do estado do tempo.

Uma onda avassaladora que inundou o barco de pescadores foi a última imagem que passou pelo subconsciente de Maria, que acordou sobressaltada, ofegante e suada. Sentou-se na cama e encolheu as pernas. Depois, abriu a gaveta de madeira velha da sua mesinha de cabeceira e retirou de lá uma caixa de fósforos de onde retirou um fósforo para acender as velas que tinha sobre a tal mesinha. De seguida, guardou a caixinha de fósforos no seu devido lugar. Passou as mãos pela cara e pelo cabelo, colocando-o para trás, ficando, assim, com a cara a descoberto, que estava molhada, mas não de suor. Eram lágrimas.

Sozinha, Maria apoiou os cotovelos nos joelhos e segurou a cabeça com as mãos. Suspirou e soluçou.

- Pai… Porquê?

O suspiro desencadeou uma sensação de angústia que lhe apertou o peito, fez-lhe um nó na garganta e diminuiu o seu coração. Então, para travar a angústia, Maria levou a mão ao peito e apertou fortemente a camisa de dormir que vestia, enquanto olhava para cima, deixando escorrer algumas lágrimas.

Maria levantou-se, passado algum tempo, e dirigiu-se para a janela. Levou consigo uma das velas que estavam pousadas na mesinha de cabeceira. Puxou o cortinado para o lado e olhou a rua através da janela. Chovia e o vento era forte.

A janela do rústico quarto de Maria tinha vista para o mar que, naquela altura, estava instável e furioso. As ondas eram tecidos negros que engoliam e aprisionavam sem piedade tudo o que era puro e se aproximasse daquele “espectáculo de dança”.

As árvores que estavam situadas fora da praia viam as suas copas serem fortemente empurradas pelo vento que levava consigo a areia da praia de cor dourada que, naquele momento, perdera toda a sua brilhante cor e se transformara numa espécie de cinzas.

- Isto foi a coisa melhor pensada e engendrada pelo Diabo… -Murmurava Maria com os olhos fitos naquele quadro assustador que estava à sua frente. - … Milhares e milhares de pessoas morrem da forma mais agonizante e perturbadora, ali, naquele que é visto como “lindo” e calmo pelas pessoas! … Aquele mar… Aquele caçador de homens! … Os que não têm consciência da verdadeira identidade do mar, que não falem! Que não o olhem embevecidos ao pôr-do-sol! Que não tenham uma concepção boa em relação àquilo! Não!

Maria baixou a cabeça e chorou.

- Ele está a levar, aos poucos, a minha família… O meu pai e o meu irmão! … Quem vai ser a seguir?! … Isto é uma praga! Uma praga de Neptuno contra mim! Uma maldição! … Mas porquê? Porquê?

A jovem virou as costas à janela e agachou-se. Apagou a vela e o seu rosto branco, olhos verdes secos e cabelos cor de oiro, desvaneceram-se, transformando-se numa sombra.

Amanheceu. O sol espreitou, limpou o céu de nuvens e deu cor a tudo o que, na noite anterior, detinha uma cor sem cor. Com o aparecimento do sol, tudo no exterior amenizou como nada se tivesse passado na noite anterior e, pouco depois, várias pessoas passeavam na praia, contemplando o majestoso e claro mar que os salpicava com as suas lágrimas salgadas.

Maria encontrava-se na cozinha da sua casa de pescadores. As paredes eram feitas de tábuas resistentes e estavam pintadas de branco. Numa dessas paredes estava a cruz de Cristo. Também, numa dessas paredes estava um velho relógio de madeira. Os electrodomésticos que existiam eram, apenas, um frigorífico e uma máquina de lavar roupa, que se encontravam encostados à parede paralela à que tinha pendurado o relógio e a cruz de Cristo. No centro da cozinha estava uma mesa de madeira.

A jovem estava diante do lava-loiça, lavando as mãos. Estava trajada com um avental branco, de riscas azuis, tapando um vestido simples e com um pano vermelho na cabeça com um padrão de bolas brancas. Colocou um tabuleiro sobre a mesa e sobre ele meteu uma pêra e uma fatia de pão com manteiga. Depois, com uma expressão triste que lhe era característica, levantou o tabuleiro da mesa e retirou-se com ele apoiado nas mãos.

Uma outra divisão era um quarto que tinha uma cama velha, de ferro e, sobre ela, estava uma mulher de 57 anos, a dormir.

Maria entrou pelo quarto adentro e colocou o tabuleiro sobre a mesa-de-cabeceira que estava ao lado da cama onde a senhora dormia e depois dirigiu-se à janela e puxou os cortinados que permitiram que a luz do dia penetrasse no quarto da senhora. Ao ver a rua, a jovem indignou-se.

- Como é possível fazer hoje um tempo destes, com sol, sem vento, tendo em conta que ontem à noite o clima era de tenebrosidade e medo?! É uma afronta! … Até já estão pessoas na praia a tomar banho! Se o mar estivesse como ontem à noite, não iam tomar banho nele, decerto! … Como é que podem ser tão cegos?!

A senhora ouviu as palavras proferidas por Maria, sem querer, em voz alta, e acordou. Ao olhar a jovem, percebeu tudo.

- Maria… - Chamou a mulher. – O que se passa com o mar?

A jovem virou-se.

- Desculpa, mãe. Estava a falar alto. – Corou a jovem.

A sua mãe, a custo, sentou-se na cama, com os lençóis e cobertores sobre as pernas.

- Porquê? Porquê, filha? … Já se passaram dez anos!

A jovem enervou-se e caminhou para a mesa-de-cabeceira. Pegou no tabuleiro que estava pousado nela e colocou-o sobre a mãe.

- Aqui está o pequeno-almoço! … Come, para ficares com energia! – Disse a jovem.

- Energia? – Disse a mãe da jovem com sarcasmo. – Para quê? … Para ficar aqui deitada sem fazer nada?

Ao escutar tais palavras, Maria baixou a cabeça e chorou baixinho. Colocou a mão sobre a cara para que a sua mãe não a visse chorar. Achava humilhante.

A mulher apercebeu-se que as suas palavras haviam tocado a alma da filha e apressou-se a acalmá-la.

- Desculpa! Desculpa, Maria! Eu não queria dizer isto! Escapou-me!

- Não tens que pedir desculpa, mãe! – Exclamou a jovem desviando a cara, com lágrimas que escorriam, da mão. – Tu tens de deitar a tua dor cá para fora! Tu nunca o fizeste! Nem quando soubeste que não… que não ias poder nunca mais voltar a andar, mãe! … Eu é que sou uma fraca!

- Não! - Exclamou a mãe. – Tu não és fraca! … Que filho ficaria a lado da mãe, todo o tempo, para ela não ficar sozinha numa casa que não tem mais ninguém? …

A mulher segurou a cara da filha e fez com que o olhar das duas se cruzasse.

- Minha filha… Tu aguentaste a morte do teu pai e do teu irmão, bem como o que me aconteceu! … Eu imagino como te deves sentir numa casa sem ninguém! Cheia de fantasmas que te consternam a cabeça!

- Tu também te deves sentir muito sozinha, mãe! Estás parada! E, apesar disso, nunca choras! …

- Mas não estou parada no tempo, filha! Olha como envelheci! … Eu não quero que te preocupes comigo! Dá-te valor! Passa mais tempo com o teu namorado! Vai passear até à praia para descomprimir!

Ao escutar as últimas palavras da mãe, a jovem levantou-se abruptamente e dirigiu-se para a janela.

- Coma, que está a precisar! …

A sua mãe, com toda a calma, continuou a falar com a filha.

- Maria… Porque é que não vais até à praia… Porque é que não molhas os pés no mar salgado?

Maria contorcia-se, com os punhos cerrados.

- Não! Não! Não! – Gritou ela, passando as mãos pelos cabelos, ficando despenteada. – Foi o mar que matou o meu pai e o José! Foi ele que os levou! … E tu foste atropelada perto da praia! O impacto com o automóvel foi tão forte que foste projectada para a praia! … Eu tenho a certeza que o mar também te queria levar, mãe!

A mulher fitava a filha com um olhar preocupante.

- … E tu queres que eu vá ter com o meu pior inimigo, mãe? … - Chorou Maria.

A mulher não respondeu. Ficaram estáticas durante mais um pedaço de tempo, até Maria se manifestar:

- Eu vou às compras. Toma o pequeno-almoço. Já volto.

A jovem saiu do quarto, de rompante, e a mulher ficou olhando o vazio, escorrendo lágrimas que transbordavam mágoas. Falou sozinha:

- Mas sim, filha. A tua mãe chora muito…[/align]

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A promessa de que iríamos estar perante uma história dramática, concretizou-se. Aí está ela...

Em relação à ante-estreia, gostei do genérico. O grafismo também está muito bom.

O 1º episódio está muito bom, muito bem escrito, cheio de uma carga dramática indescritível. Só o facto da mãe da "Maria" ser paraplégica é o suficiente para arrepiar...

A parte final, em que a mãe confessa que sim, que chora, está muito bem... Boa forma de terminar a história.

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A promessa de que iríamos estar perante uma história dramática, concretizou-se. Aí está ela...

é verdade, e ainda se vai intensificar mais! xD

Em relação à ante-estreia, gostei do genérico. O grafismo também está muito bom.

O Gonçalo fez um óptimo trabalho quanto ao genérico! Só tenho que lhe agradecer! =)

O 1º episódio está muito bom, muito bem escrito, cheio de uma carga dramática indescritível. Só o facto da mãe da "Maria" ser paraplégica é o suficiente para arrepiar...

A parte final, em que a mãe confessa que sim, que chora, está muito bem... Boa forma de terminar a história.

Obrigado, André! =)

De facto, a mãe da Maria foi uma das personagens que mais me deu gozo fazer. Ela tem uma personalidade bastante complexa pelo facto de conjugar em si os polos debilidade física e força interior muitas vezes fingida para não dar "parte fraca", pois sabe que isso afectaria a filha, como se viu no primeiro episódio. =)

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