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Esta história das vizinhas a dizerem à Dinorah para perdoar a traição do marido é outro caso de novelas que passaram pano na traição masculina…

Eu não consigo considerar a Bebel bem uma vilã. Acho que ela está mais para anti-heroína, mas na verdade ela é uma vítima da vida. A prova disso é vermos o lado sentimental dela com Olavo e aceitar tudo, mesmo agora com ele ir se casar com Alice. Ainda que ela se mantenha uma alpinista social e participe em armações, ela por ela não procura prejudicar a vida de ninguém. Depois também tem o seu lado cómico e sarcástico. É uma personagem com muitas camadas… 

Devo dizer que estou a adorar esta fase em que a Taís assume a identidade de Paula, e agora o Olavo descobriu! A novela está ao rubro

Postado (editado)
há 5 horas, Rui Melo disse:

Esta história das vizinhas a dizerem à Dinorah para perdoar a traição do marido é outro caso de novelas que passaram pano na traição masculina…

Em 2007, as pessoas mais velhas ainda tinham o mesmo pensamento retrógrado de 30/40 anos atrás, que todo homem tinha um caso fora do casamento e que era normal.

Em A Viagem mesmo, uma trama de 1994, tem uma cena que a Dona Maroca fala a respeito disso, ela diz pra Dinah que se fosse se separar por causa dos casos do pai dela, o casamento não teria durado nem dois anos, de 1994 para 2007 eram apenas 13 anos de distância, mas a sociedade pouco havia mudado ali, diferente de hoje quase 20 anos depois.

Por sinal um dos núcleos que ficaram bem chatos na trama foi justamente esse da Dinorah que graças a Deus na reprise da Globo foi bastante suprimido.

Editado por R.M
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há 5 horas, R.M disse:

Em 2007, as pessoas mais velhas ainda tinham o mesmo pensamento retrógrado de 30/40 anos atrás, que todo homem tinha um caso fora do casamento e que era normal.

Em A Viagem mesmo, uma trama de 1994, tem uma cena que a Dona Maroca fala a respeito disso, ela diz pra Dinah que se fosse se separar por causa dos casos do pai dela, o casamento não teria durado nem dois anos, de 1994 para 2007 eram apenas 13 anos de distância, mas a sociedade pouco havia mudado ali, diferente de hoje quase 20 anos depois.

Por sinal um dos núcleos que ficaram bem chatos na trama foi justamente esse da Dinorah que graças a Deus na reprise da Globo foi bastante suprimido.

Sim, eu pessoalmente gosto de todos os núcleos mas se tivesse de escolher suprimir núcleos seriam esses mesmo do prédio 

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A evolução do Fred enquanto personagem foi muito boa. Inicialmente é apresentado como um cara obcecado pela Camila, e os meios que ele usa para conseguir casar com ela são muito pouco ortodoxos. Ele começa como um mauricinho mimado, um semi-vilão.

Mas com o avançar da história percebe se que ele realmente ama a Camila e tem um bom coração. Ele acaba por ser assim talvez pelo meio onde cresceu.

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  • 2 semanas depois...
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E assim chego ao fim de mais uma novela de Gilberto Braga, que muito gostei de acompanhar.

Começando por comentar o final, que estrondo! É sem dúvida dos finais mais impactantes que ja vi (tanto em novelas portuguesas como brasileiras). Não me chocou o assassino da Taís ser quem foi, mas as motivações e como tudo se desenrolou foi surpreendente. 

Spoiler

O mais impactante sem dúvida foi a cena do Olavo e o Ivan a matarem-se um ao outro em plena sala da Marion. E depois a vinheta de intervalo a passar sem som entregou tudo!

Depois de ver este final ficou claro que a novela é muito mais do antagonismo entre o Olavo e o Daniel, do que das gémeas. Embora a rivalidade entre Taís e Paula também tenha sido um motor da novela claro (diga-se até que depois da morte de Taís, a novela também perdeu um certo brilho). Outro grande destaque é a Bebel, que consegue dar um toque comico a uma trama que por si ja e pesada, e tornou-se um ícone da ficção brasileira! Que boa ideia esse casamento primaveril em pleno Outono :wub:

A maneira como o Gilberto conseguiu interligar várias histórias que inicialmente pareciam não se relacionar é qualquer coisa.

Gostei muito da evolução do Antenor como personagem depois de conhecer a Lucia. À medida que o conhecemos vamos percebendo que afinal ele não é apenas o magnata todo poderoso, mas sim alguém que até preza pela simplicidade e já sofreu muito na vida. Foi uma redenção gradual ao longo da trama.

Esta novela mereceu mesmo ter sido a primeira a ser nomeada aos Emmy.  Temos rivalidade entre gémeas, ambição desmedida de um vilão, são abordados temas fortes e polémicos como a prostituição e o estelionato.

Houve episódios menos interessantes claro. Apesar de eu gostar de todos os núcleos, acho que alguns ficaram mais chatinhos mais para o final, como os do Copamar e as brigas entre vizinhas (Iracema, Virginia, Dinorá e afins). Mas não é isso que define a qualidade da novela, até porque defeitos todas têm.

O elenco é de luxo. Foi a primeira novela da Alessandra Negrini que vi, e fiquei fã. Ela conseguiu interpretar na perfeição duas gémeas distintas e antagónicas. Destaque também para Fábio Assunção, Tony Ramos, Glória Pires, Reginaldo Faria, Renée de Vielmond, Vera Holtz. Tenho pena que a Maria Fernanda Cândido não tenha ficado até ao fim, mas de facto depois de se ter descoberto que ela era amante do Antenor ela já não estava a fazer nada na novela… A Susana Vieira nos primeiros episódios também esteve diva como sempre!

A Globo pode não considerar Paraíso Tropical como um grande clássico, um medalhão, mas a meu ver é um semi-clássico da estação. 

7,5 / 10

  • Gosto 3

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