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ERC e CAEM

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Tópico para discutir decisões da ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social) e da CAEM (Comissão de Análise de Estudos de Meios), constituída pelos Anunciantes, Agências e Meios (esta última secção é composta por cinco operadores, a RTP, a SIC, a TVI, a ZON e a MEO).

 

 

TVI e RTP em guerra com SIC por causa da medição de audiências

Televisão da Media Capital pode impugnar da decisão da CAEM e pondera sair da comissão.


A TVI e a RTP não aceitam a decisão da Comissão de Análise de Estudos de Meios (CAEM) de validar o painel da GfK e abriram uma guerra com a SIC. O Diário Económico sabe que a estação da Media Capital está a analisar a possibilidade de impugnar a deliberação divulgada na passada terça-feira e pondera mesmo sair do organismo que representa os meios, as agências e os anunciantes.

A direcção da CAEM decidiu, numa reunião que decorreu na sexta-feira passada, validar o painel renovado da GfK, rejeitando assim o pedido da TVI e da RTP para que a validação fosse realizada pela PriceWaterhouseCoopers (PWC), a mesma consultora que inicialmente sugeriu as correcções ao painel. No documento, a CAEM diz que a intenção das duas televisões foi "rejeitada por unanimidade" nas três secções que compõe a comissão.

A TVI contesta a existência de unanimidade, considerando abusivo o voto de Luís Marques, director da SIC e presidente da CAEM, uma vez que nem a estação de Queluz de Baixo nem a televisão pública lhe concederam mandato para que as representasse na votação em causa.

Ao que o Diário Económico apurou, dentro da secção de meios que é composta por cinco operadores, o Meo e a Zon terão votado ao lado da SIC, enquanto TVI e RTP terão declarado oposição.

Como consequência, a TVI considera que este comunicado colocou em causa a credibilidade da comissão. Para a estação, administrada por Rosa Cullell, o agravamento dos danos sofridos por alguns dos associados da CAEM só poderia ser evitado com uma validação final e independente da PWC, por ter sido a empresa que fez a auditoria inicial.

A RTP partilha das preocupações da TVI. Fonte da televisão pública reconhece que houve uma evolução no painel de medição de audiências, mas reitera que as dúvidas só serão ultrapassadas através da validação da PWC. A mesma fonte interroga ainda a quem serve a não validação deste painel por parte de uma entidade independente.

Sobre uma eventual tentativa de impugnação da decisão da CAEM, Luís Marques diz que será analisada pelo departamento jurídico da comissão. "Achamos que a decisão é legítima e está de acordo com os estatutos definidos por todos os membros da comissão", defende. O presidente da CAEM alega ainda que aquele organismo não é composto apenas pela TVI e pela RTP, "representa todos os associados e a maioria deles estiveram de acordo".

O mandato da actual direcção da CAEM termina quando este organismo se reunir na próxima assembleia geral. A Luís Marques deverá suceder-se um representante da Associação Portuguesa de Anunciantes.

 

 

 

In Diário Económico

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Comunicado da TVI

"A TVI considera que, tendo em conta as vicissitudes e as irregularidades registadas no processo de correção das deficiências do serviço de audimetria da GfK, é imprescindível a realização de uma auditoria efetuada por um terceiro independente (PwC), que confirme que tais serviços são prestados corretamente e de acordo com o respetivo contrato. Caso as reservas de outros associados da CAEM à realização de tal verificação se prendam com os custos associados à mesma, a TVI esclarece que está na disposição de os suportar no todo ou em parte, desde que o resultado de tal auditoria seja vinculativo para a CAEM e todos os seus associados.

Uma vez que a Direção da CAEM decidiu recusar o pedido da TVI e da RTP de realização desta auditoria e, bem assim, decidiu aceitar os serviços prestados pela GfK, a TVI informa que irá impugnar tais decisões, mediante a apresentação de recurso das mesmas, perante a Assembleia Geral da CAEM.

A TVI tem sido, e é líder incontestável de audiências em ambos os painéis de audimetria em atividade em Portugal, sendo o seu único objetivo com esta posição, contribuir para a transparência e fiabilidade de funcionamento do mercado, bem como para a credibilidade da medição de audiências em Portugal.

Confiamos que as nossas razões serão compreendidas e aceites pela Assembleia Geral da CAEM."

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Já não se suporta estas birras da TVI com a GFK é que nem deixa a empresa trabalhar em sossego só exigindo mudanças. Quando não se gosta das audiências que se tem.... :rolleyes:

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TVI quer impugnar decisão da CAEM

Guerra aberta nas audiências

Está aberta a guerra entre a TVI e a RTP e a Comissão de Análise de Estudos de Meios (CAEM), presidida por Luís Marques, também administrador da SIC.

A TVI já decidiu "impugnar" a decisão da CAEM, que validou o painel da GfK e as suas correções, recusando a verificação exigida pela TVI e RTP.

Miguel Pais do Amaral, presidente da dona da TVI, responsabiliza a CAEM por perdas de 5 a 10 milhões de euros. À Lusa afirma que este "não é o painel adequado".

A empresa está mesmo disponível para "suportar no todo ou em parte" os custos da verificação.

Também a RTP diz que "em sede própria, irá opor-se a essa mesma decisão" da CAEM.

Ao CM, Luís Marques adianta que a decisão foi "tomada em respeito escrupuloso dos estatutos da CAEM", afirmando que a "posição da TVI e da RTP foram expressas de forma clara".

Ainda assim, diz que os anunciantes, as agências de meios e a maioria dos meios (SIC, PT e ZON) decidiram validar o painel e as correções executadas.

Contudo, sabe o CM, ainda há acertos por fazer. Por exemplo, o número de casas com um ou dois habitantes está sub-representado na amostra da GfK, e existem lares com mais de três pessoas em excesso no painel.

Também nas faixas etárias, existe uma amostra maior que a necessária entre os 4 e os 14 anos e uma sub-representação dos maiores de 65.

Luís Marques admite que "nem todas as variáveis estão certas", mas sublinha que os valores finais são todos "ponderados", e que nesta fase é normal esta "estabilização do painel".

In Correio da Manhã

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5 hours ago, TekClub said:

Canais temáticos ficam aquém das quotas para programação em português em 2018, diz ERC

A maioria dos canais generalistas ultrapassou as quotas legais para a programação em língua portuguesa em 2018, mas os temáticos ficaram aquém, divulgou a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).

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De acordo com a avaliação anual do cumprimento das obrigações previstas nos artigos 44.º a 46.º da Lei da Televisão e dos Serviços Audiovisuais a Pedido, que dizem respeito à defesa da língua portuguesa, produção europeia e produção independente, a ERC concluiu que apenas a RTP1 e os canais privados generalistas em sinal aberto ultrapassaram as quotas que determinam que 50% do total de programas devem ser originariamente em língua portuguesa e 20% obras criativas, também em português.

A RTP2 ficou próximo, porém não atingiu nenhuma das duas metas.

Quanto à RTP3, SIC Notícias, TVI24 e os temáticos de desporto e religiosos, as metas foram atingidas no respeitante à transmissão de programas originariamente em língua portuguesa, porém não cumpriram as quotas em relação às obras criativas.

O Relatório de Regulação de 2018 da ERC salienta também que “a CMTV não transmitiu obras criativas de produção originariamente em língua portuguesa, apesar de estar obrigada pela sua classificação de serviço generalista”.

Relativamente às quotas de difusão de obras de produção europeia (50% da programação) e independentes com menos de cinco anos (10% da programação), o documento esclarece que quase todos os canais as garantem por excesso.

A ERC apurou também que a maioria dos temáticos de filmes e séries não atinge a quota de produção europeia estipulada pela lei, justificando estes dados com o predomínio da importação de conteúdos originários dos Estados Unidos.

Depois de uma análise a 48 serviços de programas, a ERC chegou à conclusão que o género com mais expressão, no conjunto dos quatro serviços generalistas em sinal aberto, é o entretenimento, com 3.383 horas, seguindo-se a ficção, com 1.917 horas, os programas culturais e de conhecimento, com 548 horas, e os infantis e juvenis, com 248 horas.

A reguladora salienta ainda que em 2018, no total dos quatro serviços generalistas, foram exibidas 11.409 horas de produção independente.

Fonte:https://mag.sapo.pt/tv/atualidade-tv/artigos/canais-tematicos-ficam-aquem-das-quotas-para-programacao-em-portugues-em-2018-diz-erc

E o que é que a ERC vai fazer quanto a isso?

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