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Conta-me Como Foi [T7 | estreia dia 3 de outubro]


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Parece que vem aí uma sexta temporada da série "Conta-me Como Foi", com a história a decorrer nos anos 80, e, novamente, Miguel Guilherme e Rita Blanco como protagonistas... 

CONTA-ME COMO FOI É O PROGRAMA DE FICÇÃO MAIS VISTO DO RTP PLAY A nova temporada de Conta-me Como Foi tem levado mais público ao RTP Play e a série já é o produto de ficção mais visto da pl

Que bom!

As drogas, a liberdade, os anos 80: Conta-me Como Foi regressa aos ecrãs a 7 de Dezembro

 

No regresso da série à RTP, o Estado Novo ficou para trás e abre-se a porta ao Portugal dos anos 80

 

É um dos trunfos da ficção da RTP e um dos regressos mais aguardados pelos telespectadores: a série Conta-me Como Foi está de volta aos ecrãs da estação pública e o primeiro episódio será exibido a 7 de Dezembro, a seguir ao Telejornal. “Dentro de três minutos iniciaremos um período de emissão a cores”, ler-se-á, antes de recomeçar a história que esteve oito anos adormecida. A confirmação foi dada esta quarta-feira na apresentação oficial da série, em Lisboa. Os episódios serão exibidos ao sábado, às 21h

Durante as cinco primeiras temporadas, Conta-me Como Foi reflectiu a vida e quotidiano de uma família de classe média nos tempos de ditadura e do colonialismo, entre apontamentos históricos como a chegada do homem à Lua ou os movimentos de emancipação das mulheres. Agora fala-se da entrada de Portugal na CEE, de toxicodependência (e sobretudo do flagelo da heroína), do contexto político já em democracia (incluindo as renhidas eleições entre Diogo Freitas do Amaral e Mário Soares) e da música (em especial a explosão do rock). À boa maneira dos outros tempos, os 20 Anos de José Cid continuam a ser a canção que introduz a série.

A série estreou-se em 2007, o último episódio foi exibido em 2011 e a família Lopes regressa agora depois de um intervalo de quase uma década. Grande parte do elenco regressa também: Miguel Guilherme continua no papel do pai de família, António Lopes; Rita Blanco continua a ser a mãe Margarida Lopes; Catarina Avelar é a avó Hermínia; Luís Ganito ainda é Carlitos – mas agora mais crescido. Continua a haver crianças: os netos de António e Margarida.

Mas há novas personagens. Inês Castel-Branco é uma das novas personagens: faz de Clara, chefe de redacção no jornal onde também trabalha Toni (Fernando Pires), “uma mulher num mundo de homens”. A actriz diz ao PÚBLICO que a sua personagem acaba por ter um lado “muito social e político, porque é através dela que passam todas as notícias do que estava a acontecer naquela década”. João Reis também se estreia na série no papel do corrector de bolsa Inácio; Vítor Silva e Costa é o lusodescendente Afonso; e Mafalda Vilhena é Amparo, a funcionária de um restaurante de francesinhas.

Em Fevereiro, o director de programas da RTP, José Fragoso, confirmava ao PÚBLICO o regresso da série e falava apenas no salto temporal de 1974 para a década seguinte, adiando que a família mudaria de casa para um bairro em Benfica. Todos os 104 episódios das temporadas anteriores podem ser vistos no RTP Play. Os novos episódios passarão em horário nobre na RTP1 e também ficarão disponíveis naquela plataforma de streaming.

A série portuguesa foi adaptada do formato espanhol Cuéntame Cómo Pasó, que começou também por retratar o período da ditadura franquista e soma já mais de 360 episódios, sendo ainda exibida na TVE depois da estreia em 2001. Os guiões foram adaptados aos diferentes contextos históricos dos países ibéricos.

https://www.publico.pt/2019/11/27/culturaipsilon/noticia/drogas-liberdade-anos-80-contame-chega-ecras-7-dezembro-1895342?fbclid=IwAR0EuwshN08H5lTaELD8nJI8CIQvPsg3S4JyNNuEVy7T6b_0sAQGTrdSF0o

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há 54 minutos, DannyOcean disse:

À boa maneira dos outros tempos, os 20 Anos de José Cid continuam a ser a canção que introduz a série.

 

Curioso. Neste artigo do Observador, dizem que a música de genérico vai passar a ser Dunas

"Conta-me como Foi" regressa à RTP1 a 7 de dezembro e agora passa-se nos anos 80

https://observador.pt/2019/11/27/conta-me-como-foi-regressa-a-rtp1-a-7-de-dezembro-e-agora-passa-se-nos-anos-80/

Podem também ver fotos da nova temporada no artigo.

 

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há 59 minutos, Televisão 10 disse:

Curioso. Neste artigo do Observador, dizem que a música de genérico vai passar a ser Dunas

"Conta-me como Foi" regressa à RTP1 a 7 de dezembro e agora passa-se nos anos 80

https://observador.pt/2019/11/27/conta-me-como-foi-regressa-a-rtp1-a-7-de-dezembro-e-agora-passa-se-nos-anos-80/

Podem também ver fotos da nova temporada no artigo.

 

Pois, realmente é estranho. Mas deve ser as Dunas, pois é a que tem aparecido nas promos.

Gostei do que li! E gostei do aumento do orçamento por episódio, que antes andava pelos 50 mil, e agora é quase o dobro!

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há 9 minutos, Tomas Nabais disse:

Sinopse do primeiro episódio desta nova temporada disponibilizada no site da RTP: 

"Preparam tudo para a passagem de ano, Carlos chega a casa de família com uma garrafa de champanhe, diz que tem uma festa do trabalho e não pode ficar.
Inácio surpreende Isabel e tira do bolso uma pequena caixa de joias. Pede-a em casamento, Isabel não sabe como reagir, as lágrimas surgem-lhe nos olhos.
Margarida está preocupada com o novo negócio que António quer montar. Pergunta-lhe quando é que ele está a pensar contar aos filhos. António acredita que parque de campismo vai ser bom para os filhos, vai contar-lhes a ideia na hora de almoço.
António vai à mercearia buscar o bolo-rei, Caetano diz que ficou um esquecido e que pode ficar com ele.
Na agência, Carlos está chateado porque Mauro apresentou a ideia ao cliente sem ele estar presente.
Na redação não há mais ninguém no jornal à exceção de Toni e Cardoso. Cardoso tem informação para Toni investigar sobre as FP25, Toni está apreensivo, teme represálias, mas Cardoso diz que é a grande oportunidade para ele.
No café Francesinha Amparo mais uma vez fica chateada com Zé porque fica sozinha a atender os clientes.
Caetano entrega bolo-rei a António, mas Luís, o homem que tinha encomendado o bolo aparece. Discute com António, e acabam por tirar à sorte. António ganha e leva o bolo para casa.
Nos Lopes, Susana está na varanda, vê um rapaz da sua idade a andar numa bicicleta BMX. É Bruno. Susana está fascinada com Bruno, e ele percebe.
Estão todos à mesa. Hermínia repara no anel de noivado quando Isabel coça um pouco a cabeça. Fica espantada e pergunta-lhe do que se trata. Isabel diz que foi um presente de Inácio. Margarida não fica muito agradada. Isabel diz que foi mais do que um presente, diz que Inácio a pediu em casamento e que ela aceitou. Todos ficam contentes, menos Margarida que tem medo que Isabel se precipite.
À porta do Francesinha, Zé procura algo no caixote, finalmente encontra o bilhete da lotaria e grita excitado.
António quer falar com os filhos sobre um assunto. Vai buscar um dossier e apresenta aos filhos a sua ideia. Mostra o conteúdo do dossier, uma série de recortes de revistas com parques de campismo. Nenhum deles está interessado, António fica irritado, não aguenta mais, agarra no brinquedo do miúdo e atira-o contra a parede, partindo-o. Todos chocados e Simão fica a chorar. Margarida diz que não era altura para falar com eles.
Susana está triste, António em jeito de pedido de desculpa canta a música do Tal Canal e mostra cassete, diz que podem ir ver agora o programa.
Preparam-se para ver o Tal Canal, Isabel, Toni e Carlos chegam, fazem as pazes com António, Margarida tira fotografia de família. E é assim que a família Lopes começa o ano, com as piadas do Herman José que a todos faziam rir menos a Hermínia, que dizia não entender onde estava a graça. Os anos 80 eram diferentes de tudo o que estava para trás, conta-nos o narrador."

Destaque para a referência do programa do Herman José, o "Tal Canal".

E também já fazem referência ao nº de episódios desta temporada: serão 26 episódios.

Os restantes 26 dos 52 gravados devem ser emitidos mais tarde.

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há 3 horas, VascoSantos disse:

E também já fazem referência ao nº de episódios desta temporada: serão 26 episódios.

Ainda assim, são muitos episódios. 26 semanas no ar, uma vez por semana, parece-me exagerado.

há 3 horas, Tomas Nabais disse:

Sinopse do primeiro episódio desta nova temporada disponibilizada no site da RTP: 

"Preparam tudo para a passagem de ano, Carlos chega a casa de família com uma garrafa de champanhe, diz que tem uma festa do trabalho e não pode ficar.
Inácio surpreende Isabel e tira do bolso uma pequena caixa de joias. Pede-a em casamento, Isabel não sabe como reagir, as lágrimas surgem-lhe nos olhos.
Margarida está preocupada com o novo negócio que António quer montar. Pergunta-lhe quando é que ele está a pensar contar aos filhos. António acredita que parque de campismo vai ser bom para os filhos, vai contar-lhes a ideia na hora de almoço.
António vai à mercearia buscar o bolo-rei, Caetano diz que ficou um esquecido e que pode ficar com ele.
Na agência, Carlos está chateado porque Mauro apresentou a ideia ao cliente sem ele estar presente.
Na redação não há mais ninguém no jornal à exceção de Toni e Cardoso. Cardoso tem informação para Toni investigar sobre as FP25, Toni está apreensivo, teme represálias, mas Cardoso diz que é a grande oportunidade para ele.
No café Francesinha Amparo mais uma vez fica chateada com Zé porque fica sozinha a atender os clientes.
Caetano entrega bolo-rei a António, mas Luís, o homem que tinha encomendado o bolo aparece. Discute com António, e acabam por tirar à sorte. António ganha e leva o bolo para casa.
Nos Lopes, Susana está na varanda, vê um rapaz da sua idade a andar numa bicicleta BMX. É Bruno. Susana está fascinada com Bruno, e ele percebe.
Estão todos à mesa. Hermínia repara no anel de noivado quando Isabel coça um pouco a cabeça. Fica espantada e pergunta-lhe do que se trata. Isabel diz que foi um presente de Inácio. Margarida não fica muito agradada. Isabel diz que foi mais do que um presente, diz que Inácio a pediu em casamento e que ela aceitou. Todos ficam contentes, menos Margarida que tem medo que Isabel se precipite.
À porta do Francesinha, Zé procura algo no caixote, finalmente encontra o bilhete da lotaria e grita excitado.
António quer falar com os filhos sobre um assunto. Vai buscar um dossier e apresenta aos filhos a sua ideia. Mostra o conteúdo do dossier, uma série de recortes de revistas com parques de campismo. Nenhum deles está interessado, António fica irritado, não aguenta mais, agarra no brinquedo do miúdo e atira-o contra a parede, partindo-o. Todos chocados e Simão fica a chorar. Margarida diz que não era altura para falar com eles.
Susana está triste, António em jeito de pedido de desculpa canta a música do Tal Canal e mostra cassete, diz que podem ir ver agora o programa.
Preparam-se para ver o Tal Canal, Isabel, Toni e Carlos chegam, fazem as pazes com António, Margarida tira fotografia de família. E é assim que a família Lopes começa o ano, com as piadas do Herman José que a todos faziam rir menos a Hermínia, que dizia não entender onde estava a graça. Os anos 80 eram diferentes de tudo o que estava para trás, conta-nos o narrador."

Destaque para a referência do programa do Herman José, o "Tal Canal".

Parece-me que não vai existir nenhuma contextualização. Resta esperar para ver!

Fica a sinopse da temporada:

Citação

Reencontre os Lopes a viver o turbilhão em que está Portugal nos anos 80 A saga da família Lopes parecia ter encontrado uma conclusão a 25 de Abril de 1974... Mas retoma agora, passado uma década, para encontrarmos os nossos velhos conhecidos a viver o turbilhão que é o País nos anos 80. Janeiro de 1984. A família Lopes cresceu. Ao patriarca sonhador, António, a Margarida, a mãe carinhosa, a Hermínia, a voz da experiência e aos filhos agora adultos Isabel, Toni e Carlos juntam-se Susana, uma adolescente de 13 anos que António e Margarida adotaram em criança, assim como Simão e Vítor, os filhos de Toni e de Isabel, respetivamente. Uns mais independentes do que outros, todos construíram vida no novo bairro e, a este núcleo duro da família, juntou-se o primo Zé. Regressado de França após a revolução, Zé é a personificação do português "desenrasca" e bem-disposto, que vê em António um exemplo e um irmão mais velho. "Conta-me Como Foi" continua a ser narrado pela voz adulta de Carlos, mas é agora o seu olhar de jovem de 23 anos que nos guia pelas histórias da sua família, assim como pelos factos sociais, económicos e políticos que marcaram a década de 80 em Portugal e no Mundo. Apresenta-se na história um Portugal em transição e crescimento. Da saída do FMI à entrada na CEE. Da banqueira do povo ao acalmar do panorama político que atingia a maturidade democrática. Uma evolução social presente na música, no cinema e na moda, através dos cabelos e das roupas, mas também na televisão, com um novo tipo de comédia como "O Tal Canal", concursos como o "1, 2, 3" e a descoberta da telenovela em Português. É um país atrativo para uma geração mais jovem, com a sua vida noturna e o fenómeno dos grandes centros comerciais, mas que ainda se junta aos mais velhos para celebrar as grandes vitórias, como os triunfos desportivos nas Olimpíadas de 84.

 

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Conta-me Como Foi: O tempo não passou por eles

Está na hora de bater à porta, espreitar para dentro de casa e ver como está tudo, agora que passaram 10 anos. Conta-me como Foi vai regressar à RTP1 e o elenco já começou a matar saudades. A estreia está marcada para 7 de dezembro e as novidades são muitas. O Carlitos – e o resto da família – já contaram várias delas ao Espalha-Factos.

Quando regressámos, abrimos a porta, e entrámos novamente pela porta como a família toda. Nós somos uma família, e a família esteve afastada, mas agora reuniu-se e é uma alegria ter uma família toda reunida“, descreve Catarina Avelar, a avó Hermínia da série.

Miguel Guilherme, o pai de família António Lopes, partilha uma grande satisfação por este regresso. “Ainda bem que nós parámos e que retomámos agora, porque acho que é muito mais interessante. Os próprios atores estão 10 anos mais velhos e isso permite um jogo mais interessante ao voltar… se a gente tivesse continuado, talvez aquele tivesse estacionado num ram-ram, e assim voltamos com outra envolvência“, explica.

O ator acrescenta que a paragem permitiu-lhe agora dar “outra gravidade” à personagem. “Como ele é mais velho… procurei dar-lhe uma gravidade maior, uma personagem um bocadinho mais grave, com mais peso do que tinha feito anteriormente“, explica.

Reedita-se a dupla com Rita Blanco, que admite a cumplicidade com o marido da ficção. “Nós damo-nos muito bem, acho que isso se nota. Nós entendemo-nos muito bem esteticamente, somos da mesma geração, fizemos sempre parte de um mesmo grupo, dentro dessa geração, que sempre trabalhou de maneiras próximas e, portanto, isto para nós é, como diria o outro, ‘peaners’“.

Chegámos lá e parecia que nunca tínhamos desligado, o que tem alguma lógica, porque as personagens são feitas a partir de nós, aqui está tudo, não é assim tão complicado. Fazer o Conta-me é como estar de férias… paga“, acrescenta a atriz.

No entanto, a relação entre as duas personagens não será igual. “Eram um casal muito apaixonado. E o tempo tem o seu peso sobre a vida das pessoas. E no caso deles, eles continuam a gostar um do outro, mas há um maior desencanto em relação à relação, e isso vai notar-se na série“, explica o intérprete de António Lopes.

É um dos eventos televisivos do ano

A RTP tem o regresso de Conta-me Como Foi como um dos momentos mais antecipados da grelha de 2019, depois desta nova temporada ter sido noticiada ainda em fevereiro, ao surgir mencionada no Plano de Atividades da empresa para este ano.

O diretor de programas da RTP1, José Fragoso, não tem pejo em identificar o regresso desta ficção como “um dos eventos televisivos do ano” e um momento que exigiu que várias condicionantes se cumprissem. “Era necessário que tivéssemos os atores, nós queríamos que fosse o mesmo elenco, era preciso encontrar um espaço temporal em que eles todos estivessem alinhados para poder gravar a série… era preciso encontrar uma nova zona, uma nova casa, um novo espaço físico para a família, porque era importante que a família se mudasse…“, descreve o responsável do canal público.

Rita Blanco conta que as pessoas a abordavam na rua a perguntar se a série ia voltar, algo a que, até agora, ia sempre respondendo que não. A antecipação e os pedidos do público trouxeram uma pressão adicional para a RTP, que assumiu esta nova temporada como um compromisso.

Nós tínhamos dito que era em 2019, os episódios começaram a ficar prontos há um mês, mês e meio, e por isso aqui estamos nós, em 2019, a cumprir essa ideia e esse compromisso com o público, porque eu acho que estes episódios novos vão trazer realmente público novo que não viu os primeiros episódios, e vão trazer o público que já está habituado à história e seguiu a história desta família e vai estar outra vez presente nos vários episódios“, afirma José Fragoso.

A nova temporada, adianta Rita Blanco, é ainda melhor que as anteriores. “Eu estou a gostar mais do resultado final desta do que da anterior, mas posso estar enganada porque ainda só vi um episódio. Gosto da imagem, acho que a imagem é muito cuidada, a realização é muito cuidada“, relata.

Jorge Marecos, gestor da produtora SP Televisão, vai mais longe e diz que aquilo que se fez em Portugal com este regresso de Conta-me Como Foi é algo que “nem em Hollywood se faz“. “Isto é um fenómeno que aconteceu em Portugal, fazer uma produção que parou e que, passados 10 anos, retomou, isto mantendo o mesmo núcleo de atores, que em 10 anos evoluíram, cresceram. Isto faz deste projeto algo incrível. É histórico.“, afirma este responsável.

Miguel Guilherme não esconde ter gostado de voltar a trabalhar com a equipa. “A família nuclear é a mesma, claro que houve alguns atores que deixaram de trabalhar, porque eles mudam de bairro em 74 e vão viver para Benfica, mas a própria equipa técnica, muitos dos técnicos e muita da equipa artística – guarda roupa, decoração – é a mesma do Conta-me antigo. E isso ajudou imenso à compreensão da gravação da série, porque eram pessoas, a maior parte delas, que já tinham trabalhado e já sabiam mais ou menos como é que se devia trabalhar uma coisa deste género.

O gestor da SP Televisão não esconde a importância do momento. “Nunca tivemos uma apresentação com uma carga emocional tão grande como esta, porque o Conta-me Como Foi foi o primeiro trabalho da SP Televisão, quando a empresa foi criada há 11 anos. Para nós, trabalhar para a RTP é um orgulho e um privilégio, nomeadamente fazer o Conta-me é extraordinário, porque no contexto da ficção nacional, o Conta-me terá com certeza sempre um lugar à parte, especial.”

Como eram os anos 80?

José Fragoso faz um esforço para nos ambientar no contexto da ficção: “Este é o Portugal que está pronto para entrar na União Europeia, que vem do 25 de abril e está a ver nascer a música pop e rock cantada em português. Estamos no Portugal em que ainda não havia telemóveis, redes sociais, computadores… É uma época que parece, para quem viveu os anos 80 e vê os episódios, que foi há pouco tempo… mas depois, quando vemos os episódios, percebemos que quase nada hoje é como era há 20 ou 30 anos“.

Luís Ganito, o protagonista da série, só nasceu em 1997. É quem mais pode falar sobre as diferenças que nota face àquela época que não viveu. Aquilo que primeiro lhe salta à vista “é toda uma maneira de vestir completamente diferente“. O ator admite ainda o desafio que tem sido “o cabelo” – “é o maior cabelo que eu tive na minha vida, na construção da personagem eu acho que a parte mais complicada foi o cabelo, de manhã não sei o que lhe hei-de fazer, é acordar e tirá-lo dos olhos… essa é a parte mais complicada“, graceja.

E acrescenta que naquela altura “era tudo vivido muito mais calmamente“. Os atores tiveram muito tempo de ensaios e uma das coisas que tem sido mais trabalhada pela direção de atores é, de acordo com o Carlitos, a maneira de falar. “Nós hoje em dia corremos muito, naquela altura era tudo com muito mais pausa, então temos de tentar passar esta calma também… porque eu tenho este ritmo de falar muito rápido, andar de um lado para o outro…“, explica.

Miguel Guilherme, que viveu os anos 80, socorreu-se das memórias para se ambientar ao novo tempo da série, de qual salienta o “rigor histórico“, apesar de lamentar que, por constrangimentos orçamentais, não seja possível recriar com precisão algumas cenas de rua, “com CGI, que era o que devia acontecer na verdade“.

O ambiente da época foi outra das coisas que saltou à vista de Luís Ganito. “Era tudo muito colorido, se um dia fosse para vestir todo de lilás, ok, vestíamos tudo lilás“, diz entre risos. No entanto, nem tudo foram rosas nos anos 80. Duas das realidades que o ator não conhecia tão bem eram “as drogas e a SIDA“.

Eu não fazia a mínima ideia que a droga tinha sido tão presente nos anos 80. Era uma coisa que se estava a descobrir, que não se sabia muito. A droga, como as doenças, a SIDA… era vista como a doença do Variações, não era muito falado, havia muito receio“, explica.

Neste temporada o Carlitos vai ajudar um amigo a sair do mundo da droga, e também fez parte do trabalho perceber qual foi o impacto dessas drogas, das drogas pesadas, a descoberta da heroína e tudo mais. Eu não fazia a menor ideia que descíamos ali a A5 e aquilo era só barracas a vender droga”, descreve o ator.

Pedro Lopes, da equipa de argumentistas da série, sublinha o papel educativo que esta pode ter. “Há aqui um papel importante, não tanto de entreter, mas de educar, e através de uma história ficcional de uma família, conhecemos a verdadeira história do país, de uma maneira de estar, de pensar, de como é que eram as dinâmicas familiares, as questões de género, para além de coisas muito precisas que aconteceram no país e que achamos que não devem ser esquecidas“, refere.

Nas primeiras temporadas havia um mundo a preto e branco, um ambiente opressivo no país, um Portugal dos pequeninos, e agora é ver como é que seria a série em liberdade, depois do lado efusivo da revolução já ter passado e em que nos começamos a aperceber do que é a realidade, o FMI em Portugal… Foi como se as pessoas tivessem acordado desse sonho“, descreve sobre o ambiente histórico que se vive na temporada que agora estreia.

Eu conheço muito da história de antes e depois do 25 de abril graças ao Conta-me Como Foi. Mesmo os anos 80, eu não fazia ideia que tinha havido tanta coisa nos anos 80, o período pós 25 de abril teve uma parte que eu não fazia ideia, de revoltas, de atentados. Eu sabia, mas não sabia que tinham tido tanta influência na sociedade. Isso ajuda-me a criar, mas também é muito importante para as pessoas ao verem“, reconhece Luís Ganito.

Inês Castel-Branco, que entra na série para viver Clara, uma jornalista que chega a Portugal para dirigir um jornal depois de uma experiência de trabalho nos Estados Unidos, dará a conhecer o ambiente numa redação numa altura em que este era um ambiente sobretudo masculino. “Ela tem um currículo que não é muito normal para uma mulher daquela época ter e vai parar a um mundo de homens, que era o jornalismo e vão contratá-la pela experiência dela, ela vai substituir a personagem do Zeca Medeiros, que era o chefe de redação, e passa a ser ela a chefe de redação da Tribuna de Lisboa. A personagem está muito bem escrita, e a Clara, por ser uma mulher num mundo de homens, tem de ser muito dura, tem de se impôr como as mulheres tinham de fazer naquela altura“, relatou ao Espalha-Factos.

José Fragoso sublinha, contudo, que apesar de o ambiente histórico mudar, o espírito essencial se mantém. “Há uma alteração fundamental, sobretudo no conjunto de instrumentos de comunicação que temos hoje ao nosso dispor, que mudam muito a maneira como as pessoas se relacionam, mas há um espírito de família que estes episódios mantêm, e há um núcleo familiar que persiste, há novas aventuras de cada uma das personagens, e isso vai trazer um aditivo muito grande à história“, afirma.

A série, que tem 52 episódios garantidos, vai percorrer os anos de 1984 a 1987, com a primeira maioria absoluta de Cavaco Silva. E será que continua para os anos 90? A equipa tem vontade, mas “depende do que a RTP achar e como isto correr“, diz Miguel Guilherme. José Fragoso, confiante, fala numa expectativa de 800 mil a um milhão de espectadores por episódio.

Conta-me Como Foi volta a contar, aos sábados, às 21h. A espera está quase a acabar, “está a chegar aquele dia em que estamos todos juntos“, diz Rita Blanco. A família já pode voltar a sentar-se ao sofá.

https://espalhafactos.com/2019/11/29/conta-me-como-foi-o-tempo-nao-passou-por-eles/

Um belo artigo, fiquei ainda mais entusiasmado!

O Fragoso a apontar a 800 mil a 1 milhão de espectadores por episódio... meta demasiado elevada, não? Nem as novelas da TVI o fazem hoje em dia...

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há 48 minutos, VascoSantos disse:

O Fragoso a apontar a 800 mil a 1 milhão de espectadores por episódio... meta demasiado elevada, não? Nem as novelas da TVI o fazem hoje em dia...

É pouco provável registar essa audiência, mas poderá andar perto desses números. O "Conta-me" é uma marca de qualidade, de excelência. Eu vou ver.

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Conheça todas as personagens do “Conta-me Como Foi”

Margarida Lopes (Rita Blanco)

Margarida mudou-se para Benfica, mas trouxe com ela todos os sonhos, alegrias e aspirações. Neste novo bairro, a mãe da família Lopes é a proprietária de uma boutique que vende peças de pronto a vestir.

António Lopes (Miguel Guilherme)

Reformado, António aproveita o pouco dinheiro que tem para investir para assim garantir um futuro para os filhos. Acredita na bondade e teima em não aprender que a vida prega partidas desagradáveis.

Carlos Lopes (Luís Ganito)

Singrar no mundo da publicidade não é fácil, ainda mais quando o crédito das suas ideias vai parar a outros. Carlos não se pode queixar, tem bastante sucesso e muitas aventuras amorosas esperam o galã.

Hermínia Lopes (Catarina Avelar)

A matriarca da família Lopes passa os dias a tratar da roupa de casa e a lidar com as modernices da neta Susana. Sabe que as pessoas não andam neste mundo para fazer bem umas às outras.

Isabel Lopes (Rita Brütt)

A sua maior dor foi ter perdido o seu marido, Vítor, o grande amor da sua vida. O filho de ambos ajudou a superar o desgosto. A sorte voltou a sorrir ao lado de Inácio. Não deixa de lutar pela sua paixão: representar.

Toni Lopes (Fernando Pires)

Jornalista de investigação. Como ex-combatente da guerra do Ultramar, tomou consciência que a vida pode trazer-nos surpresas. Do casamento com Brígida nasceu Simão, com quem tem pouco contacto.

Susana Lopes (Beatriz Frazão)

Adotada pela família Lopes aos 3 anos. É um produto de todas as novidades do país e da Europa. Jovem rebelde, muito curiosa e sonhadora. O seu temperamento vai trazer-lhe muitos desafios e aventuras.

Zé Lopes (Rui Melo)

Regressa de França com o Maio de 68 “na bagagem”. Investe no Francesinha, em Benfica. Reencontra Luís Almeida, um amigo dos tempos de Paris que lhe demonstra um interesse romântico para o qual não está preparado.

Amparo (Mafalda Vilhena)

Sócia de Zé Lopes. A única a trabalhar no Francesinha, o que acaba por deixá-la frustrada. Mulher de armas e sempre preparada para um novo desafio. Expandir o negócio para o novo Fonte Nova, é o seu sonho.

Luís Almeida (MarcelIo Urgeghe)

Frequentou em França alguns bares e nichos LGBT e descobriu a sua homossexualidade. Mantém uma amizade com Zé que acredita ser mais que isso. Sempre disponível para ajudar quem gosta dele.

Jerónimo (Rui Mendes)

É viúvo e reformado. Há uma pessoa que faz o seu coração palpitar: Hermínia. No entanto é muito discreto e satisfaz-se com a sua amizade. Fiel e leal aos que estão à sua volta e pelo seu bairro faz tudo.

Bruno (Henrique Mello)

Vive com o avô. Os pais vivem em Londres. Como estão noutro país e têm acesso a coisas diferentes, enviam-lhe todo o tipo de novidades: jogos, discos e roupa. O “herói da BMX” é reservado, mas muito rebelde.

Caetano (Tó Melo)

É o dono da mercearia. Apesar dos disparates do neto Bruno, que lhe causa ocasionais dores de cabeça, os dois dão-se muito bem. Homem simples e afável, que mantém boas relações com toda a vizinhança.

Inácio (João Reis)

Corretor da bolsa. Sabe movimentar-se nos meandros dos corredores económicos e políticos para fazer valer as suas vontades. É um romântico incurável com Isabel, mas nunca põe o amor à frente dos negócios.

Luz (Madalena Almeida)

Cresceu sem mãe entre amas e criadas. Nunca soube o que era passar dificuldades, sempre andou nos melhores colégios e só conhece a elite. É uma jovem rebelde e faz tudo para chamar a atenção do pai, Inácio.

Emídio (Tiago Delfino)

Amigo de infância de Carlos. As suas más escolhas levaram-no a um rumo de autodestruição. Carlos reencontra-o num apeadeiro e decide ajudá-lo no processo de desintoxicação de drogas.

Fábio (Gustavo Alves)

Apesar da tenra idade, Fábio já sentiu na pele como a vida pode ser dura. Vem de uma família pobre, que nem uma casa em condições consegue ter. Fábio não vê outra solução senão roubar para ajudar a família.

Teodoro (Orlando Costa)

Primo de Hermínia. Velho comunista que passou grande parte da sua vida exilado ou a lutar clandestinamente contra a ditadura. É uma companhia para Hermínia e, principalmente, um pêndulo moral para Zé.

Cardoso (Zeca Medeiros)

Editor chefe da Tribuna Lisboeta, trabalho do qual muito se orgulha. Não é novo nestas andanças e tem muitos contactos e uma reputação na publicação da verdade a manter. Conta com Toni para lhe trazer artigos sumarentos.

Antunes (Ricardo Aibéo)

Vive para o seu trabalho e está disposto a ir aonde os colegas não vão. Para ele a informação é espetáculo, o que o faz divergir algumas vezes do seu colega Toni. Sempre pronto para os prazeres da vida, como copos e petiscos.

Ana Paula (Filipa Louceiro)

Namorada de infância de Carlitos. Cresceram juntos até ele se mudar para Benfica. É determinada, bem disposta, simpática e discreta. O reencontro com Carlos faz com que este volte a ganhar mais espaço no seu coração.

Afonso (Vítor Silva e Costa)

Filho de mãe portuguesa e pai austríaco. Foi criado em Portugal, mas é um cidadão do mundo, por onde já viajou bastante. Adora desporto, viagens, aventuras, fazer amigos, tocar guitarra, solucionar problemas, mas acima de tudo adora Ana Paula.

Clara (Inês Castel-Branco)

Quando decidiu ser jornalista, sabia que ia entrar num mundo de homens. É uma mulher pouco afável e amarga. Rapidamente percebe que Toni é o seu melhor jornalista e incetiva-o, tornando-se assim involuntariamente na sua mentora.

Rosete Teixeira (Sofia Almeida)

Cabeleireira em Benfica. Continuou com o negócio da sua mãe, quem ajudava no salão desde criança. Todos a conhecem e sabem que “se vão à Rosete ficam impec”. Aos 40 anos, já conhece os homens de ginjeira e sabe que não se pode confiar. Mas, no fundo, acredita no príncipe encantado.

Fonte: Zapp

 

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