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GfK - Medição de Audiências


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Ela odeia a TVI, nem se lhe ofereceres uma casa em Cascais  

Tenho uma amiga que tem.  E deve ser ela que dá a audiência toda à RTP2.  

Quero agradecer à tua amiga, por ela me representar.

  • 2 weeks later...

Como é feita a medição de audiências em Portugal?

Bernardo Ferreira • 21 Novembro, 2020

São indicadores que aparecem regularmente nas notícias sobre o mundo do entretenimento, influenciam os decisores das principais estações televisivas e movem um mercado publicitário que vale 300 milhões de euros. Para o bem e para o mal, as audiências são fundamentais para os media e ganham um peso acrescido quando se fala em televisão.

Mas, afinal, o que são as audiências, como se medem e quem o faz? Se estas são perguntas que já colocaste, este é o artigo certo. A propósito do Dia Mundial da Televisão, que se assinala este sábado (21), o Espalha-Factos falou com os principais intervenientes no processo para tentar clarificar como funciona, então, a medição de audiências televisivas em Portugal.

Amostra e rotatividade

Pela impossibilidade de se recolher dados de todos os indivíduos da população, é necessário, em primeiro lugar, constituir uma amostra, cujos dados são depois “ponderados tendo em conta o total da população“. Definiu a Comissão de Análise de Estudos de Meios (CAEM) — entidade responsável por todo o processo em Portugal — que “a recolha de audiências é feita através de um painel de 1.100 lares, cerca de 3000 pessoas“.

Pode surgir aqui uma dúvida: como é que a amostra é, então, constituída de modo a representar a população? O processo de seleção dos 1.100 lares que compõem a amostra engloba duas etapas. Sempre que uma nova empresa passa a deter a medição e há a necessidade de se criar um painel do zero, é feito um estudo-base, que envolve entrevistas presenciais a 10 mil lares.

Esses 10 mil lares são escolhidos aleatoriamente, tendo por base a informação constante nos Censos. “Na primeira entrevista, nós vamos perceber a composição dos lares: vamos perceber quem vive nos lares, se tem ou não tem televisão por subscrição“, explica Joelma Garcia, responsável pela área de audiências televisivas da GfK, a empresa que faz a recolha das audiências desde 2012. Recolhida uma informação mais pormenorizada, que serve igualmente para a caracterização dos lares de Portugal continental, “fazemos depois a seleção dos lares, de acordo com determinados critérios porque queremos também ter uma amostra representativa da população“.

Audiências

A responsável salienta que, apesar de o painel ser constituído por lares, existe a preocupação de que o número de elementos envolvidos na medição seja representativo do total da população. “Há uma variável que nós utilizamos que é o número de elementos dentro do lar que cruza com todas as outras variáveis – região, subscrição, classe social – e essa é a variável que nos permite a representatividade daquilo que são os indivíduos“, pontua.

As duas entidades frisam igualmente que o sistema é atualizado todos os anos: “há lares que saem, lares que são recrutados de novo“, afirma o diretor executivo da CAEM, Fernando Cruz. Para isso, são feitos “dois estudos por ano, com 2500 entrevistas cada um; portanto, 5000 entrevistas“. Esses estudos permitem “saber qual a penetração da subscrição e a estrutura das classes sociais“, possibilitando a criação de “uma nova base de recrutamento com novos lares a entrar no sistema“.

“Nós todos os anos reajustamos o painel de acordo com esse indicador, quer a própria amostra quer o sistema de ponderação, ou seja, este ano o sistema ponderou uma informação um pouco diferente de acordo com aquilo que são os dados das últimas estimativas do INE“, explica Joelma Garcia.

Acerca da rotatividade, a responsável diz que a GfK tenta uma renovação da amostra de 20%. “20% porque em princípio os lares só podem estar cinco anos no painel. Se for os 20%, nós vamos conseguir ter uma amostra fresca“.

Recolha e tratamento dos dados

Para o sistema de audimetria funcionar, são necessárias duas componentes, nota a GfK: “uma componente que é a parte humana e a outra que é a parte tecnológica“. A parte humana diz respeito à já abordada amostra da população que serve de ponderação para a população total enquanto a componente tecnológica se refere ao audímetro e restante tecnologia que faz com que o aparelho comunique com a central da GfK.

Nos lares alvo de análise é instalado “um audímetro por cada aparelho de televisão em uso“, de modo a gravar “o comportamento de visionamento televisivo dos diferentes membros da família“, pode ler-se no site da CAEM. Aos elementos dos lares painelistas, é pedido que “sinalizem a sua presença quando estão presentes na divisão onde a televisão está ligada” através do telecomando, que tem um perfil criado para cada elemento do agregado, explicam os responsáveis da GfK.

Audiências GFK

Esta é a única intervenção humana no processo, sendo tudo o resto desencadeado de forma automática – “Tudo o resto é o meter que regista: o canal, se a televisão está on, se está off“. O audímetro funciona através do sistema audiomatching: “temos o aparelho que regista tudo o que está a dar na televisão, através do som, que depois é convertido para um processo binário e esse som, quando chega ao nosso sistema, tem que cruzar com outro som que no fundo serve de referenciação“, explica Joelma Garcia.

O sistema faz, em primeiro lugar, a validação de toda a informação recebida – quantos lares enviaram informação e que informação foi essa. Depois, é feita a ponderação: a cada indivíduo que compõe a amostra é atribuído um peso, “para que o conjunto de indivíduos chamados nesse dia representem a população total“.

Atualmente, o sistema não mede apenas o consumo linear, considerando também a visualização com “diferimento

igual ou superior a 60 segundos em relação à emissão“, aponta a GfK. Dentro do consumo em diferido, encontra-se aquele que acontece no mesmo dia da emissão linear — o VOSDAL — e o visionamento nos sete dias seguintes ao dia da emissão — TSV 7 Dias.

“Diariamente, o sistema faz o cruzamento entre o som que chega do audímetro e a informação que nós temos aqui registada na nossa base ou nas nossas SSUs“, explica a responsável pela área da medição, acrescentando: “quando ele sincroniza aquilo que é recebido dos lares com aquilo que nós temos no nosso sistema de referenciação a audiência é LIVE“. A parte da informação que o sistema não reconhece logo, é depois cruzada com os programas que deram no dia anterior – a que diz respeito a medição – e nos sete dias anteriores.

Desse tratamento dos dados, que é feito de forma automática, resulta a informação das audiências a nível de períodos horários. “Da GfK a informação que segue para os clientes é informação dos horários, o canal e indivíduos“, afirma Joelma Garcia. Para se obter uma grelha de audiências a nível de programas, “é feito um visionamento – que, neste caso, é a Marktest que faz – de tudo o que deu em termos de programas, é dada uma classificação e toda essa informação é sincronizada com a nossa base de períodos horários e, então, eu sei que àquela hora estava a dar o programa x ou y“, esclarece a responsável.

Curva de audiências

Curva de audiências por períodos horários, de 12 de novembro de 2020. Fonte: CAEM/GfK

Audiência, rating e share

Nos comunicados que as estações televisivas regularmente emitem sobre as audiências conquistadas e mesmo nos relatórios diários publicados aqui no Espalha-Factos, aparecem termos técnicos como rating e share que muitos podem não conhecer o real significado, à partida. Importa, por isso, elucidar aqui os leitores acerca destas definições mais técnicas.

Comecemos pelo termo audiência que, define a GfK, “é o número de indivíduos expostos a um ‘suporte’“. Em televisão, a audiência corresponde, assim, ao conjunto de indivíduos que contactam com um dado programa ou canal. O rating corresponde à “percentagem da população portuguesa que vê um programa“, segundo o Infominuto da RTP. Tendo em conta que o universo da população no Continente é — segundo as estimativas da PORDATA — de 9,7 milhões de pessoas, 1% de rating corresponderá aproximadamente a 97 mil espectadores.

Já o share indica, segundo a mesma fonte, a percentagem de espectadores com televisão ligada que, durante um intervalo horário, viu um dado canal. Estes dois indicadores podem também ser apresentados como audiência média e quota de mercado, respetivamente.

Concurso de medição de audiências

A GfK é a responsável pela medição de audiências televisivas em território nacional desde 2012. A empresa venceu o concurso lançado em 2010, sendo então contratada pela CAEM para prestar o serviço aos seus associados. A CAEM é uma associação de direito privado tripartida, constituída pelos anunciantes, pelos meios de comunicação e suportes publicitários e pelas agências, agências de meios e agências criativas.

No caso da televisão — já que a associação diz respeito também a outdoor, imprensa, rádio e digital —, “é a entidade que faz a decisão metodológica sobre o processo de medição de audiências, que tem também um contrato com uma empresa que faz a recolha de dados diários de audiência de televisão e, por seu lado, assegura a distribuição desses dados diariamente por todos os associados e todas as entidades que tenham contratado o licenciamento da utilização desses dados“, explica Fernando Cruz, diretor-geral.

Para a CAEM, os contratos com as empresas que medem as audiências devem ser de cinco anos, embora “várias circunstâncias do mercado” tenham levado à prorrogação do contrato com a GfK, que ainda vigora. Da última vez, aponta o responsável, “foi feita uma consulta internacional a várias empresas que estavam ligadas à medição de audiências de televisão“.

É, depois, “lançado um concurso, com caderno de encargos e com especificações técnicas do sistema, aquilo que se pretende que seja assegurado pela empresa que vai fazer a medição de audiências, e as empresas têm, normalmente, 1 mês e meio a 2 meses para entregar as suas propostas“.

As propostas são, depois, avaliadas pelo conselho técnico e aquelas que cumprem uma percentagem mínima obrigatória do caderno de encargos passam à fase comercial, em que a empresa faz a sua proposta de valor e existe uma negociação. “Foi, depois, escolhida a empresa que cumprindo os critérios de qualidade que existiam para o sistema, tinha o melhor valor“, aponta o responsável.

Em julho do ano passado, a CAEM lançou um novo concurso para encontrar o operador que vigorará no período de 2021 a 2025. A consulta internacional contou, tal como em 2010, com as empresas GfK, Kantar Media, Marktest e Nielsen. Três empresas passaram a fase da avaliação técnica, cumprindo mais de 90% dos critérios.

Espalha-Factos

Edited by Diogo O.
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há 5 horas, Lu Bloqueada até 03.08 disse:

Tenho uma questão: A Marktest faz as suas curvas a partir dos dados que a Gfk colhe ou é a Marktest que faz as próprias colheitas?

Certamente recolhe da GfK, porque os valores são iguais. 

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Saudades da Marktest que inflacionava a audiência da RTP e da TVI com o seu painel constituído por pessoas mais velhas. A GFK, que só ganhou por ser mais barata, inflaciona a SIC e o Cabo. Mal posso esperar para que a Nielsen ganhe o concurso do próximo ano e dê vantagem à RTP2 e à CMTV, o novo ciclo da tv portuguesa :clap:

  • LOL 4
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Audiências TV: SIC e TVI mais próximas

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Na semana 47, o consumo televisivo foi de 5h51m, o que face à semana anterior representa uma diminuição de quase 10 minutos. Relativamente à repartição da audiência, o share do Cabo chegou aos 37,1%. A SIC registou 18,7% e a TVI, que ficou apenas a 1,6p.p. de diferença, alcançou um share de 17,1%, sendo de referir que este diferencial é um dos menores de 2020, apenas igualado na semana 39. Já a RTP1 ficou-se por uma quota de 12,2%, mais uma vez abaixo dos 12,9% da quota dos Outros (inclui o visionamento em time shift, streaming e vídeo/jogos).

No que respeita aos canais pagos mais vistos, a semana é marcada pela troca de posições. SIC Notícias ultrapassa a Globo e volta a ocupar o segundo lugar; Fox ascende ao meio da tabela, afastando a TVI 24 para o sexto lugar; e Disney Channel e Fox Life protagonizam a última troca de posições, o canal infantil sobe ao nono lugar, e o canal de séries cai para a 10ª posição. Na liderança e com uma audiência de 87,8 mil telespectadores diários encontra-se a imbatível CMTV.

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Com 16,7% de audiência média, o jogo da Liga das Nações Croácia x Portugal revelou-se o programa mais visto entre 16 e 22 de Novembro. Segue-se o jogo da Taça de Portugal Placard Paredes x Benfica com 14,7%. O programa de Ricardo Araújo Pereira ocupa o terceiro lugar da geral, tendo sido o mais visto de domingo. Na quarta posição encontra-se a edição do Jornal da Noite também de domingo. Terra Nossa/Especial, que reuniu 13,7% de audiência, o melhor resultado desde Outubro, fecha o top da semana.

Os conteúdos que incluíram a comunicação de António Costa com as novas medidas restritivas foram os que suscitaram maior procura na programação dos Pay TV. A liderança, com 331 mil telespectadores, coube ao Jornal de Síntese das 18h da SIC Notícias.

Fonte:https://www.meiosepublicidade.pt/2020/11/audiencias-tv-sic-tvi-proximas/

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3 minutes ago, Free Live said:

Por curiosidade, alguém aqui do fórum tem um audimetro?

Será uma lenda urbana? Vai na volta sorteiam os shares diários no random.org. :cryhappy:

Por acaso, é curioso como nunca vi um relato desses aqui no fórum. Ainda por cima um fórum de Televisão, né.

Será que há protocolo de silêncio? :haha:

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há 47 minutos, EFernando disse:

Por acaso, é curioso como nunca vi um relato desses aqui no fórum. Ainda por cima um fórum de Televisão, né.

Será que há protocolo de silêncio? :haha:

No Brasil com o IBOPE há. É possível que haja também por aqui.

Acusem-se! Queremos saber tudo!

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há 1 hora, Free Live disse:

Por curiosidade, alguém aqui do fórum tem um audimetro?

Será uma lenda urbana? Vai na volta sorteiam os shares diários no random.org. :cryhappy:

@ZDK

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há 13 horas, Free Live disse:

Por curiosidade, alguém aqui do fórum tem um audimetro?

Será uma lenda urbana? Vai na volta sorteiam os shares diários no random.org. :cryhappy:

há 13 horas, EFernando disse:

Por acaso, é curioso como nunca vi um relato desses aqui no fórum. Ainda por cima um fórum de Televisão, né.

Será que há protocolo de silêncio? :haha:

Há uns dias, o @Miguel S. falou de uma amiga que tem/tinha audímetro e que só vê a RTP2 :cryhappy:

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há 11 minutos, EFernando disse:

amigx, nós queríamos alguém na primeira pessoa a relatar a experiência :cryhappy:

Eu acho que não fazia muito sentido alguém com audímetro vir comentar a um fórum de televisão, porque supostamente, o seu consumo tem de ser imparcial, e vir ao fórum podia torná-lo tendencioso (não é bem isto que quero dizer, mas não me estou a lembrar da palavra certa :cryhappy:) Mas olha, quem sabe.

Edited by Filipe Simões
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1 minute ago, Filipe Simões said:

Eu acho que não fazia muito sentido alguém com audímetro vir comentar a um fórum de televisão, porque supostamente, o seu consumo tem de ser imparcial, e vir ao fórum podia torná-lo tendencioso (não é bem isto que quero dizer, mas não me estou a lembrar da palavra certa :cryhappy:) Mas olha, quem sabe.

Mas um estudo destes nunca é muito imparcial, depende sempre dos gostos da pessoa :haha: Mas entendo, o fórum poderia influenciar a alguma coisa, desse ponto de vista tens razão.

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Eu achava que com a televisão digital ia ser possível medir a audiência de todos os televisores, sem ser preciso audímetro, porque ia ser mais fácil receber e tratar os dados :cryhappy: era muito naive. Continua a ser uma sondagem um pouco tosca, quando tão pouca gente tem o aparelhinho

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há 13 minutos, EFernando disse:

Mas um estudo destes nunca é muito imparcial, depende sempre dos gostos da pessoa :haha: Mas entendo, o fórum poderia influenciar a alguma coisa, desse ponto de vista tens razão.

Sim, quando disse imparcial era mais no sentido de serem os teus próprios gostos e não seres "influenciado" :cryhappy:

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