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Caso a RTP seja privatizada, quem seria o possível comprador da emissora e como seria a programação do canal


Fadokimi
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há 2 horas, mavb98 disse:

Não concordo com uma privatização da RTP.

A RTP tem de ser pública, isenta, independente, que dê voz a todos. Seja uma alternativa aos outros canais e que faça o equilíbrio entre eles.  São os valores fundamentais para qualquer serviço público de rádio e televisão. Se bem que às vezes peca um pouco em certos momentos, mas isso também é culpa do regulador (ERC) que devia de estar mais atento, quer à RTP, quer aos outros.

Sempre que há um governo mais à direita, vem sempre à discussão a privatização de um canal (RTP1 ou RTP2) ou a privatização da empresa no seu total, ou em parte. Isto só faria sentido se a RTP não cumprisse as regras de serviço público e/ou estivesse numa situação económica extremamente prejudicial para o Estado.

No final do século passado e no início deste século, a RTP só acumulava prejuízos e em 2002 o governo da altura propôs privatizar a empresa, mas tempo depois decidiu proceder à reestruturação da empresa, processo que começou em 2003, e foi finalizado em 2007, já com outro governo. Resumidamente este processo passou pela fusão de duas empresas públicas, a RTP (televisão) e a RDP (rádio) que passaram a ocupar a mesma sede e a partilharem os meios técnicos e humanos, o investimento em meios tecnológicos, com a construção de estúdios de informação (2003 e 2004) e de entretenimento (2007) e a abertura do espaço do 2º canal à sociedade civil. Este processo permitiu a RTP reduzir a sua dívida, consolidar as suas contas e deixar de estar dependente de terceiros (principalmente a nível de produção de programas e estúdios).

Em suma, a privatização da RTP só deve de acontecer numa altura em que seja extremamente necessária e que não haja nenhuma solução alternativa. Mas é preciso não esquecer que há muita coisa na RTP que precisa de ser melhorada, mas isso já é outro assunto.

A questão da privatização da RTP é meramente ideológica.

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On 10/8/2019 at 5:07 PM, RPSG said:

Privatizar uma empresa que deu lucro após organizar um Eurovision Song Contest? Que dá a voz a todos os portugueses e que só custa 2,85€ por mês?? Já muito faz a RTP com o tão pouco que recebe!

Exato, basta comparar com o valor mensal da BBC que é de 14,32 euros (GBP 12.87). Mesmo ajustando o valor ao poder de compra a diferença é enorme, é cerca de 4 a 5 vezes mais. Isso é essencialmente o valor de toda a indústria televisiva portuguesa, só através de uma taxa.

É verdade que BBC produz muita coisa e de qualidade, mas também fatura em conjunto com o valor da taxa uma quantia imensa em vendas internacionais dos seus conteúdos e dos seus canais.

Edited by zent
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  • 1 month later...

06:00 - jornal da manhã
10:00 - programa da manhã
13:00 - jornal da tarde
14:30 - novela importada?
16:00 - programa da tarde
18:00 - novela (ou continuação do programa da tarde)
19:00 - concurso ou formato de entretenimento
20:00 - jornal da noite
21:00 - prime time (se preferirem, novelas)
00:00 - algo de jeito?

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Uma RTP "bem privatizada" teria sempre algum tipo de caderno de encargos. Duvido que toda a programação que fosse não-comercial desaparecesse, mas seria puxada para faixas onde ninguém iria literalmente ver aquilo (como acontece na SIC e na TVI com o cartazes de artes e o programas das minorias étnicas). Para além da programação, é preciso saber ao certo o número minímo de canais que estariam assentes num caderno de encargos para a concessão. 1? 2? 6? 7? Há espaço para um canal para os PALOP? Não se trata apenas de programação, como se saber ao certo qual seria a missão da empresa enquanto algo privado. Teria toda a liberdade para prosseguir uma programação como a TVI, SIC ou CMTV? E como ficariam as rádios? Poriam a Antena 3 a competir com uma Comercial ou RFM? São tudo questões relevantes e que ultrapassam o "que programação teria a RTP se fosse privatizada".

Edited by JDaman
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Adoro (sqn) que o grupo Cofina seja sempre o primeiro a atirar pedras sobre o que se gasta ou se deixa gastar na RTP e a cantar a missa do "dinheiros dos contribuintes". 
O Nuno Markl contou uma vez que durante a apresentação do "Animais e Companhia", um jornalista do CM só lhe fez perguntas sobre o quanto esse programa iria gastar ao erário público (quando na verdade o programa tinha sido completamente custeado pela produtora). 

Edited by FraisesSucrées
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  • 9 months later...

Numa possibilidade remota da rtp ser privatizada... temo que o canal iria mudar muito.

Não acredito que quem o comprasse tentasse seguir o mesmo modelo da sic e da tvi com novelas... teria de ter uma abordagem mais diferenciadora...

Agora que modelo?

O modelo misto ou seja apesar de privatizada a rtp teria de garantir parte das obrigações de serviço publico (nem que seja pelo nome e legado que carrega) e essa parte seria financiada pelo ministério da cultura... no que respeita a programa de indole cultural e informativa. Depois teria de conjugar isto com a luta por audiências e aí teria de haver um investimento mais forte sobretudo em produção nacional virado para séries e entertenimento.

 

 

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