Jump to content

VascoSantos

Membros
  • Content Count

    11,158
  • Joined

  • Last visited

  • Days Won

    27

Everything posted by VascoSantos

  1. Para estar a ser estudado, não me admirava se voltasse. E teve sucesso!
  2. Sem dúvida, são resultados extraordinários! Na faixa das 23h, foi a última a fazer isto constantemente foi Santa Bárbara, que já lá vão 4 anos. E as audiências eram muito diferentes do que acontece agora.
  3. VascoSantos

    Amor à Vida ®

    Episódio especial esta terça, promovido em rodapé.
  4. Não, costuma ser mais perto do Natal. Nem nunca deu tão cedo... E pronto, já temos um sábado ocupado, faltam os outros.
  5. Sim, a grande maioria ganhava, coisa que este ano pouco acontece. Mas o público é o mesmo, deve ter perdido uns 100 mil telespectadores às 19h. E a dar às 23h até pode ganhar um público que não consegue ver às 19h. E também não esquecer que Gabriela às 18h liderava, coisa que Amor à Vida não tem feito. Apesar de ter também mais ou menos o mesmo público.
  6. O Pedro hoje veio dizer que não, mas também não duvidava... Esta semana vai ser boa, com todos os concorrentes juntos!
  7. Vou já ver, espero que não
  8. Confesso que também não. Não é por 10 minutos à noite, quase irrelevantes em termos de conteúdo, que as pessoas deixam de ver. E não deixaram de ver, os diários fazem quase 10 às 19h e lideraram sempre até ao Ljubo. Tal como aconteceu no ano passado.
  9. Ainda não vi o diário de hoje, mas a entrada da Liliana e do Pedro vem trazer uma frescura e o "amor", coisa que falta nesta edição e que as pessoas gostam de ver. Mas estranhei muito quando a Liliana pôs a mão do Pedro na perna dela na Cerimónia. Como assim, depois do que aconteceu? Algo de estranho se passou.
  10. Então, que raio vão dar? É que se for coisa nova (ou mesmo já conhecida), havia de ser promovida... E ainda são 4 sábados até ao final do ano... @miguelalex23 ainda não saíram as grelhas comerciais, sabes?
  11. VascoSantos

    Notícias SIC

    SIC AUMENTA LIDERANÇA EM NOVEMBRO E LIDERA HÁ 10 MESES CONSECUTIVOS - Liderança da SIC nas audiências ganhou ainda mais força em novembro, com a SIC a ser novamente o canal mais visto, aumentando para 6.3 p.p. a distância para a TVI e conquistando o melhor mês do ano; - SIC é líder há 10 meses consecutivos e lidera no ano de 2019 com 19.1% de share; - Em novembro a SIC continua a liderar no prime time com os vários produtos de ficção – “Nazaré”, Temporada Final da série “Golpe de Sorte”, que chegou ao final em novembro, “Terra Brava” e “A Dona do Pedaço”; - A 2ª temporada do programa “Casados à Primeira Vista” terminou o mês de novembro a liderar na edição de domingo com 25.3% de share, o diário das 19h terminou com 21.2% de share e o Extra das 23h terminou o mês de novembro a liderar com 25.9% de share; - “Primeiro Jornal” e “Jornal da Noite” lideram nos 7 dias de semana com 27.4% e 21.8% de share respetivamente; - A rúbrica “Vidas Suspensas” terminou a liderar com 26.0% de share; - A Grande Reportagem “Entregues à Sorte” de Amélia Moura Ramos terminou a liderar com 27.2% de share; - A rúbrica “O Polígrafo” manteve a liderança com 25.8% de share; - A “Opinião de Luís Marques Mendes” terminou novembro a liderar com 23.9% de share; - Aos sábados à tarde o magazine “Alta Definição” mantém a liderança com 24.4% de share e em prime time o programa apresentado por João Manzarra – “A Árvore Dos Desejos” – também terminou a liderar com 21.7% de share; - Novembro ficou também marcado pela presença da Liga Europa na antena da SIC; - Em novembro a SIC mantém-se imbatível no “daytime”, com Cristina Ferreira a liderar manhãs, João Baião nas manhãs de fim-de-semana e Júlia Pinheiro nas tardes; - SIC Notícias mantém-se como o canal de informação mais visto pelos portugueses; A SIC consolidou em novembro a liderança de audiências e é a estação mais vista no ano de 2019. A estação da IMPRESA terminou o mês de novembro a liderar com 20.4% de share contra 14.1% de share da TVI e 13.6% de share da RTP1, aumentando a distância para a TVI de 6.1 p.p. para 6.3 p.p. e conquistando o melhor mês do ano. A SIC lidera há 10 meses consecutivos e lidera no ano de 2019 com 19.1% de share contra 15.7% de share da TVI e 12.4% de share da RTP1. A liderança estende-se aos targets comerciais. No A/B C D 15/54, a SIC liderou em novembro, no universo dos canais generalistas, com 18.7% de share, contra os 8.9% da TVI e os 7.7% da RTP1. No target A/B C D 25/54, a SIC liderou em novembro, no universo dos canais generalistas, com 19.2% de share, contra os 8.8% da TVI e os 7.8% da RTP1. “JORNAL DA NOITE” É O PROGRAMA DE INFORMAÇÃO MAIS VISTO EM PORTUGAL Em novembro, o “Jornal da Noite” foi mais uma vez o programa de informação mais visto em Portugal, de segunda a domingo, terminando o mês a liderar, no universo dos canais generalistas, com 21.8% de share. Para a boa performance do Jornal da Noite contribuíram de forma muito positiva as diferentes rúbricas existentes ao longo da semana. A rúbrica “Vidas Suspensas” terminou a liderar, no universo dos canais generalistas com 26.0% de share. A Grande Reportagem “Entregues à Sorte” de Amélia Moura Ramos terminou a liderar, no universo dos canais generalistas, com 27.2% de share. A rúbrica “O Polígrafo” manteve a liderança, no universo dos canais generalistas, com 25.8% de share e a “Opinião de Luís Marques Mendes” terminou novembro também a liderar, no universo dos canais generalistas, com 23.9% de share. O outro destaque vai para o “Primeiro Jornal”, que terminou o mês a liderar em termos absolutos, de segunda a domingo, com 27.4% de share, a uma distância de mais de 10 p.p. da TVI. A informação da SIC (Primeiro Jornal + Jornal da Noite) manteve assim a liderança em outubro tanto no universo como em ambos os targets comerciais (A/B C D 15/54 e A/B C D 25/54). CRISTINA FERREIRA CONTINUA IMBATÍVEL NAS MANHÃS No período horário da manhã (entre as 08h e as 14h) a SIC manteve a liderança e terminou o mês de novembro com 22.1% de share. De destacar, mais uma vez, a performance do “Programa da Cristina” que terminou o mês de novembro a liderar, no universo dos canais generalistas, com 27.8% de share e 4.1% de audiência média, o que corresponde a 390 mil e 400 telespectadores. Nas manhãs de fins-de-semana – “Olhó Baião!” – terminou o mês de novembro a liderar, no universo dos canais generalistas, tanto no universo como em ambos os targets comerciais. “JÚLIA” LIDERA TARDES No período horário da tarde (entre as 14h e as 20h), a SIC manteve a liderança e terminou o mês de novembro com 17.3% de share. De destacar a performance do programa de Júlia Pinheiro que terminou o mês de novembro a liderar, no universo dos canais generalistas, com 17.8% de share e 3.8% de audiência média, o que corresponde a 358 mil e 400 telespectadores. Em novembro, às 19 horas dos dias úteis, a SIC transmitiu o diário da 2ª temporada de “Casados à Primeira Vista” que terminou o mês com 21.2% de share e a liderar, no universo dos canais generalistas, em ambos os targets comerciais (A/B C D 15/54 e A/B C D 25/54) com 25.2% e 26.2% de share respetivamente. Para o bom desempenho das tardes da SIC contribuíram também, aos dias úteis, o programa “Linha Aberta” e a novela “Amor Maior” que terminaram o mês de novembro a liderar, no universo dos canais generalistas, tanto no universo como em ambos os targets comerciais. A novela da Globo “Amor à Vida” também terminou o mês de novembro a liderar, no universo dos canais generalistas, em ambos os targets comerciais Ao fim de semana, os magazines, Alta Definição, E-Especial e Fama Show, terminaram o mês de novembro a liderar, no universo dos canais generalistas, tanto no universo como em ambos os targets comercias. Os filmes da tarde e o programa Não Há Crise!, transmitido às 19 horas de domingo, terminaram o mês de novembro a liderar, no universo dos canais generalistas, em ambos os targets comerciais. SIC LIDERA NO HORÁRIO NOBRE A SIC manteve em novembro a liderança em prime time, que conquistou no final de maio, atingindo o melhor resultado do ano com 24.6% de share (+1.5 pp que o mês de outubro, sendo o único canal a subir face ao mês anterior) contra 16.0% de share da TVI e 13.5% de share da RTP1, e manteve a liderança, no universo dos canais generalistas, em ambos os targets comerciais (A/B C D 15/54 e A/B C D 25/54). No target A/B C D 15/54, a SIC liderou com 22.0% de share, contra os 12.0% da TVI e a RTP1 terminou com 9.4% de share. No target A/B C D 25/54, a SIC liderou com 22.5% de share, contra os 11.6% da TVI e os 9.7% da RTP1. Para a liderança da SIC no prime time contribuiu o excelente desempenho dos quatro produtos de ficção que a SIC transmitiu no horário nobre. A novela “Nazaré”, que estreou em setembro, terminou o mês de novembro a liderar, no universo dos canais generalistas com 27.3% de share e 13.8% de audiência média, o que corresponde a 1 milhão 308 mil e 200 telespectadores. A novela “Terra Brava”, que estreou em outubro, terminou o mês de novembro a liderar, no universo dos canais generalistas com 29.4% de share e 12.4% de audiência média, o que corresponde a 1 milhão 169 mil e 700 telespectadores. A Temporada Final da série “Golpe de Sorte”, que chegou ao fim em novembro, terminou a liderar, no universo dos canais generalistas, com 28.6% de share e 12.8% de audiência média, o que corresponde a 1 milhão 212 mil e 300 telespectadores. Finalmente a novela da Globo “Dona do Pedaço” terminou o mês de novembro igualmente a liderar, no universo dos canais generalistas, com 24.9% de share. A 2ª temporada do programa que há 1 ano deu à SIC a liderança das noites de domingo terminou o mês de novembro a liderar, no universo dos canais generalistas, com 25.3% de share e 11.3% de audiência média, o que corresponde a 1 milhão 65 mil e 800 telespectadores. Este ano o programa conta também com uma edição Extra transmitida aos dias úteis às 23h30 que terminou o mês a liderar, no universo dos canais generalistas, com 25.9% de share e 8.1% de audiência média, o que corresponde a 768 mil e 700 telespectadores. O programa de prime time de sábados, “A Árvores dos Desejos”, apresentado por João Manzarra, terminou a liderar com 21.7% de share e 10.3% de audiência média, o que corresponde a 972 mil e 200 telespectadores. CANAIS SIC MANTÊM LIDERANÇA O grupo de canais SIC manteve a liderança em novembro com 23.8% de share contra 17.7% do universo RTP e 16.0% do universo TVI. Nos targets comerciais A/B C D 15/54 e A/B C D 25/54 o grupo de canais SIC consolidou a sua liderança e terminou o mês com 22.7% de share e 23.4% de share respetivamente. SIC NOTÍCIAS É O CANAL DE INFORMAÇÃO MAIS VISTO No universo dos canais por subscrição, a SIC Notícias continua a ser o canal de informação mais visto pelos portugueses terminando o mês de novembro com 1.7% de share. A SIC Mulher terminou o mês de novembro com 0.8% de share, a SIC K terminou com 0.3% de share, a SIC Radical terminou o mês de novembro com 0.3% de share e a SIC Caras também com 0.3% de share.
  12. Pois, também acho estranho... Mas se não for isto, o que será? Só se for novelas...
  13. É o SS6. Isto anda em loop desde que acabou o Like Me: SS6, SS7 e o Reencontro. É só seguir a sequência
  14. VascoSantos

    Natal SIC 2019

    É o mais provável. E o outro com a Sara Matos no dia 25. E credo, em 5 dias gravaram isto. Pela notícia, acabam hoje as gravações.
  15. Boa ideia este regresso do BB, 17 anos depois da última edição com anónimos (o BB4)! Gostei do debate ontem na TVI24 (apesar de achar mal fazer uma hora de debate num canal de notícias sobre isto, tal como promoverem as inscrições no Jornal, mas é outra conversa). A Marta Cardoso a dizer que "nos últimos anos, o formato perdeu-se muito porque os concorrentes eram quase todos da mesma idade, da mesma zona, comportavam-se da mesma maneira". Uma bicada bem dada. A Garnel depois a dizer que não querem fazer nada disso em 2020, querem pessoas de todos os credos, feitios, idades, profissões, localizações. Basicamente, um "back to basics" (a expressão é dela), e ser o mais parecido possível com o BB1 do Zé Maria e da Marta Cardoso. E que tinham que pensar que a casa tem que ser pensada para os nossos tempos, a pensar no meio-ambiente, na sustentabilidade, na redução do plástico.
  16. Médias de novembro e anuais até agora, respetivamente: RTP1 – 13,6% (12,4%) RTP2 – 1,3% (1,5%) SIC – 20,4% (19,1%) TVI – 14,1% (15,7%) Total CABO – 36,9% (37,7%) Outros – 11,7% (11,8%)
  17. Ainda não aparece na grelha de sábado da SIC, mas na da SIC Internacional já aparece. O Terra Nossa regressa mesmo no próximo sábado! Ainda não há é promoção, já deviam ter começado a fazê-lo.
  18. Não dá para perceber muito, mas do que mostraram, gostei!
  19. 52, divididos por 2 temporadas de 26.
  20. VascoSantos

    Terra Brava

    Sou mais rodada do que um pneu do autocarro
  21. Confirma-se: episódio especial da Nazaré domingo às 21h20! O Casados segue às 21h50, e mais um insólitos do Terra Nossa às 23h50.
  22. Os destaques de ontem são o resultado fraquíssimo da Prisioneira, com 4,8% / 13,5% E A Dona do Pedaço, mesmo mais tarde, a ser largamente mais vista com 6,1% / 27,9% SIC a não ter um resultado melhor por culpa do Jornal da Noite às 19h15 (6,5% / 15,4%) quase a ser apanhado pelo Ver p'ra Crer, que faz o melhor share de sempre (6,1% / 14,0%)
  23. Sim, se está a Andreia aqui, não deve haver Agricultores em 2020. E ainda bem, eles já tiveram 2 edições seguidas, já chega por agora.
  24. Conta-me Como Foi: O tempo não passou por eles Está na hora de bater à porta, espreitar para dentro de casa e ver como está tudo, agora que passaram 10 anos. Conta-me como Foi vai regressar à RTP1 e o elenco já começou a matar saudades. A estreia está marcada para 7 de dezembro e as novidades são muitas. O Carlitos – e o resto da família – já contaram várias delas ao Espalha-Factos. “Quando regressámos, abrimos a porta, e entrámos novamente pela porta como a família toda. Nós somos uma família, e a família esteve afastada, mas agora reuniu-se e é uma alegria ter uma família toda reunida“, descreve Catarina Avelar, a avó Hermínia da série. Miguel Guilherme, o pai de família António Lopes, partilha uma grande satisfação por este regresso. “Ainda bem que nós parámos e que retomámos agora, porque acho que é muito mais interessante. Os próprios atores estão 10 anos mais velhos e isso permite um jogo mais interessante ao voltar… se a gente tivesse continuado, talvez aquele tivesse estacionado num ram-ram, e assim voltamos com outra envolvência“, explica. O ator acrescenta que a paragem permitiu-lhe agora dar “outra gravidade” à personagem. “Como ele é mais velho… procurei dar-lhe uma gravidade maior, uma personagem um bocadinho mais grave, com mais peso do que tinha feito anteriormente“, explica. Reedita-se a dupla com Rita Blanco, que admite a cumplicidade com o marido da ficção. “Nós damo-nos muito bem, acho que isso se nota. Nós entendemo-nos muito bem esteticamente, somos da mesma geração, fizemos sempre parte de um mesmo grupo, dentro dessa geração, que sempre trabalhou de maneiras próximas e, portanto, isto para nós é, como diria o outro, ‘peaners’“. “Chegámos lá e parecia que nunca tínhamos desligado, o que tem alguma lógica, porque as personagens são feitas a partir de nós, aqui está tudo, não é assim tão complicado. Fazer o Conta-me é como estar de férias… paga“, acrescenta a atriz. No entanto, a relação entre as duas personagens não será igual. “Eram um casal muito apaixonado. E o tempo tem o seu peso sobre a vida das pessoas. E no caso deles, eles continuam a gostar um do outro, mas há um maior desencanto em relação à relação, e isso vai notar-se na série“, explica o intérprete de António Lopes. “É um dos eventos televisivos do ano“ A RTP tem o regresso de Conta-me Como Foi como um dos momentos mais antecipados da grelha de 2019, depois desta nova temporada ter sido noticiada ainda em fevereiro, ao surgir mencionada no Plano de Atividades da empresa para este ano. O diretor de programas da RTP1, José Fragoso, não tem pejo em identificar o regresso desta ficção como “um dos eventos televisivos do ano” e um momento que exigiu que várias condicionantes se cumprissem. “Era necessário que tivéssemos os atores, nós queríamos que fosse o mesmo elenco, era preciso encontrar um espaço temporal em que eles todos estivessem alinhados para poder gravar a série… era preciso encontrar uma nova zona, uma nova casa, um novo espaço físico para a família, porque era importante que a família se mudasse…“, descreve o responsável do canal público. Rita Blanco conta que as pessoas a abordavam na rua a perguntar se a série ia voltar, algo a que, até agora, ia sempre respondendo que não. A antecipação e os pedidos do público trouxeram uma pressão adicional para a RTP, que assumiu esta nova temporada como um compromisso. “Nós tínhamos dito que era em 2019, os episódios começaram a ficar prontos há um mês, mês e meio, e por isso aqui estamos nós, em 2019, a cumprir essa ideia e esse compromisso com o público, porque eu acho que estes episódios novos vão trazer realmente público novo que não viu os primeiros episódios, e vão trazer o público que já está habituado à história e seguiu a história desta família e vai estar outra vez presente nos vários episódios“, afirma José Fragoso. A nova temporada, adianta Rita Blanco, é ainda melhor que as anteriores. “Eu estou a gostar mais do resultado final desta do que da anterior, mas posso estar enganada porque ainda só vi um episódio. Gosto da imagem, acho que a imagem é muito cuidada, a realização é muito cuidada“, relata. Jorge Marecos, gestor da produtora SP Televisão, vai mais longe e diz que aquilo que se fez em Portugal com este regresso de Conta-me Como Foi é algo que “nem em Hollywood se faz“. “Isto é um fenómeno que aconteceu em Portugal, fazer uma produção que parou e que, passados 10 anos, retomou, isto mantendo o mesmo núcleo de atores, que em 10 anos evoluíram, cresceram. Isto faz deste projeto algo incrível. É histórico.“, afirma este responsável. Miguel Guilherme não esconde ter gostado de voltar a trabalhar com a equipa. “A família nuclear é a mesma, claro que houve alguns atores que deixaram de trabalhar, porque eles mudam de bairro em 74 e vão viver para Benfica, mas a própria equipa técnica, muitos dos técnicos e muita da equipa artística – guarda roupa, decoração – é a mesma do Conta-me antigo. E isso ajudou imenso à compreensão da gravação da série, porque eram pessoas, a maior parte delas, que já tinham trabalhado e já sabiam mais ou menos como é que se devia trabalhar uma coisa deste género.” O gestor da SP Televisão não esconde a importância do momento. “Nunca tivemos uma apresentação com uma carga emocional tão grande como esta, porque o Conta-me Como Foi foi o primeiro trabalho da SP Televisão, quando a empresa foi criada há 11 anos. Para nós, trabalhar para a RTP é um orgulho e um privilégio, nomeadamente fazer o Conta-me é extraordinário, porque no contexto da ficção nacional, o Conta-me terá com certeza sempre um lugar à parte, especial.” Como eram os anos 80? José Fragoso faz um esforço para nos ambientar no contexto da ficção: “Este é o Portugal que está pronto para entrar na União Europeia, que vem do 25 de abril e está a ver nascer a música pop e rock cantada em português. Estamos no Portugal em que ainda não havia telemóveis, redes sociais, computadores… É uma época que parece, para quem viveu os anos 80 e vê os episódios, que foi há pouco tempo… mas depois, quando vemos os episódios, percebemos que quase nada hoje é como era há 20 ou 30 anos“. Luís Ganito, o protagonista da série, só nasceu em 1997. É quem mais pode falar sobre as diferenças que nota face àquela época que não viveu. Aquilo que primeiro lhe salta à vista “é toda uma maneira de vestir completamente diferente“. O ator admite ainda o desafio que tem sido “o cabelo” – “é o maior cabelo que eu tive na minha vida, na construção da personagem eu acho que a parte mais complicada foi o cabelo, de manhã não sei o que lhe hei-de fazer, é acordar e tirá-lo dos olhos… essa é a parte mais complicada“, graceja. E acrescenta que naquela altura “era tudo vivido muito mais calmamente“. Os atores tiveram muito tempo de ensaios e uma das coisas que tem sido mais trabalhada pela direção de atores é, de acordo com o Carlitos, a maneira de falar. “Nós hoje em dia corremos muito, naquela altura era tudo com muito mais pausa, então temos de tentar passar esta calma também… porque eu tenho este ritmo de falar muito rápido, andar de um lado para o outro…“, explica. Miguel Guilherme, que viveu os anos 80, socorreu-se das memórias para se ambientar ao novo tempo da série, de qual salienta o “rigor histórico“, apesar de lamentar que, por constrangimentos orçamentais, não seja possível recriar com precisão algumas cenas de rua, “com CGI, que era o que devia acontecer na verdade“. O ambiente da época foi outra das coisas que saltou à vista de Luís Ganito. “Era tudo muito colorido, se um dia fosse para vestir todo de lilás, ok, vestíamos tudo lilás“, diz entre risos. No entanto, nem tudo foram rosas nos anos 80. Duas das realidades que o ator não conhecia tão bem eram “as drogas e a SIDA“. “Eu não fazia a mínima ideia que a droga tinha sido tão presente nos anos 80. Era uma coisa que se estava a descobrir, que não se sabia muito. A droga, como as doenças, a SIDA… era vista como a doença do Variações, não era muito falado, havia muito receio“, explica. “Neste temporada o Carlitos vai ajudar um amigo a sair do mundo da droga, e também fez parte do trabalho perceber qual foi o impacto dessas drogas, das drogas pesadas, a descoberta da heroína e tudo mais. Eu não fazia a menor ideia que descíamos ali a A5 e aquilo era só barracas a vender droga”, descreve o ator. Pedro Lopes, da equipa de argumentistas da série, sublinha o papel educativo que esta pode ter. “Há aqui um papel importante, não tanto de entreter, mas de educar, e através de uma história ficcional de uma família, conhecemos a verdadeira história do país, de uma maneira de estar, de pensar, de como é que eram as dinâmicas familiares, as questões de género, para além de coisas muito precisas que aconteceram no país e que achamos que não devem ser esquecidas“, refere. “Nas primeiras temporadas havia um mundo a preto e branco, um ambiente opressivo no país, um Portugal dos pequeninos, e agora é ver como é que seria a série em liberdade, depois do lado efusivo da revolução já ter passado e em que nos começamos a aperceber do que é a realidade, o FMI em Portugal… Foi como se as pessoas tivessem acordado desse sonho“, descreve sobre o ambiente histórico que se vive na temporada que agora estreia. “Eu conheço muito da história de antes e depois do 25 de abril graças ao Conta-me Como Foi. Mesmo os anos 80, eu não fazia ideia que tinha havido tanta coisa nos anos 80, o período pós 25 de abril teve uma parte que eu não fazia ideia, de revoltas, de atentados. Eu sabia, mas não sabia que tinham tido tanta influência na sociedade. Isso ajuda-me a criar, mas também é muito importante para as pessoas ao verem“, reconhece Luís Ganito. Inês Castel-Branco, que entra na série para viver Clara, uma jornalista que chega a Portugal para dirigir um jornal depois de uma experiência de trabalho nos Estados Unidos, dará a conhecer o ambiente numa redação numa altura em que este era um ambiente sobretudo masculino. “Ela tem um currículo que não é muito normal para uma mulher daquela época ter e vai parar a um mundo de homens, que era o jornalismo e vão contratá-la pela experiência dela, ela vai substituir a personagem do Zeca Medeiros, que era o chefe de redação, e passa a ser ela a chefe de redação da Tribuna de Lisboa. A personagem está muito bem escrita, e a Clara, por ser uma mulher num mundo de homens, tem de ser muito dura, tem de se impôr como as mulheres tinham de fazer naquela altura“, relatou ao Espalha-Factos. José Fragoso sublinha, contudo, que apesar de o ambiente histórico mudar, o espírito essencial se mantém. “Há uma alteração fundamental, sobretudo no conjunto de instrumentos de comunicação que temos hoje ao nosso dispor, que mudam muito a maneira como as pessoas se relacionam, mas há um espírito de família que estes episódios mantêm, e há um núcleo familiar que persiste, há novas aventuras de cada uma das personagens, e isso vai trazer um aditivo muito grande à história“, afirma. A série, que tem 52 episódios garantidos, vai percorrer os anos de 1984 a 1987, com a primeira maioria absoluta de Cavaco Silva. E será que continua para os anos 90? A equipa tem vontade, mas “depende do que a RTP achar e como isto correr“, diz Miguel Guilherme. José Fragoso, confiante, fala numa expectativa de 800 mil a um milhão de espectadores por episódio. Conta-me Como Foi volta a contar, aos sábados, às 21h. A espera está quase a acabar, “está a chegar aquele dia em que estamos todos juntos“, diz Rita Blanco. A família já pode voltar a sentar-se ao sofá. https://espalhafactos.com/2019/11/29/conta-me-como-foi-o-tempo-nao-passou-por-eles/ Um belo artigo, fiquei ainda mais entusiasmado! O Fragoso a apontar a 800 mil a 1 milhão de espectadores por episódio... meta demasiado elevada, não? Nem as novelas da TVI o fazem hoje em dia...
×
×
  • Create New...