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Ana Maria Peres

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Everything posted by Ana Maria Peres

  1. Atenção À sua frente tem uma peça única. Pedimos que não mexa e que não a estrague. A primeira atuação digna da Macedónia do Norte desde há muito tempo está aqui. Não houve sabotagem, não puseram vestidos horríveis na cantora, que até sabia cantar e tudo. É um monumento de uma rareza extrema.
  2. Ver a Srbuk eliminada na semifinal e esses dois na final
  3. Resumo da noite: - Tive dois avc's com Malta a ser deixada para último lugar a ser anunciada. Não se faz. MAS CHAMELEON ESTÁ NA FINAL! - Holanda, tive de buscar lenços, que não me controlei. - Arménia injustiçada e eu posso-o provar. - Suécia arrasadora, Suíça MUITO melhor do que esperava. Contender para o top5. - Foi uma semifinal excelente. Mesmo muito boa, 15 países mereciam qualificar-se.
  4. Não é nada exclusivo do fórum - que até é um sítio decente -, mas eu tenho que dizer isto. Sei que os "confusos" virão, no entanto, há verdades que têm que ser ditas. Vou ser mesmo fria. O que eu tenho ouvido/lido... Meu Deus, que vaga de histerismo é esta? Boicotes misturados com uma presunção e soberba que nunca tinha visto. Aviso já que este texto vai ser só mais antipatriótico que vão ler, mas acho que alguém precisa de ver o outro lado. Nota prévia: amava a canção portuguesa, sempre a defendi e fiquei chocada com a nossa eliminação. Injusta, a meu ver, merecíamos completamente a final. Contudo, não a conseguimos alcançar. Tristeza, frustração são sentimentos normais, no entanto, esta onda de protestos é absolutamente sem sentido. Portugal tinha uma canção vanguardista e polarizadora de opiniões: uns amavam, outros detestavam. Isto ficou claro desde do momento em que as cantigas do Festival da Canção foram anunciadas. Assim que era uma música que ia ser um fracasso ou um sucesso. Eu amo-a, mas sei ver isso: que não era linear, que não ia ser do gosto geral de todos os europeus. Se até entre nós houve gente que odiou, quanto mais lá fora? E assumamos isto enquanto portugueses: por muito que nós gostemos de algo, não significa que os outros gostarão. Há diferentes culturas, há diferentes maneira de ver a Eurovisão: há gente que vê pelo fogo de artifício, há outros para se divertirem, outros para passarem um bom serão... Como é óbvio, duvido que este tipo de espectador votasse em nós - deve ter preferido São Marino ou a Bielorrússia. Daqui parto para outra razão que posso elencar: a maioria dos portugueses possui uma visão desfasada do ESC e presa no passado, ou então ainda vive a fábula de um ano em que tudo correu bem para Portugal. Todos os países deviam cantar na língua materna, que o televoto deveria ser abolido e sei lá mais o quê. Porém, a realidade nua e crua é que os europeus querem ouvir músicas em inglês. A Irlanda ganhou 4 vezes na Década de 90. 4 e ficou em segundo duas vezes. Porquê? Houve sem dúvida umas que se destacavam, mas simplesmente porque podiam cantar na linguagem anglo-saxónica e os outros não. O Reino Unido e Malta obtiveram excelentes resultados segundo a mesma lógica. Vamos tapar o sol com a peneira e ignorar pelo “bem da arte” ou de qualquer outro ideal? Amores, é a realidade, porquê é que acham que o Reino Unido e a Irlanda nunca mais tiveram sucesso no ESC? É muito giro dizer isto, mas depois se se tem quedas de rating e share.... Não dá. Para mim, não, mesmo pela popularidade do certame. Ademais, há simplesmente canções que ficam bem em inglês. Vamos ouvir a música do Chipre em grego/turco e ficaria lindíssimo, não tenho dúvidas. De igual modo, acho interessante como é que só nós é que temos a fórmula vencedora e que resulta. Nós, a nação portuguesa, deveríamos ter instaurado uma matriz de canções na língua materna, a qual todas as nações deveriam de seguir. Porquê? Porque sim, porque somos portugueses e isso basta. Eu pensava que com a vitória de Israel e o segundo lugar do Chipre em 2018 tivesse ficado claro o seguinte: a Eurovisão é imprevisível. O que resulta num ano pode não resulta no outro. O que resulta para um país não resulta para outro. Daí que a nossa matriz - music is feeling, not fireworks -, às vezes não funciona, porque depende de variados fatores, que variam de ano para ano. E também a Eurovisão também pode ser injusta, como o foi para Portugal na 1ª semifinal ontem. Depois, insurgimo-nos contra aqueles que se atrevem a quebrar a nossa regra e atacamos os outros países e representantes, ficando zangados com o seu êxito fora das nossas normas. Isto aqui irrita-me imenso: por muito que uma música seja má - e eu odiei a canção da Estónia, exemplificando -, eu não acho correto que eu passe a destilar veneno para cima dele e que pegue num boneco de voodoo para amaldiçoar o cantor estónio. Porque, enquanto fã, sei do trabalho, do empenho e da dedicação que cada país mete no ESC. E lembrem-se: 17 delegações deram o tudo por tudo, investiram - se calhar mais que nós -, e foram esforçados. Há trabalho, aqueles 3 minutos que vimos ontem são a ponte do iceberg de um trabalho muito árduo. Assim sendo, vamos ter humildade e fair-play e ficar feliz pelos outros. Não nos obcequemos pelo mau-perder a culpar os outros pelo nosso falhanço. Nem sempre ganhamos. Claro que devemos dar a nossa opinião segundo os nossos gostos, mas afirmar que todas as musicas eram uma porcaria à exceção de Portugal é um claro exagero. Por culpa de a Europa não se saber coadunar com os nossos gostos, partimos ao ataque e pensamos que somos injustiçados pela KAN, por Israel... Enfim, uma panóplia de cenários, que apenas desculpabilizam um fracasso nosso. E nós, Portugal, prejudicados? Nós fomos o antepenúltimo a atuar - uma das melhores posições -, tivemos numa sanduíche entre duas canções que nada tinham a ver com a nossa... Se assim fosse, os montenegrinos - que ficaram na pior posição que podia haver, a dead slot, o #2 -, desistiam, porque é assim, devemos dar o dito pelo não dito quando as circunstâncias não estão a nosso favor. Não estou com isto a suavizar os erros dos ensaios; penso que isso foi mesmo incompetência. Mas não foi só a nós - Holanda, Estónia e a lista continua por aí fora. Quanto às linhas telefónicas, é melhor esperar. Nós ainda nem sabemos os resultados. Imaginem que levamos 12 de França e de Espanha. Faremos o quê? Vamos querer 13 pontos? Não dá. Em qualquer dos casos, a KAN não tem culpas do cartório e quem deverá ser responsabilizado - se se confirmar -, são os detentores das linhas telefónicas. Ainda assim, eu duvido muito que tenha havido qualquer irregularidade, isto é um processo bastante sério. Posto isto, quero avisar que este texto é exagerado - é uma visão extremista, nem todos pensam assim -, mas penso que às vezes é preciso fazer uma wake-up call para se repensar muitas atitudes que temos. Capacitem-se disto: a Eurovisão não vai mudar radicalmente. Nuns anos poderá ganhar uma música em romeno folclórica, no outro a música mais pop em inglês criada na Suécia. É assim: imprevisível Se não gostamos do formato, se não nos condizemos com, é melhor desistir de participar. Com muita pena minha, dado que sou fã acérrima do certame e adoro ver Portugal nele - trazemos realmente um diferente sabor ao ESC -, porém, se não entendemos que isto não é só chegar, ver e vencer - só porque temos uma alquimia rara e uma aura de espectacularidade -, não vale mesmo a pena.
  5. Fazendo um comentário geral - penso que amanhã farei um maior -, eis algumas reações. Favoritas da noite: Grécia (brutal, adorei tudo, a maldição da mão azul está quebrada. Lindo palco, voz no ponto e tudo magnífico. A minha Grécia está viva! Seria a minha vencedora indiscutível), Islândia (potente, brutal e só tenho pena que o loiro tenha desafinado no final da canção), República Checa (não quero saber, foi bombástico! Que energia, que boa disposição!) & Austrália (o palco é brutal, mas ainda assim não me convenceu completamente, o final foi uma confusão. Ganhou, quase de certeza, a semifinal). Desilusões da noite: Chipre (que tombo que eu levei, até esperei que não passasse. Voz péssima, parecia uma cabra. Atuação mais ou menos, mas está longe da Fuego. Foi a minha maior desilusão, mesmo), Polónia (eu queria que passassem e tudo, mas aquele palco vermelho com aquelas roupas foi tenebroso. E os leds com elas a cantar? Péssimo.), Bélgica (até eu tenho mais energia e experiência de palco. Que atuação tão pouco viva, mereceu completamente a eliminação) & São Marino (desculpem, eu não consigo apoiar aquele desafinado. O palco esteve bem bom, mas a voz dele foi péssima). Quem não merecia o passe: Bielorrússia, Estónia e São Marino. Trocaria por Portugal (simplesmente gostei, não adorei, penso que inclusive no Festival da Canção esteve melhor. Mas repito: era finalista), Hungria (que atuação tão bonita. Eu adorei mesmo, para mim, teria passado) & - surpresa das surpresas -, Geórgia (a minha maior surpresa da noite. Que palco brutal, eu fico completamente abismada. A música é má, mas a maneira como ele a interpretou foi brutal! Conquistou-me!).
  6. Eu não disse isso, disse mesmo que foi prejudicada. A Hungria também era mesmo fora da caixa, fugia a 7 pés do mainstream. Sim, e também porque era a mais diferente, acho eu. Pois, foi a contradição que acabou por haver e acho que nesta semi é notório.
  7. Honestamente, tentando ser racional, penso que esta semifinal teve muitos momentos de choque. Teve muitas canções difíceis de digerir. Tivemos um homem que grita da Geórgia, tivemos uma australiana a voar e a cantar ópera, tivemos a Hungria com uma canção muito bonita mas folclórica, uma Islândia revolucionária, tivemos as vozes estridentes da Polónia... Foi uma semifinal atípica, com muitas canções fora da caixa. E parece que os europeus decidiram premiar a normalidade (Bielorrússia, Estónia, São Marino - é tudo canções do pop mais mainstream) e tudo o que fosse radio-friendly. Não os vou censurar, porque cada um é livre de gostar daquilo que quiser, porém, penso que isto acabou por amolgar as nossas chances de qualificação e tenho muita pena. O enquadramento, deste ponto de vista, não foi mesmo o mais positivo, mas merecíamos completamente a passagem.
  8. Se calhar, o Jon Ola Sand fez a mesma estratégia que eu, para impressionar os votantes da Europa toda. Irra, porquê é que eu não escolhi o Montenegro?
  9. ESPANHÓIS, SEUS INÚTEIS NEM PARA NOS DAREM 12 PONTOS NOS SERVEM FAAAAAAAALSOS LA VENDA YA CAYÓ Y AHORA VAN A TENER 0 PUNTOS EN LA FINAL DE NOSOTROS
  10. Bélgica flopada Sim, eu adivinhei Eu não confio em vocês, belgas. Eu sempre soube que ia vir flop, felizmente não apostei. E depois, aquela performance terrível... Eu nem sei o que dizer, a Bélgica faz sempre porcaria.
  11. IMAGINEM QUE SÃO MARINO FICOU EM 10º COM MAIS 1 PONTO QUE NÓS COMO EM 2014. PORQUÊ É QUANDO ESTE PAÍS PASSA, NÓS FICÁMOS ELIMINADOS? POR FAVOR, ALGUÉM CORTE RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS COM O MICROESTADO
  12. EU ESTOU INDIGNADA EU QUERO O LIVRO DE RECLAMAÇÕES EU VOU TER DE LEVAR COM A PORCARIA DA ESTÓNIA, DA BIELORRÚSSIA E DE SÃO MARINO E PORTUGAL, NÃO? EU NÃO CONSIGO SUPERAR COMO É QUE VOU TER LEVAR COM AS DESAFINAÇÕES ESTÓNIAS, JÁ FIQUEI PRATICAMENTE SURDA E COM A VOZ DA ZENA CONAN, NÓS TE AMAREMOS E ISTO SÓ PODE SER MENTIRA. ISRAEL É MESMO INCOMPETENTE, NEM OS VOTOS SABE CONTAR. POR FAVOR, KAN, VÊ AS CONTAS OUTRA VEZ, EU PEÇO EU VOU PARTIR O TELEMÓVEL DO JON OLA SAND, AI VOU VOU
  13. Bom, sei bem que ainda não vi nem um segundo que seja dos ensaios, porém, gostaria que fossem estes os meus 10 qualificados de hoje. Ai que falta tão pouco tempo para a 1ª semifinal, para ver tudo, como tudo está planeado, feito, se a confusão israelita realmente se concretizou... Hoje vai ser um dia impactante. Estes meus 10 países são uma previsão da versão estúdio, nunca das versões ao vivo, que poderão mudar a minha perceção de todas as músicas. É sempre assim e é por isso que a Eurovisão é tão excitante: tudo muda até à noite, se bem que haja certas canções que gostemos sempre, mesmo que sejam destruídas em palco (olá, Jana da Macedónia ). Bem, eis os países em ordem aleatória. 1. Merecemos, que somos superiores a quase todas as canções desta semifinal. E eu não sou nada patriótica, assim que é mesmo a minha opinião pessoal. 2. É um fast-food que tem de estar na Final. O Chipre merece-o, ao menos investe e torna-se minimamente competitivo, o que não acontecia em anos anteriores. 3. Não quero saber que me censurem, mas as raparigas polacas - tendo em conta a semifinal -, deveriam passar, mas não sei se vão conseguir. Mereciam. 4. Não há grandes dúvidas sobre a qualidade desta música. Só as há no reconhecimento dela junto aos europeus. O jurado deve-a salvar, ainda assim. 5. A minha maior grower, quero mesmo ver os Lake Malawi na final. Se não forem, vou ficar muito desiludida, mas estou em crer que sim. 6. É óbvio. Atenas tem de constar na Final, se há qualquer justiça neste mundo. Música brutal, muito bem produzida e com uma excelente voz a acompanhar. What else se poderia pedir? 7. Esta música é bonita, é muito querida e aconchegante. São razões mais que suficientes para atuar na noite na sábado. Estivesse na segunda semifinal e não sei, assim é qualificada na certa. 8. Vai contra todos os preconceitos musicais e sem dúvida que serão uns finalistas justos. Gosto muito da música e acho que está a ser completamente subvalorizada nas apostas. 9. Tenho medo da posta em cena, mas a Austrália estaria nos meus 10 qualificados. Não a acho a melhor canção em certame, contudo, tem uma voz excelente a acompanhar. 10. Decresceu em mim, esqueci-me dela, mas nesta semi, por mim passaria. Não me fará grande falta na final se não passar, mas é uma canção agradável. Tenho é medo do Eliot, que de carisma tem tanto como a Michela. --- A , se passar, também é um acrescento bonzinho à Final, mas lá dever-se-á perder por completo. Também não fico chateada se o passar, não me censurem, mas a canção até é animada. Não acho que acabe por merecer - mesmo numa semifinal mais fraca -, porém, se se qualificar, fico contente pela Valentina e por ser um underdog assumido. Não quero mesmo na Final a (que é aquela que tem mais chances de passar das que menos gosto - penso que esta música é fraquíssima), a , o e a . Não as consigo ouvir até ao Final. A nem sei - não quero que passe, mas se o fizer, vou ter mixed feelings. Pronto, se 8 das 10 minhas passarem, já me dou por satisfeita, mas tenho a noção de que isto vai mudar tudo quando vir as atuações. Só não quero é levar tombos.
  14. Não vi a abertura da cerimónia, acho que vou só ver momentos por alto, mas parece que não perdi grande coisa. Eu também nunca tenho paciência para ver estas 4 horas integrais. E chego aqui e nem sei com o que mais fico estupefacta: se é o terceiro lugar francês nas apostas (se o júri lhe vai dar uns 50 pontos - 100 no máximo se a posta em cena for boa), ou se duas pessoas deste fórum acham mesmo que Montenegro vai passar à final. Heaven, i'm in heaven falling.
  15. | Países 40 e 41 - Portugal, Israel | É chegado o momento. Após 1 mês de votações vamos saber qual é o ano vencedor. Antes, porém, é altura de sabermos como é que correu a jornada para Portugal e Israel, os dois últimos países vencedores. Terão as duas ganhadoras tido sucesso, ou será que houve uma imprevisibilidade e alguém conseguiu-lhes separar? É o que vamos saber já de seguida. Embora sejamos uma nação não muito sortuda na Eurovisão, as nossas entradas foram praticamente todas votadas, à exceção de Há um mar que nos separa. O ano vencedor obtém uma vantagem significativa sobre um sólido segundo lugar. O terceiro lugar é que é não foi muito querido: obteve apenas 4 pontos. No entanto, houve várias canções entre os 3 e o 1 ponto. O panorama não mudou muito no caso israelita. Aqui, não foram votados 3 anos, mas também nesta década o país participou sempre. A sua vitória foi sólida, tendo 18 pontos, mais 6 do que o segundo classificado. Contrariamente a Lisboa, em que se abre um fosso entre o segundo e o terceiro lugar, apenas 4 pontos separam o 2º do 3ºlugar. A partir daqui, é que não há nenhum ano que se destaque muito. Vamos fazer a contagem final! Em terceiro lugar, com 7 pontos, temos... Em segundo lugar, também com 7 pontos, apresenta-se... O ANO GANHADOR É... Fiquem agora com a contagem oficial: Muito obrigada a todos os que votaram pela vossa participação!
  16. Icónico é gostar mais de uma canção que está a vias de não se qualificar mais do que a vencedora, mas Telemóveis é especial e cativa-me muito mais que a Amar Pelos Dois. 3: 2019 2: 2017 1: 2012 2018, Golden Boy, baladas em hebreu, estrelas (eu sei que eu não devia gostar daquilo, mas o Hovi prendeu-me na versão ao vivo, com a sua fragilidade )... 3: 2018 2: 2015 1: 2016 Já a seguir: vamos saber qual foi o ano vencedor! Volto já!
  17. Nós e toda a gente que votar nela na Final, que por sinal vão ser muitos. O exorcismo que elas vão fazer ao vivo - com os seus olhares estáticos para câmara -, vão enlouquecer a Europa. Vamos ser todos exorcizados. Não estamos prontos para os poderes dos antepassados que as Tulia vão invocar. GO ON AND TELL THEM THIS IS ME AND THANKS TO YOU I'M PROUD
  18. Só li verdades e nada mais do que isso. 1944 icónica, o grito do Ipiranga dos tempos modernos, uma canção com tantas camadas, que não dá para negar a qualidade. Ainda hoje se for ouvir o live me arrepio toda e isto só me acontece com esta canção. É tão poderosa, tão emocional, tão completa, tão orgânica, tão bonita, tão crua, tão cheia de significado... A Jamala canta excelentemente bem e tudo é tão perfeito. A parte da bridge é de um sentimento, de uma emoção, de uma beleza... Uma beleza triste e sofrida, mas que não deixa de o ser. Eu simplesmente ovaciono e aclamo esta canção. Para mim, das vencedoras mais justas de sempre e se me pedissem para fazer um top de músicas favoritas de toda a Eurovisão, esta estaria lá em cima. E sem falar que derrotou a convencida e super produzida Rússia e a fria Austrália (que cantava lindamente e tinha um vestido lindo, mas que não transmitia nada ). A mensagem, a simbologia, o que está por detrás iam muito mais além de que um palco caro e tecnológico e de que uma balada que cantava sobre o Facetime.
  19. | Países 40 e 41 - Portugal e Israel | Estão cansados? É que em praticamente 5 semanas viajamos pela Europa toda: passamos pela fria Islândia, fomos à quente Malta e agora vamos terminar com dois países extremos banhados pelo Mar Mediterrâneo: Portugal e Israel. Ademais, têm algo em comum: foram os dois últimos ganhadores do Eurofestival. A nação ibérica consegue pela primeira vez trazer o troféu para Lisboa com a eterna Amar Pelos Dois. Na edição portuguesa, sangrou-se campeã uma das mais canções mais divisoras da opinião eurovisiva: Toy. Enquanto uns a aclamam, outros desprezam-na, mas na verdade o país logrou em vencer e a 1 semana do ESC, estando o mundo inteiro de olhos postos em Tel Aviv, cidade na qual o certame se vai organizar. Uma palavra para caracterizar Portugal no ESC, nesta década, seria bipolar. Em 2010, a simpática Filipa Azevedo conseguiu passar à final como uma balada Disney, mas resignou-se a um 18º lugar na final. Na verdade, até foi muito bom tendo em conta o panorama português: é que desde 2004, data da introdução das semifinais, Lisboa só transitou, até esse ano, três vezes para o evento principal. No ano a seguir, num completo ato de insatisfação política, os portugueses votaram nos Homens da Luta com A Luta É Alegria. Porém, tristeza ao ver o resultado (e algum embaraço): ficámos em 18º lugar, a nossa pior qualificação. Era altura, contudo, de tentar novamente ter sucesso e recorreu-se a um fado de Filipa Sousa, que não foi além de uma eliminação na semi. Portugal decidiu tirar um ano sabático e volta em 2014 com a sorridente e carismática Suzy. Embora tenha conquistado todos, não consegue ir à Final, panorama idêntico àquilo que aconteceu em 2015 com Leonor Andrade. Novamente desiste e em 2017 tudo muda: Salvador Sobral, um praticamente desconhecido aos olhos portugueses e que mantinha uma relação ortodoxa em relação à Eurovisão, chega a Kiev e vence o espetáculo com uns incríveis 758 pontos. Em consequência, a nossa capital foi palco de uma edição, mas que correu mal: Cláudia Pascoal termina no último lugar da Final. No meio de um triunfo avassalador e lugares fracos, onde se localizará Conan Osíris com a sua irreverente Telemóveis? Israel não é propriamente uma nação com maus resultados: vencera, até o ano passado, 3 vezes. Porém, depois de ter tido sucesso na década anterior, esta não foi propriamente fácil. Considerado um dos grandes favoritos em 2010, Harel Skaat quedou num desapontante 14ª. No ano a seguir, recrutam uma vencedora: Dana Internacional, que falha redondamente e termina num lugar péssimo. A mesma coisa acontece em 2012. E em 2013. E em 2014. O pior que é nestes últimos anos o país do Médio Oriente fora sempre um dos favoritos a passar e dos fãs, mas no final acabava sempre por deter resultados frustrantes. Em 2015 tudo muda com Nadav Guedj: num estilo que Tel Aviv já não levava há muito, acaba em nono lugar. A partir daí, passou sempre à final: Hovi Star e Imri não tiveram tanto sucesso quanto o rapaz, mas transitaram para a final. Em 2018, Netta - uma anónima -, conquista os israelitas com a sua excentricidade e poderosa voz. Com uma música mexida e que dá aso ao movimento #metoo, tornou-se cedo uma das grandes favoritas e não desapontou, ganhando o concurso em maio. É a grande responsável por Kobi não ter de viajar e interpretar a sua Home em terra natal. Lembrem-se: têm até sábado para votarem! São as últimas. Se quiserem, hoje também era dia da Ucrânia, se quiserem dizer os vossos favoritos, estejam à vontade, se bem não contar.
  20. Nunca adoro o que a Polónia costuma trazer. A minha música preferida deles foi mesmo em 2017, tudo o resto é fraco/razoável. Não entendo o fanatismo pela entrada de 2016, gente, aquilo era terrível e concordo inteiramente com os jurados, felizmente a meterem juízo na cabeça dos europeus, eu vos amo e sempre amarei. Dentro do mau, destaco a Pali Sie, gosto e espero que não desiluda ao vivo. 3: 2017 2: 2019 1: 2014 (o ponto a que uma pessoa chega ) Uma tragédia nunca vem só. Adorei 2010, era uma canção fofinha e engraçada, a senhora era uma querida. Depois nunca achei piada aos Jedward, mas reconheço que Lipstick era bem pegadiça. 2013 até nem era má e 2014 levavam uma das melhores músicas do ano, que foi completamente destroçada em palco. 2015 foi razoável. Os dois anos seguintes foram terríveis, mas 2018 recuperou alguma dignidade. Este ano é muito esquecível, mas não é péssima. 3: 2010 2: 2014 1: 2011 GIVE ME WATER, I'M A SWIMMER. Malta é 2019 e é isto. Adeus e até um dia. Fora de brincadeiras, trouxeram algo muito bom em 2016, mas tudo o resto é mauzinho. Não gosto nada. Acabarei por dar 1 ponto a 2014, porque até me conquistou em palco, mas não sou a maior fã da música. 3: 2019 2: 2016 1: 2014
  21. ONLY TEARDROPS UMA DAS MELHORES VENCEDORAS DA DÉCADA. EU AMEI AQUELA MÚSICA E AINDA HOJE A ADORO. É TUDO TÃO BONITO, TÃO EMOCIONAL E TÃO BEM-FEITO. E DEU-NOS COPENHAGA 2014, QUE FOI DOS MELHORES CERTAMES DE SEMPRE.
  22. A minha Emmelie. Que canção tão bonita, adoro a Only Teardrops. De resto amo Where I Am - e foi injustiçada. Mais coisas sobre a Dinamarca... Traziam uma música ok em 2011, 2014 e também trazem este ano. Tudo o resto é péssimo (2010 deveria ter acabado muito pior), incluindo o viking. Eu e o @Gabriel choramos muito quando vimos aquela atuação à frente da Bulgária. 3: 2013 2: 2017 1: 2014 Por muito que ame a Conchita, o César leva os 3 pontos porque tinha uma canção que me prendia. Nota ainda para o crime ocorrido em 2013 - Shine merecia a final. 3: 2018 2: 2014 1: 2013 Amo 2017, a versão studio, ao vivo foi a desgraça. A Dami Im estava magnífica naquele vestido, eu queria-o e era, de longe, a mais bem vestida, aliás, num vi ninguém com tão bom gosto no ESC. Depois 2018 foi péssimo ao vivo, também. 2015 muito bom, pelo contrário. 3: 2016 2: 2015 1: 2017
  23. Chegou ao fim mais um Melodifestivalen. Espero que tenham desfrutado do certame e de vos ter feito sentir a paixão eurovisiva da melhor maneira. O concurso correu bem, não contava que tivesse tão rapidamente 16 inscritos, mas o que é facto é que tive e conseguimos criar este concurso cada vez mais competitivo e renhido. É uma competição que me faz sair da minha zona de conforto - obriga-me a criar grafismos (coisa que não faço diariamente, estando mesmo nos antípodas daquilo que eu faço), a desenvolver o meu sentido de humor com as personagens que crio e a ser mais organizada; tenho dias caóticos e tenho de fazer 30 por uma linha para fazer tudo, porém, se nos organizamos bem, tudo corre bem. De facto, creio que esta edição foi a mais participativa de todas. Sei que não é um concurso onde haja uma grande participação, no entanto, sempre foi superior ao que costuma ser.: a Final teve um bom feedback e agradeço a todos os presentes. Também sou-vos sincera: eu não faço isto para ter posts extremamente elevados, aliás, essa não é a minha premissa para nenhum certame. Quero simplesmente desafiar-me com algo novo e tudo - adrenalina, nervosismo -, que isso traz, além de ser um hobbie que me dá verdadeiramente prazer. Quanto à edição deste ano, quero dar os parabéns ao @HugoMiguel pela sua primeira participação que lhe deu uma vitória - a maior até hoje! Com efeito foi surpreendente, porque o Hugo foi o primeiro a inscrever-se (e a mandar os números) e foi o único que escolheu o número 35 - mais ninguém o repetiu. O que quer dizer que estava alinhado nas estrelas para que conseguisse deter esse país. A Áustria não correu particularmente bem, mas também houve um percalço com um minuto a menos a ser-lhe prejudicial. Sendo o segundo a inscrever-se, o @Gabriel conseguiu logo Itália - teve muita sorte também! Portanto, os dois primeiros tiveram logo as maiores das sortes, faz bem ser rápido. Contrariamente ao Hugo, várias pessoas tiveram para escolher o 18, mas não conseguiram. A Hungria não correu, mas foi injustiçada - a meu ver. Ainda assim, esta corrida Soldi x Arcade foi emocionante; não vou dizer que não tenha sido a mais inesperada, mas foi interessante. Em terceiro lugar ficou o @Yggdrasil com a canção portuguesa. Teve sorte - ele nem sequer foi dos primeiros, mas acertou no número 12. É curioso que o Ygg levava a segunda canção que eu mais gosto e talvez uma das que menos aprecio - a francesa. Dá sempre para equilibrar. Mas parabéns, foi bom lugar. Em quarto tivemos o @Free Live com a Srbuk , cuja posição também é bastante positiva. Não sou a maior fã da proposta arménia - penso que havia melhores -, no entanto, foi o povo que escolheu democraticamente - sim, Júlio eu vi-o no 5. A Estónia vamos fingir que não aconteceu. Depois tivemos o quinto lugar grego do @Bloody, que me surpreendeu. Não estava a contar com algo tão risonho. Se o mereceu? Claro, adorei, porém, pensava que ia ficar ali entre o 8º e o 9º. Enganei-me. Pelo contrário, nunca pensei que a Dinamarca ficasse num lugar tão mauzinho - pensava mesmo que ia lutar por um lugar na 2nd Chance. Em sexto lugar ficou o @AGUI com a islandesa e foi merecido, depois daquele sorteio inicial. Teve um bom lugar e, detendo aquela característica de ser tão polarizadora, até superou as expectativas que eu tinha sobre ela. A Austrália não correu bem, mas veremos em palco, em Tel Aviv. Já na segundo lado da tabela, temos o @André a abrir com a enigmática Eslovénia. Se o ano passado já tinha ido com duas canções ao 2nd Chance - e ambas tinham sido eliminadas -, nesta edição foi diferente. A Bélgica foi efetivamente eliminada, mas conseguiu trazer a música que foi a fase de repescagem mais votada e isso foi positivo. Outro que igualmente modificou a sua sorte foi o @CRF. A sua Albânia foi eliminada, enquanto o Azerbaijão constou na Grande Final - e foi muito diferente de 2018, pois ambas haviam sido eliminadas. Não posso dizer que tenha discordado com o lugar azeri - com efeito para mim havia melhores, mas sempre esteve na Final. Passando a lugares menos positivos, o @Duarte fica num modesto oitavo lugar, vindo de um terceiro da edição do ano passado. Penso que a eleição entre Espanha e França foi verdadeiramente difícil, para a próxima ligas à Maria Helena para ela te dar melhores números. Ainda assim, conseguiste ser o único presente com uma canção do Euroclub, o que é sempre positivo, e mesmo Espanha não desiludiu. O @Guilherme D., que começou muito bem e acabou pessimamente, logrou estar mais uma vez na etapa superior da competição. O seu Reino Unido foi trucidado e penso que não merecia ficar em último, mas foi a opinião de todos. De resto, tempo agora de frisar o @Televisão 10: Malta não deveria ter ficado em último. Disse-o e repito: deveria ter ficado no lado esquerdo, mas ninguém a apoiou. A Rússia da mesma maneira que não teve um bom desempenho, contudo, ao menos estiveste na Final. Pelo contrário, @Fox Scully (cuja canção da República Checa deveria ter ido ao 2nd Chance), @Fernandovisão (que me parece que escolheu mais pelo coração do que pela cabeça), @Luís (cujo duelo no 2nd Chance me doeu de o ver eliminado, ainda para mais contra a organizadora ) e @Rdrigx (que foi corajoso e levou mesmo algo que gostou e que, a meu ver, estaria no 2nd Chance - a Letónia) não estiveram na final, mas muito obrigada pela vossa participação, empenho e votos. Digo isto não só a vocês, como a todos. Muito obrigada pela participação, votos e tudo o resto, sem vocês nada disto seria possível. Espero que tenham gostado, sei que não foi o concurso mais bonito esteticamente, nem o mais bem-organizado, nem o mais criativo do mundo, contudo, a perfeição é aborrecida. Não me perguntem se para o ano haverá novamente, ainda não sei, mas eu adoro sempre organizar isto, dependerá é sempre de muitos factores. Os resultados das semifinais, do 2nd Chance e da Final - integrais -, estão disponíveis no respetivo tópico! Vejam e coscuvilhem o que bem vos der na real gana.
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