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  1. O único interesse que a RTP tem em organizar a Eurovisão numa cidade que não Lisboa é que a Câmara dessa terrinha comparticipe as despesas em troca de toda a exposição, mas isto não é a Volta a Portugal ou o Aqui Portugal em que basta à Câmara oferecer farinheiras ao staff e estadias em hotéis em troca de tempo de antena para os ranchos folclóricos da zona. A EBU que intervenha e escolha Lisboa e o Parlamento que decida atribuir um orçamento para a RTP organizar este evento em condições, tal como foi dado para a realização do Euro2004. Apesar da escolha dos apresentadores me preocupar, a falta de dinheiro para um evento destas dimensões é o que pode dar pior imagem do país enquanto organizador, como aconteceu com a Ucrânia. No entanto, ao que parece a Suécia teve um orçamento "razoável" e fez um ótimo espetáculo. A televisão do Luxemburgo até já admitiu que a razão pela qual não participa há 25 anos é porque não quer correr o risco de ganhar e ter de cobrir os custos da organização: Por isso, precisamos de dinheiro e que alguém ponha um ponto final nesta guerrilha de terrinhas.
  2. Até há 2 semanas a maior parte do país não ligava absolutamente nada à Eurovisão e agora está toda a gente a dar bitaites, sem perceber como toda esta máquina funciona. (Mas fico feliz por ver que o espírito eurovisivo que existe em quase todos os países europeus está a renascer em Portugal.) A RTP só vai organizar a Eurovisão no papel. A EBU toma praticamente todas as decisões quanto à produção do festival (felizmente, na minha opinião). A RTP tem o dever de pagar boa parte da fatura e tem o direito a dar opiniões sobre alguns aspetos, apesar da decisão final ser sempre da EBU. Eu até tinha a teoria de que a RTP mandava músicas de porcaria todos os anos, para não correr o risco de vencer e ter de ser anfitriã. A RTP vai poder criar o logotipo, o slogan, sugerir apresentadores e dar ideias por exemplo para os interval acts e para as VTs que aparecem na apresentação dos concorrentes. De resto, o apoio vai ser sobretudo logístico, porque as pessoas da RTP conhecem bem melhor Lisboa do que qualquer pessoa da EBU. É importante notar que isto não será um evento para destacar a música portuguesa ou relembrar as atuações portuguesas no festival. Isto é um evento europeu que, para o melhor e para o pior, está a ficar mais standardizado e, se houver VTs a relembrar atuações de anos anteriores, serão com certeza dos vencedores da Eurovisão ou as atuações mais caricatas de cada país e não do FdC. Quanto aos apresentadores, aposto que a RTP vai sugerir o Malato e mais duas apresentadoras e a EBU vai vetar e querer gente jovial. Mesmo o slogan, deve seguir a linha dos últimos 5 anos e frisar a unidade da Europa: "We are one" (2013), "Join us" (2014), "Building bridges" (2015), "Come together" (2016), "Celebrate diversity" (2017). Os slogans que já foram sugeridos aqui no fórum são giros, mas são mais do estilo de slogans da Coca-Cola, que eram a moda de 2006 a 2012: "Feel The Rhythm" (2006), "True Fantasy" (2007), "Confluence of Sound" (2008), "Share the moment" (2010), "Feel your heart beat" (2011), "Light your fire" (2012). O grande problema da produção deste evento será o dinheiro, porque a RTP não tem nem 30 milhões de euros para uma versão low cost como a da Ucrânia neste ano. Apesar do financiamento ser uma responsabilidade unicamente da EBU e da RTP, espero que haja algum financiamento extra da RTP pelo Estado, tal como teve o Euro 2004, para não nos envergonhar-mos perante a Europa. Além disso, tal como a RTP já referiu, isto traz muito interesse comercial e pode ser que dê para pôr publicidade a marcas por todo o lado na Eurovision Village, tal como acontece nos festivais de música de verão. Não sei se é possível, porque infelizmente nunca fui à Eurovisão, mas não quero ver uma coisa pobrezinha em 2018, no meu país. Idealmente, espero que a Eurovisão 2018 tenha a animação e espontaneidade dos apresentadores e dos interval acts de 2016, mas com uma entrada grandiosa e uma VT para emocionar como em 2015.
  3. Qual é a surpresa? A Suécia é uma potência da música pop, logo a seguir aos Estados Unidos e ao Reino Unido: Zara Larsson, Swedish House Mafia, Måns Zelmerlöw, Loreen, Icona Pop, Avicii, Tove Lo...
  4. Eu, como fã da Eurovisão, não consigo ver o Festival da Canção. Vou ver a canção que ganhar no Youtube, para o embaraço ao vê-la no ESC ser menor. Para quem diz que a Eurovisão tem de representar os países... Isto é um concurso de música!!! Os jogadores de futebol representam os seus países pela seleção e não é por isso que jogam com roupas tradicionais portuguesas. Até a marca que os veste é internacional. Os portugueses ficaram orgulhosos da seleção ter ganho o Euro porque ganhou! Porque ganhar algo internacional dá orgulho a uma nação. Porque é que os cantores portugueses da Eurovisão têm de ir para lá cantar sobre a) Fado, b) Mar, c) Saudade? Porque é que têm de cantar em português? Porque é que têm de ir vestidos com roupas estapafúrdias que supostamente têm um significado tradicionalista qualquer? Isso passa uma imagem péssima de Portugal. Passa a imagem de que Portugal é um país pouco moderno e completamente preso ao passado. Queiram ou não, nós passamos a olhar para um país de forma diferente através destas competições internacionais tão populares. A Suécia é cada vez mais uma potência da música e capitaliza isso muito bem no ESC. Há outros países, não tão atrativos, como os da Europa de Leste e Euroásia, que aproveitam o ESC para mostrar ao resto da Europa "hey, nós também vivemos neste século, somos muito abertos, modernos e temos bom gosto". Muitas vezes mostram-se até mais liberais no ESC do que se formos lá visitar os países (ex.: a Lituânia incluir beijos gay na sua atuação, há 2 anos), mas resulta para o público que o programa atinge e dá uma boa imagem dos países, para esse público. A RTP devia perceber que o ESC é sim uma forma de promover Portugal lá fora, mas não da fora que eles pensam que é. Este público não é o mesmo do Canal História ou do Travel Channel e a imagem que deviam passar é a de um país contemporâneo. Disclaimer: Tal como a intro do "Peace peace love love" refere, às vezes resulta ir na direção oposta, pelo mais tradicional, como as avós russas, mas é preciso que seja algo suficientemente cativante e curioso para ter bom resultado.
  5. Mas acertou quanto a falar de sexo a cada 3 segundos.
  6. Mas quem é que ficou feliz por a revista da Cristina acabar ou já estava à espera? Eu só vi pessoas surpreendidas com a decisão. Eu não gosto quando as celebridades (e isto acontece em todo o mundo) se focam mais na meia dúzia de haters do que nos milhares de fãs. Celebridades que citam e respondem a quem as critica, mas não perdem 1 segundo do seu dia a pôr um like num comentário de uma pessoa que as admira e que perdeu tempo a escrever que é seu fã.
  7. E afinal, quem é que vai fazer de Nossa Senhora?
  8. Li por aí que a Cristina está à procura de um novo parceiro para substituir a Masemba na edição da sua revista.
  9. Precisavam tanto, que o Nuno Eiró saiu da TVI para o cabo.
  10. Este é o concurso de final de tarde, com a Cristina Ferreira e o Pedro Teixeira. O Rúben pode ter sido o "alvo" porque também representa os meninos bonitos da Cristina que ganham programas por serem bonitos e musculados. Quanto ao Rúben apresentar o programa de moda, concordo que faz todo o sentido. No entanto, aposto que a sequência de ideias foi: "temos aqui o Rúben... que programa é que lhe podemos arranjar?" e não "vamos fazer um programa de moda... quem é que podemos arranjar para apresentar?" O mesmo para o Teixeira.
  11. A Mia Rose surpreendeu-me pela positiva. A Sara Barros Leitão é sempre ótima e acho-a muito subvalorizada pela nossa televisão. O elenco de I love it foi muito superior a todos os Morangos (exceto o primeiro). Só os protagonistas e a angolana é que eram novatos. Mas nem bons atores conseguem salvar uma novela sem conteúdo e com personagens básicas estereotipadas.
  12. Não admira que a Iva tenha mandado umas bocas ao Rúben Rua no outro dia. A TVI arranja este programa e põe a apresentar um homem musculado que não tem jeito nenhum para aquilo e uma mulher que já tem um programa diário de 3 horas e outro semanal de horário nobre de 2 horas.
  13. Que ridículo. Mas deve ser o que a Ellen DeGeneres acha também, ao levar strippers masculinos ao programa frequentemente e ao mostrar sempre fotos dos convidados homens em tronco nu, enquanto a audiência dá guinchos desesperados. Eles só estão a agravar a desigualdade de género ao replicar a objetivicação das mulheres, nos homens. Two wrongs don't make a right. E, enquanto feminista, ainda me irrita mais que muitas vezes metam a palavra feminismo pelo meio dessas parvoíces que dizem.
  14. Quem?
  15. Mas o Facebook claramente não quer esses conteúdos lá. Tal como agora começou a banir notícias que se provam ser falsas. Também o Youtube recentemente deixou de permitir pôr anúncios em vídeos com palavrões ou violência. A escolha é das plataformas e se as pessoas não concordam têm outros espaços para colocar esses conteúdos.