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Curiosidades da TV

37 posts neste tópico

há 20 minutos, Ambrósio disse:

Já existia um tópico sobre isto mas fundiram-no num tópico geral de TV, embora eu ache que deva estar à parte :)

Eu acho que assim fica tudo melhor definido. Eu também gostava que ficasse assim, mas a moderação que decida o que acha melhor.

Ambrósio gosta disto!

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 Curiosidades de Escrava Isaura (1976):

Gilberto Braga conta que a sugestão para adaptar o romance de Bernardo Guimarães partiu de sua professora de português dos tempos de ginásio. Após ler dez páginas de Escrava Isaura, o autor ligou para o diretor Herval Rossano certo de que aquela história era perfeita para uma novela.

Em determinado momento, a Censura Federal proibiu o uso da palavra “escravo” e a saída encontrada pelo autor foi trocá-la por “peça”. Lucélia Santos também se recorda da ação da Censura em uma cena em que Isaura se revolta e quebra seu quarto inteiro. Segundo a atriz, a cena foi gravada, mas não foi exibida por considerarem incompatível com a imagem de mulher submissa da personagem.


A novela obteve grande sucesso, no Brasil e no exterior, alcançando países do então bloco comunista. Em Cuba, por exemplo, o racionamento de energia chegou a ser suspenso para que os telespectadores não perdessem os capítulos e Fidel Castro virou fã da novela, ligando sempre para a Globo a perguntar o que ia acontecer. Na Bósnia, em pleno calor da guerra contra a Sérvia (1997), os dois exércitos decretaram cessar-fogo durante a exibição dos capítulos.  Na China, Lucélia Santos ganhou o Prêmio Águia de Ouro, com os votos de cerca de 300 milhões de pessoas – foi a primeira vez que uma atriz estrangeira recebeu um prêmio no país.

Escrava Isaura foi responsável pelo sucesso de venda da versão do livro de Bernardo Guimarães para o chinês e também ultrapassou as expectativas na Polônia, onde milhares de pessoas lotaram um estádio para assistir a uma competição de sósias dos personagens Isaura e Leôncio. Já na Rússia, a palavra “fazenda” foi incorporada ao vocabulário nacional.


No final de 1985, Escrava Isaura já havia sido vendida a 27 países. A atriz Lucélia Santos visitou todos eles e recebeu diversos prêmios, como o Latino de Ouro, concedido pela Emissora Caracas de Rádio e Televisão, na Venezuela. Rubens de Falco, que acompanhou Lucélia Santos na maioria dessas viagens, recordava a recepção que tiveram na Polônia, onde centenas de pessoas os receberam ainda no aeroporto e fãs lotaram as ruas da cidade para aplaudi-los.

No romance de Bernardo Guimarães, Isaura só encontra o amor em Álvaro a dois terços da história. Gilberto Braga, o adaptador do livro, criou então o personagem Tobias (Roberto Pirilo), para evitar tanto tempo de Isaura no ar sem um interesse afetivo. Tobias sumiu da trama em um entrecho folhetinesco magistral: foi morto em um incêndio, pelo vilão Leôncio.

Nesse mesmo incêndio, pensando tratar-se de Isaura, Leôncio acaba por assassinar a própria esposa, Malvina (Norma Blum). No romance, o destino de Malvina não é tão trágico: ela abandona Leôncio.

Gilberto Braga narrou numa entrevista a respeito de problemas da novela com a Censura Federal, na época:
“Quando comecei a escrever Escrava Isaura, fui chamado a Brasília para conversar, porque eles achavam a novela perigosa. Então, na reunião com censores, ficou mais ou menos estabelecido que eu poderia escrever Escrava Isaura, mas que não poderia falar de escravo. Uma censora me disse que a escravatura tinha sido uma mancha negra na história do Brasil, e que não deveria ser lembrada – aliás, segundo ela, o ideal seria arrancar essa página dos livros didáticos; imagine então falar disso na novela das seis… Um censor falou que a novela podia despertar sentimentos racistas na netinha dele, porque ela via os brancos batendo nos escravos na televisão e podia querer bater nas coleguinhas pretas dela. Aí eu disse ao censor que ele devia ver um psicólogo para a menina porque, se ela se identificava assim com os bandidos… De qualquer maneira, eu prometi que ia falar o mínimo possível em escravo e falei o mínimo possível em escravo em Escrava Isaura.”

O centésimo e último capítulo de Escrava Isaura foi ao ar em 04/02/1977. A vilã Rosa (Léa Garcia) fingia estar arrependida de suas maldades e sugeria um brinde, oferecendo à sua inimiga Isaura um ponche envenenado. Na confusão, Rosa toma o veneno por engano e morre. O telespectador mais atento pôde observar que na verdade foi Isaura quem tomou a bebida letal. Apesar do erro de continuidade, a heroína sobreviveu e viveu feliz para sempre ao lado de seu amor, Álvaro (Edwin Luisi).

Em função do incêndio que havia destruído as instalações da TV Globo em junho de 1976, as cenas de interior foram gravadas nos estúdios da TV Educativa e da Herbert Richers.

Teledramaturgia e Memória Globo

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Curiosidades sobre a novela censurada: A Saga de Roque Santeiro e a Incrível História da Viúva que Era Sem Nunca Ter Sido (Roque Santeiro):

Em 1975, em comemoração aos 10 anos da TV Globo, a emissora programou para lançar a novela A Saga de Roque Santeiro e a Incrível História da Viúva que Foi Sem Nunca Ter Sido, escrita por Dias Gomes e dirigida por Daniel Filho, a nova atração do horário das oito da noite que prometia inovar o gênero.
A novela já tinha 10 capítulos editados e quase 30 gravados quando, na noite de sua estreia, em 27/08/1975, foi proibida de ir ao ar pela Censura do Governo Federal. Faltando poucos minutos para começar a atração, o apresentador Cid Moreira deu a notícia no Jornal Nacional e leu o editorial escrito por Armando Nogueira, então diretor do telejornal, anunciando o veto.

O Governo justificava: “A novela contém ofensa à moral, à ordem pública e aos bons costumes, bem como achincalhe à Igreja.”

Para tapar o buraco no horário, deixado pelo veto de Roque Santeiro, a Globo providenciou uma reprise compacta da novela Selva de Pedra (de 1972) enquanto Janete Clair era acionada para, às pressas, escrever uma nova trama para o horário, usando praticamente a mesma equipe de Roque Santeiro. Janete vinha escrevendo a novela Bravo!, a atração das sete horas, com a parceria de Gilberto Braga. Deixou essa novela nas mãos de seu colaborador e começou a trabalhar em Pecado Capital, que estreou em novembro de 1975.

Para escrever Roque Santeiro, Dias Gomes baseou-se em sua peça teatral O Berço do Herói, escrita em 1963 e proibida de ser encenada pela Censura do Governo Militar.

Sobre a proibição de Roque Santeiro, Artur Xexéo narrou em seu livro Janete Clair, a Usineira de Sonhos:
“A sinopse estava em Brasília quando o autor recebeu um telefonema do amigo Nelson Werneck Sodré. (…) ‘O que é que você está fazendo?’ – quis saber Werneck. ‘Uma pequena sacanagem’ – respondeu Dias. ‘Estou adaptando O Berço do Herói para a TV’. ‘Mas a Censura vai deixar passar?’. ‘Não tem mais o cabo. Assim passa. Esses militares são muito burros’. Como também era hábito, o telefone de Nelson Werneck Sodré estava grampeado. A conversa foi gravada, a Censura entendeu as intenções de Dias, os militares voltaram a se sentir atingidos e a sinopse nunca foi oficialmente liberada.”

Dez anos depois, em 1985, com os ares liberais da Nova República, Roque Santeiro pôde enfim ir ao ar, em nova produção, tornando-se um dos maiores sucessos da TV brasileira de todos os tempos.

Alguns atores do elenco original puderam enfim interpretar seus papéis em 1985: Lima Duarte (Sinhozinho Malta), João Carlos Barroso (Jiló), Luiz Armando Queiróz (Tito) e Ilva Niño (Mina). Milton Gonçalves, que iria fazer o padre em 1975, voltou em 1985 como o promotor público. E Elizângela, a Tânia da versão original, viveu Marilda na nova versão.

Editorial lido por Cid Moreira no Jornal Nacional do dia da estréia (27/08/75) sobre a censura de Roque Santeiro:
“A Rede Globo divulgou ontem o seguinte editorial: Desde janeiro que a novela Roque Santeiro vem sendo feita. Seria a primeira novela colorida do horário das oito da noite. Antecipando-se aos prazos legais, a Rede Globo entregou à Censura Federal o script dos vinte primeiros capítulos. No dia 4 de julho, finalmente, o diretor de Censura de Diversões Públicas, Sr. Rogério Nunes, comunicava à Rede Globo: os vinte primeiros capítulos estavam aprovados para o horário das oito “condicionados porém – dizia o ofício – à verificação das gravações para obtenção do certificado liberatório”. O mesmo ofício apontava expressamente os cortes que deviam ser feitos e recomendava que os capítulos seguintes, a partir dos vinte já examinados, deviam manter – palavras textuais da Censura – “o mesmo nível apresentado até agora”. Todos os cortes determinados foram feitos. A Rede Globo empregou todos os seus recursos técnicos e pessoais na produção da novela Roque Santeiro. Contratou artistas, contratou diretores, contratou cenógrafos, maquiladores, montou uma cidade em Barra de Guaratiba, enfim, a Globo mobilizou um grandioso conjunto de valores que hoje é necessário à realização de uma novela no padrão da Globo. Foram mais de 500 horas de gravação, das quais resultaram os vinte primeiros capítulos, devidamente submetidos à Censura. Depois de examinar detidamente os capítulos gravados, o Departamento de Censura decidiu: a novela estava liberada, mas só para depois das dez da noite. Assim mesmo, com novos cortes. Cortes que desfigurariam completamente a novela. Assim a Rede Globo, que até o último momento tentou vencer todas as dificuldades, vê-se forçada a cancelar a novela Roque Santeiro. No lugar de Roque Santeiro, entra em reapresentação, e em capítulos concentrados, a novela Selva de Pedra, com Regina Duarte e Francisco Cuoco. Dentro de alguns dias, porém – esse é um compromisso que assumimos com o público -, a Rede Globo estará com uma nova novela no horário das oito. Para isso começou hoje mesmo a mobilização de todo o nosso patrimônio: o elenco de artistas, os técnicos, os produtores, enfim, todos os profissionais que aqui trabalham com o ânimo de apurar cada vez mais a qualidade da televisão brasileira. Foi desse ideal de qualidade que nasceu a novela Roque Santeiro e é precisamente com esse mesmo ideal que, dentro de alguns dias, a Globo estará apresentando no horário das oito da noite uma novela – esperamos – de nível artístico ainda melhor que Roque Santeiro.
Roberto Marinho, presidente das Organizações Globo”

(Extraído de O Globo, quinta-feira, 28 de agosto de 1975, página 5)

Janete Clair entrou logo em ação com a sinopse de Pecado Capital, que se veio a tornar também um enorme sucesso.

Comparação de cenas da 1ª e da 2ª versão:

 

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Curiosidades da novela portuguesa Palavras Cruzadas:

  • Palavras Cruzadas foi a primeira produção da Atlântida, produtora de Tozé Martinho.
  • A novela teve cenas gravadas em Barcelos, Póvoa de Varzim, Salvaterra de Magos e até mesmo Macau.
  • O jornalista Rodrigo Guedes de Carvalho fez uma perninha como ator, interpretando Vítor, um dos membros da quadrilha de contrabando de jóias que andava sempre com uma laranja na mão.

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  • O convite para este trabalho surgiu durante um jantar porque a ex-mulher de Rodrigo Guedes de Carvalho, a jornalista Paula Moura Pinheiro, e a ex-mulher de Nicolau Breyner eram amigas. “Precisava de um tipo com o aspeto físico dele e cara de mau”, declarou Nicolau Breyner ao Jornal de Notícias em 2013. Já o pivô disse que “não se perdeu ator algum” e que a experiência não passou “de uma brincadeira entre amigos”. “Usei a minha própria roupa e não recebi cachê.” Mas ação não faltou nas cenas que gravou. “Matei a Adelaide João. Atirei-a pelas escadas. Acabámos por ficar grandes amigos”, contou.
  • A casa que serviu de cenário à mansão dos Salgado foi a Residência Faria Mantero, situada na Praça de Diu, no Restelo. Hoje em dia, pertence à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e funciona como centro de dia.

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  • Já o apartamento da família Rebelo tinha como exterior o Centro Comercial das Amoreiras, inaugurado em setembro de 1985.

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  • A retrosaria de Óscar situava-se na esquina entre a Rua 4 de Infantaria e a Rua Correia Teles, na freguesia do Santo Condestável.
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Aspeto da "Retrosaria Ramos" na atualidade
(imagem extraída do Google Maps)
  • Por identificar, permanecem a Clínica Dr. Luís Salgado e o prédio de Margarida. Alguém sabe onde se situam?
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Clínica Dr. Luís Salgado
Prédio de Margarida
  • Palavras Cruzadas reuniu no seu elenco atores veteranos, mas também alguns novatos que marcaram presença com os seus personagens.
  • Maria João Lucas sensibilizou o público com o drama de Margarida, cuja morte prematura deu um toque de tragédia à novela. Ainda em 1987, voltámos a ver Maria João Lucas na série Estrada Larga, da qual foi co-autora, mas pouco tempo depois abandonou a carreira de atriz.
  • Durante toda a história, nunca se especificou qual a “doença grave” de que Margarida sofria. Apenas sabíamos que, de vez em quando, era atacada por fortes dores abdominais. Chegava a ser estranho que, numa conversa entre dois médicos, como era o caso de João e Luís Salgado, estes raramente usassem termos técnicos, baseando os seus diálogos em frases do tipo “a situação é muito grave” ou exclamando “já viu isto?” ao analisar uma radiografia.

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  • O público não deixou passar em branco o facto de Isabel (Manuela Marle) tratar toda a gente por “você” – como, de resto, já se tornara habitual nos seus trabalhos. A este respeito, a atriz declarou ao Se7e: “O texto é texto e nós temos de respeitá-lo. Pretende-se dar a ideia de que a família é de alta e, por isso, os pais tratam os filhos por você, estes tratam-se por tu, mas quando se dirigem à irmã (que sou eu) tratam-na por você. Não dá um ar muito natural, é certo, mas não há nada de esquisito nem nada de menos honesto nisso”.
  • O pintor Aristides Ambar fez algumas aparições na novela, pintando retratos de Tozé Martinho e Maria João Lucas.
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Ambar pintando o retrato de João...
... e de Margarida
  • Também o quadro de Manuela Marle com um São Bernardo, que se encontrava na sala dos Salgado, era de sua autoria.

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  • O retrato acabado de Tozé Martinho serviu, posteriormente, de decoração no apartamento de João e Margarida.

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  • O genérico continha pequenos excertos de cenas da novela. No entanto, é curioso notar que o take da cena em que João e Margarida se esbarram na estação de Santa Apolónia é diferente daquele que foi utilizado no segundo capítulo.
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O encontro de João e Margarida no genérico...
... e no 2.º capítulo
  • Alguns meses antes da estreia, o Se7e mostrou uma imagem de uma versão provisória do genérico, onde os takes dos atores Tozé Martinho e Carlos César eram diferentes dos que posteriormente foram inseridos.
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  • Foi lançado um LP com alguns dos temas da banda sonora.
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LADO A

1. PALAVRAS CRUZADAS (genérico de abertura) – Elizabeth Sala
2. EM SEGREDO – Dina
3. JARDIM DO PASSEIO ALEGRE – António Pinho Vargas
4. IS IT HIM – Kris Kopke
5. TRÓIA – Rão Kyao
6. DIZ-ME – Tozé Brito

LADO B

1. TUDO BEM – José Cid
2. CANÇÃO DA MANHÃ – Rão Kyao
3. LOVER – Kris Kopke
4. RECEPÇÃO – Tozé Brito
5. MOMENTOS DE PAIXÃO – Da Vinci
6. PALAVRAS CRUZADAS (genérico final) – Isabel

  • No entanto, quem adquiriu o disco na época ficou certamente dececionado com a ausência de diversas músicas amplamente tocadas na novela, tais como:

A DANÇA DOS PÁSSAROS – António Pinho Vargas
AMOR ATÉ AO FIM – Armando Gama
BOA OU MÁ ARTE – Adelaide Ferreira
DE NOITE (VERMELHO PÚRPURA) – Francis
DEIXA-ME RIR – Jorge Palma
ENTRE A ESPADA E A PAREDE – Rádio Macau
GUERRA E PAZ – Sérgio Godinho
HÁ – José Cid
HÁ DIAS ASSIM – Rádio Macau
HORIZONTES HÚMIDOS – Francis
JEREMIAS, O FORA DA LEI – Jorge Palma
NASCER DO SOL – Tozé Brito
NÓ CEGO – Jafumega
NUVENS – Francis
PAIXÃO – Heróis do Mar
QUALQUER COISA (NO CORAÇÃO) – Armando Gama
QUANDO A MANHÃ CHEGAR – Rádio Macau
QUASE TUDO – Armando Gama
SÓ GOSTO DE TI – Heróis do Mar
TELEPATIA – Lara Li

  • Os genéricos inicial e final tinham a mesma letra, embora com arranjos e vozes diferentes.
  • Num dos capítulos da novela, Isabel e Rui dão uma entrevista à Nova Gente e é mostrada a capa da revista em que ambos aparecem. Embora as gravações da novela tenham decorrido em 1986, a publicação aproveitou esta foto e utilizou-a mais tarde, na capa do n.º 558.

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  • Dioguinho, o filho de João e Margarida, foi vivido por Guy, filho de Manuela Marle. Assim se explica o facto de, quase sempre, a criança aparecer ao colo da “tia” (que, aliás, chegou mesmo a chamar-lhe Guy).

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  • Uma das cenas que mereceu algum destaque foi a morte de Alberto (Duarte Victor), em pleno Rossio. O ator relatou ao nosso site algumas lembranças deste trabalho.
  Entre outras histórias, lembro-me de uma que se passou precisamente na cena da morte do Alberto. O sangue (líquido colorido) que se vê no momento de ser esfaqueado era transportado por mim num preservativo. Ao simular a dor, teria que levar mão à cintura, rebentar o preservativo e fazer escorrer o líquido quando pusesse a mão no vidro da montra. Aconteceu que, ao fazê-lo, levei involuntariamente o preservativo na mão, ficando colado na montra quando caí no chão. Foi a risada geral, sobretudo nos transeuntes que assistiam às filmagens. A cena foi repetida algumas vezes porque acontecia sempre algo. Outra situação quando o Alberto cai no chão, passou-se com uma idosa, que ao passar, não se apercebendo que se tratavam de filmagens, soltou um grito dizendo: "Acudam o rapaz que ele não está bem". O Nicolau Breyner, que era o realizador, desesperava. São histórias de uma época em que as novelas davam os primeiros passos na televisão portuguesa e eu também. Saudades...
  • Refira-se ainda que o assassino de Alberto foi ninguém menos que o famoso “Rocha”, da série Duarte & C.ª!
  • O argumento de Palavras Cruzadas era da autoria de Tareka, sob o pseudónimo de Ângela Sarmento. A auxiliá-la nos diálogos, estiveram Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, sobejamente conhecidas como autoras da coleção Uma Aventura. Esta coleção, que já fez vinte e cinco anos desde a publicação do primeiro volume, é um ex libris da literatura infanto-juvenil e pioneira num género de ficção que, durante muitos anos, apenas nos chegava de Inglaterra através das obras de Enid Blyton. Nos últimos anos, vários dos seus volumes têm feito parte do Plano Nacional de Leitura e o mérito das autoras tem sido amplamente aplaudido.
  • Palavras Cruzadas obteve sucesso aquando da sua primeira exibição, mas foi alvo de muitas críticas por parte da imprensa, embora quase todas fossem unânimes em considerá-la melhor que a novela portuguesa anterior,Chuva na Areia. Tozé Martinho, alguns anos mais tarde, comentou a injustiça de tais comentários, garantindo que esta foi a telenovela que mais dinheiro deu à RTP.

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  • Palavras Cruzadas contou com reposições de 15/11/1989 a 09/02/1990, ao início da tarde, e de 11/09 a 06/12/1996, no horário da manhã.

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  • A RTP Memória demorou mais de 5 anos a transmitir a telenovela, quando outras já tinham passado mais do que uma vez. Para além disso, ainda cometeu uma gaffe, anunciando-a como sendo de 1985.

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  • Numa das edições de A Roda da Sorte, em 2008, Herman José pôs a tocar o disco de Palavras Cruzadas, tecendo alguns comentários sobre a novela.

Em Brinca Brincando.

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Julia, Tiago João e Ambrósio gostam disto!

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Cidade cenográfica da novela, da extinta TV Manchete, "Mandacaru":

Algumas pessoas suspeitam que na altura que foi filmado este vídeo a cidade estava ao abandono. 

Este é o mesmo local das cidades cenográficas de Xica da Silva e Tocaia Grande.

TheBoss gosta disto!

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Curiosidades de Brida, a última novela da TV Manchete:

Problemática produção da Manchete que culminaria com o fim da emissora.

A novela foi baseada no best-seller de Paulo Coelho. O fato do livro ter sido um sucesso de vendas (na época da estréia da novela, ele já havia sido lançado 86 vezes) excitava a emissora a investir na novela. Brida tinha um custo caro para os padrões da Manchete. Mesmo não sendo uma novela de época, os recursos que precisavam ser utilizados se mostraram dispendiosos, mas a direção da rede decidiu arriscar.

A novela entrou no ar com um custo alto e, além disso, os patrocinadores tinham um contrato de risco com a emissora. De acordo com esse contrato, só haveria patrocínio se a novela passasse dos 5 pontos de audiência. A previsão da emissora era de que a novela atingisse 10 pontos, mas a audiência estacionou nos dois. Sem patrocínio, a Manchete ficava no prejuízo. Mesmo recorrendo às velhas fórmulas para alavancar a audiência, como erotismo, a novela não emplacou.

Brida estreou no dia 11/08/1998 às 19 horas, mas o horário foi cancelado e a partir de 14/09 passou para as 22h20. A novela começou a ser escrita por Jayme Camargo que a levou até o capítulo 14. Sônia Mota e Angélica Lopes continuaram. As autoras foram escolhidas para que o público feminino tivesse mais identificação com a novela.

Brida significava o desperdício do que poderia ter sido uma ótima história, e a conseqüência da situação econômica do país. Aliado aos problemas da novela, os juros das dívidas da TV Manchete cresciam. Em outubro de 1998 o elenco entrava em greve por falta de salários. O vice-presidente da emissora confessou ao elenco “que o fracasso da novela esgotou os recursos da empresa”.

Sem ter o que fazer, a direção da rede decidiu tirar Brida do ar na sexta-feira da mesma semana: em 23/10/1998 a emissora interrompeu subitamente a trama, apresentando uma narração que explicava qual seria o desfecho da história. O final narrado pelo locutor oficial da Manchete, Eloy De Carlo, foi improvisado naquele dia, no qual poucos imaginavam o que estava acontecendo. A pergunta era uma só: “a novela acabou?” Ninguém sabia ao menos se ela voltaria ao ar na segunda-feira seguinte.

Anúncios de uma reprise de Pantanal começavam a ser exibidos. Sem anunciar o horário de exibição, muitos acreditaram que se abriria um novo horário de novelas. Juntamente com o fim de Brida, o restante da programação da emissora também se esvaziava.

Final de Brida:

A enorme nudez de Brida (costume de Walter Avancini), o que muitos apontam para o seu fracasso:

 

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Depois de Clube Paraíso, exibida em 1993, a RTP produzia mais uma série ambientada no Porto e feita por gente do Porto. Álvaro de Magalhães manteve-se como autor, desta vez em parceria com Manuel António Pina (que assinava como M. A. Mota).

 


Os Andrades fez grande sucesso no verão de 1994, com exibição de segunda a sexta, a seguir ao Jornal da Tarde.


A repercussão da primeira série levou à encomenda de uma segunda, produzida em 1995, mas que só estrearia em 1997.


Antes ainda de vermos a segunda série, assistimos a duas reposições da primeira:

- Entre 29/05/1995 e 03/07/1995, de segunda a sexta, ao fim da tarde;

- Entre 03/05/1996 e 01/11/1996, às sextas-feiras, na rubrica Clássicos RTP.


Andrade era o apelido de Marcial (Mário Moutinho), mas é também a alcunha dada aos adeptos do Futebol Clube do Porto.

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A casa dos Andrades situava-se no Bairro António Aroso, junto ao Parque da Cidade, mais concretamente na Rua Bitarães.

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A casa dos Andrades

Quase toda a série foi gravada em estúdio. Na primeira temporada, tirando uma ou outra rápida sequência no lado de fora da casa, apenas o episódio A ponte a pé teve cenas gravadas no exterior.


Já na segunda temporada, a exceção foi o episódio Um dia no campo, em que parte da ação se passa no Estádio do Bessa e no Parque de São Roque.

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Estádio do Bessa
Parque de São Roque

Maria Dulce e Mário Moutinho estiveram impagáveis como a dupla Zulmira e Marcial. Quem não se divertia com a sogra de génio difícil a chamar “paspalho” ao genro?

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Na Praça da Alegria de 23/11/2009, em homenagem à atriz, Mário Moutinho apareceu de surpresa para uma confraternização em estúdio.

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Mário Moutinho relatou, neste programa, que algumas histórias da série foram adaptadas de notícias saídas nos jornais tripeiros, como foi o caso de Fim de semana em Torremolinos.

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Curiosos são também os depoimentos de Mário Moutinho e Álvaro de Magalhães à página do Facebook Porto Olhos nos Olhos. Publicamos aqui os excertos em que a série é mencionada.

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Mário Moutinho (26/04/2015)

(…) o Álvaro Magalhães e o Manuel António Pina resolveram propor uma série que tivesse como pano de fundo uma família típica da cidade do Porto, Os Andrades. Um portista com óculos fundo de garrafa, apaixonado secretamente pela menina do Bingo e que se metia em grandes sarilhos com a sogra, que o detestava. Foi uma série feita por atores do Porto — com a exceção da Maria Dulce —, escrita por dois autores do Porto e com muitos episódios baseados em histórias que aconteceram realmente cá. Histórias que os autores conheciam muitas vezes nos jornais onde trabalhavam. Todos os interiores eram filmados nos estúdios da RTP no Monte da Virgem e os exteriores eram filmados no bairro António Aroso.

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Álvaro de Magalhães (06/05/2015)

Como dizia o Pina: ‘Nós fazemos coisas para ganhar a vida e depois fazemos outras para salvar a vida.’ Entre essas de ganhar a vida, fiz séries de televisão nos anos 90. Foi um trabalho pioneiro, o início da produção de televisão em Portugal, feito no centro de produção da RTP no Porto — quando a RTP tinha um centro independente e tinha orçamento. Fizemos aqui o Clube Paraíso, com o Carlos Tê. E depois Os Andrades, com o Manuel António Pina. Vieram para cá realizadores da Globo, fizemos cursos de argumento porque ninguém sabia escrever para televisão. Formámos atores. Foi interrompido aqui um processo que poderia ter tido grandes resultados. Mas não nos deixaram. Depois da série Os Andrades ainda fizemos O Meu, o Teu e o Nosso, uma ‘sitcom’. Depois, para continuar a trabalhar, tivemos de fazer uma série para a RTP de Lisboa, a Segredo de Justiça, uma série com o Ricardo Carriço, a primeira sobre advogados em Portugal. Passámos da comédia para o dramático. O Pina e eu fazíamos aquilo com muito sacrifício. Não era uma coisa que gostássemos. O Pina até tinha vergonha e então assinava com o nome do meio: António Mota. Ríamo-nos muito com isso. Pagámos um preço por estar no Porto nessa altura.


Talvez tenha sido esta aparente falta de entusiasmo dos autores que fez com que, na segunda leva de episódios, se tenha assistido a uma redução significativa na qualidade dos textos.


O papel de Zulmira estava destinado a Luísa Barbosa, que chegou a iniciar as gravações, mas foi obrigada a interromper por motivos de saúde. Impossibilitada de regressar, foi substituída por Maria Dulce. Contudo, os autores chamaram-na para uma participação especial no papel de Luísa, mãe de Marcial. O resultado foi um dos episódios mais cómicos de Os Andrades. A atriz voltaria ainda na segunda série, para mais dois episódios.

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Luísa Barbosa e Manuel Cardoso

As cenas do bingo que Marcial e Idalino frequentavam foram gravadas no Casino Solverde, em Espinho, embora na ação fosse mencionado o Bingo da Boavista.

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Nestas cenas, a menina que debitava os números sorteados era ninguém menos que Cláudia Jacques, conhecida figura do jet set portuense, e que participara também de Clube Paraíso. Na época, o seu nome artístico era Ana Cláudia.

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Uma das participações de destaque foi a de Fernando Gomes, jogador do FCP que angariara o título de “bota de ouro” em 1983 e 1985.

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No episódio Rosários é o que há mais!, recriou-se um programa idêntico ao Ponto de Encontro, apresentado por Henrique Mendes, na SIC. O tema era, portanto, a procura de pessoas desaparecidas. Carlos Miguel apareceu como um indivíduo que procurava uma irmã chamada Rosário, e a apresentadora foi defendida pela jornalista Anabela Mota Ribeiro.

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Simone de Oliveira participou no episódio Sol de Inverno, no qual interpretou a sua música com o mesmo título.

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Também Filipa Vacondeus apareceu como ela própria, apresentando um concurso de culinária no qual Marcial era concorrente.

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No episódio Ninguém!, Lila está a ensaiar uma representação teatral de Frei Luís de Sousa, e é feita uma referência a Maria Dulce, que interpretara D. Maria de Noronha no cinema.

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Maria Dulce em Frei Luís de Sousa, com Raul de Carvalho (1950)

Em A cómoda, Zulmira e Rosário aparecem a comentar a telenovela, mencionando personagens de O Dono do Mundo, mas o folhetim que está a passar no televisor é o que lhe sucedeu no horário nobre da RTP, Mandala

André Sousa e Ambrósio gostam disto!

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Amor com amor se paga foi a primeira novela de Ivani Ribeiro vista em Portugal. A autora foi responsável por grandes sucessos entre nós, tais como A Gata Comeu, Mulheres de Areia e A Viagem.

 


Amor com amor se paga foi também a primeira telenovela a ser exibida numa versão internacional, isto é, uma versão feita especialmente para exportação. Se originalmente esta telenovela tinha ido ao ar em 155 capítulos com duração entre 35 e 40 minutos, o compacto comprado pela RTP apresentava 100 capítulos com 50 minutos certos.


Depois de Amor com amor se paga, a grande maioria das telenovelas vistas na RTP passaram a ter este formato. As versões internacionais podem apresentar capítulos de 30, 35 ou 40 minutos, mas a maior parte é adaptada para ter capítulos de 50 minutos. Por conseguinte, o compacto que era apresentado ao sábado à tarde, para as pessoas que não podiam ver a telenovela da hora do almoço, ficou com uma duração bastante extensa, o que levou a que, depois de Amor com amor se paga, a RTP optasse por apresentar os capítulos da telenovela do fim de tarde, O meu pé de laranja lima, em vez de Fera Radical. Com efeito, o compacto de Amor com amor se paga chegava a ultrapassar as quatro horas seguidas, o que não se coadunava com a estratégia de programação da RTP.


Amor com amor se paga é inspirada na peça de Molière O Avarento (L’Avare) e algumas das personagens, como Elisa, Mariana e Anselmo, têm o mesmo nome. O perfil de Nonô Correia é exatamente igual ao de Harpagão, que também escondia um tesouro dentro de casa.

amorcomamor06.jpg


Ivani Ribeiro já tinha escrito, em 1972, outra telenovela baseada em O Avarento, chamada Camomila e Bem-me-quer, transmitida pela TV Tupi, com Gianfrancesco Guarnieri, Nicete Bruno e Juca de Oliveira no elenco. Amor com amor se paga é uma adaptação desse mesmo texto.

Ambrósio, Julia, Canibal69 e 1 outro gostam disto!

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Não sabia sobre isso, interessante. E estava passando um tempo atras estas novelas no Viva ( Gata Comeu, esta esta passando e Mulheres de Areia que acabou recentemente)

Bom tópico!

Canibal69 gosta disto!

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Não faço ideia qual é o tópico indicado para isto, por deixo-o aqui...

Entre que horários é que, segundo a E.R.C., podem ser exibidos produtos impróprios para menores de 16 anos?

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há 23 minutos, Filipe Luís disse:

Não faço ideia qual é o tópico indicado para isto, por deixo-o aqui...

Entre que horários é que, segundo a E.R.C., podem ser exibidos produtos impróprios para menores de 16 anos?

Penso que é entre as 22:30 e as 06:00.

Filipe Luís gosta disto!

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há 45 minutos, Filipe Luís disse:

Não faço ideia qual é o tópico indicado para isto, por deixo-o aqui...

Entre que horários é que, segundo a E.R.C., podem ser exibidos produtos impróprios para menores de 16 anos?

Menores ou maiores?

Filipe Luís gosta disto!

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há 1 hora, Filipe Luís disse:

Não faço ideia qual é o tópico indicado para isto, por deixo-o aqui...

Entre que horários é que, segundo a E.R.C., podem ser exibidos produtos impróprios para menores de 16 anos?

Entre as 22:30 e as 6:00, chamado "horário protegido".

Filipe Luís gosta disto!

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Sabiam que... Os dois principais autores da TVI e os dois principais autores da SIC já trabalharam juntos? Maria João Mira, António Barreira, Inês Gomes e Pedro Lopes tiveram a seu cargo o guião de Saber Amar, em 2002, na TVI. Além deles também Margarida Carpinteiro (uma das únicas novelas que escreveu), Miguel Barros (marido da atriz Susana Arrais), Isabel Jacinto ("desaparecida" desde então) e João Matos (autor recorrente na TVI), ajudaram nas escrita da novela. De recordar que Saber Amar é a novela portuguesa mais exportada de sempre.

AGUI e Ambrósio gostam disto!

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há 1 hora, SIM disse:

Sabiam que... Os dois principais autores da TVI e os dois principais autores da SIC já trabalharam juntos? Maria João Mira, António Barreira, Inês Gomes e Pedro Lopes tiveram a seu cargo o guião de Saber Amar, em 2002, na TVI. Além deles também Margarida Carpinteiro (uma das únicas novelas que escreveu), Miguel Barros (marido da atriz Susana Arrais), Isabel Jacinto ("desaparecida" desde então) e João Matos (autor recorrente na TVI), ajudaram nas escrita da novela. De recordar que Saber Amar é a novela portuguesa mais exportada de sempre.

É mesmo? Pensava que era Laços de Sangue...

Editado por Televisão 10

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há 1 minuto, Televisão 10 disse:

É mesmo? Pensava que era Laços de Sangue...

Laços de Sangue é a segunda. Saber Amar teve cerca de 30 exportações. Foi exibida em quase todos os países da América do Sul. Laços de Sangue não anda longe disse com +25 exportações.

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há 2 minutos, SIM disse:

Laços de Sangue é a segunda. Saber Amar teve cerca de 30 exportações. Foi exibida em quase todos os países da América do Sul. Laços de Sangue não anda longe disse com +25 exportações.

Curioso ser uma novela tão pouco falada na TVI...

Ambrósio e SIM gostam disto!

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